2007-12-09

De: Cristina Santos - "Os seguranças trabalham a recibo verde?"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 22:59

A nomeação feita pela PGR não indica se os técnicos que vão integrar a equipa, nas diversas vertentes, são do Porto ou de Lisboa, indica apenas que se trata de crimes que afectam o País, e como tal o Governo deve empenhar todos os recursos nacionais no seu combate. Grande desfaçatez teria, se continuasse a imputar todas as responsabilidades às autoridades metropolitanas.

Mesmo assim, nomear uma equipa não basta, é necessário tomar outras medidas nacionais, como por exemplo a retirada imediata de todos os cartazes que sugerem que os Portugueses devem pagar os seus impostos e pedir factura nos restaurantes familiares. Como se verifica, há quem manifeste sinais externos de riqueza e não seja interpelado no âmbito dessa justiça tributária, de que o Governo nos tentou convencer.

Convinha que o Sr. Ministro das Finanças e as autoridades nacionais explicassem ao País se os indivíduos supostamente envolvidos, que circulam em veículos de alta cilindrada e grande consumo diário, foram chamados a pagar impostos, se os pagam e se declaram os seus rendimentos. Esta explicação é necessária, não só pela justiça social que representa, mas também para que se perceba a legalidade dos serviços prestados, o currículo dos supostos envolvidos etc. É nestes e noutros pormenores que se verifica que o País está a saque, não faz sentido continuar com as medidas tributárias impostas à generalidade dos portugueses, quando não há um esforço mínimo para detectar os pólos das grandes riquezas e estas continuam sem contribuir.
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Cristina Santos

De: TAF - "Mais alguns apontadores"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 15:53

- Porto: Autarquia apresenta Código Regulamentar, iniciativa inédita nos municípios portugueses
- Apresentado Código Regulamentar do Município
«Os serviços não conheciam as normas em vigor, pelo que não tinham sequer condições para as aplicar aos cidadãos", frisou. O Código Regulamentar do Município do Porto, que começou a ser elaborado há cerca de três anos, inclui 162 regulamentos e está dividido em nove partes.»
Não seria sensato eliminar grande parte das normas?

- Balcanização dos grupos da noite dificulta investigação
- Rui Rio apoia decisão de Pinto Monteiro e quer "reforma profunda" da PJ/Porto
- Líder do PS/Porto diz que situação excepcional justifica nomeação de equipa especial de investigação
- Nomeação de Pinto Monteiro mal recebida no Porto

- Câmara do Porto promete reabertura Mercado do Bolhão antes do Natal de 2009
- CDU teme que distribuidoras assumam venda de frescos
- Bolhão requalificado abre em 2009

- Proposta para segunda fase do metro custa 1500 milhões de euros
- "Nada está decidido", avisou Valentim
- Proposto enterramento do metro na Boavista

- RNTV é o canal de informação dedicado ao Norte das redes de cabo, fibra e satélite da Tvtel
- D. Pedro IV Regresso de cara lavada à Praça da Liberdade

- Palácio das Artes será uma "porta aberta para os jovens" - a Ana Carvalho aqui citada não é esta Ana Carvalho. :-)

NOTA: Tenho recebido algum correio de divulgação de eventos a que nem sempre consigo dar a devida atenção. Por isso aqui ficam as minhas desculpas por eventuais lacunas na selecção de apontadores.

PS:
- Byblos: Maior livraria do país inaugurada em Lisboa (com vídeo) - Em 2008 também no Porto, na Praça de Lisboa.
- SIM-Porto: as apresentações (PDF) da sessão de esclarecimento da AICCOPN

De: António Alves - "Quo vadis Pacheco?"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 15:05

Lê-se hoje no Público que Pacheco Pereira, portuense, intelectual sempre pronto a botar opinião sobre tudo e mais alguma coisa, professor universitário numa instituição conceituada na área das ciências sociais, historiador com muitas obras publicadas, enveredou pela demagogia mais básica. Num registo populista, bem ao gosto dos leitores do Correio da Manhã, público que aliás conhece bem, resolveu estabelecer uma ligação directa entre a onda de violência na cidade do Porto e os Super Dragões. Tal como um tal de Domingos Amaral que não tem pejo em fazer insinuações torpes e tirar conclusões espúrias, Pacheco deixou-se levar pelo ressentimento.

Fernando Madureira, famoso líder dos também famosos Super Dragões - uns tipos que ululantes e enjaulados assistem aos jogos do FC Porto -, mais conhecido como "o macaco", também ele autor duma coisa a que chama "livro", demonstrou, apesar da ausência de títulos académicos e obra publicada que possam ser comparados a Pacheco, possuir um maior lastro sociológico que o grande intelectual. Lapidar disse que a "claque é grande", que engloba diversos "grupos e classes sociais" e que nela coexistem "polícias e ladrões... não somos mais do que uma micro-sociedade". Não se pedia que Pacheco tivesse o discernimento de João Cardoso Rosas, mas esperava-se mais. A sorte de Pacheco é defrontar-se semanalmente com Jorge Coelho e não com o Madureira. Era uma abada!

Entretanto o procurador acordou e chegou à conclusão que pelo menos a PJ do Porto não é a "melhor do mundo". Falta saber se a emenda não é pior que o soneto.

De: Cristina Santos - "«Os carrascos também morrem» e outros filmes"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 14:06

Hoje enquanto ouvia as pessoas no café a comentar que os gangs do Porto poupam trabalho à Policia, e que até é bom que os criminosos se dizimem uns aos outros, lembrei do Fritz Lang, naquele filme onde o carrasco é morto e depois toda a população civil é dizimada como forma de retaliação e autoridade.

Como era um pouco exagerado para a cena em questão, mudei a película psicológica para o Ministro das Finanças e divaguei sobre os sinais externos de riqueza. Um porsche mais ou menos sei quanto custa, mas quanto custará uma metralhadora? Imaginei as pomposas declarações de IRS dos criminosos e o nível da colecta a que estarão sujeitos, e por momentos senti uma certa pena dos indivíduos, tantos impostos que certamente pagam e não disporem de uma autoridade que os defenda.

Ainda tive tempo de ver passar no meu lóbulo frontal aquela cena do Cidade de Deus em que os polícias apanham os bandidos, recebem a mala do dinheiro e soltam-nos de seguida, e quando não havia mala não havia esperança para o terrorista, era abatido sem só nem piedade. Mas este filme também não encaixava, aqui é mais fácil fazer isso ao abrigo da lei jurídica, que permite que facilmente a mala chegue ao Juiz. O Gang dos tubarões foi o último filme sobre a problemática que vi no cinema, o coitado do Óscar - um dos peixes mais frágeis do Oceano - assume o protagonismo na morte de um tubarão, para assim ser respeitado pelos gangs do oceano.

De qualquer forma, dormi mal esta noite, e quando durmo mal só vejo filmes, devia ter-me levantado às 10 para as 9, o buondi já não é o que era e as pessoas também mudaram os seus moralismos, são agora mais condescendentes, provavelmente já nem vêem filmes, ou é isso ou devia ter pedido um cimbalino.

De: Cristina Santos - "Apontadores"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 10:01

De: Carlos Romão - "Poesia in Progress"

Submetido por taf em Quinta, 2007-12-13 01:31

Poesia in Progress

Se a última sessão da Poesia in Progress foi um êxito, pois o café estava repleto, a próxima desperta muita curiosidade porque conjugará poemas de autores portugueses com a guitarra portuguesa e o rap, estes a cargo de Nuno Miguel e Igor Silva.

O tema será O Natal dos Poetas. Isaque Ferreira e Susana Guimarães lerão poemas de Camões, Bocage, Garrett, Guerra Junqueiro, Álvaro Feijó, António Nobre, Pascoaes, Pessoa, Régio, Torga, Jorge de Sena, Sophia, Saramago, Couto Viana, Daniel Filipe, Mourão-Ferreira, Rui Belo, António Salvado, Manuel Alegre, Graça Moura, Maria Alzira Seixo, Ana Luísa Amaral e Maria do Rosário Pedreira.

Como já foi aqui divulgado, a Poesia in Progress é organizada pela Livraria Poetria todas as segundas sextas-feiras de cada mês no Café Progresso, no Porto. A Próxima sessão é já no dia 14 - Sexta-feira - pelas 22h00.

Carlos Romão

De: TAF - "Bolhão e outras coisas mais"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 19:19

De: Cristina Santos - "Primeiro há que limpar depois fiscalizar"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 19:14

Caro Daniel Rodrigues

A carta que recebeu, também nós aqui recebemos comunicações semelhantes no primeiro mandato. Chegou-se a colocar uma enorme lixeira na Cordoaria para educar os cidadãos. Foram distribuídos milhares de panfletos, colocados contentores, fiscalizados os prevaricadores. Na mesma altura foram contratados meia centena de cantoneiros; no Centro Histórico, em algumas ruas, havia um cantoneiro de plantão.

Com a maioria absoluta, foi a própria Autarquia que incivilizadamente deixou de recolher o lixo ao fim de semana, de varrer as ruas, considerando que a recolha aos contentores era satisfatória. É obvio que não é suficiente colocar contentores e esperar que todos cumpram, se assim fosse as Leis que existem eram suficientes para dissuadir os ladrões, fazia-se um código e todos cumpriam, que maravilha.

Mesmo em volta dos contentores há restos de lixo, as ruas tem que ser varridas, sejam as pessoas civilizadas ou não. Os contentores têm que ser lavados. Estamos no Natal, a CMP tem o desplante de colocar acima da limpeza a fiscalização a parquímetros. Na minha óptica, bastava um técnico bloqueador por quarteirão problemático, fazia a ronda e prevenção. 6 pessoas, respectivos equipamentos, carrinhas que estacionam em 2ª fila, e não há pessoas para varrer as ruas? Onde andam as máquinas que se adquiriram para lavar os passeios?

É no mínimo absurdo, os próprios técnicos bloqueadores são obrigados a calcar diversos tipos de lixo para conseguir bloquear uma viatura. Não tem senso e a CMP tem que reconsiderar esta situação é simplesmente inadmissível.

De: Emídio Gardé - "Metro sem condutor no subsolo do Porto"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 12:32

A propósito do Seminário de hoje à tarde na FEUP sobre o futuro do Metro do Porto e sobre a notícia acerca da futura linha circular sem condutor, anexo a proposta (Powerpoint) que apresentámos na Maia em Junho de 2005. É evidente que qualquer semelhança é pura coincidência:

  • 1. a Metro nem sabe que a APETc existe;
  • 2. com troleicarros o custo seria de 1 milhão por km. Ou seja o custo total do anel em troleicarros seria o de 500 m do sistema proposto.

Como escrevia o JN de ontem "Mas se o seu interesse parece óbvio, teme-se que a sua concretização não deixe de se transformar no folhetim habitual. O Estado centralista em que vivemos e os seus moços de recados (ministros e secretários de Estado) rapidamente deixarão claro que estamos em tempo de contenção de despesas."

Não procuramos ser os arautos da desgraça; procuramos ser realistas e engendrar soluções exequíveis. É que o óptimo é inimigo do bom.

Pel' APETc - Associação Portuguesa dos Entusiastas por Troleicarros,
Emídio Gardé

De: Pedro Aroso - "Oposição sem propostas para solucionar Rivoli"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 12:25

Este foi o título escolhido pelo isento, imparcial e insuspeito Jornal de Notícias, para sintetizar aquilo que se passou na Assembleia Municipal, convocada expressamente para tratar o problema da concessão do Rivoli:

«(...) 2400 pessoas vão, hoje, diariamente, ao Rivoli. A previsão anual de frequência será de 392 mil utentes contra os 132 mil do passado».

Ou seja, contra factos, não há argumentos. Mas aquilo que verdadeiramente me surpreendeu foram os comentários do vereador Manuel Pizzaro, a propósito das declarações Rui Rio sobre o estado da Justiça em Portugal. Não resisto a transcrever:

«(...) o socialista Manuel Pizarro considera que as palavras de Rio são inadequadas, embora reconheça que a Justiça tem problemas. "Parece que o presidente da Câmara pensa que o Porto é o faroeste e que ele é o xerife", referiu o vereador, em declarações à Lusa, frisando que Rui Rio "não tem autoridade para atacar a morosidade do sistema, porque é alguém que faz os tribunais perder tempo". E dá, como exemplo, o processo sobre a gestão do Rivoli».

Depois disto, devo dizer que sinto vergonha por viver numa cidade em que a desonestidade intelectual de alguns vereadores da Oposição roça o limite da imbecilidade.

De: TAF - "Mais apontadores"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 11:58

De: Cristina Santos - "Apontadores e Lisboa pindérica"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 11:43

- Ministro das Finanças sugerido para a Câmara
- Oposição convoca Assembleia e não tem propostas?
- Cantoneiros contestam turnos
- Gaia: Centro histórico cobiçado por empresários espanhóis
- Rui Rio pede à polícia para não baixar os braços
- João Nabais escreve a Governo exigindo "medidas concretas"

- Expansão do metro do Porto custa 1,5 mil milhões de euros
- Ryanair vai começar nova rota em Março entre o Porto e Bruxelas
- Aeroporto cresceu mais do que os três da Galiza juntos
- Universidade do Porto entre as 500 mundiais que mais produzem ciência

- Pequenas obras

- Atendam por favor, neste post do Jumento e na respectiva fotografia. É caso para dizer o país está falido, nunca se viu Lisboa assim.

Lisboa

«(...) Hoje passei pelo Rossio e ia-me caindo o queixo, nos dois extremos da praça estavam instalados dois mamarrachos alegóricos onde a Câmara Municipal de Lisboa e o Banco Santander nos desejam boas festas. Numa das praças mais dignas da cidade a autarquia mandou instalar duas armações metálicas suportadas por pilares em betão, que nem numa feira de aldeia seriam aceites. Aquela decoração pindérica não é digna nem da cidade de Lisboa nem do Banco Santander, aliás, duvido que qualquer aldeia aceitasse tal gesto de generosidade publicitária do banco de Emilio Botin. Também não acredito que António Costa já tenha visto este triste espectáculo, acredito que aquilo só não fere o gosto dos idiotas!»

De: Daniel Rodrigues - "Re: Sugestão à CMP e Redundância"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 11:27

Queria apenas deixar dois breves comentários em relacão a posts anteriores.

O primeiro sobre a sujidade nas ruas e a desresponsabilizacão sistemática que se faz dos cidadãos. A recolha de lixo tem de ser eficiente, bem planeada, e a Câmara não se pode furtar às suas responsabilidades de salubridade pública. Mas temos de ganhar um bocadinho de bom senso, e alertar, responsabilizar e sobretudo educar os verdadeiros responsáveis pelo estado a que chegam as ruas: que são os próprios portuenses. Quem atira papéis, plásticos, beatas de cigarro, cascas de fruta, cospe no chão numa cidade que se pretende civilizada, são os seus habitantes. A Câmara tem de limpar? Sim. Mas mais importante do que fazer a limpeza, é não sujar. Gostava de ver igual acutilância para com as nossas responsabilidades enquanto cidadãos. No bairro onde eu moro (não estou em Portugal neste momento) recebi há umas semanas uma simpática carta da correspondente 'junta de freguesia'. Nesta, convidavam-se os moradores a participar num dia de limpeza dos jardins do bairro: A entidade 'política' fornecia luvas, vassouras, sacos. Os cidadãos podiam contribuir e participar. Isto poderá vir a acontecer um dia no Grande Porto?

O segundo post que gostava de comentar era o de António Alves. A racionalidade das sua propostas ultrapassa-me, no sentido de não compreender como ideias tão simples e engenhosas podem passar despercebidas deste modo. Vejo que a insistência nestes assuntos (quer o aproveitamento da Linha de Leixões, quer da Linha do Douro para transporte de mercadorias) remonta já ao tempo de discussão do novo aeroporto de Lisboa. Por que razão vejo tanta mobilizacão da parte dos cidadãos que lêem este blog para um assunto, e tão pouca para um assunto bem mais próximo de todos nós? Por que razão as empresas que beneficiariam de uma linha de mercadorias através desse canal natural que é o Douro não fazem lobby profissional (podiam contribuir para a ideia do Tiago ;-) ) pela ideia? Como podem os cidadãos não se manifestar pelo aproveitamento de recursos já existentes para um sistema de transportes do Grande Porto verdadeiramente multi-modular que integre comboio, metro, autocarros, e sobretudo aproveite os canais que já existem? O Porto tem de ser eficiente e eficaz, e para atingir esse objectivo, tem de ser inteligente. Isso significa aproveitar ideias inteligentes. A António Alves, o meu "bravo" por insistir nestas ideias.

Finalizando, as conclusões: Se queremos um Porto moderno, (e quando digo Porto, refiro-me á metrópole) temos de envolver todos os cidadãos e em vez de responsabilizar os políticos, ignorá-los cada vez mais, e assumir em nossas mãos os destinos. Direccionar qualquer batalha sobretudo para que o Estado não seja um empecilho, evitar ao máximo utilizar expressões como "Eles têm de fazer". "A responsabilidade deles". "Tem o dever de educar". Se toda a gente que aqui fala fosse tripeira genuina, diria "Vou arregaçar as mangas". "Eles não peçam mais impostos, e que saiam da frente, porque eu e os meus vizinhos temos uma solução para o bairro". "Nós tratamos de organizar uma sessão cultural".

Esta mudança é sobretudo de mentalidades, e em Portugal só a vejo ao alcance de um Porto (de novo, metrópole) de tradicão liberal, mui nobre e sempre leal para com os seus valores. Um apelo: Muita gente de responsabilidade lê este blog: Não se deixam iludir pelos milhões do Governo, e tratem de fazer o que tem de ser feito de forma responsável, eficiente e coerente. Sobretudo, partilhem essa responsabilidade. Há uma cidade inteira a fervilhar disposta a contribuir, (que é responsável, eficiente, e coerente no seu dia-a-dia, certo?) desde que tudo seja de forma séria: numa política "Open-Source" :)

Cumprimentos,
Daniel Rodrigues

De: António Alves - "Petição online pela Linha do Douro"

Submetido por taf em Quarta, 2007-12-12 11:24

Pela revitalização da Linha do Douro e pela reabertura do troço ferroviário entre Pocinho e Barca de Alva:

- Petição online

Curso de Restauro Urbano Integrado

É com grande satisfação que anunciamos a realização de um curso livre sobre um tema que em Portugal nunca foi abordado neste formato e numa perspectiva efectivamente interdisciplinar. Podem ser encontrados mais detalhes aqui. Estamos certos que este novo curso irá ao encontro das expectativas daqueles que exercem ou pensam exercer a profissão no âmbito da Reabilitação dos Centros Históricos. Por isso, solicitamos a melhor divulgação.

Com os melhores cumprimentos;
Ana Margarida Portela / Francisco Queiroz

De: António Alves - "Redundância"

Submetido por taf em Terça, 2007-12-11 22:57

Linhas de Metro
Legenda:
Traçado a vermelho - Linha Vermelha do Metro.
Traçado a verde escuro - Linha Verde do Metro.
Traçado a amarelo - Linha Amarela do Metro.
Traçado a amarelo pontilhado - Prolongamento projectado da Linha Amarela do Metro em direcção à Maia.
Traçado a branco - Linha Senhora da Hora - São Mamede - HSJ (em túnel) sugerida pela FEUP.
Traçado a verde claro - Linha de Leixões.


Segundo o JN de hoje, a FEUP apresentará amanhã o estudo com as sugestões para a segunda fase da rede de metro. Essas sugestões confirmam uma linha que há tempos atrás já tinha sido avançada por responsáveis do Partido Socialista. É uma linha em túnel da Senhora da Hora ao Hospital de S. João via São Mamede Infesta (o traçado branco na imagem). A mim essa linha parece-me redundante, um desperdício de recursos e uma duplicação desnecessária de infraestruturas. Devia-se antes estar a pensar na reintrodução do serviço de passageiros na Linha de Leixões (traçado verde claro) que, como podem observar na imagem, se cruza várias vezes com a rede de metro. Esta linha, que liga de modo contínuo a Estação de S. Bento a Matosinhos, reabilitada para o serviço de passageiros e a funcionar em intermodalidade com o Metro, tornaria desnecessária a construção da nova linha sugerida. Em vez de se gastar vários milhões numa nova linha em túnel seria mais racional reaproveitar o que já existe.

Pelo que se também lê no citado jornal, o estudo insiste na Linha da Boavista, embora aqui abra espaço para o canal Campo Alegre. A persistir a solução Boavista, em conjunto com a nova Linha Sª da Hora - HSJ, parece-me um estudo com sugestões salomónicas: uma Linha para os autarcas do PS (Sª da Hora - HSJ) , outra para o doutor Rui Rio (Linha da Boavista). Ficamos todos satisfeitos!

A proposta da linha circular interna é excelente e deverá ser forçosamente para levar para a frente. Adivinham-se muitas batalhas até isso ser conseguido.

António Alves

De: David Afonso - "Clube da Baixa"

Submetido por taf em Terça, 2007-12-11 22:33

Faz hoje uma semana que se comemoraram os 11 anos de Porto Património da Humanidade e a festa, ao contrário do que é normal nestas circunstâncias por todo o mundo, aconteceu à margem dos poderes políticos efectivos. Nem Câmara Municipal, nem Ministério da Cultura tiveram uma palavra a dizer ao aniversariante. Não faz mal, talvez até seja melhor assim, que a festa é mais genuína quando parte dos cidadãos e não da administração.

E agora? Celebrado o património, convém agora trabalhar para dele tirar proveito e uma dimensão essencial deste trabalho é o próprio debate. Este Porto já tem pouco a ver com o Porto de há 11 anos atrás e os problemas que se colocam agora ao Património (edificado e humano) são de natureza ainda mais complexa. Por isso, propunha - não apenas a estes onze bons conspiradores da causa do património mas também a todos aqueles que vivem do, no e para o centro histórico – que se passasse ao debate, ao cruzamento de conhecimentos e confronto de expectativas. O que se impõe com urgência é o debate cívico, politicamente clarificador e tecnicamente informado. Este fórum que o Tiago nos oferece tem sido e continuará a ser uma ferramenta formidável, mas nada substitui a assembleia de cidadãos debatendo o bem comum. É preciso ressuscitar o luxo do debate democrático pela cidade.

David Afonso
davidafonso @quintacidade.com

De: Cristina Santos - "Sugestão à CMP"

Submetido por taf em Terça, 2007-12-11 22:11

Na Rua da Boavista

Na Rua da Boavista

Com o devido respeito, venho apresentar uma sugestão, que com certeza será levada em linha de conta. A Rua da Boavista não era limpa há meses. No fim-de-semana passaram aqui e apanharam o lixo mais visível, a rua continua suja, como mostram as fotografias.

Hoje enviaram à referida rua uma equipa de 5/6 técnicos bloqueadores de automóveis, aos quais nós, moradores, oferecemos vassouras, para limparem a rua antes de bloquearem os carros. Os referidos bloqueadores argumentaram que não eram cantoneiros, não tinham nada a ver com lixo e se tivéssemos alguma coisa a reclamar, que o fizéssemos para a CMP.

Não vamos reclamar, vamos apelar ao bom senso. Consideramos que a limpeza da cidade é uma área prioritária e que a contratação de cantoneiros fica mais barata ao Município que a contratação de técnicos bloqueadores.

Os actuais serviços de recolha limitam-se aos contentores, todos os dias há sacos em soleiras, basta que um rebente para que parte significativa do passeio fique suja. As ruas não são limpas. Quando chove o lixo é arrastado para os bueiros. O cheiro é péssimo. Os serviços são mínimos e ineficientes. Por estas razões, solicitamos a V. melhor atenção para a possibilidade de substituir os técnicos bloqueadores por cantoneiros. O serviço dos primeiros representa para a população uma falta de respeito por parte da autarquia, como é possível que mande 6 pessoas fiscalizar os parquímetros quando não manda lavar as ruas, não é desta forma que se cultiva o civismo, não está correcto e não é justo.

Melhores cumprimentos
--
Cristina Santos

De: João Medina - "Os robocóps de new-ióqs"

Submetido por taf em Terça, 2007-12-11 15:29

Numa das notícias relacionadas com os crimes foi feita a ligação a um vídeo colocado no youtube filmado nas margens do Douro, com partes em pleno Centro Histórico. Neste vídeo pontifica um imaginário violento, com de carros topo de gama tunning (roubados?), pitbulls e armas de fogo.

Não me diz respeito se quem aparece está ou não envolvido nos crimes mais recentes. No entanto, ver esse vídeo levantou-me outro tipo de questões.

- Qual será o dia-a-dia das pessoas que aí aparecem?

No vídeo aparecem crianças de cerca de 10 anos que aparentemente idolatram os mais velhos e as suas atitudes mais “marginais”.

- Que futuro provavelmente as espera?

Penso que há aqui um trabalho social do qual a Câmara do Porto não se pode demitir. Não são as SRU, vocacionadas para intervenções ao nível do imobiliário, que resolvem estes problemas de cariz mais social. A extinção ou retirada de responsabilidades feita por esta Câmara de instituições como a Fundação para o Desenvolvimento do Centro Histórico (FDZHP) são atitudes de uma certa irresponsabilidade social, que no limite poderão levar a situações explosivas.

De: Rui Encarnação - "Obrigatório ver"

Submetido por taf em Terça, 2007-12-11 15:22

Apesar de duvidar que o Música No Coração me possa surpreender, pelo menos pela positiva, fiquei feliz de saber que alguém do Porto sempre vai ao Rivoli, pelo menos uma vez, ver o que agora por lá passa. É que não podem ser só camionetas e excursões de ditos desprotegidos e idosos. E ficarei mais feliz, ainda, por saber que os portuenses que agora lá vão são público conquistado e, como tal, pagador de bilhete, pois esse é o público que com dificuldade, arte e talento se conquista. O outro, o das inaugurações e convites, é fácil de assegurar, basta o gosto do português pelo grátis para o conseguir ter com fidelidade e assiduidade.

Surreal é ver que para parte dos nossos habitantes as questões essenciais à roda do Rivoli e daquilo que se chama de política cultural e de animação da cidade ficam à porta do tapete vermelho e das estreias com glamour. Parece que ninguém vê, nem quer ver, que o espectáculo comercial do Sr. La Feria está a ser subsidiado por todos nós, tendo como única contrapartida os rendimentos que ele, La Feria, recebe.

Agora, a CMP perdeu a vergonha, e isentou o Sr. La Feria de pagar 5% da receita de bilheteira, apenas porque o Sr. supostamente é incompetente e não viu as condições do teatro (consideradas, apenas, na óptica de servir para os espectáculos dele) antes de aceitar tomá-lo para si. E, mais, a CMP reconheceu que o Teatro era deficitário em termos de infra-estruturas e poderá estar obrigada a comprar ao Sr. La Feria as coisas que o Sr. La Feria para lá adquiriu, na exacta medida dos seus interesses e necessidades. Sabe lá Deus que serventia poderão ter para outros agentes e espectáculos que depois dele possam lá ser exibidos (talvez na era DR) e, também, se o dinheiro não poderia ter servido para dotar o teatro de outros equipamentos de que precisasse.

E, se lerem o contrato de, suposto, acolhimento e aditamento a este que a CMP e o Sr. La Feria, através da empresa da Dª Ermelinda, subscreveram ficarão siderados por saber que a empresa apenas ficou obrigada a caucionar eventuais danos até ao limite de 8 mil contos. Talvez para repintar as pinturas que lá fizeram e para repor a acústica que destruíram! Se somar a isto a publicidade que a CMP tem feito, que se saiba, de graça, apenas aos espectáculos do Sr. La Feria, os bilhetes que terão sido comprados pela CMP e por outros entes públicos para distribuição pelos ditos desfavorecidos, facilmente concluirá do que se trata ali.

Mas isto não importa. Pois nada importa. Usem-se os métodos que se usarem, faça-se o que se fizer, nada importa, a não ser a luz da ribalta. E essa, perdoem-me, é fraca. Pois comparar o Sr. La Feria a uma Leni Riefenstahl, é só motivo de riso e lágrimas. E esta, a Leni, bem sofreu na pele pelo que, com tanto talento artístico, retratou. O nosso (da CMP, é claro) encenador é que não está pra isso, pois ainda se permite dizer que, se tivesse dinheiro comprava o teatro. Só é pena que a ele, La Feria, não se aplique o ditado: quem não tem dinheiro não tem vícios!

A ver vamos, no tempo e com o tempo, se esta concessão de benesses se fica pela discussão política ou se não entra no plano das contas que quem as concedeu terá de dar, nas urnas ou nos tribunais.