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De: TAF - "Os artistas locais"

Submetido por taf em Terça, 2010-03-09 20:05

No Grande Porto, Sampaio Pimentel escreve sobre os eleitos do PS nas autárquicas:

"O ‘dream team’, para além de Elisa, era constituído por Teixeira dos Santos, Correia Fernandes, Manuela Vieira, Alexandre Quintanilha, Teresa Lago e, entre outros, pelo autor da inquietante pergunta: ‘E eu e tu o que é que temos que fazer?’ Elisa, tendo percebido desde muito cedo que a derrota era inevitável não perdeu tempo a responder e esclareceu Abrunhosa que, quanto a ela, ficaria por Bruxelas. Teixeira dos Santos, por seu lado, não hesitou manter-se pelo Terreiro do Paço, renunciando de imediato ao mandato de deputado municipal. (...)

Na Assembleia Municipal, Teresa Lago, número dois do PSSP, falta com frequência e o cantor que não queria uma AM de marionetas não compareceu, sequer, a metade das sessões. Acresce que, tendo sido eleito pela Assembleia como seu representante no Conselho Municipal de Segurança, Abrunhosa optou por ignorá-lo, faltando à sua primeira e, até agora, única reunião. No Executivo o panorama é semelhante. Desde a sua tomada de posse, apenas, o Arq. Correia Fernandes não faltou ao compromisso. Manuela Vieira e Alexandre Quintanilha, eleitos directamente, compareceram em apenas metade das sessões."

De: Alexandre Burmester - "Rui Rio ataca o governo... Que medo..."

Submetido por taf em Terça, 2010-03-09 19:22

Enfiando o barrete em os do costume, pergunto para que serve o facto dos representantes do Norte não ficarem calados, se quanto mais falam e nada acontece, mais perdem o seu próprio poder e moral. Mais me lembram aqueles cachorrinhos pequenos que ladram, não mordem, e vêem a caravana passar.

Alexandre Burmester

De: Augusto Bastos R. - "O PEC e o PSN"

Submetido por taf em Terça, 2010-03-09 19:07

Caros seguidores d'A Baixa do Porto

Ficou amplamente demonstrado que este PEC é um autêntico Plano de Segregação do Norte, no que a investimento público diz respeito, e que afectará, por consequência, ainda mais o nível de desenvolvimento da região por comparação a outros índices Portugueses e Europeus. Muitas coisas poderiam ser apontadas mas para os propósitos desta mensagem presumo que todos concordemos com a evidência de estarmos a ser uns dos crucificados deste país, quando outros pouco ou nada sofrem nestes tempos que se dizem de crise. Não falo isto por causa das linhas de AV, cuja construção sou liminarmente contra em todo o país sem excepção. Não venho aqui com a conversa de "se os outros têm, nós também queremos". A questão é que ninguém deveria ter. Desde as atitudes dessa gente que utiliza os fundos de coesão para proveito próprio, até às decisões que acabarão por destruir ainda mais os ecossistemas fluviais por todo o Norte com barragens estúpidas... e tudo que existe pelo meio, é urgente travarmos isto! É urgente respondermos com convicção "a nós não nos violarão!"

Remeto agora para o Artigo 9º da CRP:

"Artigo 9.º - Tarefas fundamentais do Estado
São tarefas fundamentais do Estado:
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
g) Promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional, tendo em conta, designadamente, o carácter ultraperiférico dos arquipélagos dos Açores e da Madeira;
"

Retirado do Artigo 7º:
"3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão."

Não há nada que possamos aprender com os Galegos? Do Estatuto da Galiza:

"ARTIGO 1

1 - Galicia, nacionalidade histórica, constitúese en Comunidade Autónoma para acceder ó seu autogoberno, de conformidade coa Constitución Española e co presente Estatuto, que é a súa norma institucional básica.
2 - A Comunidade Autónoma, a través de institucións democráticas, asume como tarefa principal a defensa da identidade de Galicia e dos seus intereses, e a promoción da solidariedade entre todos cantos integran o pobo galego.
3 - Os poderes da Comunidade Autónoma de Galicia emanan da Constitución, do presente Estatuto e do Pobo."

Os Galegos não estiveram à espera de um referendo milagroso. Os Galegos auto-referendaram-se localmente em 1936, com votos a favor de 85% da população, apresentando posteriormente a proposta ao Parlamento Espanhol. A decisão foi protelada devido ao estalar da Guerra Civil em Junho desse mesmo ano. O Documento de 1936 seria novamente ratificado popularmente em 1980, conferindo o Parlamento Espanhol o Estatuto de Comunidade Autónoma à Galiza. Como dizia ali atrás, é o sítio que faz as pessoas, e por essa razão acredito que com essa autonomia, ou até mesmo independência, teríamos todas as condições para nos governarmos muito melhor.

E eu pergunto, é preciso mais o quê? Já nos baixaram as calças, estão à espera que seja preciso baixar as cuecas? Vamos mas é para a rua!

Augusto R.

Para que os do costume não acusem os representantes da região de ficarem calados:

- Rui Rio acusa Governo de prejudicar o Norte ao adiar o TGV

Também vi Rui Moreira e Luís Filipe Menezes a fazer curtas declarações sobre o adiamento do TGV.

PS: António Marques considera "escandaloso" que Governo anule obras a Norte e mantenha duas em Lisboa
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Carlos Cidrais

De: TAF - "Sugestões e apontadores"

Submetido por taf em Terça, 2010-03-09 11:48

De: Alexandre Burmester - "Viva a competência"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 19:14

Sábado havia na cidade festa na Miguel Bombarda, Exposição na Alfândega, Vinhos no Palácio da Bolsa, e os patetas que deviam controlar o trânsito caótico que se transformou na cidade, estavam a tomar conta do belíssimo material que expuseram naquela coisa chamada Av. dos Aliados, cheia de barracas.

Nota: O “belíssimo material” eram as “tools” com que a nossa Protecção Civil, INEM, Bombeiros, GNRs, Guardas Florestais e outros estão equipados, e que vieram numa operação de charme a custos controlados mostrar ao “Mitch” da série “Baywatch”.

De: Alexandre Burmester - "Tivéssemos..."

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 19:08
  • Tivéssemos uma empresa séria e responsável pelos caminhos-de-ferro portugueses, que não sustentasse uma larga ninhada de tachos e incompetentes, e que não perdesse diariamente os milhões que todos pagamos, que até acreditava em projectos ferroviários;
  • Tivéssemos uma companhia aérea competente, que eliminou todas as pontes aéreas do país pela prática de preços insuportáveis, e que ainda vem justificar um novo aeroporto;
  • Tivéssemos gente competente, desde técnicos de transportes, estrategas e políticos, não teríamos que continuar a apostar nas inúteis Auto-estradas e pontes sem sentido;
  • Tivéssemos a Norte (leia-se no Porto) políticos competentes que soubessem reclamar o que nos é de Direito, que outros reclamam nem sendo de Direito (Madeira) e que nos levam a todos, e nos representasse neste pântano político, que não fossem as mulas que por aqui se sentam, e não tivéssemos de nos vir queixar constantemente neste muro de lamentações que se transformou nos blogues deste país;
  • Temos o País que temos, que merecemos, e que pagamos (e agora até com taxas de 45% de IRS).

Você que vota, junte-se a mim. Não vote e pratique sempre que puder a “Desobediência civil”.
Viva a Anarquia.

De: Vítor Silva - "Assembleia Municipal do Porto"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 18:02

Hoje às 21h00.
A próxima é para a semana.

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blog.osmeusapontamentos.com

De: António Alves - "Oportunidade"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 15:21

O que pode parecer uma ameaça pode ser transformado numa oportunidade. Este abandonar definitivo dos projectos de linhas de “tgv” que têm o Porto como origem/destino deve ser transformado numa oportunidade para pôr em causa todo este processo e abandonar definitivamente o que foi projectado até aqui. Incluindo, obviamente, a Ligação Lisboa-Badajoz sob pena de a Norte se ter de enveredar pela desobediência civil para não termos de pagar uma ligação ferroviária absurda que não serve mais de metade de Portugal. Esta ameaça deve ser claramente feita pelas forças vivas desta Região. Não estamos em condições de pagar, com o nosso dinheiro, o nosso sacrifício, e a insustentabilidade do nível de vida das nossas gerações futuras, uma ligação ferroviária que nos exclui.

O processo deve retornar à estaca zero. Um verdadeiro Plano Estratégico Ferroviário deve ser pensado e formulado de acordo com os seguintes objectivos essenciais:

  • 1- Mudança de bitola das nossas vias férreas, da ibérica para a europeia, de modo a que no futuro (já não muito longínquo) não corramos o risco de ficar ferroviariamente isolados do mundo.
  • 2- Revitalizar a nossa rede clássica desenvolvendo principalmente as ligações inter-regionais com particular incidência nas regiões mais densamente povoadas, e.g., o Entre-Douro-e-Minho e Região Centro, para desincentivar o uso exagerado do automóvel em distâncias até 150 km.
  • 3- Reformular a rede, dando-lhe uma configuração em malha, para que todas as capitais de distrito se encontrem ligadas entre si, na menor distância temporal possível, principalmente as que se inserem na mesma região.
  • 4- Todas as actuais linhas e as novas a construir devem ser projectadas para tráfego misto de mercadorias e passageiros.
  • 5- Transformar a rede ferroviária numa importante alavanca para a competitividade da indústria turística. Quem chega ao aeroporto do Porto deve fácil e rapidamente poder chegar, usando o comboio, ao Douro, a Braga, a Guimarães, a Barcelos, a Viana do Castelo, e, inclusivamente, a Santiago de Compostela. Para isso o Aeroporto Francisco Sá Carneiro deve ser ligado à rede ferroviária clássica anulando o missing link de apenas 2,5 km que obsta a que isso seja já hoje uma realidade. A reformulação do traçado, e do sistema de exploração da linha litoral algarvia, para parâmetros modernos e eficientes, deve ser levado a cabo. A Linha do Douro e os seus ramais, até Salamanca, deve ser considerada como de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento da emergente indústria turística desta região que tem crescido continua e sustentadamente nos últimos anos.
  • 6- As ligações internacionais, desde já em bitola europeia, devem ter como objectivo prioritário facilitar o tráfego de mercadorias e ligar as regiões portuguesas mais exportadoras ao nó logístico de Salamanca - Medina Del Campo - Valladolid.
  • 7- Estruturar ferroviariamente a mega região que vai da Corunha a Setúbal com uma linha de altas prestações, sendo a sua velocidade adequada aos objectivos e condicionalismos pontuais. Uma velocidade média de percurso na casa dos 200 km/h parece-nos ideal.
  • 8- Modernizar as outras ligações a Espanha actualmente existentes, elevando-as para patamares modernos e consentâneos com as exigências dos nossos dias.

Em resumo, deve-se projectar uma rede ferroviária moderna, de altas prestações, com velocidades adequadas caso a caso, que seja uma alavanca para a competitividade da economia nacional e para a coesão territorial. Deve-se deixar definitivamente de falar em “tgv’s” e ligações megalómanas e caríssimas, que servem apenas a vaidade insana duma capital que se julga ainda com um império mas não tem onde cair morta, e os interesses estratégicos do estado espanhol que, legitimamente, os promove, mas que não são definitivamente os nossos. Estas megalomanias, sem mercado que as sustentem, porão em causa o futuro daqueles portugueses que hoje ainda não têm capacidade de decisão e que serão onerados para toda a vida com uma dívida gigantesca que a estupidez dos seus pais e avós gerou.

De: Armando Peixoto - "Resposta a «O TGV não serve nem sequer Lisboa»"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 15:18

Caro TAF, eu acho que o senhor tem toda a razão no que diz repeito à modernização ferroviária. Mas a realidade é o que é, e o facto é que o TGV Lisboa-Madrid vai ser construído e sem atrasos relativos à crise. Se vai ser estupidez ou desperdício, às tantas vai, mas quem o vai pagar vai ser o país inteiro e os poucos que o vão utilizar e ganhar com ele vão ser os nossos "compatriotas" lisboetas e os "hermanos" Madrilenos. Essa é que é a realidade! E será indesculpável que os responsáveis políticos da região não se insurjam contra a pouca vergonha!

De: TAF - "O TGV não serve nem sequer Lisboa"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 12:37

O TGV não faz sentido em Portugal. E não faz sentido em lado nenhum, nem no Porto, nem em Lisboa. Outra coisa é a modernização da rede ferroviária, que é muitíssimo importante: mercadorias com trânsito facilitado, passageiros transportados com qualidade em comboios a 200-250 Km/h (tipo pendulares e não TGV).

O TGV Lisboa-Madrid não é útil sequer a Lisboa porque não vai ser concorrencial com as alternativas, ou seja, não vai ter passageiros. Não é um favorecimento, é uma estupidez, um desperdício puro e simples. A menos que haja compromissos internacionais absolutamente impossíveis de renegociar (o que julgo estar longe de se provar), nenhum TGV deveria ser construído. Mas, lá está: não se confunda TGV com modernização da rede ferroviária - são assuntos bem distintos.

De: Armando Peixoto - "Norte paga a crise"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 12:34

Queria comentar esta notícia fresquinha do que nos espera para os próximos anos, segundo o PEC.

Como podem reparar, o TGV vai ser adiado por 2 anos! Vai? Todo? Não, uma linha resiste, imune a qualquer crise! Lisboa-Madrid, ao que parece, não vai ser afectada! Cada um que tire a sua conclusão. Eu acho que isto é uma pouca vergonha e que, juntamente com as portagens nas scuts, mais uma vez é a região mais pobre de Portugal que vai pagar a crise para que a capital deste vergonhoso país continue a engordar! É desta forma que o governo quer combater a crise na região Norte e atenuar os desequilíbrios regionais do país! Mais uma vez, a competitividade da nossa cidade vai ser afectada fortemente e vai continuar a ver investimento privado e estrangeiro a passar ao lado, já que ninguém no seu perfeito juízo investe em zonas em forte decréscimo de competitividade. Espero que os responsáveis políticos da região se manifestem contra esta vergonha.

Cumprimentos
Armando Peixoto

De: Carlos Cidrais - "TGV"

Submetido por taf em Segunda, 2010-03-08 12:33

Pronto, o que estava anunciado... aconteceu.
E no entanto a linha Lisboa-Madrid (ou será Madrid-Lisboa) mantém-se...

--
Carlos Cidrais

De: Victor Sousa - "Laboratório urbano"

Submetido por taf em Domingo, 2010-03-07 22:27

Na Alameda 25 de Abril


Um contributo para os arquivos do blogue. Há pelo menos 15 dias que este exercício de teste à resistência dos materiais tem lugar na chamada Alameda 25 de Abril, a Campanhã. Quem cederá? A árvore? Os chamados serviços de gestão da via pública? E os peões? Serão afectados pela fixação em atravessar a rua na passadeira? Irei dando notícias...

--
Cumprimentos de
Victor Sousa

De: TAF - "Em Miguel Bombarda, ontem - 2"

Submetido por taf em Domingo, 2010-03-07 05:48

Animação em Miguel Bombarda

Animação em Miguel Bombarda

Galeria em Miguel Bombarda


De: TAF - "Em Miguel Bombarda, ontem - 1"

Submetido por taf em Domingo, 2010-03-07 05:17

Animação em Miguel Bombarda

Animação em Miguel Bombarda

Animação em Miguel Bombarda


De: TAF - "Mais alguns apontadores"

Submetido por taf em Sábado, 2010-03-06 14:55

De: Augusto Bastos R. - "Re.: Carlos Nunes - «Já era assim em 1766!»"

Submetido por taf em Sábado, 2010-03-06 14:45

"Felizmente, já não é tanto assim, fundamentalmente pela migração interna."

Tem a certeza? Acho que é da lei natural as pessoas mudarem com o sítio e nunca o sítio com as pessoas, fundamentalmente pela nossa inerente capacidade de habituação. Palavra essa que por sinal, até é muito parecida com a de "habitação".

Mais acredito que, na sua visão neutra, esse visitante francês até se poderia sentir mais inclinado a apreciar a vida na capital, mas, ao que parece, não foi no engodo preferindo a nossa rudeza afável e o nosso trato lhano.
Continuo a dizer que Portugal, como a Espanha, apesar de um país apenas comporta nele várias nações. Em Espanha reconheceu-se o facto pela força, nós aqui preferimos não falar no assunto presumindo esta ideia parva de "união nacionalista". O conceito de "nação", no tempo deste Sr. Dumouriez, era com certeza bem diferente do que aquele que mais tarde se veio a generalizar de "estado-nação".

Numa época de "aldeia global" até fica mal dizer que se é filho da terra; mas o meu bairro é o meu bairro, e o resto é... turismo. Um dos segredos para se estar bem na vida é este (aprendi à força, mas aprendi).

De: Carlos Nunes - "Já era assim em 1766!"

Submetido por taf em Sexta, 2010-03-05 14:57

Livro


Felizmente, já não é tanto assim, fundamentalmente pela migração interna.

Carlos Nunes

De: Cristina Santos - "Ruptura"

Submetido por taf em Sexta, 2010-03-05 13:59

Uma ruptura não implica apenas um novo Governo que faça propostas pacíficas para assumir os erros anteriores, precisamos de um novo Governo que se proponha fazer uma auditoria séria aos últimos 5 anos de governação, a comprovar os erros de gestão que sucessivamente se apontam, que de facto são flagrantes, e a apurar responsabilidades.

Uma autarquia com actos de apuramento da gestão do bem público, como foi o caso na nossa cidade, pode eventualmente prejudicar os munícipes, já que fica sujeita a chantagens várias, como a anulação de projectos estruturais importantíssimos, ao adiamento de outros, e os próprios cidadãos, além de privados desses projectos, verem-se a braços com candidaturas de altas patentes nacionais para cargos de cabeça-de-lista para a Assembleia Municipal do Porto num gozo deliberado, e ter de aceitar. Mas um Governo não está sujeito a essas pressões, é o órgão máximo, de modo nenhum fica no impasse entre projectos e responsabilizações e cumpre-lhe apurar responsabilidades.

O PSD tem-nos dado um exemplo democrático de discussão e opção de liderança, que deve ser exemplo, até nas empresas que muitas vezes encaram a apresentação de propostas alternativas internas como sinal de conflito, em vez de sinal de tentativa de focar várias vertentes para o objectivo final. Só se lamenta que, apesar de 3 alternativas, continue a tentar iludir apresentando soluções para erros irremediáveis, quase como quem já prepara uma desculpa para mais um falhanço. É a eterna esperança decadente, a esperança das vítimas que perante todos os sinais continuam a acreditar, que um dia...

Antes de prosseguir qualquer sentido governativo, há que apurar responsabilidades, doa a quem doer. E partir desse ponto para marcar um novo patamar de exigência. Se mudarmos apenas o Governo sem que se assumam os danos causados, mudamos apenas as figuras e, para isso, mais vale mudar de país.

Cristina Santos

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