2008-05-25

De: Pedro Bragança - "Cara Cristina Santos"

Submetido por taf em Quarta, 2008-05-28 21:24

Cara Cristina Santos,

será mesmo necessário fazer 'do Norte um Estado' para nos tornarmos mais fortes, competitivos e capazes? Não começará por sabermos gerir a cidade, por exemplo (é fundamental) elegendo as pessoas certas para os cargos certos? Estou certo que o Dr. Rui Rio ocuparia de modo exemplar a função de Presidente de Junta de Freguesia de Campanhã, ou Lordelo... Seria, até, um memorável presidente do Grupo dos "Passarinhos da Ribeira" ou do "Clube Desportivo e Recreativo Luz e Vida" - quem sabe se o Dr. Rui Rio não seria um excelente líder da oposição local?

Bom, as dúvidas subsistem; no entanto, parece-me cada vez mais certo (na minha óptica, pelo menos) que o lugar que o Sr. Dr. ocupa na Câmara não se ajusta - de toda a forma. Vistas estão as quantidades de erros que têm vindo a ser cometidas por uma gestão incompetente e amadora; tudo aquilo que a cidade nunca foi. Estou certo que cada um de nós tem o seu drama com esta gestão autárquica - o meu é, sem dúvida, a política cultural da cidade. Não deixo de me sentir incomodadíssimo na forma com esta Câmara lida com o comércio, com a arquitectura e com a reabilitação urbana (os patrimonialistas aborrecem-me).

Mas o que nos compete fazer para além de esperar que o povo entenda que a Dra. Elisa Ferreira é a pessoa certa?

Cumprimentos,
Pedro Bragança

De: Cristina Santos - "O Norte não pode ser um Estado?"

Submetido por taf em Quarta, 2008-05-28 19:05

Só nos últimos meses as empresas do Grande Porto vão desembolsar milhares de euros, não tenho acesso a números que permitam em rigor saber quanto, mas estou convicta que seria o suficiente para dar um abalo à região.

Só no imoral «pagamentos especial por conta», imposto que lembra a Sr.ª Manuela Ferreira Leite, senhora de facto inesquecível para esta Nação, todas as empresas emprestam ao Estado anualmente e pelo prazo de 1 e até 4 anos se não tiverem lucros, o mínimo de 1.250€, sem qualquer taxa de juro a seu favor, mas com penalização caso não cumpram. Esta módica quantia que abrange desde o pequeno negócio à grande entidade comercial, quanto totaliza só na nossa região? Quanto é que nos permitiria avançar se a investíssemos sem ter que esperar a autorização do Estado? Quantas empresas manteríamos abertas e sediadas, se estas constatassem que o pagamento deste tipo de imposto mais o IRC lhe traria o retorno merecido?

Entregar o nosso dinheiro, o que é devido agora e o que pode vir a ser devido até daqui a 4 anos, e ficarmos impavidamente à espera que quem o recebe de mão beijada faça alguma coisa por nós, é um bocadinho lerdo da nossa parte enquanto grande região industrial que já fomos. E depois aguentar ainda aqueles que entre nós se levantam para criticar o facto de reclamarmos parte daquilo que já entregámos, acusando-nos de estar sempre à espera de Lisboa e do Estado, quando o Estado é o dinheiro que lá colocamos, então é o cúmulo da letargia.

Só canalizando o imposto, que agora pagamos, directamente para a nossa região, é que podemos enfrentar a crise, e quem sabe até criar um regime especial, um plano estruturado com vista ao desenvolvimento, que se equipare a Espanha que permite a dedução do IVA em despesas de alojamento e restaurantes, que não tem pagamento especial por conta, não tem tributação autónoma, não tem derrama, permite dedução total de aquisição de ligeiros e correspondentes despesas. Se as nossas empresas se desenvolverem, os trabalhadores por conta de outrem pagam mais imposto, se as empresas fecharem ninguém paga nada.

Faça-se do Norte um Estado!

De: TAF - "Apontadores, apressadamente"

Submetido por taf em Quarta, 2008-05-28 12:17

De: Cristina Santos - "Grande ideia"

Submetido por taf em Terça, 2008-05-27 21:59

O Governo quer vender ao Município metade da Quinta do Covelo por 2,2 milhões de euros. O princípio da negociação é excelente, devia era ser adaptado e o Governo vender definitivamente aos portugueses o seu país. Dada a taxa de especulação Governamental, não sei se o Porto teria dinheiro para comprar todo o território, mas podia comprar só a região. O Governo vendia de bom grado. Somos pobres, pouco desenvolvidos, o Porto em especial é pequeno, velho a cair e depois de Braga é só calhaus e eólicas espanholas, e matadouros espanhóis. Podíamos comprar a região com 20% de desconto, e mais valia isso do que andar a dar dinheiro ao Governo para lhe pedir emprestado a seguir.

Até o Metro é um castigo para que nos emprestem o dinheiro, nunca temos saldo, com o dinheiro de impostos que pagamos podíamos fazer uma boa proposta. É, isto de facto é um pouco naif. Mas a ideia de nos vender metade da Quinta é excelente.

Boa noite Baixa

De: Sérgio Costa - "Terminal Minho e Douro"

Submetido por taf em Terça, 2008-05-27 17:46

Apraz-me constatar que não sou o único frequentador (ocasional) deste estaleiro abandonado e abandalhado a que chamam, pomposamente: Estação Intermodal de Porto-Campanhã. Sugiro um forward deste excelente texto para estas 2 entidades, C.M.P. e Refer, que devem ter lavado as mãos da responsabilidade da manutenção deste espaço e da sua envolvência.

Mais uma vergonha para a nossa cidade e para a nossa região. A acrescentar ainda ao rol de desleixo e incúria, de que esta estação é alvo, o estado deplorável da iluminação. Cito, como exemplo, a galeria subterrânea adjacente à Loja Andante deste terminal, totalmente imersa nas trevas, com os vários pontos de luz inoperacionais desde há vários meses. Um cenário propício à eclosão de mais um foco de criminalidade urbana. Esta é uma situação que ilustra o total desmazelo e desleixo em que se encontram os vários equipamentos urbanos nesta Área Metropolitana. Aqui vive-se, como diz o povo: entregues à bicharada... E é como bichos que nos sentimos quando somos alvo desta irresponsabilidade, incúria e negligência.

Eu, que me encontro a residir na Região Autónoma dos Açores, ilha do Faial, quando regresso a casa para visitar a família, fico arrasado quando testemunho estes actos selvagens de abandalhamento que germinam nesta cidade, como as ervas daninhas daqueles canteiros da estação. E o contraste com a limpeza, o cuidado, o zelo e o desvelo com que o espaço público é tratado na minha cidade de adopção: Horta, é de uma violência tal que eu por vezes penso que nem vivemos no mesmo país. É como viajar da Suíça para a América "Latrina" sem atravessar nenhuma fronteira...

Um grande "bem haja" pelas denúncias reportadas neste site, mesmo que, infelizmente, se dissolvam na indiferença das entidades públicas competentes e da anestesiada sociedade civil desta minha tão amada e vandalizada cidade.

Atenciosamente,
Sérgio Costa

De: António Alves - "Obras na Foz"

Submetido por taf em Terça, 2008-05-27 17:41

Felizmente a Câmara do Porto concluiu que a cidade tem mais valências do que Baixa, por muito meritória que seja a sua recuperação, e decidiu recuperar uma das suas zonas mais emblemáticas: a orla marítima da Foz/Nevogilde. Na minha opinião esta é uma das marginais marítimas urbanas mais interessantes do lado europeu do Atlântico Norte. Este tradicional local de ócio dos portuenses, e não só, merece voltar aos bons velhos tempos de esplendor. As obras de implantação do interceptor de águas pluviais e de recuperação da Balaustrada e Pérgola do Molhe seguem a bom ritmo.

Trabalhos na praia

A questão da mobilidade ferroviária em Braga tem sido discutida ultimamente pelo Pedro Morgado no Avenida Central. Convém que se aprenda com os erros do Metro do Porto, hoje que se inaugura mais um troço em Gaia.

O ponto de partida é esta luta de Rio Fernandes e Pedro Baptista (o que se aproveita do PS-Porto, diga-se). Efectivamente o argumento usado para evitar a ligação directa Valbom (Gondomar) - Campanhã (Porto) foi sempre a necessidade construir um caríssimo viaduto, atendendo ao vale do rio Tinto. Porém este argumento revela 2 padrões: ignorância nas soluções técnicas possíveis e preferência por alternativas mais caras, que envolvam mais cimento. Isto é previsível: a nossa economia tem 3 vezes mais construtores e engenheiros civis / imobiliários / arquitectos do que as necessidades, como em tempos referiu Rocha Antunes.

Admitindo que existe procura entre os dois pontos, não faltam então alternativas viáveis e mais baratas:

Estas alternativas, como as imagens e os links do Wikipedia documentam permitem vencer declives mais acentuados, evitando caros viadutos ou túneis. O leitor saberá que estes sistemas são usados em Barcelona, Paris, Turim e Lille?

É a grande lição que Braga pode tirar. Efectivamente, no desenho da sua rede de metro de superfície ou eléctrico, deverão excluir as ligações suburbanas, que deverão ser asseguradas futuramente por uma ferrovia pesada entre Guimarães - Braga - Barcelos - Viana e deverão considerar um metro em carris, pneus ou funiculares. Não conheço Braga o suficiente para propor traçados, mas uma ligação entre o centro da cidade e o novo estádio poderia ser assegurada por um funicular, tal como ocorre em Barcelona relativamente ao estádio Montjuïc. O importante é que o processo não fique exclusivamente na mão de políticos e fornecedores. É necessário alguém que represente os contribuintes e utilizadores. A Blogosfera pode ser essa terceira componente.

Voltando ao Porto, a utilização de funiculares/metros sobre pneus, que aliás a própria Bombardier também fornece, é uma alternativa para muitas ligações. Tenciono voltar mais tarde a este assunto, mas além de Valbom-Campanhã, acrescento a ligação da estação das Devesas em Gaia à sua zona ribeirinha e a ligação do polo do Campo Alegre da UP e da zona do hospital Santo António também à respectiva marginal do Douro.

(Ver também imagens no Norteamos)

De: António Alves - "Terminal Minho e Douro"

Submetido por taf em Segunda, 2008-05-26 23:59

O novo Terminal Minho e Douro da Estação de Campanhã, apesar da construção recente, é um local soturno, frio e nada acolhedor. Além destas ‘deficiências’ de concepção, apresenta já alguns problemas de infiltração de águas através da cobertura nas zonas de passagem e espera dos passageiros, o que lhe dá ainda um ar mais desconfortável e deprimente. É mais um equipamento feito sem pensar nas pessoas. À partida todo o projecto de renovação de Campanhã era prometedor mas, apesar de ainda incompleto, começa a desiludir. Parece que tudo é feito com um incompreensível desleixo.

Estação de Campanhã  Estação de Campanhã

Estação de Campanhã  Estação de Campanhã

Tendo sido anunciado como um projecto estruturante e revitalizador de toda a zona oriental, é pouco compreensível que se tenha perdido a oportunidade de aproveitar toda a nova praça, que foi construída na frente do Terminal Minho e Douro, para fazer desta um espaço que dignificasse a cidade e funcionasse como um verdadeiro cartão de boas vindas a todos os forasteiros que chegassem através desta importantíssima porta. Tudo era minimamente aceitável, menos esta eira em cimento cujo pavimento começa já, fruto da sua má qualidade (mais areia que cimento) e da acção das chuvas, a mostrar alguns buracos.

Estação de Campanhã

Em frente do vetusto edifício da antiga estação foram também construídos novos canteiros. Para já só servem para irem criando mato. Não sei de quem é a responsabilidade por esta área – se é da Câmara ou da REFER, mas que o estado em que se encontram dá uma péssima imagem da cidade a quem cá chega é um facto. Até parece Nápoles: lixo e lugares onde se supõe que já existiram jardins.

Estação de Campanhã

De: JA Rio Fernandes - "Ferreira Borges"

Submetido por taf em Segunda, 2008-05-26 20:02

Nem sempre a relação entre forma e função podem e devem ser conservadas. Se no Bolhão, construído para mercado, é essencial para a cidade e viável economicamente prolongar no futuro a sua forma e função (sem “ashoppinzamentos” pf), assim no Mercado Ferreira Borges, que desde pouco tempo depois da inauguração em 1888 não é mercado, é importante encontrar a melhor função para ajudar a preservar a forma.

Lamento apenas a demissão do Estado (local) em encontrar a viabilidade para o belo espécime da arquitectura de ferro, ao recorrer à figura da concessão. E espero que não só as condições de sonoridade interna sejam boas, com as de insonorização face ao exterior sejam excelentes e haja (algum?) rigor nos horários e cuidado com o ruído na saída das pessoas (a bem do uso residencial do centro histórico). Quanto ao mais, os meus votos para que se crie um bom espaço de misturas (entre espectáculos e outras coisas, entre músicas, exposições e tudo o mais, entre mais jovens e menos jovens, entre naturais e visitantes, …). As potencialidades estão lá e o que se percebe do projecto faz acreditar que os autores saberão interpretar esta necessidade estratégica para a cidade. E que é também oportunidade de negócio.

De: Paulo Ponte - "Hard Club no Mercado Ferreira Borges"

Submetido por taf em Domingo, 2008-05-25 16:15

Projecto do novo Hard Club

O Hard Club, após 9 anos de actividade em Vila Nova de Gaia, 1.500 concertos, 500.000 espectadores e mais de 5.000 artistas vindos de 34 países, vai mudar de localização.

Com esta mudança pretende-se tornar o projecto mais forte e garantir um maior apoio ao desenvolvimento das actividades protagonizadas pelos mais jovens, preferencialmente no campo da música. A proposta do Hard Club, da autoria do Arquitecto Francisco Aires Mateus, visa recuperar o edifício do Mercado Ferreira Borges, mantendo a sua imagem original, e criar neste equipamento um espaço multi-funcional, com diversas vertentes.

É objectivo do novo Hard Club fornecer, além dos palcos com todas as condições técnicas sobejamente conhecidas e reconhecidas do meio musical, estúdios de captação de áudio e vídeo ao vivo, sala de ensaios e estúdio de gravação, bem como instalações para o desenvolvimento na área da investigação, formação, exibição e produção de projectos culturais. Com a implementação desta proposta o Mercado Ferreira Borges passará a contar com diversos espaços multi-funcionais e adaptáveis, nomeadamente o espaço principal (“main floor”), no qual se poderão realizar exposições, receber turistas e convidados e que incluirá um palco que receberá diariamente actuações acústicas, um Auditório, no qual poderão ser levadas a cabo actividades diversas e complementares durante o horário de funcionamento diurno e nocturno, podendo funcionar como auditório com 150 lugares sentados ou sala de espectáculos com capacidade para 300 pessoas em pé, uma Sala com capacidade para 1.000 pessoas destinada à realização de grandes eventos, mas que poderá igualmente servir para o desenvolvimento de outras actividades e um Espaço no primeiro piso, que visa propiciar aos utilizadores um local de convívio mais calmo e dotado de serviço de cafetaria/restauração/bar, e dois Espaços comerciais.

Em termos de exploração do espaço do Mercado Ferreira Borges, o Hard Club propõe criar um novo espaço na cidade do Porto que apresente uma ampla oferta cultural - nomeadamente com a realização de exposições, conferências, seminários, entre outros - e vocacionado para a produção de eventos, não só musicais, mas também eventos ligados às artes cénicas e plásticas ou sessões de cinema. O Hard Club pretende transformar o Mercado Ferreira Borges num espaço âncora de atracção de turistas e de cidadãos para a zona histórica do Porto, funcionando, simultaneamente, em termos complementares aos espaços e à oferta actualmente existente nesta zona da cidade do Porto. Realce-se, por isso, que o Hard Club se propõe dinamizar o espaço do Mercado Ferreira quer durante o dia, quer durante o início da noite, funcionando de Segunda-feira a Quinta-feira e Domingo das 09H00 às 24H00, Sexta-feira e Sábado das 09H00 às 04H00.

O Hard Club prevê atrair com a sua diversificada programação mais de 290.000 clientes anuais.

Cumprimentos,
Paulo Ponte
www.hard-club.com

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Nota de TAF: ler também notícia no Público.

De: Pedro Bragança - "Feira dos Passarinhos"

Submetido por taf em Domingo, 2008-05-25 14:47

Feira dos Passarinhos


Visita matinal de Domingo. É saudável sentir o urbanismo comercial da feira; aqueles cheiros, aqueles sons...

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