2007-12-16
Como agora já não há mais árvores a plantar nos Aliados, e ainda não há Via Nun´Álvares, constou-me, e diz-se à boca cheia, que nas avenidas do Brasil e Montevideu, para além do arranque da linha de eléctricos, serão realizadas obras de requalificação dessas artérias.
Tanto quanto ouvi, a requalificação consistirá em alterar os lugares de estacionamento já existentes, no lado oposto ao mar, fazendo com que o estacionamento se efectue em espinha, de forma a majorar a capacidade de estacionamento. Falaram-me, ainda, que a requalificação passará por transformar as avenidas em vias de duas únicas faixas e criar estacionamento, também em espinha, do lado do mar.
Como não me quero acreditar em semelhante intervenção, pedia aos participantes melhor informados e com melhor acesso à informação das acções municipais para confirmarem o âmbito da intervenção.
Até lá suspendo a respiração...
De cada vez que falavam da importância de um novo aeroporto de Lisboa como plataforma intercontinental para os países Africanos e Brasil, fiquei a pensar com os meus botões: Ora que diabo, por que razão os europeus iriam viajar até África com escala em Lisboa, se houver mercado suficiente num raio de 500 km?
Pois bem, a Luftahnsa acaba de fazer o seguinte press release: Non-stop service to Angola a partir de Frankfurt. Ora bem, para o Porto não podia haver melhores notícias! Entre escala em Lisboa, sem saber jamais qual será o atraso, ou Frankfurt, tendo a garantia da pontualidade germânica, associado a 3 voos diários do Porto para a maior plataforma-hub da Europa, só nos pode deixar satisfeitos.
Mas também serve para estarmos atentos quando para a construção do novo aeroporto de Lisboa vierem pedir mais impostos apresentarem entre os argumentos o famigerado 'hub europeu' para África...
Cumprimentos,
Daniel Rodrigues
- Pedida inspecção ao DIAP-Porto
- Sindicato quer inspecção ao trabalho dos magistrados do Porto
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- Detidos na operação "Noite Branca" ouvidos no TIC
- Campinas: Jovem mata operário a tiro
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Nota de TAF:
- Porto Vivo procura parceiro para intervir em D. João I
- Nem Ota nem mega-Alcochete VI: O mito da urbanização dos terrenos da Portela - sugestão de José Silva
- Operação da PJ faz 10 detidos na cidade do Porto, na RTP com vídeo
- Director nacional da PJ acompanha operação no Porto, informações oficiais só depois das 17:00
- Líder dos seguranças da Ribeira detido com pistola de 9mm
- Mega-operação: Bruno Pidá detido
- Líder dos seguranças da Ribeira detido, na SIC com vídeo e infografia
- PJ e MP do Porto ultrapassaram Procurador-geral
- Operação "Noite Branca" visou também polícias alegadamente associados à segurança ilegal
- Onze detidos em operação de alto risco
- Operação “Noite Branca” faz 14 detenções
Estes episódios e toda a história a eles associada mostram quão tristemente impressionante, chocante mesmo, é o desperdício de recursos, de tempo, de vidas humanas, provocado por simples problemas de relacionamento humano. Refiro-me a problemas nas autoridades, e não dos criminosos ou das vítimas. As pessoas gostam de complicar. Ofendem-se. Deixam de falar umas com as outras. Colocam-se na defensiva em vez de colaborarem. Enviam recados em vez de resolver mal-entendidos. Preferem "provas de força" em vez de demonstrarem solidariedade activa. São pequeninas, de visão estreita, vivem imersas no seu mundo atrofiado em face de problemas que apenas por isso se tornam grandes. É o mal do país, infelizmente, que talvez só se resolva na próxima geração.
PS:
- Operação “Noite Branca” termina com 14 detenções
- "Já estava há muito tempo à espera" das detenções" - Rui Rio
- Vídeo da conferência de Imprensa da PJ
- Operação "Noite Branca" faz 14 detenções
- 14 detenções na operação "Noite Branca"
- Operação "Noite Branca": 14 detenções em 58 buscas na zona do Porto
- Alípio Ribeiro confirmou que a operação "Noite Branca terminou hoje"
- Detenções da Noite Branca poderiam ter sido feitas há várias semanas
Para reflexão transcrevo excerto de artigo do JN. É criminosa a destruição de infra-estruturas que se está a fazer na Avenida do Brasil. Sabe-se lá com que motivações. A continuação da linha pela frente marítima tinha inegáveis vantagens turísticas. Será que o Grande Prémio do Porto vai ter uma recta da meta na Avenida do Brasil?
«A má notícia foi a de que a STCP e a Câmara pouco aprenderam com a absurda sequência de obras para arrancar trilhos de eléctricos e mais obras para voltar a colocá-los, como se viu na Baixa. Chegou agora a vez de retirar as linhas que subsistiam nas avenidas do Brasil e de Montevideu, na Foz do Douro. É uma medida pouco prudente e pouco respeitadora de investimentos já realizados. No entender de muitos, o carro eléctrico (histórico ou moderno) continua a ser, até por razões turísticas e ambientais, o transporte ideal para a fachada fluvial e marítima da cidade, ligando o centro (o Infante, mas também o Carmo, presumível ponto de passagem do metro no futuro) a Matosinhos-Sul. E voltando a subir, por que não?, a Avenida da Boavista, até a um futuro nó do metro na zona da Rotunda, deixando cair a infeliz ideia de entregar o corredor central da melhor avenida portuense a um meio de transporte mais pesado, que limita outras formas de mobilidade e não parece ajustar-se à procura, a qual na zona ocidental seria decerto muito superior no eixo do Campo Alegre ou no trajecto de Aldoar e Ramalde.
Esta solução teria ainda outras vantagens, como a de evitar um novo viaduto (para o metro) a cortar mais uma fatia ao Parque da Cidade, e a de nos permitir imaginar o dia em que as árvores voltariam a crescer na Boavista, em lugar do deserto de alcatrão destinado à passagem anual de carros de corrida. Não teria sido melhor manter aberta essa opção, e deixar os trilhos quietos até à decisão definitiva?»
Cumprimentos,
João Ribeiro
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Nota de TAF: Alexandre Gomes tinha também chamado aqui a atenção para esse mesmo artigo. Quanto à recta da meta, há quem tenha palpites diferentes :-)
Como ainda não chegamos a 2054 e a realidade retratada no filme Minority Report é apenas ficção, a questão do flagrante delito e do excesso de garantismo legal são problemas prementes no combate à criminalidade. Os nossos polícias ainda não estão dotados de presciência e logo são incapazes de adivinhar o preciso momento em que os meliantes decidem cometer os seus crimes.
Como se suspeitava, a emenda é bem capaz de ser pior que o soneto. É o falhanço total das elites. Já agora, o SIS existe e saberá por ventura que o país não termina em Vila Franca de Xira e que nem esta se situa no Ribatejo profundo?
