PARTICIPAR: enviar mensagem devidamente assinada para pdm@etc.pt. Os textos poderão ser publicados em papel ou PDF a menos que o autor dê indicação contrária ao enviá-los.

De: TAF - "Alguns apontadores"

Submetido por taf em Segunda, 2010-02-08 23:04

De: Paula Sequeiros - "Bom Sucesso"

Submetido por taf em Segunda, 2010-02-08 22:38

O nosso blog foi actualizado com sínteses de peças da imprensa sobre as obras previstas para o Mercado.

Num momento em que o que fecha são os centros comerciais, a Câmara quer transformar um edifício em vias de classificação em mais um shopping. A isto o Pedro Figueiredo do Movimento Mercado do Bom Sucesso Vivo respondeu no JN. Entretanto Luís Miguel Queirós escreveu um belo texto sobre este edifício no Público, questionando o seu futuro.

De: José Ferraz Alves - "Desígnio para o Porto?"

Submetido por taf em Segunda, 2010-02-08 22:16

Substituir por espaços e personalidades da cidade do Porto em "A cidade mais bonita do mundo", texto em anexo PDF.

De: Vítor Silva - "Não é o Estado, somos nós..."

Submetido por taf em Domingo, 2010-02-07 23:11

Na Rua do Vale Formoso


Hoje fui com a Campo Aberto e o Movimento em Defesa do Rio Tinto visitar as obras que a Metro do Porto (e outras entidades) está a fazer e onde optou por uma solução típica dos anos 80/90 do século passado que é enterrar e esconder, em vez de resolver o problema que é o Rio Tinto e a sua convivência com a cidade (ou ao contrário a nossa convivência com o rio). Pensei que cá pelo Porto já estamos no século 21 com a despoluição da Ribeira da Granja e outros projectos similares.

Na Rua do Vale Formoso  Na Rua do Vale Formoso


Pensei mas foi por pouco tempo, porque a passar perto do jardim de Arca d'Água, onde antes tinha sido um quartel e que agora está a ser melhorado para a instalação da PSP, deparo com o que está na imagem em cima. Não sou eu que posso justificar melhor por que razão este tipo de actuação é injustificável, quer a nível da própria árvore, quer a nível de segurança (por causa do crescimento futuro da árvore). Outros, os especialistas, o poderão fazer. Também quem fez este belo trabalho deveria já ter investido na sua profissão para reciclar os seus conhecimentos e perceber que este tipo de corte não é aceitável. O responsável da obra que acompanha diariamente o avanço da mesma também deveria ter percebido que não fazia sentido este barbaridade e, no mínimo, depois ver o que fizeram na primeira árvore deveria ter impedido o corte das outras. A empresa que subcontratou este serviço provavelmente também deveria ter uma palavra a dizer. E a empresa de fiscalização... E o director da Direcção-Geral de Infra-estruturas e Equipamentos...

O Estado somos nós, pessoas concretas que exercemos as nossas profissões. Podemos e devemos queixar-nos do que outros fazem mal, mas convém fazermos bem aquilo que temos de fazer...

- Imagens da situação anterior no Google e no Bing.

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blog.osmeusapontamentos.com

De: Vítor Silva - "Assembleia Municipal do Porto"

Submetido por taf em Domingo, 2010-02-07 16:18

Segunda-feira, 8-fevereiro, 21.30, sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto solicitada pela CDU para debater o atraso estrutural da zona oriental do Porto.
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blog.osmeusapontamentos.com

De: António Alves - "Regionalização"

Submetido por taf em Domingo, 2010-02-07 10:45

A Regionalização sem partidos regionais e um sistema eleitoral que não inclua círculos nominais e candidaturas independentes será sempre uma fraude. Será sempre prisioneira de políticos medíocres como o senhor Assis, um político meramente retórico e tremendamente incompetente quando tem de lidar com a rude realidade, como ficou sobejamente demonstrado na sua passagem pela Câmara do Porto. A "proposta" por ele avançada e a sua fundamentação são típicas dos dominados. Não me espanta.

Todos temos a noção de que o país está a passar dificuldades económicas e financeiras, que as despesas têm de continuar a ser controladas e que por isso têm sido feitos muitos cortes em muitas áreas, alguns mais que necessários e que já deveriam ter sido feitos há muitos anos, e outros demasiado cegos, muito de gabinete, que deixam dúvidas se deveriam ser feitos nos moldes em que o estão a ser. Por outro lado muitas receitas em muitas áreas ainda estão por ser cobradas, apesar da vontade e até do empenho em virem a ser solucionadas. Assim, torna-se mais que evidente que nesta fase poder-se-á compreender que muitas obras culturais tenham ficado ao abandono ou a degradar-se. As situações são muitas por todo o nosso país. Como exemplo flagrante e demasiado visível é a Ponte D. Maria que liga as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, que enquanto tecnicamente viável serviu para ser feita a transposição por via férrea entre as duas margens do Rio Douro. Hoje, vemos uma obra belíssima que se está a degradar, que já teve alguns apoios para a sua possivel recuperação mas que de pouco valeram, dado não ter sido dada a devida continuidade, nem como uma possível, passagem pedonal entre as duas margens, sendo que neste último caso possivelmente não será viável dado que estar longe dos centros de maior circulação das margens ribeirinhas das duas cidades. Trata-se de um dos muitos exemplos onde o mecenato pode ser a única possível salvação daquela ponte, antes que acabe por cair. Se todos sentimos que a cultura e a história deste país não se podem nem devem perder, se os monumentos com história se desmoronarem perde-se algo de irrecuperável.

Como também já todos compreendemos que não é viável desviar dinheiros públicos para estas áreas, quando são escassos e fazem muita falta em funções específicas do Estado que terão de ser mantidas, como o tão falado estado social, e várias outras áreas em que a função do Estado não será de obter lucros, mas de assumir os seus próprios compromissos. As obras de arte e história, e não certos mamarrachos de duvidosa harmonia e sem qualquer história que aparecem “plantados” por todos os lados, nomeadamente no meio das numerosas rotundas que foram criadas sem a mínima utilidade mas grande despesa por esse país fora, têm de ser preservadas. Está na altura, dentro das possibilidades de algumas empresas e até de alguns particulares que tenham vontade de o fazer a título de mecenato, por isso compensados no não pagamento de certos impostos, poderem auxiliar na conservação e recuperação dessas obras, e que serão algo que a todos interessa e até servem, se bem conservados, de atracção turistica, algo que é essencial para o nosso país. Sendo evidente que todos os que façam mecenato, e que assim queiram recuperar muitas das obras deixadas ao abandono e volta aqui a referir-se a Ponte de D. Maria, terão os nomes das suas empresas, ou pessoais, junto às mesmas, para além de estarem a contribuir para a preservação das mesmas e do seu conteúdo histórico.

De: TAF - "Desplante"

Submetido por taf em Sábado, 2010-02-06 18:18

Estive a ler, agora em papel, a tal notícia:

«(...) a propósito do tema da Regionalização, Francisco Assis faz a afirmação da tarde: "Rui Rio pode ser o candidato comum para a região". Depois de breves segundos de silêncio, ouviu-se um Aguiar-Branco concordante. A amizade entre os dois sociais-democratas é bem conhecida, mas a repentina admiração de Assis por Rio era inesperada. "Ele é muito popular em Lisboa, e isso seria bom para uma futura região a Norte", explica o socialista. O líder da bancada do PSD justifica essa popularidade com o facto de Rio "ter feito uma separação clara entre política e futebol".»

Depois de tudo o que Assis disse de Rio a propósito da Câmara do Porto, depois da recente campanha autárquica do PS em que se afirmou o que todos sabemos, afinal Rio é agora uma boa opção para a Região Norte do ponto de vista do PS. Faz lembrar a posição equivalente da actual Direcção do PSD ao apoiar Vítor Constâncio para o Banco Central Europeu.

Isto confirma duas coisas.

De: Campo Aberto - "Visita de campo ao rio Tinto"

Submetido por taf em Sábado, 2010-02-06 17:52

A Campo Aberto e o Movimento de Defesa do Rio Tinto vêm convidar todos os interessados a uma visita de campo com o objectivo de conhecer os problemas deste curso de água, nomeadamente o entubamento recentemente levado a cabo pela Metro do Porto, a ocupação das margens e os locais ameaçados por cheias.

Numa terra onde as árvores escasseiam e a qualidade do tecido urbano é medíocre, alguns terrenos arborizados têm mesmo assim vindo a ser destruídos, como o sócio e colaborador da Campo Aberto Paulo Moura testemunhou há dias - tendo sido violentamente agredido por isso (ver notícia no JN). Queremo-nos, por isso, solidarizar com o Paulo e com todos aqueles que procuram evitar mais barbáries ambientais em Rio Tinto.

A visita inicia-se junto às Piscinas Municipais de Rio Tinto pelas 10:30 de Domingo (7 de Fevereiro). Lembramos que existe uma estação de comboio muito perto (consulte os horários). A Campo Aberto oferecerá um Mapa Verde a todos os que se deslocarem de comboio.

Apareça!

De: José Ferraz Alves - "Pedido de correcção"

Submetido por taf em Sábado, 2010-02-06 17:44

Na sexta-feira 5 de Fevereiro estive presente num debate na RTV a propósito da imposição de portagens nas SCUTs, com autarcas, deputado, movimentos de cidadãos. Num dado momento do debate, e porque se falava em termos menos apreciativos de infra-estruturas cruciais como o Metro do Porto, eu apelei para que as pessoas do Norte passassem a ser as primeiras a saber defender a sua região e a não se deixarem levar pela enxurrada de desinformação e leveza com que os órgãos de comunicação e comentadores de opinião nos tratam.

Exemplo disto é a convicção que aqui no Porto todos temos que a Câmara da cidade mais não fez, em dado momento, do que beneficiar um clube da cidade, quando no silêncio passam os 86 milhões de euros com que todos contribuimos, via Câmara de Lisboa, para o novo Estádio da Luz. Em minha defesa, esteve o ter pedido aos presentes e espectadores que lessem o nosso blogue A Baixa do Porto, em que sucessivos e documentados trabalhos do Daniel Rodrigues, do Rui Rodrigues, da Cristina Santos, do Tiago, do Jose Silva, do António Alves, ..., nos apresentam algumas realidades, com o benefício de um livre e democrático direito ao contraditório, o que permite afinar e precisar conclusões. Como pedi aos presentes para virem ao nosso blogue, e com a certeza que consegui colocar Castanheira de Pêra no mapa, as minhas desculpas, mas a estação da Refer em causa é a da Castanheira do Ribatejo e o seu valor 30 milhões de euros, mais próxima da capital, o que ainda é muito convenhamos, sobretudo para as moscas que por lá partilham o espaço.

A estação de Castanheira do Ribatejo está localizada 3 Km a Norte de Vila Franca de Xira. A sua plataforma vai aniquilar dos melhores terrenos agrícolas de classe A. Nos países ricos da Europa investem sobretudo no material circulante e na via férrea. Em Portugal, investem sobretudo nas estações e no betão. E vendem-se automotoras como as da Linha do Vouga para turismo ferroviário no Perú! Gastar 30 milhões de euros para uma estação ficar às moscas é surpreendente... Depois admiram-se que a dívida da REFER já se eleve a mais de 5 mil milhões de euros.

Obrigado, Rui Rodrigues.
José Ferraz Alves

De: Augusto Küttner de Magalhães - "Venham outros!"

Submetido por taf em Sábado, 2010-02-06 17:34

De repente parece haver uma sensação demasiado abrangente neste nosso país que em tudo de “público” aparecem sempre os mesmos. O descontentamento com o não evoluir do país é tremendo e evidentemente que tende a aumentar. Se olharmos para a AR, para o Goveno, para os Partidos, para os Juízes, para onde quer que seja, é sempre mais do mesmo. Não que se não vá aprendendo com o andar da vida, mas muitas vezes o que se aprende e apreende não resulta e, a partir de determinada fase da vida de cada um, certas normas que foram sendo instituidas irão perdurar para sempre. Não há qualquer hipotese de mudança diferentemente positiva com as mesmas pessoas, mesmo que não as mesmas consecutivamente, se “o que vier a seguir foi o que já lá esteve”.

Se pensarmos que amanhã quem hoje é governo deixar de ser, quem virá hipoteticamente ocupar aquele lugar claro que é alguém sobejamente conhecido. Porventura de momento ninguém se posiciona – se necessário for, e espera-se que não - de não igual, de diferente, para dar um passo em frente, por certo de momento unicamente a iniciativa presidencial poderia resolver o problema a curto prazo, e depois? Mais do mesmo, mais dos mesmos, sendo que podendo não ser os que lá ainda estão, mas os que já estiveram, e os que fazem tudo para lá conseguirem chegar. Mas são sempre os mesmos, é um repetir de pessoas, de factos, de cadeias de comunicação, de informação, de governação. E se se acha que tudo tem de mudar, nada vai mudar com mais do mesmo. Assim, lentamente, sem sobressaltos, sem mais confusões temos de sentir que irão paulatinanemte de “todos” os lados, sem excepção aparecer “outros”, diferentes, sem compromissos com quem lá está ou lá esteve. Mais do mesmo, já basta assim.

Não vamos para já assumir que a mudança só exequível se implicar mudar o regime, passar de uma democracia a uma ditadura. Não! Apesar de ser um desejo abertamente pronunciado por alguns, e pensado por muitos mais, não terá de ser por aí. Podemos, devemos, temos de continuar democraticamente o futuro, mas com caras diferentes, totalmente diferentes, sem uma única figura das até aqui já repetidas, e sem compromissos com quem quer que seja. Claro que é muito dificil que “o“ ter poder não modifique as pessoas, claro que sempre modificou e sempre modificará. Mas com novas regras, ou seja sem proteccionismo mas unicamente com regulação, há que fazer aparecer “outros” que vêm desligados de “todos estes”. E esses outros, sem se acharem os donos da verdade, da tal – verdade - tanto procurada por cada vez mais, tem de assumir uma nova forma de estar, de ser e de não só ter, mas de modo algum vão decapitar os não novos, longe disso, mas tem de haver um pacto inter-geracional que faça com que os “outros”, os “não do costume” com juízo, com modéstia, saltem para a frente e os que por lá andam há muito dêem um passo – voluntário e honroso - atrás e por aí fiquem, sem aspirações de voltar a dar o passo em frente. Não resultou o que se tem passado nas últimas duas décadas e meia, não deu frutos e todos de todos os lados que hoje por aí andam da mais esquerda à mais direita, é sempre mais do mesmo, logo será para fazer ainda mais do mesmo. Algo que já deixou de dar, algo que é indispensável mudar, e sem quem “vier de novo” ter o poder como um meio de chegar a todo o lado, mas antes como uma forma de saber fazer respeitar, de saber respeitar os outros, de mudar totalmente de atitude. Não sendo fácil é urgentemente importante e os senadores que vão recuar servirão como orientadores, como facilitadores, como conselheiros, sem obrigatoriedade de serem seguidos, mas com empenho de serem – sempre - ouvidos. E depois de tanta confusão está chegada a hora de tudo com muito cuidado, bom senso, e sem importância pela importância, inerente ao poder, mudar. É urgente, é importante, é necessário.

Augusto Küttner de Magalhães

De: TAF - "Para quem tinha ilusões sobre a Regionalização..."

Submetido por taf em Sábado, 2010-02-06 00:59

... nos moldes em que ela está a ser preparada, sem ser um processo de baixo para cima por fusão gradual de autarquias e com o envolvimento das populações:

- Assis lança Rui Rio como candidato comum a futuro líder da região.

Assim se confirma também a razão porque Rui Rio (que passou recentemente a defensor da regionalização) sempre foi evitando candidatar-se à presidência do PSD e não quis arriscar a consequente candidatura a Primeiro-Ministro. O seu cantinho afinal talvez seja mais seguro. É a regionalização à moda do "sistema".

Caro José Ferraz Alves

Sem de alguma forma estar a pretender entrar numa troca “só” de simpatias, quero muito sinceramente agradecer o que escreveu relativamente às minhas linhas sobre Serralves e sobre o Empreendorismo da Catarina Portas! Serralves, Catarina Portas, tudo o que possa representar uma linha bem conseguida de pensamento e actuação positiva entre o passado e o presente do Porto e do Norte, deve ser apoiado. Como já todos entendemos, têm de ser os jovens a dar o “passo em frente”. E agora ou nunca! Os mais velhos, ficaremos na retaguarda. Uma espécie de senadores, mas já não actores. Como é evidente o seu caso, José Ferraz Alves, ainda está nos da linha da frente, não que tenha 30 anos, mas ainda vai longe dos 50 e muito mais dos 60... Com a vantagem de não estar ligado a partidos ou algo que mesmo involuntariamente condicione ou discipline a actuação, de cada um… sendo-lhe assim possível “ser menos dependente”. Totalmente independente não será conseguível! Os jovens têm de conseguir ter mais valores, mais referências, e conseguirem: ser, fazer, aproveitar!

Já chega o culto que vem sendo feito da importância pelo e com o poder, e tem sido abrangente a todos! Já deu! Hoje pede-se mais modéstia, mais contenção, mais normalidade, e todos têm de saber viver os problemas de cada um para os saber resolver, já não à distância de um qualquer gabinete, mesmo cá no Porto, e muitos menos se esse gabinete ficar “lá no alto na capital, em Lisboa”… Estamos na hora de mudar, a mudança de valores, referências, nunca foi tão necessária. Pelo que, meu amigo, vai no bom caminho, só tem que assim continuar, assim insistindo e bem.

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Pedro Figueiredo e José Ferraz Alves

Penso ser do máximo interesse as “Conversas“ que estão aqui a ter, dado fazerem surgir ideias novas, ideias exequíveis paras se “restaurar?, reconstruir?” o Porto. Muito está por fazer, muito há a fazer. Muito empenho de todos é necessário. Com ideias e vontades, e um certo positivismo. Se continuarmos com o mal centralista, não vamos lá, mas talvez o pior mal seja só dizer mal em vez de bem fazer.

Abraço aos dois e continuem
Augusto Küttner de Magalhães

Convidam-se todos os interessados a aderirem ao Grupo de Trabalho Cidade-Campo, recentemente criado na Campo Aberto. O Grupo está aberto a sócios e não sócios.

O âmbito deste grupo prende-se com ações que promovam a solidariedade entre os consumidores urbanos de alimentos e os agricultores de proximidade (grosso modo num raio de cerca de 50Km em volta do Porto). Está ainda incluída no seu âmbito a informação e reflexão sobre a situação, na nossa região, da agricultura camponesa ou de pequena e média escala, da agricultura urbana e periurbana, a tempo parcial ou a tempo inteiro, da sua dimensão local nas autarquias, da agricultura biológica, biodinâmica, de proteção integrada, de denominação de origem, e dos mercados municipais e de rua como possível suporte aos pequenos produtores que apostem na qualidade. Esquemas de estímulo como a AAC (agricultura apoiada pela comunidade ou CSA - community supported agriculture) e as AMAC - associações para a manutenção da agricultura camponesa, serão também abordados.

A participação no grupo pressupõe a disponibilidade para participar em reuniões de trabalho ocasionais (não mais que uma vez por mês) e na lista eletrónica do grupo, lendo as mensagens que venham a circular e comentando-as quando oportuno. Se está interessado, envie email com assunto: Inscrição no Grupo Cidade-Campo para contacto@campoaberto.pt e receberá as informações que venham a ser divulgadas posteriormente à sua inscrição.

"O projecto "PortoeNorte.Come", lançado pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal, sugere este fim de semana (6 e 7 Fevereiro) Montalegre como destino gastronómico. Ao todo os "fins-de-semana gastronómicos" envolvem mais de 600 restaurantes da região do Porto e Norte de Portugal tendo como objectivo «promover um prato e uma sobremesa típicas de cada um dos 60 municípios aderentes. Em Montalegre o destaque vai para o cozido à barrosã e o doce de abóbora e queijo."

"Referir ainda que também sob a marca “portoenorte.come” irá realizar-se a primeira edição do Congresso Internacional de Gastronomia e Vinhos do Porto e Norte de Portugal, bem como a primeira Feira de Gastronomia e Vinhos a Norte, eventos agendados para o próximo mês de Maio na Alfândega do Porto."

"Porto e Norte", exactamente a parceria que devemos promover a todos os níveis, não só na gastronomia, como no turismo, agricultura, ensino e serviços. Um bom exemplo.

Cristina Santos

De: António Alves - "O anão"

Submetido por taf em Sexta, 2010-02-05 11:22

Os acontecimentos de ontem são eloquentes quanto à menoridade e fragilidade política da Região Norte perante regiões como a Madeira, os Açores e Lisboa. O que me interessa discutir não é a bondade, ou a falta dela, das reivindicações da Madeira. Isso daria também um post longo e seria muito interessante, por exemplo, comparar o despesismo da Região da Madeira com o da Região de Lisboa. O que me interessa realçar é o facto da Região Norte, com mais de 3.700.000 habitantes, ser um anão político perante a Madeira com apenas 290 mil habitantes.

De: Pedro Figueiredo - "Contrapartidas da barragem do Tua"

Submetido por taf em Sexta, 2010-02-05 11:17

Caro Daniel Rodrigues

A grande contrapartida para as populações de Foz Tua é a perda definitiva do imenso património natural/industrial que é o conjunto LINHA DO TUA / VALE DO TUA. A linha do Tua e o seu vale são indissociáveis. Não existe um sem o outro. O fantástico vale do Tua só se vê (sente) a partir da linha de caminho de ferro.

É com uma enorme mágoa que assisto a sucessivas votações na Assembleia da República, juntando infelizmente partidos da Oposição e Governo contra a linha e pelo tal plano nacional de barragens... É mesmo mágoa. Tenho raízes familiares em Foz Tua. Para mim aquele vale é qualquer coisa de fantástico. As viagens para Mirandela de comboio são (serão...) sempre uma delícia... Fi-las bastantes vezes. Não há perdão para a Barragem do Tua. E não há contrapartida que valha um vale cheio de "canyons" com milhares de anos de formação geológica. Sem a linha do Tua não há ponto de vista. Se for a pé pela linha, como já o fiz pela CAMPO ABERTO, verá... Ninguém fica indiferente. Acredite que é algo do dominio do religioso.

Pedro Figueiredo

Caro Pedro Figueiredo

Muito obrigado pelo seu texto e pela forma profunda e documentada como aborda esta temática. Não posso estar mais de acordo e de agradecer o que aprendi com o que escreveu. Mesmo muito de acordo com as respostas que o cooperativismo e o mutualismo nos podem dar, de que as sociedades de garantia mútua são em Portugal um recente caso que foi decisivo para o não desmoronamento de todo o sistema financeiro. Mas, para mim, capitalismo social pode ser tão simples como a edição de um disco cujas receitas revertem para a recuperação do Haiti, pelo que não o entendo como um conceito utópico.

Aliás, eu sou formado em economia mas cada vez mais procuro evoluir para algo que apelido de “acupunctura económica”. Parece-me que precisamos mais de pequenas acções bem identificadas e de avaliar os seus efeitos, podendo depois ter de corrigir, do que de grandes planos para mudar o mundo todo de uma só vez, assente em qualquer princípio ideológico. Que também considero importantes e necessários, mas apenas para alimentar o sonho que dará um dia origem à prática. Os dias que actualmente temos de enfrentar são de acção e pragmatismo.

(...) Ler o resto do texto em PDF.

De: Raul Gomes - "Procura-se escritório"

Submetido por taf em Sexta, 2010-02-05 10:53

Aos visitantes d'A Baixa do Porto:
Procura-se escritório na zona baixa do Porto, entre a Rua Sá da Bandeira e a Praça Carlos Alberto. Entre 60 e 80 m2 de área, até 600 euros de renda. A globalidade do edificio / espaços / áreas comuns deverão estar em bom estado de conservação.

Actividade principal: design
Qualquer informação, contactar por favor 91 744 80 64 ou svapina@gmail.com

Obrigado
Raul Gomes

De: Daniel Rodrigues - "Benefícios para quem?"

Submetido por taf em Quinta, 2010-02-04 17:02

"A Iberdrola tem, actualmente, dois grandes projectos energéticos em Portugal, ambos à espera de arrancar e que são as novas barragens na bacia hidrográfica do Douro, no âmbito do plano nacional de barragens, e a central da Figueira da Foz, que lhe permitirão controlar este rio internacional em termos de aproveitamento hidroeléctrico, já que controla as barragens do lado espanhol. Do ponto de vista estratégico, as barragens constituem um activo mais valioso para a Iberdrola." (sic)

Este parágrafo está extraordinariamente mal escrito, mas levanta alguns comentários que devem ser argumentos válidos na defesa de uma bacia hidrográfica do Douro que maximize o benefício para as populações locais: quais são as contrapartidas da construção de barragens no Tua e no Sabor para a Região Norte e, em particular, para o Nordeste Transmontano? Não me refiro às contrapartidas certamente negociadas directamente com presidentes da câmara para o munícipio, mas directamente aos seus residentes. Por exemplo, extinção do IVA para quem residir nas margens. Do IRC para as empresas. Como se mede o benefício para o país no seu todo? A independência energética? Se o activo é valioso para a Iberdrola, que parte do risco é que ela está a assumir, e de que fatia do retorno irá beneficiar?

Era útil que os concelhos em causa, ou um think tank dedicado ao Norte, pedissem que todo esse impacto fosse avaliado, por exemplo, pela FEP ou pela EGP, e que tivesse em consideração o lobbying do Norte: uma maximização dos benefícios, como disse.

Cumprimentos,
Daniel Rodrigues

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