PARTICIPAR: enviar mensagem devidamente assinada para pdm@etc.pt. Os textos poderão ser publicados em papel ou PDF a menos que o autor dê indicação contrária ao enviá-los.

De: TAF - "Sugestões e apontadores"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-27 17:05

De: Miguel Barbot - "Ruas vendidas II"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-27 17:03

Carla Santos, nunca equacionou os transportes públicos? É bem mais agradável andar de autocarro, metro ou nos urbanos da CP do que queimar horas à espera de estacionamento. De certeza que, pensando um pouco, encontraria uma alternativa mais económica e que não obrigasse a esperar tantas horas para chegar a casa. E, pasme-se, não se apanham doenças.

--
Miguel Barbot

De: Carla Santos - "Ruas vendidas"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-27 00:49

Decidi contactar-vos, pois encontro-me em estado de choque com as novas notícias sobre a nova gestão de estacionamento na cidade do Porto. As ruas foram, praticamente, todas vendidas! Resido no centro da cidade, cidade que escolhi para viver. Tenho um carro, idoso, mas que me faz alguma falta e como a maior parte dos moradores no centro da cidade, não tenho garagem.

Possuo cartão de residente, que, apesar de tudo, não é nada funcional, pois acabamos por ter que pagar metade das horas (4 horas diárias) e por essa razão sempre optei por deixar o carro estacionado a alguns quarteirões de casa,numa rua sem parquímetro, que só tem lugares disponíveis a partir da noite. Nessas alturas era um verdadeiro pesadelo conciliar onde deixar o carro, as horas a que tinha que ir trabalhar, as horas que, após o trabalho, me eram mais convenientes para chegar a casa (chegou ao ridículo de acabar de trabalhar e andar a passar o tempo noutro lado até chegar uma hora conveniente para ir para casa, pois antes disso não iria arranjar lugar e na maior parte das vezes estava cansadíssima e só queria chegar a casa como as pessoas normais). Quando, porventura, chegava a casa de madrugada, lá caminhava sozinha os quarteirões até casa, só para poder deixar o carro numa rua que não me causasse ainda mais preocupações. Uma verdadeira escravidão, deteriorando a minha qualidade de vida, devido à falta de lugar.

Neste momento, com as últimas notícias sobre os novos locais de parqueamento privado pago, é praticamente impossível não pagar, pois as ruas estão quase todas privatizadas! Se era um pesadelo viver no centro pela falta de garagem, agora é um verdadeiro atentado! Neste momento encontro-me desempregada e pagar a moedinha 4 horas por dia, 5 dias por semana está absolutamente fora de questão! Eu questiono-me aos iluminados que permitiram a venda das ruas que deveriam ser de todos, onde é que vou deixar o carro? Quais são as alternativas? Queixam-se que o centro da cidade é desertificado. Eu fiz um favor à cidade e vim para aqui viver. O sonho tornou-se pesadelo. A cidade está a expulsar-me. Se a cidade não oferece condições para ter as pessoas a viver dentro dela, então que cidade é esta?

Carla Santos

De: JA Rio Fernandes - "PDM"

Submetido por taf em Quinta, 2012-01-26 00:16

Quem me conhece sabe que gosto do debate, mas como aqui disse várias vezes e desde há alguns anos atrás, evito a referência crítica aos comentários de outros. Faço-o para procurar que não ocorra o que sucedeu ao meu amigo Pulido Valente, de ler no que escrevi sobre o PDM e a gestão Rui Rio a defesa do que nessa matéria fez a CMP com Fernando Gomes ou Nuno Cardoso. Não me encontrarão a defender, em lado algum, por exemplo, o Shopping Cidade do Porto, ou a Torre das Antas. Mas, julgado Gomes (pelo voto), fico satisfeito por o ver de acordo com a incoerência, populismo e falta de rigor da gestão de Rui Rio.

PS - Gentinha não conheço, amigo, só vejo gente no PS como em todos os partidos. E fora deles também, é claro. Uns com mais virtudes, outros com mais defeitos. Gosto de pensar que ambos estamos no primeiro grupo, até porque tendo a ser generoso na auto-avaliação :-) e gosto de ver na lealdade coisa diferente de “encarneiramento” ou submissão aos poderosos. Mas isso seria uma longa conversa na qual seria bom estar Tiago Azevedo Fernandes e falar da sua experiência e das vantagens e inconvenientes, direitos e deveres de um militante.

PPS - Não leve a mal, caro Arq., mas não vou manter o debate aqui. Se quiser continuar a conversa, convido-o para o jariofernandes@gmail.com.

De: Pulido Valente - "PDM"

Submetido por taf em Quarta, 2012-01-25 17:14

Não me espanta a cegueira do Rio Fernandes que tem mostrado ser leal ao PS e sua gentinha. O que me espanta é que Você não aceite que os princípios do tal presidente de que tanto gostou eram perfeitamente suicidas para o Porto: escritórios/terciário e habitação em partes iguais e que se lixe o ambiente, os pastores e os carneiros que foram pela primeira vez referidos por mim numa crónica no J.N. antes que esse presidente tenha dado ordem ao jornal para parar de publicar as minhas críticas. SIM, FOI ASSIM MESMO, o Aroso confirma e já o escreveu, parece que aqui.

Agora os assassinatos do R.R.: o que se está a fazer é conseguir publicar no Diário da República os “textos” que permitam à CMP fazer o que bem entende. E quem diz aos políticos o que é bom ou mau? Quem são os conselheiros? Que idoneidade moral e técnica têm? V. sabem? Quem “manda” no PDM dentro da câmara?

Porque será que a lei que obrigava a que os edifícios se afastassem dos muros das escolas tivesse sido anulada? E porque será que o artigo 59 do Regulamento Geral de Edificações Urbanas foi comido pelas regras do PDM que permitem que a cércea de um edifício seja determinada não pela largura da rua, entre os edifícios, – PDM – mas pela maior largura do espaço público fronteiro passando a incluir para além da rua e passeios tudo o que não seja particular. Passa a ser indeterminado e, portanto, fácil de manobrar para aprovar quando há um caso como, POR EXEMPLO, o do “shopping” do BOM SUCESSO.

As alterações ao PDM em curso devem ser para arranjar ainda mais maneiras de destruir a cidade. Vamos ver quando tivermos acesso na discussão pública.

JPV
--
www.josepulidovalente.com

De: Carlos Oliveira - "PDM"

Submetido por taf em Quarta, 2012-01-25 17:11

Estas notícias e textos sobre o PDM devem preocupar os portuenses. Ainda por cima estamos a falar de sítios emblemáticos da Cidade. O que me preocupa também é que quem está a negociar o Matadouro, e sabemos lá para fazer o quê, foi a mesma pessoa que conseguiu fazer uma zona desportiva no Parque da Cidade que parece mais a zona industrial da Maia! Uma coisa o tema PDM tem de bom, este blogue tem grande ligação à discussão do PDM :-)

De: Alexandre Burmester - "Assalto colectivo"

Submetido por taf em Quarta, 2012-01-25 17:06

Assiste-se actualmente a uma forma de gestão do bem comum que mais se assemelha a um assalto por parte das entidades públicas à propriedade de todos. Quer seja ao nível do governo que em tudo nos priva, regula e nos obriga, como à forma de gestão dos espaços públicos por parte das autarquias. Por vivermos em crise as entidades públicas inventam formas de regular e de fiscalizar em excesso de modo a taxar cada vez mais os cidadãos que, por via da dita crise, vivem cada vez mais esfolados. (Vinha noticiado há dias que só a polícia, nas suas acções de paparazzi, encaixa no erário público 225.000€ por dia.)

Assim estamos condenados a viver com um excesso de regras que nos deixa confusos com tanta legislação, com tantas entidades a regular e a consultar, o que no final nos deixa sempre com esta sensação de ilegalidade. Como se não bastasse, ainda somos assolados pela atitude parola dos nossos políticos, que com a preocupação de serem correctos e de serem modernos inventam assuntos para legislar. Para justificar estas enormidades de regras, nada melhor que encomendar estudos aos cientistas e brilhantes investigadores e professores que pululam pelas universidades (e governo), que muito sabem das matérias e pouco sabem da vida prática e funcional do dia a dia. Neste momento, com base em “estudos rigorosos”, pretende-se proibir o acesso a algumas praias do Algarve (as mais bonitas e turísticas), porque as falésias podem cair-nos na cabeça; proibir de fumar dentro e fora dos restaurantes porque faz mal (e as comidas gordurosas e as bebidas alcoólicas, virão a seguir?); retirar os típicos grelhadores da cidade de Matosinhos porque fazem fumo; impor uma taxa aos telemóveis e aos discos rígidos porque podem conter material com direitos; e por ai fora vai sem parar...

No Porto inventa-se esta ideia de privatizar o espaço público para colocação de parcómetros pela cidade toda, mas se ninguém lhes pediu tamanha imaginação, quem é que os autorizou a isto? Lá porque se tem o dever e o direito de gerir o que é comum, retira-se, privatiza-se e cobra-se? O principio de utilizador/pagador um dia destes é extensivo ao ar que respiramos, por isso não tardará a ser objecto de taxação e de uma regulação de forma. O Povo é mesmo ordeiro e manso. Fosse mais consciente e interveniente, reclamaria, entupiria os tribunais com multas e incumprimentos, optando pela desobediência civil. É urgente dar um “basta” a esta atitude de assalto colectivo.

Alexandre Burmester

De: JA Rio Fernandes - "PDM do Porto, para quê?"

Submetido por taf em Terça, 2012-01-24 23:44

Lembro-me bem como Rui Rio ganhou as eleições: Fernando Gomes regressava e pensava que isso bastava para todos correrem a votar nele, enquanto Nuno Cardoso tinha apostado (quase) tudo no Porto Capital Europeia da Cultura e havia perdido, entre guerras com a administração central e sobretudo com quem fez nomear para a Sociedade Porto 2001, por entre obras excessivas, atrasadas e caras, o que era acompanhado por quezílias que não facilitaram nada o “regresso” do melhor presidente que o Porto conheceu depois do 25 de Abril.

Mas, se no essencial foi Fernando Gomes que perdeu, também é verdade que Rui Rio ganhou. E fê-lo, entre outras posições, com o apoio firme à defesa do Parque Ocidental (dito “parque da cidade”), contra tudo e todos e em especial contra a “especulação” (seja lá isso o que for), num compromisso pelo rigor e transparência que trouxe o apoio de jovens bem intencionados reunidos em torno de uma “agenda verde”. Não falarei do rigor e transparência no caso do Rivoli e dos seus amigos, do Palácio do Freixo e do negócio do Grupo Pestana, das Torres do Aleixo e dos amigos de Duarte Lima, da antecipação de rendimentos de que aqui falou José Castro, nem do que custou à cidade a sua paixão por carros antigos, ou a da sua amiga Laura Rodrigues pelo prédio projetado pelo pai (Cinema Batalha) ou pelos relatórios e projetos do filho, entre tantas outras (tristes) coisas.

Porque o que importa é perceber hoje que a notícia sobre alterações ao PDM na sua ligação ao parque ocidental do Porto confirma o que alguns sabíamos: a CMP de Rui Rio contrariou o PDM que ela própria fez alterar e agora precisa de o mudar para fazer legal o ilegal. Isso é especialmente grave no Parque da Cidade, onde a CMP de Rui Rio aprovou, ilegalmente disse-nos a CCDRN, um oceanário, e deixou que alguns (Sport Club do Porto), aí plantassem construções (incluindo piscina), ou promoveu a asfaltação para uso dos aviões do Red Bull, entre outras iniciativas de impermeabilização muito pouco ambientalmente interessante e contrária ao que dispõe o PDM ou mais ainda ao discurso que lhe deu a vitória. Entretanto… por via da luta cega contra outras construções, deixa-nos Rui Rio, apesar de todo o rigor e transparência e da sua superioridade de economista, uma dívida superior à que herdou, menos espaço verde no Parque Ocidental e uma evidente falta de visão e de ambição da cidade, apenas compensada em parte pela projeção da cidade, para o qual muito contribuem o vinho do Porto e a atração das caves na Gaia do amigo Menezes, o Futebol Clube do Porto do amigo Pinto da Costa, ou o aeroporto que o amigo Jorge Coelho decidiu aprovar, por pressão do amigo Fernando Gomes.

De: TAF - "Alguns apontadores e sugestões"

Submetido por taf em Terça, 2012-01-24 13:54

De: TAF - "Da militância"

Submetido por taf em Domingo, 2012-01-22 20:10

Tenho vindo a comentar aqui as minhas aventuras no PSD/Porto. É importante que a vida no interior dos partidos seja conhecida, para incentivar a sua renovação e motivar quem está de fora a envolver-se nas questões políticas, ao menos locais, que afectam directamente os cidadãos. Os partidos são as estruturas que a Democracia prevê para a conquista do poder legislativo e executivo, não nos podemos dar ao luxo de prescindir de intervir neles.

Os partidos têm muitos vícios que impedem a adequada defesa dos interesses da população e desmotivam aqueles que pretendem de boa fé dar o seu contributo à vida partidária. Contudo, a ausência de participação é um fenómeno complexo que não consigo compreender completamente. O que leva um militante (alguém portanto com o poder de intervir dentro do partido) a evitar emitir a sua opinião, a prescindir do direito de explicitar a sua discordância? Nalguns casos a situação tem explicação simples.

  • 1) Se não se trata de um “verdadeiro” militante, ou seja, se é alguém que foi inscrito por terceiros e a quem pagaram as quotas apenas para fazer número nas votações, é claro que não vai pronunciar-se nunca.
  • 2) Se é alguém cuja vida profissional depende de nomeações políticas ou de uma rede de influências centrada no poder do partido, preferirá encostar-se à corrente dominante e não levantará ondas.
  • 3) Se é alguém com aspirações a subir na hierarquia partidária através de uma cadeia de boas relações, mais do que pelo valor da sua intervenção, poderá escolher uma via discreta para tentar promover-se.

Mas quem não está nestas condições (estou totalmente seguro de que a maioria dos militantes não está), porque opta por não se expressar, ou pelo menos se inibe de o fazer? Veja-se como exemplo concreto o cenário actual de lista única para o PSD/Porto. Alguém terá dúvidas de que este unanimismo é artificial? Que há divergências internas profundas? Que muitos não se revêem nesta candidatura? No entanto, não sei de um único militante (um único!), além de mim, que se disponha a participar numa lista alternativa. Só avançarão quando tiverem esperança de vencer no curto prazo? (Sejamos realistas: com esta inércia a lista de Ricardo Almeida vai vencer em qualquer caso.) Acharão que o partido fica mais forte se, para o exterior, se fingir que há um consenso alargado interno? Terão vergonha de estar eventualmente isolados na sua opinião, receando uma votação que por diminuta lhes pareça humilhante? No último plenário (onde muitos militantes descontentes já nem foram) só eu, Miguel Braga e Amândio de Azevedo explicitámos discordâncias com a corrente dominante. É só inércia e desânimo?

Algo de muito mal vai no PSD/Porto, e o problema principal não é nos anunciados vencedores (esses estão activos, apesar de na minha opinião não cumprirem os requisitos mínimos para serem eleitos). A crise está é nos vencidos, ou melhor, nos que nem sequer chegarão a ser vencidos porque não se apresentam a lutar pelas suas ideias. Os partidos são o que fizermos deles. Se estivermos à espera de um D. Sebastião, bem merecemos a nossa triste sorte. É que nada nos falta a não ser determinação e clareza. Nem sequer se requer coragem, porque o que se arrisca é absolutamente mínimo em comparação, por exemplo, com o que arriscaram aqueles que trouxeram à Europa e a Portugal a paz e a democracia. É também por respeito para com esses, que nos legaram a liberdade de que hoje usufruímos, que não posso deixar de fazer o que estiver ao meu modesto alcance para revitalizar o PSD/Porto e incentivar outros a que façam o mesmo nos restantes partidos (existentes ou em projecto) onde a situação não me parece melhor. Por mim, estou certo de que o PSD/Porto, o verdadeiro, um dia renascerá. Afinal "we are the ones we've been waiting for".

De: Pedro Figueiredo - "Rua de Ceuta: Arménio Losa e Cassiano Barbosa"

Submetido por taf em Domingo, 2012-01-22 18:20

Na Rua de Ceuta

Na Rua de Ceuta

Em 1942, Arménio Losa dirigia o gabinete de Urbanização da CMP. A Rua de Ceuta seria um novo eixo que ligaria a Avenida dos Aliados ao jardim do Carregal. Em 1952, o Plano Regulador do Porto, da autoria de Antão Almeida Garrett, apresenta esta via na sua configuração actual. Este edifício possui um terreno de forma triangular que confina com a (então) “companhia dos telefones”, formando assim, um conjunto interessantíssimo com “duas faces”, unidas por uma simples aresta… Um bicho de duas fachadas aparentemente contraditórias: para a Rua da Picaria, um edifício com fachada “beaux-arts”, para a Rua de Ceuta, uma belíssima e complexa composição com fachada e conteúdo modernista… Da rua apenas vemos duas fachadas, são contíguas mas não são do mesmo edifício, são de dois lotes triangulares diferentes… (magia!).

... Ver restante texto e imagens em PDF


De: TAF - "Hoje Porto também é Guimarães"

Submetido por taf em Sábado, 2012-01-21 17:45

De: TAF - "Informação aos militantes do PSD/Porto"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-20 23:47

A propósito das eleições para a Concelhia marcadas para o próximo dia 27, eis algumas informações eventualmente úteis. Se bem percebi das regras transcritas abaixo parcialmente, retiradas dos Estatutos e do Regulamento Eleitoral, são precisos:

  • Comissão Política de Secção: 7 a 12 candidatos (presumo que os representantes da JSD e dos TSD sejam nomeados à parte);
  • Mesa da Assembleia de Secção: 3 candidatos;
  • suplentes opcionais.

Os candidatos não se podem auto-propor, e portanto terá de haver outros 20 militantes proponentes. Numa versão minimalista serão então necessárias 30 pessoas: 10 candidatos e mais 20 proponentes. (Se tiver interpretado mal as regras, por favor avisem-me.) Admito que os 20 proponentes se consigam com facilidade. Não haverá 10 militantes, com quotas em dia e mais de 6 meses de inscrição, que partilhem alguma convergência de pontos de vista e queiram construir uma alternativa à única candidatura apresentada até agora, mesmo sabendo que a probabilidade de vencer é absolutamente mínima?

O objectivo primeiro de uma candidatura, na minha opinião, será dar voz aos militantes e responsabilizá-los pelo poder que têm, ou seja, deixar que sejam as bases a decidir o que querem após trabalhos prévios de estudo e debate (onde participará quem estiver interessado), à semelhança do que se fez recentemente para as propostas internas de reorganização das freguesias do Porto. Que uma lista alternativa tivesse apenas 10 votos, dos próprios candidatos, já me deixaria satisfeito! O que me incomoda é a inércia deste unanimismo medíocre nas estruturas locais do Porto que envergonha o Partido. Ainda há alguns dias (muito poucos) para agir. Eu não quero votar em branco.

De: TAF - "Alguns apontadores"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-20 21:44

De: Pedro Figueiredo - "Prometeram-nos curvas, agora dão-nos rectas"

Submetido por taf em Sexta, 2012-01-20 21:38

ANTES: (imagens amplamente tornadas públicas em toda a imprensa, net, etc…)

Projecto para a Praça de Lisboa

AGORA: (é ir lá e verificar que os 3D publicados não têm nada a ver com as formas geométricas em construção)

Obras na Praça de Lisboa


De: F. Rocha Antunes - "Passeio dos Clérigos"

Submetido por taf em Quinta, 2012-01-19 23:29

Caros António Alves e José Ferraz Alves,

O nome Passeio dos Clérigos é apenas uma denominação comercial que vem substituir a anterior que lá existiu (ClerigoShopping) e resulta de termos decidido abrir o espaço criando uma rua pedonal com lojas, restaurantes e cafés dos dois lados que liga a Livraria Lello à Torre dos Clérigos. Contudo não é uma rua no sentido formal e público do termo já que resulta da configuração de um espaço concessionado. Se assim fosse então de facto teríamos uma questão de toponímia relevante com a alteração da designação atual de Praça de Lisboa para uma qualquer melhor. Também nós prezamos muito a memória do Senhor D. António Ferreira Gomes e vamos continuar a destaca-lo com a dignidade adequada.
--

Caro Carlos Oliveira,

Concordo consigo quando diz que qualquer projecto que cumpra os mínimos é sempre melhor do que deixar ficar aquele espaço no estado em que ficou. Há seguramente muitas lições a tirar para perceber quais foram as razões porque aquele espaço morreu precocemente mas não me cabe a mim fazê-lo. A nossa ambição é de fazer mais do que os mínimos e quisemos de facto abrir aquele espaço à cidade respeitando as regras de proteção do Património que nos envolve de todos os lados. Recordemos que foi a interpretação excessiva dessas regras que levou a que o espaço anterior fosse fechado sobre si próprio. Quando decidimos propor uma rua pedonal aberta com uma largura entre fachadas de vidro que varia entre os 7,38 e os 12,10 metros, ou seja, com uma largura média que é praticamente a mesma da Rua de Galeria de Paris ali ao lado, foi precisamente para não criarmos um espaço sombrio e semelhante a qualquer beco. Reconheço que isso não é evidente nas imagens que disponibilizámos mas asseguro-lhe que o efeito real é bem mais agradável. A ideia de ter uma cobertura parcial da rua foi a de permitir que o jardim na cobertura fosse facilmente acessível e isso consegue-se com uma ponte de vidro que vai ligar os dois lados das palas de betão que quase se tocam no centro. Não tenho dúvida que quando abrirmos em Junho isso vai ser claro para todos.

Cumprimentos,

Francisco Rocha Antunes
John Neild & Associados
Diretor geral

De: TAF - "Sugestões recebidas"

Submetido por taf em Quinta, 2012-01-19 23:23

Está neste momento em marcha por parte do Governo, que deveria de ser de Portugal, uma acção concertada que tem como objectivo final garantir que às custas e prejuízo do Norte se promova exclusivamente a sobrevivência da economia de Lisboa e que se garanta que seja a única região apetecível para o investimento e que igualmente se transfira a capacidade industrial em torno de Lisboa, destruíndo irremediavelmente o emprego e o futuro do Norte. Como? Através de duas decisões complementares, de tal forma graves, enviesadas e desfasadas de critérios racionais que se podem considerar anti-nacionais e definitivamente discriminatórias.

A primeira é relativa ao Porto de Leixões, o porto de mar que mais exporta, o mais eficiente, a principal porta de saída das exportações nacionais e o único, repito, o único porto nacional que dá lucro. O objectivo do denominado Governo de Portugal é fundir a gestão de todos os portos nacionais, com a desculpa de poupança na gestão, mas na realidade é uma forma de retirar a autonomia da Leixões e dessa forma poder financiar os prejuízos dos restantes portos portugueses, ineficientes e deficitários, e também perturbar e condicionar a gestão de Leixões de forma a que ele deixe de ser um concorrente eficaz, tornando-se desta forma irrelevante e submisso aos interesses de outros portos que até agora se têm revelado incapazes de concorrer pelos seus próprios meios. Questionem-se apenas quais serão as prioridades dos gestores desse futuro instituto quando sentados no seu gabinete com vistas para o Porto de Lisboa. Uma vez mais sacrifica-se a eficiência e a competência aos clientelismos e centralismos.

A segunda acção de extrema gravidade em andamento é o abandono da ligação Porto-Vigo (o eixo mais povoado e a fronteira com maior tráfego) por comboio de velocidade elevada, desviando ou roubando (escolham o verbo mais apropriado) as verbas europeias já destinadas para esta ligação em benefício da ligação Lisboa-Madrid. Esta situação revela-se ainda mais encandalosa, pois segundo o um representante da Comissão Europeia "a aposta de Alta Velocidade portuguesa irá servir os portos de Sines, Setúbal e Lisboa, e Aveiro via Salamanca, deixando, pelo menos para já, fora desta rede europeia Leixões e Viana." Não é coincidência. É objectivamente intenção do Governo promover a competitividade dos portos que se têm revelado deficitários, prejudicando e retirando qualquer tipo de competitividade aos portos de Leixões - Viana do Castelo e a Região que servem no escoamento das cargas que recebem ou exportam no contexto nacional, relegando-os para a irrelevância.

O que significam estas decisões? Significam que ao privilegiar os portos e as ferrovias em torno de Lisboa e ao tornar menos competitivos e deficientemente ligados com o exterior as infraestruturas que servem o Norte, que apenas Lisboa será competitiva e atractiva para o investimento industrial e logístico pois terá todas as mais-valias e o Norte em comparação não terá argumentos para competir. Além disso, a médio prazo, as indústrias que se encontram a Norte, neste momento a região mais exportadora do País e a que apresenta balança comercial positiva, serão levadas a deslocar-se para a zona de influência de Lisboa, pois ao terem custos superiores e demorarem mais tempo a escoar os seus produtos a Norte, irão paulatinamente sair do Vale do Ave e Sousa, do Minho, da AMP e instalar-se em redor das infraestrutras portuárias e ferroviárias que lhes garantam melhores ligações e que se situarão exclusivamente em redor de Lisboa. Esta deslocação do tecido produtivo irá resultar na destruição da economia do Norte e num desemprego ainda mais elevado, pondo em causa o futuro e a sobrevivência da Região mais povoada de Portugal.

As implicações destas decisões por parte do suposto Governo de Portugal, que de uma forma intencional e concertada, condenam à miséria e ao isolamento o Norte de Portugal, obrigam a que desta vez todas as forças políticas, cívicas e económicas, deixem por uma vez de lado as suas fidelidades aos seus directórios centrais, aos seus egoísmos e inércias de ocasião, e se juntem de uma forma concertada e unida na defesa dos interesses justos e legítimos do Norte, sem quartel e sem compromissos que não sejam a manutenção da autonomia dos portos e iguais ligações ferroviárias. É que desta vez a derrota e a passividade irão significar o destruição e o abandono do Norte e dos seus habitantes, de forma irremediável, com um impacto que se irá repercurtir por gerações. Os que têm responsabilidades e poder neste momento serão julgados à luz da história do que fizerem agora e do seu sucesso para evitar este crime de lesa-pátria.

Alexandre Ferreira
MPN

De: TAF - "Sugestões recebidas e alguns apontadores"

Submetido por taf em Quinta, 2012-01-19 00:28

De: José Ferraz Alves - "Praça do Anjo e Rua do Anjo"

Submetido por taf em Quarta, 2012-01-18 22:23

O MPN - Movimento Partido de Norte congratula-se com o plano de remodelação previsto para a zona da Praça de Lisboa e solicita que se repondere o respeito pelo passado, alterando e recuperando os nomes de Praça do Anjo e de Rua do Anjo. A presença da estátua de D. António Ferreira Gomes merece estes nomes e uma homenagem da cidade.

À consciência dos nossos decisores.
José Ferraz Alves e António Alves

1 - 20 / milhares.
Seguinte › Fim »