Na segunda entrevista que fiz com Amanda Ribeiro do JPN falámos com João Paulo Meireles da JSD/Porto sobre a relação dos jovens com a política, a habitação e a acção social no Porto.
Também abordámos a questão da transparência e divulgação de actos de órgãos públicos como a Assembleia Municipal a propósito de uma proposta que o TAF relativa à transmissão do vídeo das sessões da Assembleia Municipal do Porto. Em relação a isso, João Paulo Meireles considera que “ainda não estão criadas as condições para que essa medida pudesse ir avante”, até porque “a mentalidade do cidadão comum pode ainda não estar ao ponto de essa medida ter mais vantagens que desvantagens”.
Pode ler e ouvir esta entrevista no site do Porto em Conversa e no JPN.
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blog.osmeusapontamentos.com
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Nota de TAF: as razões invocadas para a não transmissão do vídeo (ao contrário do afirmado pelo entrevistado, eu deixei bem claro que deveria ser em diferido, para facilidade de consulta e para ser tecnicamente mais simples) são, como direi..., inclassificáveis. Ou melhor, são "à Rui Rio". Ainda bem que temos alguém que sabe o que é melhor para nós e qual a informação que somos capazes de apreender. ;-)

No passado dia 24 de Agosto enviei a fotografia tirada por mim que vos mostro acima, um recanto da Gare do Oriente, do lado dos autocarros, transformado em retrete pública ao ar livre, à Câmara Municipal de Lisboa. Hoje recebi o seguinte email:
«Exmo Senhor
António Alves
Na sequência do contacto efectuado por V. Ex.a em 24 de Agosto p.p., informamos que, com base em indicação dos serviços responsáveis pela limpeza da área em epígrafe, o local foi intervencionado ao nível da lavagem com aplicação de desinfectante, no dia 25 de Agosto.
Agradecendo o seu contacto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
O Chefe de Divisão
Veríssimo Pires»
Louve-se a eficácia.
Um bom plano de marketing estratégico, um branding diferenciador, e um produto que de facto possuiu qualidade distinta. Podemos competir com Bilbao? Bilbao está a concluir o seu processo de reconversão com o bombástico masterplan Zorrozaurre. Embora os dois municípios tenham semelhanças óbvias, a questão é que nós não temos um plano de marketing que alicerce os investimentos, copiamos é certo, mas falta o plano global que faça convergir. Para simplificar, cada passo em Bilbao é como percorrer o imagem-mix de um iogurte, há um apelo, há uma oferta, há uma dimensão, há um valor e cada palavrinha converge no sentido desse produto, Bilbao sabe o que quer ser. O marketing utilizado preocupa-se em atrair a própria cidade, cada colaborador está a vender o seu trabalho, mas também está a ser trabalhado por esse processo estratégico, como aliás mandam as boas regras do marketing.
Teve arquitectos de renome a projectar estações do Metro, ora nós também os tivemos, nas praças principais, mas não os soubemos envolver. Criaram o Guggenheim Museum, nós temos a Casa da Música, não são comparáveis? Podiam ser. Mas envolvemos a Casa da Música com edifícios, restringimos uma grande obra, mais uma vez entregámos o projecto sem visão do produto final e é caro ser utilizador da Casa da Música, portanto não pode inspirar a população. O Euro 2004, um investimento dessa ordem, é admissível a simplicidade corrida dos investimentos nas Antas? Face ao valor da zona, há ali algum elemento diferenciador e contemporâneo? O Dolce Vita? Miguel Bombarda e Cedofeita, uma rua de arte não tem esculturas, não tem elementos, é um bocadinho estúpido, não? Como é que se advinha o que ali existe?
O nosso centro histórico é óbvio que é uma maravilha, mas os profissionais escolhidos estão preocupados em servir de intermediários numa venda de dois ou três prédios que não lhe pertencem, anos e anos. E afinal, nesses negócios privados, as obras respeitam o património, os planos previstos? E no plano público, verbas do Governo Central têm cativado, têm aproveitado ao menos os programas?
O que temos no Porto que nos diferencie? Um centro histórico único, a Casa da Música, as pessoas, sem pressões de grupos de terroristas, as universidades e a praia.
No centro histórico, creio que seria de pintar fachadas dos prédios devolutos, ainda que sejam privadas, limpar ruínas, ajudar o comércio, fazer plano de ordenamento a que realmente se obedeça, deixar agir o mercado. Na Casa da Música, iniciar uma série de expropriações que alarguem o espaço para a 5 de Outubro onde está tudo ao abandono, por exemplo. Ligar a Casa da Música ao Centro Histórico, favorecendo essas ruas, pintando pelo menos, e ajudando o comércio. Nas Antas beneficiar o viaduto junto à estação do Dragão com esculturas, qualquer coisa que minimize o impacto, e expropriações para espaços verdes. Promover a arte e a cultura no espaço público. Incentivar os universitários e as novas tecnologias, desafiar as universidades solicitando projectos para esta reconversão. Deixar que a juventude circule em paz, e recrie os ambientes.
Seremos capazes disto? Isto é apenas uma ideia, há gente mais habilitada para pensar o marketing da cidade. Na minha opinião, não somos capazes de grande coisa. Teríamos no mínimo de dispor da regionalização, e mesmo com ela...
Cristina Santos
A preocupação na posta de Pedro Almeida - "Reserva natural local do estuário do Douro" fez-me lembrar do Cais do Ouro na margem inversa do Douro, do lado do Porto. O Cais do Ouro é o prolongamento lógico do estuário do Douro enquanto local de nidificação e passagem de aves migratórias e um local ímpar na frente ribeirinha do Porto por duas razões simples: é o único trecho não artificializado e o único frequentado por aves migratórias. Apesar de ser relativamente pequeno, uma língua de areia com o máximo de 300 metros, é possível encontrar lá frequentemente garças, patos bravos, e até flamingos. Por ser exclusívo na margem Norte com este tipo de características pergunto-me se a Câmara do Porto não teria todo o interesse em incluí-lo na citada reserva do estuário do Douro. É que as condições, nem falo das aves, mas para os seres humanos são incríveis, um verdadeiro anfiteatro para a vida natural que se desenrola a poucos metros, a beleza do cabedelo do Douro, e os pores-do-sol. Só falta mesmo uma limpeza ao local, uma vedação conveniente, e alguns painéis explicativos da fauna existente para os mais leigos onde naturalmente me incluo. Parece tão fácil. Mas as notícias de projectos de "animação" "cultura" e "orgãos musicais" fazem-me temer o mais complicado.
Hugo Faustino

Felizmente só destruiu dois ou 3 carros, nenhum peão foi atingido este fim de tarde em Miguel Bombarda!
Felizmente não fui ao fim da tarde ao talho do Rosário ou comprar fruta ao Minipreço.
Felizmente que não afectou nenhum comerciante ou cliente do Centro Comercial Bombarda.
Felizmente que não houve mortos.
Felizmente que só em Lisboa existem prédios habitados que repentinamente colapsam sem avisarem os peões!
Um abraço, um sorriso!
Teodósio Dias
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Nota de TAF: notícias com imagens também no JN, no Público e na Renascença.
PS - Os prédios eram estes, junto ao Centro de Saúde... Notícias mais desenvolvidas aqui e aqui.

Ontem à tarde, o passeio transformado em parque de estacionamento automóvel.
... E o elevador da Lada continua fechado ao fim de semana.
"Paredes riscadas, lixo e mau cheiro em Carlos Alberto
Maioria das obras na via pública é feita sem um pedido prévio à Câmara do Porto
Cordoaria é um paraíso para estacionar grátis"
Seleccionei estes 3 links do clipping aqui feito para deixar aqui uma reflexão: o que faz a Polícia Municipal (PM) em geral e a do Porto em particular?
Nos últimos anos, é notório o aumento de patrulhas da PM de dia e de noite um pouco por toda a cidade. Para além do aumento de efectivos, foram adquiridos mais veículos ao abrigo de uma nova imagem para esta força policial. As intenções foram boas, o dinheiro bem empregue mas os resultados não são satisfatórios:
- a) Na fiscalização do estacionamento nos parquímetros, passadeiras e segunda fila;
- b) Na regulação e zelo de aglomerados (ex: concertos, animação nocturna etc.)
- c) Nos actos de vandalismo (ex: graffitar, vandalizar paragens STCP, incendiar contentores)
- d) Na fiscalização de obras na via pública;
- etc..
Há cerca de umas semanas publiquei aqui a fotografia de um esqueleto de carro, que hoje ainda não está recolhido. Estou certo de que a PM passa naquele local diariamente.
Com toda a sinceridade, se fosse uma câmara de esquerda eu "dava um desconto", mas sabendo que é um executivo de direita fico chocado com a situação actual da cidade em matéria de fiscalização/segurança. Concretamente em relação ao estacionamento nocturno, eu julgo que é possível admitir excepções, sendo implacável com situações concretas: deveria ser possível estacionar em linha contínua com o mínimo de uma faixa de rodagem às Sextas e Sábados à noite. Pelo reverso deveria ser expressamente proibido o estacionamento em praças, largos, passeios, passadeiras e lugares de deficientes. Não sendo a solução óptima (os parques não tem capacidade para todos) seria um compromisso equilibrado.

O que mais espanta é que o automóvel é propriedade de uma escola de surf lá do sítio.
Aqueles a quem a mais interessa manter a qualidade do local. A imbecilidade não tem limites.
Estou um pouco atrasado na publicação dos posts e apontadores. Entretanto aqui fica:
- uma sugestão de Carlos Cidrais - Douro Film Harvest na Variety - "O festival de cinema Douro Film Harvest vem mencionado na revista Variety (uma das publicações mais importantes da indústria cinematográfica)"
- uma sugestão de Cristina Santos - Curta metragem portuguesa - Gravado na Rua da Boavista, Porto.


Percorrendo a zona ribeirinha entre a Afurada e o Cabedelo fiquei agradavelmente surpreendido com o aspecto da "Reserva Natural Local do Estuário do Douro". Pela sinalização colocada no local, dá para entender que o acesso é restrito às aves e aos humanos sobrará um passadiço de madeira para observação. Talvez porque os trabalhos de arranjo (vedação e passadiço) ainda estejam em curso, não há vigilância, nem avisos explícitos tipo "Proíbido o Acesso" ou coisa que o valha, havendo tolerância aos banhistas... até porque Setembro está já aí.
Mas em matéria de Ambiente faz falta alguma pedagogia e muita sensibilização, mais a mais num espaço como este onde as pessoas sentem ter direitos adquiridos para usufruirem as dunas como sempre o fizeram. Estando a Câmara de Gaia de parabéns neste capítulo de praias e parques, espero que esteja atenta à parte mais fácil e complicada: "vender" a ideia de que a Reserva Natural do Estuário do Douro é um património da região, uma riqueza do concelho e um imenso investimento para a qualidade de vida de todos.
Na sequência dos pontos extraordinariamente relevantes levantados por Carlos Romão, gostaria de perguntar aos deputados eleitos pelos distritos do Norte, demais responsáveis de cargos políticos e dirigentes partidários o seguinte:
- - É explícito na legislação aplicável à EDP que os impostos sobre a utilização de um determinado equipamento localizado num dado município sejam englobados e pagos em Lisboa, onde se situa a respectiva sede?
- - Consideram os srs. deputados, responsáveis de cargos políticos e demais dirigentes partidários esta eventual situação como justa?
- - Que acções estão a desenvolver para equilibrar esta acção?
- - Que opinião teriam sobre uma eventual mudança da sede fiscal e administrativa da EDP para Mirandela como compensação pela perda da linha do Tua? A falta de acessos seria um argumento que utilizariam para objectar uma tal mudança?
Melhores cumprimentos,
Daniel Rodrigues
PS: Muito relevante sobre a competência do jornalista o seguinte pedaço de texto: "fizeram-se estradas e melhoram-se as acessibilidades". A ponte "Hintz Ribeiro", a barragem de Crestuma, e a estrada nacional 222 dizem-lhe algo? Já a percorreu?
PS2: Ainda mais relevante sobre o enviesamento do jornalista o outro do mesmo artigo: "Uma coisa é certa e garantida já por decreto governamental, com a chancela do Ambiente. As barragens de Foz Tua e do Sabor vão ser uma realidade."
PS3: A barragem da Foz do Côa também era garantida por decreto governamental. Na altura, foi suficiente a oposição da intelligentsia para a parar. E agora, onde está ela? Afogada em subsídios?
... mas terão de ficar para um pouco mais tarde.
Veja-se o diaporama Viagem ao Douro dos anos 50 sem barragens, publicado pelo Expresso. Para além das fotografias do rio não serem dos anos 50 do século XX, como afirma o jornal, (são de Emílio Biel, fotógrafo do séc. XIX) o texto não é ao Douro que quer chegar mas sim ao Tua, num exercício contorcionista que não passa de um um frete à estratégia da EDP, de apropriação da água dos rios do norte para no futuro a comercializar através de transvases no sul do país.
A energia dita "verde", a produzir pela hipotética barragem do Tua, corresponde a menos de 1% das necessidades nacionais, o que, posto no prato da balança, com a destruição da paisagem e da linha ferroviária do Tua, que a barragem implicará, vale ZERO. Se as barragens trouxessem riqueza e desenvolvimento para as regiões, como afirma o Expresso, Trás-os-Montes não seria a região mais pobre e menos desenvolvida do país. A riqueza produzida pelas barragens transmontanas - comandadas à distância - paga impostos ao estado central no sul e é lá que cria postos de trabalho. Até a derrama, imposto municipal, é paga à... Câmara Municipal de Bragança? Não! A derrama é paga - pasme-se - à Câmara Municipal de Lisboa. E o Expresso, descarado, ainda pergunta, "quem é que fica a ganhar, todos ou só alguns?".
Veja-se também, àcerca deste diaporama, o comentário de Dario Silva, no blogue Aventar.

O centro histórico de Bilbao não se compara ao nosso, o da nossa cidade por quase não ser mexido vale ouro, actualmente, se for bem intervencionado. Imaginemos que Santa Catarina se prolongava, sem perder o andamento, até à Sé, passando pela Batalha. Depois descíamos para os Pelâmes, sempre com movimento e com lojas como a Springfield, Stradivarius, Blanco e sobretudo muitos cafés, com “pichos” e vinho. Descíamos a Mouzinho, cruzilhando nas ruas, não se esqueçam, há sempre pichos e vinho, o comércio vai melhorando para marcas internacionais de topo, até à Ribeira, Cais das Pedras, Palácio; ou então subíamos à Cordoaria a partir de Mouzinho, Hospital de Santo António. Agora imaginemos que, quer de um ponto ou outro, continuávamos do Palácio, seguíamos para a zona mais moderna de Júlio Dinis com lojas como Louis Vuitton, Dolce&Gabbana, e terminávamos na Casa da Música, expoente máximo. É mais ou menos isto em Bilbao, termina no Guggenheim, após mais ou menos 20/30 minutos de caminhada. Ou seja, o centro histórico não é complemento, é cidade. Não há vazios de gente ou ruínas no entretanto, há comércio, há movimento.

As fachadas deles estão todas pintadas e recuperadas, os espaços comerciais também. As habitações mais ou menos, vê-se muito tabique afectado, escadas velhas nos halls de acesso, tectos velhos, visíveis pelas marquises de madeira, mas pelo exterior parece impecável, ou bom pelo menos. Há muita gente na rua a consumir, é outra cultura, há também as nossas personagens tipo Rua Escura e os tascos a lembrar a Sé mas, com tanta gente, não afecta a imagem de quem visita, é óbvio que demonstra que o emprego não deve andar grande coisa, mas completamente banal. Também só existe o Corte Inglés e mais 2 centros comerciais, pouco interessantes. Existem outros para lá das pontes, nas áreas metropolitanas periféricas.
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- Isto, em Mouzinho da Silveira, é realmente inacreditável!

"EDP – EMPRESA DESTRUIDORA DE PAISAGENS", é assim mesmo, escrito de forma crua e cruel a caneta de feltro preta que é por estes dias recebido quem ouse passar por cima do viaduto ferroviário metálico perto de Foz Tua, ali mesmo ao lado da ponte "1940" em betão, também obra de arte mas do tempo de Duarte Pacheco (?)... (qual miniatura da futura ponte da Arrábida...) As fotografias que aqui quero partilhar com A Baixa do Porto são o retrato em 18 de Agosto de 2010 da situação "no terreno", in situ,- a situação que insiste in situ em ferir o genius loci – o espírito do lugar. Quero documentar aqui para memória futura, a situação actual de degradação:
... Ver o resto em PDF (nova versão, corrigida pelo autor)
... o país parece ter parado para férias.
- Porto: Principais salas de espectáculos fecham nas férias
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- A loja de Seydou Keita só vende produtos feitos em África
- Do incêndio de 1974 à visita de Sartre, 58 anos da história da UP estão na Net (em arquivo-digital.up.pt)
- Jogo Under Siege para a PS3 produzido no Porto - www.undersiegegame.com, sugestão de Carlos Cidrais
- 81 milhões para limpar a Baixa do Porto
- Foz e artesanato juntos há 20 anos
- PCP culpa Governo e JMP pelo "impasse" na Autoridade Metropolitana de Transportes
- Operadores de Leixões pedem diálogo no caso da estilha
- Tribunal de Contas vai decidir materno-infantil - Se a montagem 3D está correcta, parece claríssimo o incumprimento do Regulamento Geral das Edificações Urbanas quanto ao afastamento relativamente ao edifício mais próximo no bairro (a famosa "regra dos 45 graus" - artigo 59º - que, pelo que tenho verificado, pouca gente interpreta correctamente porque não se dá ao trabalho de ler).
- Construção do Centro Materno-Infantil deve começar em Setembro
- "Questões legais estão integralmente cumpridas"
- Santo António não precisou de licenças - “Mesmo que uma entidade estivesse isenta de licenciamento, não deixaria de ter que cumprir a lei. Se a Câmara fizer uma obra está isenta de licenciamento, mas isso não quer dizer que pode violar o PDM” - Como é evidente.

De Miguel Torga – Obra completa. Ensaios e Discursos, Miguel Torga, ed. Circulo de Leitores, pág. 21:
"Um Reino Maravilhoso (Trás–os–Montes)
Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. (...)"
As minhas palavras terão forçosamente que se revelar breves, tal é o impacto da "Ilha de Xisto" que é o Alto-Douro no coração de quem o visita. O Douro, transformado também em palavras - A Obra de Miguel Torga. A paisagem não cabe nas janelas do comboio, tão grande ela é. As fotografias que aqui partilho com A Baixa do Porto têm o objectivo de sensibilizar quem ainda não fez esta viagem. A viagem até ao Pocinho é imperdível, e não são estas miseráveis fotos que têm a pretensão de o querer demonstrar. Há-que fazer a Linha do Douro, e só assim ficar a "perceber um pouco mais sobre a vida".




