- D. Manuel Clemente sucede a D. José Policarpo como cardeal-patriarca de Lisboa
- Arquivo Municipal do Porto online em gisaweb.cm-porto.pt
- Apresentação pública da candidatura "E se virássemos o Porto ao contrário?", hoje 18 de Maio, pelas 17h na Cooperativa Árvore, convite de Pedro Figueiredo
- www.manuelpizarro2013.pt e fb.com/ManuelPizarro2013, sugestões de Tiago Barbosa Ribeiro
E, já agora, também:
- www.portoforte.pt e fb.com/portoforte2013
- cidadedoporto.pcp.pt e fb.com/CDUPORTO2013
- www.ruimoreira2013.pt e fb.com/ruimoreira2013
A associação Campo Aberto, num espírito de Agir em Convergência com outros cidadãos e outras associações, reúne em 18 de maio, sábado, às 15:00, um "conselho consultivo" informal no qual aguardamos a presença de alguns amigos, sócios ou não, que sabemos interessados em projetos comuns. Na sua sede, Rua de Sta Catarina, 730-2.º, no Porto. Que assuntos abordaremos?
Em primeiro lugar:
- os esforços para a reabilitação da escarpa do Douro desde o Freixo às Fontaínhas, que têm sido empreendidos pela associação AMO Portugal, e a preparação de um evento, previsto para sábado 6 de julho, com vista a reforçar as diligências para esse objetivo, em conjunto com outros cidadãos e associações
Em seguida:
- a possibilidade de elaborar um elenco de propostas e projetos para fazer da cidade uma melhor cidade, mais amiga dos cidadãos e com melhor qualidade
Esse elenco de ideias seria proposto às instituições que maior influência têm no futuro da cidade, incluindo a CMP, e também aos que aspiram a governá-la, ou seja, os diversos candidatos às próximas eleições autárquicas. Nesse elenco inserem-se temas como a mobilidade, o lugar da bicicleta, os direitos dos peões, os transportes, a estrutura verde com relevo para o parque da Cidade e sua possível extensão em direção à Circunvalação e para além dela, as hortas urbanas, a energia, a recuperação do centro histórico, e outros. Enquadram-se aqui igualmente algumas campanhas que têm vindo a ser preparadas ou desenvolvidas em convergência, desde 16 de junho de 2012, por cidadãos e associações.
Por fim:
- o governo tenciona alterar a Lei de Bases do Ambiente. É um assunto que não deixa indiferentes os cidadãos e as associações atentos. Que poderíamos fazer em conjunto para que daí resulte algo melhor e evitar algo pior?
Faremos ainda referência a um problema para o qual foi chamada a nossa atenção, relativo à necessidade de uma proteção eficaz de algumas espécies vulneráveis de flora em trechos do litoral na nossa área geográfica Noroeste. Será abordada em termos gerais uma campanha em preparação na Campo Aberto: Irrigue - dar de beber às árvores, no sentido de interessar os moradores na viabilização de árvores jovens recentemente plantadas em diversos locais, regando-as em especial durante o tempo quente. Outros assuntos poderão ser postos à consideração de todos pelos participantes.
- Comboio sem paragens entre Porto e Vigo a partir de Julho
Das 3h30 reduz para 2h10. Ganhar tempo poupando nas paragens? É que convém que sirva as pessoas, e elas estão também ao longo do Minho. E 32 euros? Porque não pensam colocando-se do lado de quem precisa do serviço? Uma família de 4 pessoas 128 euros para ir a Vigo? Vai de carro. Entre 20 a 25 euros seria adequado e os números da procura tornariam o serviço rentável.
O que tenho a dizer? Se fossem menos de 2h10, menos de 32 euros e mais de 2 paragens serviria as populações. Assim vai ser um fiasco e justificar quem não acredita nessa linha. Que é crucial para o Porto e Norte de Portugal. Por vezes dão-nos uns certos presentes envenenados. Que melhor para justificar o desvio dos dinheiros da Região para a 3ª Travessia do Tejo? O Norte não tem quem defenda as pessoas do Norte. Atirado para o ar, Porto-Vigo, menos uma hora, parece uma maravilha. Mas é mais um presente envenenado para sermos roubados.
Os senhores das Associações Empresariais regionais estão a pensar ou a defender os seus associados rodoviários? Os senhores das Câmaras Municipais pensam mesmo em termo de região? Claro que dizem que querem a Regionalização, só isso. Têm medo de perder poderes. E o que vai dizer o Minho? As pessoas!? Que o Porto está para o Norte como Lisboa para o País. Com razão! E a aprovação do português como língua oficial da Galiza, hoje!? Que até pode ajudar a criar emprego mais perto, porque a Galiza é aqui? Alguém festeja? E não podem os galegos perguntar, com razão, afinal o que é que os portugueses querem?! E com isto, o cargo político mais importante da Região, a Presidência da CCDRN, está em concurso público. Isto é de mais.

Rua de Sá da Bandeira, ao lado da Brasileira, mas podia ser em qualquer rua do Porto
Impossível passar e não reparar. Rua atrás de rua. Por vezes uma ou outra loja isolada, outras vezes várias lojas seguidas. Sobretudo neste ano 2 da troika (2012/2013) têm sido nesta cidade do Porto encerradas dezenas de lojas. Impossível passar e não reparar. Dói na alma. Dói e é visível. O Porto sempre foi uma cidade mercantil, com as ruas organizadas por “mesteres” (picaria, cordoaria, bainharia, mercadores). Cidade esta entrada em desgraça com a expulsão dos judeus (séc. XVI - D. Manuel I) e com essa expulsão toda essa judaica economia urbana também foi expulsa, mercantil e financeira (pré-capitalista), em detrimento da austera e conservadora / triste cidade/sociedade católica.
O pequeno comércio urbano no Porto é parte integrante e fundamental da IDENTIDADE desta cidade. E está a morrer. Aliás, está a ser assassinado. Não há nenhuma crise. Há uma austeridade provocada e esta austeridade, total e toda junta, toda de uma só vez está a assassinar o pequeno comércio, identidade do Porto. É calculado e é um assassínio. Não é um cataclismo natural, nem é acção municipal tout court. São as políticas nacionais e internacionais da direita europeia. E, sendo nacionais, apesar disso são um óptimo tema para “A Baixa” e a “questão autárquica que se avizinha”. E sendo internacionais e nacionais tocam directamente nas lojas e lugares por onde passamos. Todos os dias.
Não é possível falar de reabilitação urbana sem falar do assassínio do pequeno comércio. Nem é possível falar das suas causas e soluções sem pôr em causa o poder de compra que está a ser duramente retirado a quem trabalha e a quem não trabalha, o IVA que nunca devia ter subido para o pequeno comércio e subiu contra toda a lógica económica e social, a factura da electricidade que para os pequenos comerciantes é o fim da picada. Tudo junto e tudo ao mesmo tempo. Mete dó a estupidez de quem tomou o poder na Europa e em Portugal. Posto isto, fecham lojas atrás de lojas e entramos só para ver a loja e sem comprar nada. Às vezes até compramos uma coisa, com pena do comerciante… (ou meia coisa). O reverso do consumismo desenfreado é igualmente estúpido e igualmente neo-liberal. E esta hein?

Aqui há uns meses atrás (há quase um ano), farto de fazer cara torta aos aceleras que gostam de fazer da rua onde vivi a maior parte da minha vida uma rampa de lançamento de carros, escrevi uma mensagem à Direcção Municipal da Via Pública.
Note-se o seguinte:
- Nesta rua existe uma escola primária e o trânsito de crianças é, naturalmente, muito.
- A rua não é estreita e, se os carros circularem a velocidades civilizadas, é possível estacionar dos dois lados.
- Como os carros não circulam, por norma, a velocidades civilizadas, o risco de espelhos partidos e portas riscadas é grande. Por isso os moradores estacionam em cima do passeio, abrindo alas a quem passa de carro e fechando-as a quem anda a pé.
- Quem anda a pé (com crianças ou sem elas) vê-se frequentemente obrigado a mudar de passeio, muitas das vezes sem visibilidade para a rua.
- Como quem vem, vem rápido, há um grande risco de atropelar alguém que está a mudar de passeio. Isto porque os moradores tem medo de… quem vem rápido e cortam a passagem aos peões.
Note-se também que dois dos acidentes mais aparatosos que vi na minha vida foram nesta rua. Um a meio da tarde e outro de madrugada. Para além destes, há uns anos atrás, era ainda a rua pavimentada a paralelo e, nos dias de chuva, foram magníficos os bailados dos Fiat Uno e outros bólides similares em direcção ao espatifanço certo na vizinha Rua do Lidador (outra com sabor a autódromo).
Vamos então à mensagem:
... Ler o resto no Um pé no Porto e outro no pedal
Viva!
O Musas, uma velha associação de bairro na Rua do Bonjardim, no Porto, prestes a fazer 70 anos em 2014, está em perigo, com tudo o que isso implica como ameaça para as suas atividades, em particular a prática desportiva do xadrez, a sua biblioteca aberta ao público, o seu interesse pela poesia, banda desenhada, fotografia, software livre, e a sua horta comunitária - a Quinta Musas da Fontinha. Três razões fundamentais são apontadas para uma ação de despejo pelos senhorios:
- 1- Ter criado a horta comunitária em terreno não abrangido pelo arrendamento (o que o Musas contesta, com base documental), e ter sub-arrendado o espaço (o que é falso). Pelo contrário, o Musas valorizou a propriedade em causa.
- 2- Não ter qualquer atividade desportiva e ser nessa condição o arrendamento do edifício sede do Musas (o que o Musas contesta), porque essa atividade é florescente.
- 3- Ter construído uma casa para um sem-abrigo (o que o Musas contesta), pois apenas ajudou a reconstruir um velho barraco há muito existente e onde se acolhe há muitos anos um vizinho desprovido de outros bens.
O julgamento da ação de despejo do Musas finalmente tem data marcada, para 29 de outubro, às 09h15. Mais do que nunca o Musas precisa da união de todos e de reunir apoios. A única fonte do seu sustento são as quotas dos sócios, de valor livre e voluntário (a maioria pagando 1 euro por mês). De momento o Musas precisa de reunir 1000 euros para pagamento dos serviços da advogada. Por isso são bem vindos todos os apoios em dinheiro e todas as iniciativas para organizar concertos, jantares, leilões e todas as atividades possíveis e imaginárias. Novos sócios são igualmente muito bem vindos. A divulgação e multiplicação desta mensagem igualmente.
Ajudam a pensar em propostas? Entretanto, quem quiser (e puder) contribuir com alguma verba pode fazê-lo com uma transferência para o NIB 003501960001817403057. Convém mandar um mail a referir esse envio de dinheiro para se poder saber a sua origem e ir atualizando o montante angariado até à altura na página do facebook Espaço Musas, publicando os resultados. Pretende-se atingir, para já, uma verba de 1000 euros - o próximo pagamento à advogada, podendo ser o último ou não, dependendo de como as coisas possam decorrer em julgamento.
Abraços e obrigado.
De: Augusto Küttner de Magalhães - "Em ditadura acabaram a Queima. E em Democracia? Vale ser livre?"
Em ditadura acabaram a Queima e em Democracia? Vale ser livre? O ser humano toma, não poucas vezes, atitudes muito pouco condizentes com o seu superior pensamento.
No Porto, entre 1969 e 1974 foi proibida pela Ditadura vigente a realização anual de qualquer festividade relacionada com a Queima as Fitas da UP, dado que a última realizada ainda em ditadura em 1968, aqui no Porto, tinha sido palco de manifestações anti-regime, anti ditadura, anti-guerra colonial. E pela força da polícia de choque, tudo foi varrido e acabaram-se manifestações de liberdade desejada. Quem se não lembra da última serenata no Palácio de Justiça em 68? Tudo a fugir da polícia de choque! Nunca fui de “políticos”, mas lembro-me!
Chegados à Democracia e à liberdade desejada, voltou a Queima à UP como uma expressão de jubilo dos estudantes universitários, que em vários dias envolveram familiares e restantes população, em alegria, num caminho de cada estudante na sua vida ano após ano, na respectiva Faculdade. E foi sendo uma semana de merecida diversão para um regresso aos estudos – de imediato - para exames finais do ano lectivo. Claro que estas semanas sempre foram – para quem nelas participou – um tempo de alguns pequenos excessos e talvez alguns possíveis exageros, mas terão sido tempos de memórias, que não voltam.
Progressivamente foi-se criando muito negócio em função da Queima. E a necessidade de excessos alcoólicos. Estes, visíveis seja qual for a legislação - e nada tendo a ver com a Queima - em miudagem de 12 e 13 anos na Baixa do Porto aos fins de semana! Preparar o futuro? Será? Por certo que a maioria dos estudantes universitários que participaram e participam na Queima o fazem para passar bem um tempo que lhes marca a vida e não unicamente para estarem no limite do descontrolo, ou da criação de negócios que não são a Queima!
Dito isto, será por certo tema de reflexão para muitos e muitos jovens que participarão em futuras Queimas qual o significado concreto dessa semana. E isto em função do que se passou em 2013, quando um estudante participante activo é assassinado a trabalhar de borla para a Queima e a mesma não acaba nesse dia, ou no mínimo não é suspensa por um a dois dias. Como se faz o cortejo e o enterro no mesmo dia? Como se regam estudantes na borga, com álcool? Como? Que raio de tempo estamos a viver em que ser assassinado nas condições em que foi “um dos nossos”- não foi morte natural, não foi acidente, não foi….– é algo que se esquece continuando a festa e a bebedeira? E com que “alma” podemos criticar o fim decretado da Queima do Porto a partir de 1969 pela Ditadura por motivos políticos, quando em 2013 em Democracia a mesma continua - em liberdade – quando é morto, não por política um dos “nossos” e esquece-se com tanta facilidade e se continua a festa pela festa, com tanta festa? De facto “isto vai mal” , mas não são só os “outros” que vão mal, somos “nós, todos nós, o problema”! E então? Não nos queixemos!
A CIDADE RESGATADA: Conferências sobre Reabilitação Urbana
Manuel Delgado – ‘Espacio Público: Discurso, Arquitectura y Acción’
15 de Maio de 2013 - 4ª feira, 22h00, Auditório de Serralves
Bilhetes: 4 euros Local de venda: bilheteira de Serralves (Segunda a Domingo, 10h00-18h45)
Nota: Devido à transmissão do jogo da final para a Liga Europa 2013, a sessão vai ter início às 22h00.
O Ciclo de Conferências e de Conversas Públicas, denominado "A Cidade Resgatada", organizado pela Ordem dos Arquitectos - Secção Regional Norte (Pelouros da Cultura, Comunicação e Norte 41º), aprofunda o debate, iniciado em 2012, sobre os processos de Regeneração Urbana, à escala nacional e internacional. Com este debate não se pretende apenas “resgatar” o protagonismo dos centros consolidados; deseja-se abarcar a cidade mais alargada, sobretudo as franjas e os vazios pós-industriais, procurando perceber o seu papel estratégico nessa regeneração. Deseja-se, enfim, que esses processos sejam participados e debatidos interdisciplinarmente, englobando os contributos do Urbanismo, da Arquitectura, do Paisagismo, da Geografia, da Sociologia e da Antropologia. O terceiro convidado deste ciclo é o antropólogo catalão Manuel Delgado, cuja apresentação terá o comentário final de Filomena Silvano, antropóloga e Professora Associada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
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Nota de TAF: há outros posts pendentes, serão publicados mais logo.
Enquadramento e registo de interesses (deve ser evidente para quem segue A Baixa do Porto):
- 1) sou militante do PSD;
- 2) não sou fã, nem nada que se pareça, de Rui Rio;
- 3) acho que a Assembleia da República devia clarificar a lei de limitação de mandatos, e que Menezes, Seara e muitos mais (PSD, PCP, etc.) deviam poder concorrer a outros municípios, ficando assim a eleição ao critério da população local;
- 4) tenho contribuido activamente, com propostas apresentadas dentro do PSD/Porto e também publicamente, para a definição de um programa eleitoral cuja aplicação beneficie a cidade, focando-me nas políticas e não nos nomes dos protagonistas;
- 5) na minha modesta opinião, são inconstitucionais regras partidárias que imponham fidelidade dos militantes ao candidato local, pois limitam de forma inaceitável a sua liberdade em assuntos que não são de âmbito nacional e para as quais pouco (ou nada) relevam os princípios doutrinários gerais defendidos pelo partido;
- 6) os ajustes directos por parte da Administração Pública só são aceitáveis em situações excepcionais, e desde que devidamente justificados.
Leio hoje no Público: "Em vésperas de extinção Gaianima faz ajustes directos de 130 mil euros." "Os contratos foram feitos com as empresas NextPower Comunicação Lda e com a Boston Media Comunicação Imagem SA".
Conheço relativamente pouco as máquinas partidárias, mesmo a do PSD, mas nesta notícia (além do relato preocupante de um ajuste directo numa empresa municipal) o nome da empresa "NextPower" soou-me familiar e fui investigar. Confirmou-se. Segundo o seu perfil do LinkedIn, Fernando Moreira de Sá (julgo que militante do PSD), um activo apoiante de Luís Filipe Menezes e de Carlos Abreu Amorim, é CEO da NextPower e de outra empresa chamada Comunicatessen. Constatei também que os domínios oficiais na Internet das campanhas para o Porto e para Gaia foram registados em nome da Comunicatessen. Daí que surja naturalmente a pergunta: é afinal a Gaianima (empresa municipal de Gaia presidida por Ricardo Almeida, também presidente da Concelhia do PSD/Porto) que está a pagar as campanhas de Menezes e de Amorim?
Enviei por mail nota da publicação deste post para Luís Filipe Menezes, Carlos Abreu Amorim, Ricardo Almeida e Fernando Moreira de Sá, que têm "via livre" para a publicação de resposta aqui no blog, se assim o entenderem.
PS: "Aqui está a time-lapse final da apresentação do candidato Carlos Abreu Amorim (Gaia não pode Parar). Um trabalho que nos orgulha." - NextPower Norte
PPS: Ver comentários n'O Insurgente.
O montante já está definido: são 10 milhões de euros. A data marcada é dia 13 de Maio, 2ª feira, à noite. Na Assembleia Municipal do Porto irá ser apreciada e votada a proposta de redução do capital social da CMPEA - Empresa de Águas do Porto, EM.
O que faz este Executivo dirigido pelo PSD e CDS/PP, a menos de 6 meses de terminar o seu mandato, retirar 10 milhões de euros (em numerário) à única empresa municipal que, na continuidade dos ex-SMAS do Porto, tem resultados financeiros muito positivos? Este autêntico assalto aos cofres das Águas do Porto EM, esta espécie de “ir ao pote” de que falava Passos Coelho, só pode ser explicado pela situação financeira do município do Porto. Ao contrário da imagem de rigor e contas certas que o Executivo de Rui Rio conseguiu fazer passar no país, a herança financeira não vai ser nada brilhante, vão surgir muitos esqueletos nos armários do município.
A juntar à dívida bancária de médio e longo prazo de 102 milhões de euros, a coligação PSD/CDS-PP tem uma dívida escondida de mais de 27 milhões de euros: 24,5 milhões de euros (ainda relacionados com o escandaloso negócio imobiliário do Parque da Cidade) que o Executivo tinha acordado pagar a dois bancos até ao fim de 2012 e não pagou, mais uma dívida de 1,7 milhões à Metro do Porto pelos trabalhos executados na Avenida da Boavista. E também mais 1 milhão de euros de dívida à STCP pela remoção da via férrea de tração elétrica junto ao Edifício Transparente. A linguagem criativa do “Relatório da Prestação de Contas de 2012” (págs. 121/122) chama-lhes “compromissos financeiros não evidenciados no balanço consolidado”… Acresce que no final de 2012 a margem de endividamento do município do Porto para a contração de novos empréstimos junto da banca era apenas de 8 milhões de euros. Os empréstimos já contraídos somavam 25 milhões perante o limite legal de 33 milhões de euros.
Está em marcha a descapitalização das Águas do Porto EM (de 90 para 80 milhões de euros). E a coligação de direita, em fim de mandato, não tem legitimidade política para retirar 10 milhões de euros à empresa municipal Águas do Porto. Lembramos que hoje na cidade do Porto há centenas de famílias sem água: foi-lhes cortado o abastecimento de água, por alegada falta de pagamento. Mas “transferir” 10 milhões de euros para o município não causa qualquer preocupação aos administradores das Águas do Porto EM… Está em marcha um assalto. E tem data marcada. Não podemos permitir.
José Machado de Castro – membro da assembleia municipal do Porto
Não estou nada de acordo com a o lixo da grafitada que se faz pelas paredes das cidades, mas sei distinguir entre “Grafitis” e muitos dos “Grafitos” que por aí andam. Sei também que não é porque se pintem em cima e logo de branco, que se vai limpar quaisquer paredes e contrariar o fenómeno, ao contrário está-se a dar “papel em branco” para que sejam repintados.

Este modo de resolver as coisas é igual aos famosos arrumadores que desapareceram da nossa cidade.
Este modo de resolver assuntos é o já conhecido da nossa Câmara.
Nota: Caro Tiago Grande, na verdade não é preciso que os transportes colectivos andem no anel exterior da rotunda, estes podem usar as vias. Por isso dou-lhe razão e tire-se de lá o trânsito. A propósito da circulação pedonal entre a estação e a rotunda, sabia que existe um túnel, pago e construído entre esta estação e a Casa da Música, e sem uso? Curiosidades.
- Conferência “Novas tendências na Economia Criativa”, 14 de Maio, sugestão de Patrícia Remelgado
- Fernando Aguiar Branco na candidatura de Manuel Pizarro, sugestão de Tiago Barbosa Ribeiro
- Apresentação da candidatura de Manuel Pizarro, hoje, 16h00, Alfândega, sugestão de Rio Fernandes
- Flea Market no Jardim da Cerca, nas traseiras do Museu Nacional Soares dos Reis, 18 de Maio à tarde, sugestão de Ana Campos Neto
- Porto City Race, 12 de Maio
Deixou-se morrer a Rotunda da Boavista! O que ainda mexe e bem a Rotunda é a Casa da Música. Nada mais, nada! Se não tivesse o ainda Presidente da Camara do Porto feito tudo para o Corte Inglês não ficar na Rotunda, e ter ido para a Avenida de Gaia, a Rotunda teria outra vida! Hoje não tem, e não terá nas próximas décadas, por uma razão tao mais simples: não há um cêntimo para fazer o que não foi feito e para recuperar o que de tao mal feito foi. Seja quem venha a seguir!
Assim: deixem estar a Rotunda como está e tentem dar vivência - VIDA, VIDAS! - ao Porto todo, não o deixando apodrecer como está a acontecer por todo o lado a cada dia que passa!
Caro Alexandre
Fico entusiasmado com a reintrodução do tema da rotunda da Boavista. No entanto, não posso deixar de dizer que as suas visões deixam-me preocupado. Os transportes públicos (em especial os táxis) não são poucos! É provável que o resultado final fosse, acima de tudo, veículos motorizados por todo o lado e o peão perdido no meio de todos eles.
Como o problema é complexo e considerando que o dinheiro foi-se, sugiro a correcção urgente de um disparate que já tem anos. A inexistência de passadeiras na ligação entre a Av. França e a placa central da rotunda impede a realização de um percurso pedonal mais ou menos linear entre o Bom Sucesso e a estação de metro. Os trajectos a verde correspondem a percursos com passadeiras. Todos os dias são muitos os que atravessam três faixas de rodagem (sem passadeira), um dia destes alguém vai ficar por lá.

Caro Alexandre,
Subscrevo as tuas considerações e acrescento:
- 1 - o diâmetro do círculo interior em torno da estátua tem mais de 50m - excelente;
- 2 - sem grandes dificuldades é possível inserir até 4 vias internas;
- 3 - poderá levar a alguma redefinição / reperfilamento das artérias que chegam e partem à/da Rotunda;
Junto ainda a minha velha questão: mas porque raio é que os automóveis andam sobre um alcatifado e os peões, as mães grávidas, os idosos, os com pé-chato, etc. é que têm que andar em cima de cubos? "Mamã decide atravessar a rotunda, vai com o carrinho de bébé, este dorme. Começa a travessia e já a meio o puto está aos berros com a trepidação..."
Apoio a alteração da Rotunda e a mudança dos escritórios da Casa da Música para qualquer lado que não a frente do edifício para a Rotunda, onde instalaria grande bar/confeitaria, café-concerto...
Abraço

Há 20 anos que trabalho na Baixa do Porto e em diversas áreas a degradação tem sido evidente. Estas imagens de caixotes de lixo a deitar por fora é no mais centro possível do centro do Porto, num dia normalíssimo!
Chego a questionar-me se o evidente aumento de turistas na cidade na razão inversa do aumento da degradação, são temas que estão ligados entre si? Eu acredito que não! O crescimento do turismo assenta numa série de factores que todos conhecemos, e o “crescimento” da degradação de alguns aspectos da vida na Baixa, nomeadamente, lixo, segurança, pedinchice, abandono, grafittis/tags, desleixo generalizado, assentará noutros também conhecidos, como restrições financeiras, falta de fiscalização, falta de iniciativa, falta de policiamento, falta de cuidado e na mais elementar falta de civismo!
Pergunto-me se os responsáveis da Autarquia andam a pé pela cidade? Ou só de pópó? É preciso acção!
Nós, artistas participantes na Exposição Uma Questão de Género, inserida no projeto 1ª Avenida, declaramos a propósito do cancelamento da mesma:
- - a nossa solidariedade para com a curadora Raquel Guerra na sua decisão de encerrar prematuramente a exposição;
- - a nossa indignação perante a desmontagem unilateral por parte da equipa de produção do projeto 1ª Avenida de uma obra da Exposição - da Cristina Regadas, rompendo pura e simplesmente a confiança mínima exigível entre os criadores e as instituições culturais.
Queremos ainda sublinhar:
- - a nossa repulsa, transmitida na altura aos responsáveis curatoriais, de todo o processo em torno da obra Portuguesa Monochrome, do artista Paulo Mendes;
- - a nossa insatisfação face às explicações fornecidas através da comunicação social pela Porto Lazer, recusando por um lado a acusação de censura, mas confirmando que a obra não poderia permanecer exposta no local escolhido pelo artista após o dia 3 de maio, alegando que esta seria "contaminante da identidade diversa que se pretende construir para o programa imaterial” do 1ª Avenida;
- - por fim, a nossa recusa absoluta em coabitar no edifício AXA com a sede de campanha da candidatura autárquica de Rui Moreira, essa sim claramente "contaminante" da identidade das propostas artísticas, coincidentemente (?) inaugurada no passado dia 4 de maio.
Esperamos assim esclarecer os motivos da nossa saída do projeto 1ª Avenida, precipitada pelo sucedido na exposição Uma Questão de Género, embora ponderada desde os incidentes graves acima evocados. Saída adiada até hoje por consideração pelo projeto desenvolvido pelo curador e responsável artístico José Maia, cujo empenho nos inspirou a confiança necessária para integrar o 1ª Avenida. Isto apesar das deficientes condições de produção constatadas no local, o que apenas reforçou a nossa posição crítica perante as instituições promotoras, Porto Vivo e Porto Lazer.
Porto, 8 de Maio de 2013
Amarante Abramovici e Tiago Afonso
Carla Cruz
Cristina Regadas
Dalila Gonçalves
Paula Tavares
Rita Castro Neves
Sónia Carvalho
Ultimamente tem existido polémica sobre a ideia que surgiu do Filipe Menezes, sobre a possibilidade de ligação da Casa da Música ao jardim interior da Rotunda da Boavista. Não conheço a ideia apresentada em pormenor, mas conheço bem o local.
A intervenção que foi feita recentemente nesta rotunda, já o referi por diversas vezes, foi quanto a mim mal feita e sem qualquer sentido que não fosse o de repetir o que não servia. Perdeu-se a oportunidade de realmente unir o jardim não apenas com a Casa da Música, mas também com toda a sua envolvente. A rotunda rodoviária poderia e bem funcionar apenas na rotunda central, deixando na actual apenas o trânsito dos transportes colectivos, passeios com esplanadas e passadeiras que se vissem e que servissem aos peões. O seu estado actual, com uma área ajardinada que pouco serve, uma rotunda central que nada serve e uma parafernália de semáforos e de passadeiras sem sentido, é que simbolizam trabalho inglório e gastos desnecessários.


1 – Rui Rio decretou “muros brancos”. Todo um novo maná de grafitters, toda uma nova escola de grafitti se prepara neste preciso momento histórico para repintar por cima das repinturas pintadas por cima dos grafittis originais. Sempre foi assim. A cidade evolui por camadas históricas, umas por cima das outras.
2 – O que as equipas de jovens “escuteirinhos bem intencionados e melhor ainda comportados” fizeram pode ser considerado tecnicamente de “grafitti”? Sim, se os historiadores de arte considerarem “grafitti” qualquer coisa como “grafitti branco sobre muro branco” ou “grafitti de uma nota só”.
3 – Entramos em casa e vemos a (autêntica) violação de caixas de correio que a CMP fez, ao entupir as nossas caixas de correio com a sua revista agit-populista (ver imagem). Saímos à rua depois de levar com umas 10 páginas de auto-elogio sobre a limpeza feita aos muros e damos de caras com um raro exemplar de magnífica arte urbana felizmente (ainda) preservado: “a baleia” (na rua da Boavista frente ao café Diu (ver imagem). Tomamos um calmante para acalmar a vontade (irreprimível?)de grafittar o edifício da CMP todo, do embasamento à cúpula cimeira da torre, por fora (e por dentro também sobretudo no gabinete de Rui Rio).
4 – E tudo o Rio levou. Imagino que a Herodes deve ter chegado aos ouvidos - pessoas que (realmente) andem a pé pelas ruas (e não de Mercedes 220D de 1964) – dito que a cidade estaria toda com “stêncil” a dizer “um Rio que só serve para fazer despejos é um esgoto” (ver imagem). Mas se é verdade? “- Ide e apagai. Não deixai grafitti sobre grafitti” terá dito Herodes.
5 – A barbárie é assim. Não tem olhos na cara. Foi tudo a eito. Foram murais do PCP e JCP (Rua de Cedofeita, Escola do Infante, Rotunda da Boavista). Foi esse mural contra a troika perto de São Bento. Foi tudo. O bom e o mau. O grafitti e o tag, o stêncil, o mural político e contestatário, partidário ou não… Tudo. Os muros estão brancos agora, estão prontos para uma nova era de grafitti. A nova vaga se alevantará. Avante, grafitters do Porto todo. Uni-vos!
(E não deixem de visitar o museu escondido do Grafitti por trás da Fábrica Social, perto das magníficas esculturas em ferro da Ana Carvalho.)
Sugestão de Pedro Figueiredo: «Apelo à presença dos cidadãos, solidários com o projecto Es.col.a da Fontinha, em defesa dos "arguidos", acusados de terem sido vítimas de violência policial durante o despejo feito pela Câmara Municipal (autoritária)»
- Apelo à mobilização solidária pelos arguidos da Fontinha
2 sugestões de Tiago Barbosa Ribeiro:
- PS Porto apresenta queixa na CNE contra Câmara de Gaia
- PS vai apresentar queixa contra a Câmara de Gaia à Comissão Nacional de Eleições



