Tertúlia organizada pelo CDS/PP, hoje, às 21h30, no Café Majestic com Dr. Artur Santos Silva, que falará do tema "Porto: Que Modelo de cidade queremos?"
O Jornal de Negócios noticia:
«Os autarcas de Lisboa e Porto anunciaram hoje que "estão criadas as condições" para que a Red Bull Air Race se realize alternadamente nas duas cidades, sendo que a edição deste ano poderá decorrer na Invicta.»
Agora estou curioso para ver as reacções eheh sobretudo dos que criticam por criticar. Aliás, chego mesmo a pensar que haja quem viva disso. Primeiro criticavam as despesas da iniciativa, depois a falta de força por parte dos autarcas do Norte (aí a iniciativa já era importante), agora vamos ver o que dirão (se bem que é fácil imaginar... foi tudo decidido pela Red Bull, em Lisboa é que perceberam que a iniciativa não era assim tão boa, etc etc.)
Pela minha parte, é com agrado que vejo um acordo equilibrado, fruto de trabalho naturalmente desenvolvido pelos autarcas do Norte, sem terem de andar para aí aos berros! Afinal é disto que o País e o Norte mais precisa, trabalhar... e muito!
Miguel Aroso
Ao ler aqui n'A Baixa do Porto o muito apropriado convite feito pelo Director-adjunto do Público para a segunda sessão das 7.as Conferências: Olhares Cruzados Sobre o Porto, algo que tem muito mérito, organizado pelo Público e pela Universidade Católica, dei comigo a pensar que estes bons eventos são pouco divulgados cá no nosso burgo. Andamos sempre a queixarmo-nos de que não há oportunidades, nem espaços para se “ouvir falar”,- por vezes na audiência há umas pessoas que quando dizem que vão fazer uma pergunta antecipam-na por um discurso, será de evitar, não são os oradores! – quando os há, apesar de ir bastante gente deveria ir muita mais. Encher a sala, se bem que é cheia se for um nome muito sonante.
Mas são momentos TODOS TODOS de grande aprendizagem para qualquer um de nós, e que não devemos perder. O Público tem tido o cuidado de muito bem o publicitar, já o mesmo não acontece com a Católica, devia divulgar mais. Dentro do nosso velho hábito de nunca sermos pontuais, hábito a ter de mudar, a sessão de 5ª feira passad, começou com 15 minutos de atraso, vá lá, não chegou aos 30… Esperemos que todas as próximas comecem às 21h30 em ponto. E será mais um excelente momento de aprendizagem, felicitações ao Público e à Católica!
Melhores cumprimentos de
Augusto Küttner de Magalhães.
Em termos de coerência com a que a Câmara do Porto tem referido sobre os aspectos menos favoráveis das políticas de subsídio à Cultura, a não equiparada a Lazer, a propósito dos 50 mil euros/ano atribuídos pela Mota-Engil e como eu, pessoalmente, nunca aceito que me paguem o almoço, sugiro que se estabeleçam protocolos com o Sistema Bancário à semelhança, com acrescentos, do que o BBVA faz em Espanha e já aqui referi. Porque a reabilitação física é essencial para a social, para a coesão, para a atractividade da cidade e posterior fixação de empregos e quadros qualificados.
José Ferraz Alves
PS: PPP – Pequenos Projectos Possíveis - Sistema de Hipotecas invertidas (financiamento da reabilitação de imóveis propriedade de reformados)
Vamos lá pôr as coisas em perspectiva:
- Idosos sem posses com obras gratuitas em casa: Mota-Engil gastará 50.000 euros/ano
- Mota Engil lucra 79 milhões de euros em 2009
Quanto custaria esta promoção de imagem, de que a Câmara é conivente, se fosse paga como publicidade normal com a duração de um ano? Esperemos que os cidadãos percebam o ridículo da situação e que a campanha se revele contraproducente.
- Lançado concurso para planear Via Nun'Álvares - o tal tipo Portugal dos Pequeninos, também.
- Festa Viking "Como Treinares o Teu Dragão", 20 de Março, sugestão de Pedro Peixoto
- Fórum Porto com Ideias - Transportes e Mobilidade Metropolitana, 24 de Março, sugestão da Juventude Socialista
PS:
- Red Bull regressa aos céus do Porto, sugestão de Carlos Cidrais
- Fundação António Mota quer instalar sede em "zona nobre" da cidade
- Obras no Bolhão só depois de Junho de 2011
- Diagnóstico Social do Porto vai ser aprovado amanhã
- Obras no S. João vão melhorar os acessos
- Paradoxo a Alta Velocidade, sugestão de Nuno Gomes Lopes
- Limpar Portugal: Inscrições nos grupos - faltam 2 dias, lembra José Luís Beirão
Meus Caros,
No meio da brusca redução de volume de actividade do sector imobiliário em Portugal ficámos a saber por estes dias que os dados do quarto trimestre de 2009 do INE mostram que é na região Norte que ainda assim está a percentagem mais significativa da produção de habitação e que juntamente com a região Centro licenciaram quase 70% dos fogos novos do País. Esta diferença do nível de actividade resulta da diferente velocidade de queda de cada região: todas caíram e muito, mas a que menos caiu e que mais casas continua a produzir e a licenciar é a região Norte.
Numa altura em que todo o sector imobiliário procura novos caminhos de desenvolvimento da actividade, destaco a perseverança com que a única feira imobiliária acima do Mondego insiste em manter-se: a sexta edição do Imobitur - o Salão imobiliário do Porto vai abrir para a semana e tem um programa de conferências que vai discutir precisamente os caminhos e as estratégias de desenvolvimento para a região. Destaco a importância que vai ser dada ao novo Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte e à criação de uma unidade de planeamento que é o Arco Metropolitano do Porto, com os seus 3.000.000 de habitantes. A demografia é um dos pilares do mercado imobiliário e é nesta região urbana policêntrica que vive o maior número de Portugueses. Insistirmos em ignorar esse facto é uma miopia que só a nós limita, e que muito nos prejudica.
Francisco Rocha Antunes
Gestor de Promoção Imobiliária
Temos o prazer de vos dar a conhecer mais um sinal claro do repúdio sentido e manifestado por cidadãos do Porto, neste momento, por profissionais da Arquitectura. Um conjunto de nomes que têm marcado esse sector profissional pronunciou-se a favor da requalificação do Mercado do Bom Sucesso, como subscritores/as do texto que se segue.
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MANIFESTO - Arquitectos pela reabilitação do Mercado do Bom Sucesso
1 - Bom Sucesso faz sentido como mercado, mas não como centro comercial
A cidade do Porto precisa dos seus mercados para viver e se regenerar. A reabilitação de uma cidade faz-se na habitação, no espaço público e através do pequeno comércio de proximidade. A «alma do pequeno comércio popular» faz parte da alma desta cidade do Porto. Uma cidade cosmopolita precisa de mercados vivos. A zona da Boavista está saturada de centros comerciais, edifícios na grande maioria sem qualquer qualidade arquitectónica, estando alguns meio-ocupados, meio-abandonados há muito.
2- Transformar o mercado em centro comercial destrói a arquitectura do edifício
Inaugurado em 1952, o Mercado foi desenhado pelo colectivo ARS, a pedido do executivo camarário, para ser um «edifício que marque a sua época e o seu fim».
Pelo contrário, o projecto actual reflecte uma visão fachadista da Arquitectura, destruindo o que o edifício tem de melhor, o magnífico espaço interior. Do que foi tornado público, sabemos que se pretende encher o interior com dois grandes volumes a cortar e ocupar o espaço central, quase encostados às suas fachadas envidraçadas. Fachadas concebidas como membranas transparentes de espaço e de luz de um lugar em forma de nave, vazio e sereno. O projecto pretendido adultera indelével e definitivamente este conceito, enchendo o interior com metros cúbicos de construção. É um atentado a um edifício modernista com um processo de classificação como património nacional já aprovado pelo IGESPAR e a aguardar conclusão. O que se está a preparar é não só a alteração do programa de mercado para centro comercial como a adulteração dum edifício histórico.
Não é mais concebível nesta cidade que se continue a apelidar de «reabilitação» este tipo de intervenções. Re-habilitar é «tornar a habilitar para...». Este mercado precisa sim de se tornar a habilitar como edifício e na sua funcionalidade de mercado, tal como consta dos requisitos que fundamentaram o processo de classificação.
Pretendemos que o poder público tome em mãos um projecto de verdadeira reabilitação, resolvendo patologias construtivas, modernizando, enquadrando e rentabilizando o uso para mercado de frescos. Assim ficará digno de um uso público intenso, como já teve antes do abandono recente a que foi votado.
3 – Destruir um mercado para criar mais um centro comercial é empobrecer a qualidade e variedade da vivência urbana
Como profissionais de Arquitectura apelamos às instâncias públicas com a missão de defender o Património, nomeadamente ao Ministério da Cultura na pessoa da Sr.ª Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e ao Instituto para a Gestão e Defesa do Património, IGESPAR, no sentido de se pronunciarem e intervirem neste processo, em coerência com a classificação patrimonial, impedindo a destruição do Mercado do Bom Sucesso.
Como cidadãos empenhados pretendemos que o edifício do Mercado continue «a marcar a sua época», através do respeito pelo património construído e classificado e que continue «marcar o seu fim» de mercado tradicional de frescos, sempre actual numa cidade viva.
Álvaro Siza Vieira
André Tavares
Francisco Barata Fernandes
José Gigante
José Pulido Valente
Manuel Correia Fernandes
Manuel Fernandes de Sá
Nicolau Brandão
Nuno Brandão Costa
Paula Santos
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Ilustres participantes do A Baixa do Porto
Em nome do Público e do Centro Regional do Porto da Universidade Católica queríamos convidá-los a participar na segunda sessão dos “Olhares Cruzados Sobre o Porto” deste ano, que será dedicada ao tema “Urbi et Orbi: a reabilitação urbana conta para a competitividade do Porto?”. Na referida sessão o apresentador do tema será o prof. João Ferrão, a moderação do dr. Mário Melo Rocha e os oradores serão o dr. Arlindo Cunha e o arq.º Eduardo Souto Moura. A sessão (dia 18, Quinta-feira), como é hábito, terá início às 21h30, na Católica, junto da Praça do Império. Apareçam.
Cumprimentos
Manuel Carvalho
Director-Adjunto, Público
No Jornal Público de hoje é referida a apresentação do Diagnóstico Social da cidade do Porto, que faz um conjunto de recomendações para uma cidade mais solidária, a partir do ponto de “uma cidade cada vez mais envelhecida, esvaziada, empobrecida e dependente”. Afinal bem diferente da pujança e vitalidade apresentada em época de eleições. Sei que há quem, de tanto querer uma dada realidade, a possa acabar por confundir com os seus desejos, o que é pior do que deturpar conscientemente a realidade. E aí pouco há a esperar das medidas que depois preconizará, dado que a base em que assentarão seria sempre bastante frágil. Ainda bem que não é o caso.
Entre as várias e muito acertadas medidas reveladas no documento, que podem ser a base da reabilitação social do Porto e de um próprio mercado de desenvolvimento de empresas especializadas no apoio social de forma sustentada (“medidas de incentivo à aquisição e conservação de habitação para os mais jovens”, “acção articuladas com as juntas de freguesia e associação dos moradores”, “respostas para os problemas de isolamento e vulnerabilidade dos idosos”, “ divulgação de incentivos ao micro-crédito”, “valorização do tecido associativo”, "apoio à promoção de dinâmicas de voluntariado social”, etc.), apenas uma dúvida na proposta de uma figura de coordenação para algo que, afinal, já brota espontaneamente da própria cidade: “em termos globais, considera-se que a cidade possui um bom capital no plano dos recursos materiais e humanos que, acima de tudo, carecem de gestão integrada e partilhada”. Espero, apenas, que não mais um cargo público de regulação, mas sim sobretudo um facilitador dos contactos entre os intervenientes da Rede e que saiba respeitar a livre iniciativa dos indivíduos. Espero que a Coordenação receba finalmente uma Associação Humanitária de Apoio aos Doentes de Alzeihmar, que há anos precisa da autorização para reabilitar um espaço da Câmara que estava desocupado e marginalizado. Porque não começar por mostrar disponibilidade para ouvir o que existe da própria iniciativa dessas pessoas, e canalizar logo essa energia? Se calhar os projectos necessários a que os planos não sejam inconsequentes estão desde logo aí encontrados.
É que estamos cheios de excelentes diagnósticos e planos, mas isto só vai lá por pequenas acções concretas, que nos escapam e que erradamente desvalorizamos. O Porto precisa mesmo é de um acupuntor económico e social, de pequenas acções concretas e efeitos locais imediatos. De provocar choques e reacções. Uma dia, disseram-me que a figura do Estadista corresponde àquele que, sem nada aparentemente fazer, acaba por beneficiar de um conjunto de circunstâncias que conduzem a que os problemas públicos se vão resolvendo. Como que beneficiando de um toque de Midas para o sucesso. Diria que temos de facto bastantes candidatos a esta figura. Mas, se calhar, por vezes, a este nível do esforço social no Porto, é melhor de facto ser Estadista.
Como está prevista uma “acção articulada com as juntas de freguesia e as associações de moradores no âmbito das estratégias de realojamento e das acções de proximidade junto das zonas residenciais mais vulneráveis”, esta medida sobrepõe-se ao voto eleitoral que terá legitimado o derrube puro e simples das Torres do Aleixo, e o respeito dos responsáveis da Câmara do Porto para com as pessoas do Bairro do Aleixo faz agora parte deste objectivo de uma cidade mais solidária? Desejo que sim, e que se abra um caminho de diálogo e cooperação, porque o segredo do sucesso sustentado a longo prazo está nesta forma de ser. O conflito interno tem prejudicado o desenvolvimento da nossa cidade e as perspectivas para o futuro dos nossos filhos, sendo só aproveitado por quem beneficia pela nossa divisão.
Diria que, para além da necessidade de uma maior coordenação entre os intervenientes na área social, são também necessárias práticas diferentes de intervenção. Tendo a cidade do Porto legitimado a identificação de Cultura com Lazer, será que há agora abertura para o Social ser equiparado a Empresarial Social, e olhar para o que é afinal isso do empreendedorismo social e de empresas sociais de que fala o criador do micro-crédito, Muhammad Yunus?
Não posso é deixar de dissociar este plano da necessidade que teremos de desenvolver a actividade económica no Porto, para promover o emprego e a fixação de quadros qualificados e de riqueza. Não há Social resolvido sem desenvolvimento económico. Existe um mercado social, assente no peso das pessoas idosas, a desenvolver e que pode ser objecto de exportação. Na Suécia, o que é visto como problema, passa a ser um desafio para ser ultrapassado: por exemplo, o envelhecimento da população e a pressão sobre o sistema de segurança social é entendido como um incentivo para a investigação em áreas como a demência, senilidade e outras relacionadas com o envelhecimento dos suecos, criando valor de exportação para outros países que compense os custos que terão de ser suportados por esta realidade. E se existe uma área (bastando ler os jornais diários) em que Portugal tem vantagens competitivas é a que se relaciona com a saúde (investigação, aplicação, farmacêutica, turismo de saúde, geriatria, bom clima e tudo o mais associado). Fazendo um paralelismo com novas acções no domínio do desenvolvimento regional, recentemente um director do Ecobank defendia que as empresas africanas se deviam transformar em líderes regionais, seguindo o exemplo de países do sudoeste asiático como a Malásia e Singapura. Dado que se pensa muito no desenvolvimento, mas apenas em termos de governo, e onde este surge como o elemento indispensável para o alcançar, existem muitas coisas que poderiam andar mais depressa se as empresas fossem usadas para veículo adicional de transformação. As empresas fortes são a base para o desenvolvimento.
Apenas para concluir que se trata de um excelente diagnóstico e de um excelente projecto, que merece o crédito e a disponibilidade do Porto e do Grande Porto para o apoiar na sua implementação efectiva, que de muitos depende e a todos beneficiará. Seguindo as palavras na passada semana de D. Manuel Clemente, "é preciso é fazer, fazer bem e fazer o bem".
José Ferraz Alves
Movimento Norte Sim
- Vídeo: Empreendedorismo Feminino, sugestão de José Ferraz Alves: "Bianca Bast, mais uma mulher de Berlim que vem viver para o Porto, tal como Carolina Michaelis, apresenta a forma como vê a cidade e o seu exemplo de mulher empreendedora, que adoptou o Porto, conquistada pelos seus vários tipos de encanto."
- Tertúlia "Proteção integrada e agricultura sustentável", 17 de Março, Quarta-feira, 18h, sugestão da Campo Aberto
- Limpar Portugal - Porto: Última reunião de informação, 18 de Março, 21h30, sugestão de José Luís Beirão
- Região Norte / Porto tem o mais baixo custo europeu, incluindo Europa do Leste, para arrendamento de espaço industrial (PDF, pág. 13), sugestão de José Silva
- Guimarães promete não repetir os erros do Porto na Capital da Cultura de 2012
- Expansão do Parque da Cidade para Matosinhos ainda em estudo
- População do Porto com mais de 65 anos atinge os 27 por cento
- Porto: Mota-Engil vai gastar 50 mil euros na recuperação de casas - Eu até li 3 vezes para me certificar: cinquenta mil euros?!
- Projecto "Porto Amigo" arrancou hoje simbolicamente - É mesmo 50.000 euros que a Mota-Engil disponibiliza por ano. Sem comentários.
- Bolhão: Obras no Mercado avançam "no início de 2011"
- Projecto "Pôr os doentes em primeiro lugar" arranca no IPATIMUP
- Moda: Portugal Fashion reinventa conceitos no Porto

RePort - Colóquio sobre reabilitação urbana e impacto social
Do projectista ao gestor, do político ao antropólogo, reúne-se um grupo heterogéneo de intervenientes que partilham responsabilidades cívicas e profissionais perante a cidade, com o objectivo de apresentar e debater algumas das mais recentes transformações urbanas. Através de um olhar global e diverso, pretende-se confrontar formas de pensar e intervir no território, tendo como referência a transformação da Baixa da Cidade do Porto.
17 de Março, manhã e tarde, na FAUP
- Um hotel em cada canto preocupa empresários
- Hotel Infante de Sagres: Estacionamento e bares são problema
- Lojistas esperam beneficiar com Ibis
- Manuel Pizarro quer Loja do Cidadão na Praça de Lisboa
- Conferência "Lúcio dos Santos, textos de 1943", de Pedro Baptista, 17 de Março, sugestão de Teodósio Dias - mais informação na FLUP
- Estive neste fim de semana a seguir e a comentar via Twitter o congresso do PSD em Mafra. Independentemente de questões políticas relativas ao conteúdo dos respectivos discursos, incomoda-me e entristece-me a gritaria latino-americana, completamente anacrónica, com que os dois candidatos com origem no Porto (Paulo Rangel e Aguiar Branco) quase insultam a inteligência dos militantes. Como se não houvesse microfones na sala. Como se não fossem capazes de muito melhor que aquilo. Como se quisessem reeditar aquele célebre episódio no Parlamento há já muitos anos com um deputado do PS, que inadvertidamente distribuiu pela sala umas notas pessoais sobre um discurso seu, assinalando determinado ponto menos conseguido: "argumento fraco - falar mais alto". As elites do Porto assim fazem triste figura.
Tenho defendido que o lado Nascente da cidade é o mais esquecido pela política (construção da polis), apesar de ser o mais pobre e o que mais precisa da intervenção pública. (Porque o mercado, como ensinou Myrdall nos anos 50, tente a acentuar as diferenças espaciais, pelo que compete ao Estado a procura da atenuação das diferenças, em nome duma cidade para todos). Quando parece decidido como o metro vai ter mais uma linha para Ocidente – por Campo Alegre, preservando a Avenida da Boavista, onde o eléctrico ou mesmo o autocarro é mais barato e, ao ter mais paragens, presta melhor serviço – a Leste, sobre a linha para Gondomar por Valbom, fala-se (demasiado) pouco. Ora o primeiro esboço já é conhecido e sobre ele quero aqui deixar 4 notas, junto com o pedido para que se importem mais com esta tão importante linha para o lado esquecido da cidade de 1 milhão de habitantes e 10km de raio que temos hoje.
1. Junto ao seu início, na Cidade de Gondomar, a linha passa à superfície pela rotunda que fica mesmo junto ao nó do IC29 que serve o “centro” de Gondomar. Ao contrário do que a Metro do Porto (com o concurso de um “grupo de sábios”) propôs para a Praça do Império, na Foz, aqui, apesar da proximidade do pavilhão multiusos, da biblioteca, de um eventual shopping e dos nós da auto-estrada, não parece haver vontade para fazer túneis… adivinha-se grande congestão, sobretudo aquando dos grandes eventos da suburbanidade como a Feira Erótica, ou a Semana de qualquer coisa…
2. Mais adiante, a linha curva para Valbom, sem cuidar de servir com uma estação o Centro Hospitalar / Universidade Fernando Pessoa que já foi aprovado (contrariando o PDM e o PU por sinal, que aí previam um “parque urbano”);
3. A estação dita do Pinheiro, em Valbom, não se aproxima do bairro nem da Junta de Freguesia, quando o deveria fazer, afastando-se apenas uns 100m mais para o lado Ocidental e a que se chama “Dr. A. Matos” (Dr. A. Matos?!) deveria chamar-se “Piscinas” (ou “Valbom Centro”) e ser acompanhada de um projecto e um processo capaz de uma forte qualificação de uma freguesia a precisar de centro;
4. Milagre: o metro afinal consegue vencer o declive, apesar de Oliveira Marques e Valentim Loureiro clamaram durante anos que isso era um delírio de uns quantos, poucos (em que eu me incluía). E talvez até seja bom ver o metro entre o Palácio do Freixo e a Rotunda do Freixo, num projecto que se espera de arquitecto capaz, a dar mais urbanidade a um espaço com elevado potencial de qualificação.
Entretanto, como se não bastasse a prioridade do metro a Oeste, o Estado (à escala local, como na central fez com o POLIS) vai tratando de aumentar as assimetrias, agora propondo retirar e distribuir os pobres e remediados do Aleixo (sobretudo para o lado Oriental, aposto!) para no seu lugar trazer os ricos que desejam ter vistas sobre a foz do Rio Douro. Que isto de ter vistas não é para todos, como os moradores dos prédios mais a Sul no Bairro da Corujeira já perceberam e os que habitam o Bairro Rainha D. Leonor correm o risco de vir a perceber.

As fotografias são para termos uma ideia do quanto as águas vão subir para submergir a linha ferroviária, desperdiçando terras e roubando a individualidade de pequenos recantos únicos que serão harmonizados por uma nova linha de água. O Vale do Tua é o Mediterrâneo da Montanha, pelas réplica das características aí existentes (azeite, vinho, legumes). Uma região e um local têm de sair de si mesmos, porque cada uma e cada um são um mundo em si mesmos.
José Ferraz Alves
Movimento Norte Sim
- Fundo Imobiliário do Aleixo já tem visto do TC
Deixo aqui esta sugestão, apesar de prejudicial ao meu bairro e aos seus moradores. Através da leitura da notícia há uma dúvida que não vi esclarecida: continua, ou não, o contrato entre Rui Rio e a Gesfimo por assinar? Apesar de tudo, acredito ainda num volte face neste assunto. A nossa Associação vai apresentar uma nova providência. A ver vamos...
- Reabilitação do Bolhão a concurso
- Carros mal parados travam 647 viagens dos eléctricos
- Mercado do Bom Sucesso ainda não passou para as mãos da empresa que o vai reabilitar
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- UP: Reitoria recebe exposição que promove a "vida e as pessoas"
- Metro retirou carros da cidade, mas utentes pedem parques de estacionamento
- PSP/Porto: Polícia concentra Comando, Divisão de Trânsito e hotel para polícias no Bom Pastor
- Comentário de Augusto Küttner de Magalhães: "De facto estamos a ficar um pouco – direi demasiado – habituados a ver falta de educação – que não só instrução – e de humildade. Aqui podemos ler um emendar de mão de Frederico Torre face a José Ferraz Alves. Que sirvam estes actos de exemplo a muitos, a tantos de todos os lados."
- Dr. Fernando Nobre e o problema dos pobres. Sugiro uma técnica para criar valor no mercado interno, sugestão de José Ferraz Alves
- O Vivacidade – Espaço Criativo já tem um blog oficial na Internet, sugestão de Adelaide Pereira
Pedido de Desculpas a José Ferraz Alves
Tendo lido e relido o seu post de dia 23 bem como a sua resposta ao meu comentário, tenho de pedir-lhe desculpa pela má interpretação que fiz do seu post original onde assumi que defendia o subsídio directo do Estado às pessoas que tiverem problemas com o pagamento das suas prestações e não através de uma redução dos impostos directos. Concordo perfeitamente consigo de que a redução destes impostos (na minha opinião tanto o IRS como o IRC) é a melhor maneira de estimular a economia. Acho que é o resultado de já abrir o site com a expectativa de encontrar uma série de comentários a defender soluções já de esquerda já experimentadas e redondamente falhadas (subsídios do Estado para tudo) e a atacar toda e qualquer iniciativa de criação de riqueza/valor. Quanto ao comentário de "pagar impostos para capitalizar os Bancos de que é devedor", uma vez que nenhum banco em Portugal recebeu capital do Estado (tanto o BPP como o BPN são casos de criminalidade, não problemas de capitalização) e a Banca portuguesa comportou-se até bastante bem nos empréstimos que deu, sem ir atrás do lucro fácil (como se vê pelo bastante baixo nível de empréstimos em mora (NPLs)), parece-me um pouco bater na pedra errada... Disclosure - Trabalho para um Banco, mas na área de Mercado de Capitais e por isso não tenho qualquer relação com a parte comercial.
SCUT
De maneira a perceber afinal a justiça ou não da decisão da implementação de portagens reais nas SCUTs, perdi algum tempo a ver os critérios por detrás da decisão...
Sou, por princípio, contra a existência de SCUTs. O princípio utilizador-pagador parece-me da mais elementar justiça. Acho também que as SCUTs são directamente responsáveis pelo afastamento das populações dos centros da cidade, uma vez que alteram os critérios económicos de decisão de viver dentro da cidade vs viver na periferia, i.e., na hora de tomar a decisão de onde viver não se tem em consideração o custo que todos estamos a pagar em infra-estruturas para que se possam deslocar ao centro/local de trabalho todos os dias (fora todos os custos da dispersão populacional). Assim, parece-me muito bem a alteração das SCUTs para portagens pagas (ainda que o Estado fique com o risco de tráfego e portanto continuemos todos a financiar pelo menos uma parte desse custo), como vai acontecer nas SCUT Costa da Prata, Grande Porto e Douro Litoral. A SCUT Grande Lisboa, a única na região de Lisboa, já é actualmente portajada, ainda que não em toda a sua extensão, tudo o demais já é pago (A8, A9, A2, pontes) pelo que não percebo muito bem a crítica de que só a Norte é que se vai pagar portagens...
Dito isto, parece-me aceitável o critério de usar as SCUTs como forma de incentivar o desenvolvimento regional e reduzir distâncias no País, sobretudo para tentar corrigir um pouco as assimetrias criadas por erros de planificação no passado. Por isso, compreendo que as SCUTs Beira Litoral e Alta, Beira Interior e Interior Norte continuem a beneficiar de apoio do Estado (ainda que talvez "bastasse" ter uma portagem subsidiada em vez de um custo zero, já que esta distorce demasiado o processo de tomada de decisões de investimento e cria falsas expectativas para o futuro).
O mesmo já não posso dizer em relação à Via do Infante, onde claramente o nível de desenvolvimento actual da região parece-me mais que suficiente para justificar a conversão... O seguinte estudo da F9 Consulting, a pedido do Governo, mostra que o motivo para a não conversão deste troço é a falta de alternativas cuja diferença de tempo seja menor que 1,3x o demorado através da SCUT (o estudo aponta 1,4x, mas o anexo com os dados para esse número não está na apresentação (?!)...) Assumindo que o estudo está bem feito, a minha proposta aqui era então implementar portagens de valor mais baixo com o objectivo de financiar directamente a melhoria das alternativas, subindo-as depois para o seu custo real quando as obras de melhoria estejam terminadas.
Conclusão - a introdução de portagens nas SCUT a volta do Porto vai ser na minha opinião um forte factor para trazer de volta para o Porto muita da população que se deslocou para a periferia da cidade e não percebo por isso o porquê da contestação a uma medida que introduz um princípio da mais elementar justiça - o utilizador-pagador. Ou parece-vos justo andarmos todos a pagar a quem vive em Aveiro, Espinho, Esposende, etc. as suas viagens para o Porto? Então porque não os de Braga? Ou de Guimarães? E respondendo já ao argumento do custo de comprar casa no Porto, é para isso que existe o arrendamento! Um aumento da procura de arrendamento vai seguramente levar a um aumento significativo da oferta, criando incentivos para a recuperação das casas abandonadas da cidade e sua reconversão às necessidades da população. Aliás, foi exactamente esse processo que vimos num grande número de cidades europeias, onde a população deixou de comprar casas na periferia e passou a arrendar no centro devido à dificuldade crescente de entrar nas cidades (ainda que aqui tenha sido pelo efeito excesso de tráfego).
Frederico
Sugiro a leitura da seguinte notícia publicada ontem no Público:
- Câmara do Porto demoliu casas em Campanhã sem dar conhecimento aos moradores
Atentem, sobretudo, neste pequeno pormenor que demonstra o desvario dos dinheiros públicos, transformados em dinheiros privados, à custa de gestão de péssima qualidade, devido a conselhos de administração constituídos pelos afilhados, pelos lambe-botas dos principais partidos políticos: a Metro gastou em 8 anos um milhão de euros no alojamento de duas famílias num hotel do Porto!
Com esse milhão quantas casas teriam sido construídas? Qual será a relação de parentesco existente entre o adminstrador da METRO que autorizou estes pagamentos e os donos do hotel? É por estas e por outras que dou razão ao Teixeira dos Santos - quem paga a crise? Os patetas do costume!
MADionísio
- Fórum "Olhares Cruzados" promove discussão sobre o Porto actual, hoje à noite na Católica (programa aqui, sugestão de Pedro Borges)
- Olhares Cruzados debatem papel das capitais da cultura, sugestão de Augusto Küttner de Magalhães
- Portagens nas SCUT, sugestão de Carlos Cidrais
- Director executivo da junta metropolitana pede mais planeamento para a mobilidade
- Liberdade de imprensa: JN "esconde" opções negativas para o Norte, sugestão de Carlos Cidrais
- Ciclo de conferências sobre a identidade portuguesa no século republicano, sugestão de José Ferraz Alves
- Dia Internacional dos Rios - 14 de Março, sugestão de José Ferraz Alves
- "Somos os melhores em tudo" - a minha crónica de hoje no JN





