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Alameda 25 de Abril - UOPG 20

Arq. José Pulido Valente

 

Nota prévia

Apresentação

 

 

O trabalho que se mostra é o resultado de uma vida na qual se pretendeu dar continuidade a arquitectura deste país (Inquérito à arquitectura popular, Távora dos anos gloriosos, encontro com o Minho e o Norte). Digo que a minha arquitectura é telúrica.

 

 

Mas aqui não se trata, ainda, de arquitectura embora não saiba onde está a fronteira entre esta e o urbanismo. Diga-se que é uma proposta para resolver o espaço criado pela construção da Alameda Vinte e Cinco de Abril e a consequente devastação do tecido urbano. UOPG 20.

 

 

 

Respeitando os preconceitos do Presidente da Câmara quanto à percentagem de solo a impermeabilizar e à densidade de construção fui-me ao espaço central da alameda e implantei, numa área de 20.000 m2 aprx., bandas perpendiculares às vias com 5.000m2. Deixei permeável tudo o resto com a excepção da parte ocupada pelo estacionamento enterrado. Quanto à densidade da construção: a do estudo prévio ronda os 4m3/m2.

 

 

 

O projecto pretende dar razão de ser ao miolo da alameda criando espaços descobertos e cobertos para os moradores e vizinhança. Pretende propor um modelo, para já, de habitação em que as pessoas não estejam encaixotadas: cada habitação tem um terraço com sete metros de profundidade em toda a frente. As habitações têm dois pisos, floreiras e pérgolas sobre os terraços com trepadeiras.

 

 

 

 

 

Os espaços exteriores cobertos são ventilados e iluminados por aberturas entre cada duas ordens de habitação e pelos topos dos arcos estruturais.

 

 

 

Muito trabalho está por fazer para tornar esta ideia mais madura e consistente. É necessário passar à fase de projecto dos edifícios. Que certamente trará alterações profundas a este esquema.