2007-11-18
Ora aí está uma boa notícia finalmente, caro Arq.º JPV. A ver vamos quando a sentença é executada e se entretanto não haverá uma “guerra civil”. Viva o Juiz e, já agora, viva o Arq.º JPValente.
Cumprimentos,
Pedro Santos Lessa.
pedrolessa@a2mais.com
Continua o POVT, agora na área do Ambiente, intervenções pesadas. Sai um pouco fora da área de interesse directo d'A Baixa do Porto. Demasiado detalhe, demasiado calor na sala. A seguir a Helena Azevedo vai ser a vez de Cristina Azevedo apresentar o Programa Operacional Regional do Norte, esperemos que não entre em tantos detalhes...
16:44 - A senhora até era simpática, mas 50 e tal minutos foi demais... Acabou agora. Cristina Azevedo, que também está a presidir à sessão, já devia ter apressado há muito a sua antecessora. Para a próxima deviam convidar-me a mim para moderar as apresentações. ;-)
16:27 - Cristina Azevedo (graças a Deus!) diz que grande parte do que interessa já foi dito na apresentação anterior. O Programa Regional é complementar dos nacionais, como é natural, tendo intervenções de nível mais localizado, seguindo o princípio da subsidiariedade. Ciclo urbano da água, recolha de resíduos urbanos, coesão social, mobilidade local, projectos-piloto de eficiência energética, gestão da orla costeira, requalificação da rede escolar para o primeiro ciclo e pré-escolar. A apresentação vai estar disponível no site.
16:32 - Mais aspectos - promoção de vocações temáticas de cidades e redes de cidades, melhoria de eficiência da administração desconcentrada. Financiamento total: 4,2 mil milhões de euros. Grande parte das linhas de actuação já está regulamentada. A CCDRN já está há ano e meio a trabalhar com os municípios organizados em NUTS III para tentar obter consensos para estabelecer prioridades e aplicação de verbas.
16:47 - A procura de investimento é claramente superior à oferta de financiamento disponível, diz Cristina Azevedo. Por isso há um desafio de consenso e um desafio de planeamento, quer interno à região, quer de coordenação com os programas nacionais.
16:43 - Fala agora Nuno Portas, comentando tudo o resto. De manhã a sala estava completamente cheia, agora está a metade. Vão também saindo algumas pessoas.
16:55 - Pergunta Nuno Portas: "e os PROTs têm alguma coisa a ver com isto, ou é algo totalmente à parte?" Ninguém se ofereceu para responder. Digo eu: ver também Norte 2015 e PNPOT.
17:15 - Nuno Portas fala sobre PROTs, PDMs, gestão municipal, etc. Se calhar fala bem, mas eu já não o consigo ouvir a esta hora. Continuo a navegar pela net e a ler o mail atrasado...
17:17 - Vai abrir agora o debate que era suposto ter começado às 16:00.
17:37 - Depois de perguntas sobre pormenores vários, Cristina Azevedo está a responder de forma competente: sucinta e clara. Quando sabe explica, quando não sabe diz que não sabe. Ela funciona a velocidade claramente diferente dos seus colegas de mesa... ;-) Seguiu-se Helena Azevedo, em mais esclarecimentos. Já pouca gente está na sala.
17:43 - Sessão de Encerramento, presidida por Carlos Lage, acompanhado pelos reitores das Universidades do Minho, do Porto e de Trás-os-Montes e Alto Douro. Como ele próprio diz, corre-se o risco de ficar mais gente na mesa do que na assistência. :-)
17:56 - Fim.
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto mandou demolir o "shopping" no prazo de 42 meses. Eles podem recorrer mas a sentença não tem carácter suspensivo. Viva um bom juíz. Viva o Dr. Paulo Duarte. JPV
Recomeçou. Fala a gestora do PO Valorização do Território. Nada de especialmente relevante até agora. Maior selectividade com base em concursos para se avaliar o mérito relativo dos projectos e não apenas o absoluto, etc. Reafirma os princípios já enunciados por oradores anteriores. Neste programa cabem as intervenções mais pesadas nas infraestruturas de transporte, ambiente e protecção de riscos, naturalmente à escala nacional. 4,6 mil milhões de euros comunitários, 6,6 no total.
15:50 - Continuamos com Helena Azevedo, do Programa Valorização do Território. Exemplos de investimentos:
- - Rede de Alta Velocidade / Velocidade Elevada
- - Novo Aeroporto de Lisboa
- - Auto-estradas do Mar (intervenções portuárias)
- - Eixo ferroviário Sines-Elvas
Beneficiários: REFER, RAVE, ANA, NAER, EP, APDL, outros.
16:00 - Outro objectivo: Desenvolvimento Urbano Policêntrico. As "Parcerias para a Regeneração Urbana" e as "Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação" são para os Planos Regionais, não para o POVT, embora seja suposto estarem coordenados. Para este é a requalificação de escolas, equipamentos desportivos, etc.
16:05 - O programa pretende trazer para Portugal exemplos que tenham resultado no estrangeiro para resolução de problemas urbanos. Serviços de proximidade, construção sustentável, etc. Interessante. Para investigar mais tarde.
Continuo a minha missão de "enviado especial" à apresentação do QREN em Guimarães. A sessão da tarde vai obviamente começar atrasada. Por isso, enquanto espero, cá fica mais um apontador:
- Hoje, 22:00: Conferência “em trânsito” do atelier Weiss/Manfredi
"Ruminando" o conteúdo da sessão da manhã, há um ponto específico que me preocupa e ao qual dou atenção especial: o capital de risco. A questão diz respeito ao financiamento dos primeiros passos da vida de um potencial negócio, ou seja, a fase "seed" ("semente") ou mesmo "pré-seed". Vou tentar explicar.
Uma ideia de negócio realmente inovadora, especialmente se for no campo tecnológico, é impossível de ser sustentada, nessas fases, por um plano de negócios sério e sólido. Não há bases para justificar projecções, estimativas, planos rigorosos. É muito mais "feeling", conhecimento não quantificável. Não há volta a dar-lhe, é mesmo assim, tem que ser mesmo assim, é a natureza das coisas.
Por isso é que o empreendedor e autor da ideia, não possuindo capital próprio, tem que recorrer tipicamente a um business angel. Ou seja, tem que ser apoiado por alguém que aposta dinheiro seu, que seguramente não lhe faz falta para a sua subsistência e do qual não tem que prestar contas a ninguém. Espera o investidor obter um lucro muito grande com este seu investimento, mas está completamente consciente de que o risco é grande.
Mais: o business angel sabe que é muito reduzida a probabilidade de uma ideia destas se transformar num negócio lucrativo. Sabe que um projecto destes, visto isoladamente, é um projecto que provavelmente vai falhar. Por isso é que uma estratégia de investimento em ideias inovadoras implica uma aposta paralela em vários potenciais negócios independentes, cada um deles muito arriscado mas ao mesmo tempo potencialmente muito lucrativo. A maior parte deles falhará, mas possivelmente basta que um dê certo para compensar largamente todas as outras perdas. Ou seja, o business angel é um investidor racional, sensato, mas a sua filosofia de investimento dispensa estudos económicos rigorosos que são impossíveis de realizar. Pela natureza dos próprios negócios nesta fase.
Ora o que é que tem acontecido com os business angels portugueses (e em grau menor com os europeus), em comparação com os americanos (ou chineses, lá por isso)? É que não são verdadeiros business angels, que gerem o seu dinheiro, mas sim gestores de património alheio! São funcionários de empresas de investimento "de risco" que têm que prestar contas aos seus accionistas. Não podem justificar-se com um "olhe, investi aqui o vosso dinheiro porque me cheirou a bom negócio"... E por isso defendem-se, exigindo estudos, pareceres, planos, etc., completamente irrealistas. E por isso acabam por não investir nem nunca encontrar "bons projectos".
O problema é que, na ausência de verdadeiros business angels com capacidade financeira e perfil adequados, também não é papel do Estado investir com base no "feeling". Não sabe nem deve. Por isso, a solução para favorecer o aparecimento de novos projectos em fases muito iniciais será o Estado "alavancar" o investimento de business angels privados, que arriscam um pouco do seu dinheiro também, acompanhado por uma participação complementar muito significativa de fundos públicos. O Estado tem que se preparar para entregar capital para gestão privada, com risco elevado, aceitando que o critério de investimento é o mesmo que o privado usa para si. Ou seja, a garantia será apenas que o business angel faz ao dinheiro público exactamente o mesmo que faz ao seu próprio dinheiro. Estará o Estado consciente de que não há alternativa?
Continuação do relato.
12:20 - Um dos gestores do PO Regional do Norte, lutando contra o seu Powerpoint, continua a intervenção, sublinhando agora a aposta no incentivo aos parques de ciência e tecnologia e às incubadores de base tecnológica. Começa a haver alguns abandonos da sala e impaciência nas cadeiras. É tarde e o discurso um pouco oco... O que foi dito não justificava mais do que 10 minutos e já vamos em meia hora. Acabou neste momento.
12:30 - Um terço da sala sai, entretanto chega o Ministro, recompõe-se a mesa.
12:35 - Está a ser lida a intervenção do Secretário de Estado da Indústria e de Inovação, que não pôde estar presente. Sublinha que o maior volume de incentivos do QREN vai para PMEs, e não para as grandes empresas, reconhecendo a necessidade de uma economia mais inovadora e virada para os mercados internacionais. 10 minutos apenas, mas já não há tempo para o debate. O habitual. Fica talvez para a tarde. Tempo agora para o Ministro.
12:45 - Afirmações sensatas do Ministro: não concorda com quem diz que o QREN é "a última oportunidade". Lembra que "a última oportunidade são os portugueses". O QREN são apenas "recursos postos à disposição do país".
12:55 - O Ministro não parece estar a falar mal (generalidades qb., detalhes da arquitectura do QREN e do seu financiamento a partir do FEDER, FSE e Fundo de Coesão, pormenores das medidas e da ênfase regional, etc.), mas a minha atenção é fraca... A fome aperta, e vou aproveitando para ler os blogs de visita habitual. :-)
13:07 - QREN: "23 mil milhões de euros entre 2007 e 2013, correspondendo a 40 mil milhões de investimento". Fala agora do papel dos municípios no QREN: "vão participar de uma forma qualitativamente superior" em comparação com tempos idos. Fala da duplicação de infraestruturas que ocorreu no passado, e na ausência posterior de meios para as despesas correntes. Tenta-se evitar isso agora, com um modelo diferente de governação.
13:15 - Pormenores a mais, a audiência aguarda impaciente pelo fim da intervenção, algumas desistências entretanto. O Ministro apercebe-se e já vem a dizer "finalmente" há alguns minutos, mas de facto não finaliza.
13:19 - O "finalmente" final. :-)
Como já todos perceberam, e se calhar os subscritores da carta aberta ainda mais, a “história” do Porto Feliz é para o Dr. Rui Rio qualquer coisa de político em que o importante é impedir que o IDT possa limpar a imagem e em que possa pedir a demissão do Ministro.
Os arrumadores, como vêem, não interessam para nada, pois se não há Porto Feliz para “cuidar” deles, alguém o há-de fazer, e se ninguém o fizer, paciência. E mais. O problema da toxicodependência – que excede o da arrumação automóvel – é coisa que não interessa ao presidente da CMP, dentro do seu registo de abertura e espírito democrático e de coesão social, discutir. É com estas que o Dr. Rio demonstra bem o alcance das suas preocupações sociais, e não digo políticas sociais porque, de facto e com verdade, ele as não tem, pelo menos de forma organizada, coerente e sustentada. O que é uma grande pena e uma grande perda para todos nós, e para a cidade.
Só para terminar, e para que o dia fique mais bem disposto, pedia que lessem o comentário do Dr. Rio às mentiras que o IDT e o ministro afirmam em público.
Para quem disse o que disse, desdisse o que disse, não disse o que devia dizer e tem feito o que se tem visto, não só, mas também, na “história do Rivoli" permito-me usar a expressão popular: fala o roto do esfarrapado.
Aqui.
Programa: 9:30 - Sessão de Abertura. São 10:10, não há sinais de começar, e o que vale é que eu venho sempre prevenido com o portátil para estes eventos...
10:15 - Fantástico, agora foi a luz abaixo... Auditório em escuridão total, cortada apenas pelo brilho dos monitores de alguns portáteis.
10:17 - Voltou a luz e finalmente vai começar. (O Vice-reitor esclarece que a falha da luz foi responsabilidade alheia à Universidade do Minho e que se está a usar agora o gerador de emergência.)
11:10 - Acabou de falar o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional. Longa apresentação, sem apoio audiovisual (nem um slide para ajudar...). Não há também absolutamente nenhuma documentação distribuida (no site, contudo, há informação de suporte). Tomou a palavra Carlos Lage, agora já com alguns slides.
11:25 - Carlos Lage reafirma a disponibilidade de mais de 8 mil milhões de euros para a Região Norte, isto só proveniente do FEDER e do FSE. E supostamente há bastante mais de outros programas. Eu tenho medo de tanta fartura, cria muitos vícios que se vão revelar quando a fonte secar em 2013.
11:30 - Vai abrir concurso ainda este ano para financiamento de "Parcerias para a Regeneração Urbana"
11:45 - Está a decorrer a apresentação do gestor do Programa Operacional Temático Factores de Competitividade que, se bem percebi, é para aplicação exclusiva no Norte, Centro e Alentejo. Há fundos para capital de risco - resta saber se quem os vai gerir sabe o que vai fazer ou se nos vão calhar mais alguns burocratas do tipo "empreendedores frustrados".
12:00 - Esta apresentação que agora acabou, de Nelson de Souza, foi boa, sucinta qb, deixando "apontadores" para os pormenores e sublinhando o uso da Internet para recolha de informação, submissão de candidaturas e gestão do programa. Vai agora falar Mário Rui Silva, vogal da Comissão Directiva do PO Regional do Norte.
- Prémio nocturno por regulamentar
- Câmara estuda revisão de taxas
- Rui Rio recusa debate sobre o Porto Feliz
- Porto tem plano municipal de resposta a cheias pela primeira vez na sua história
- CMP: Reuniões em funcionamento digital
- Assis critica falta de apoio do Governo
- Rui Rio acusa ministro da Saúde de mentir
- As voltas do serviço urbano da CP
- Câmaras podem ter que devolver receitas da venda de casas
- Greve na STCP a partir da meia-noite
- Gaia: Animação natalícia vai durar até aos Reis
- ANA dificulta base da Ryanair
- Nova Exponor vai mesmo avançar
- AEP avança com nova Exponor
Mais alguns apontadores:
- Altos preços da ANA condicionam crescimento da Ryanair no Porto
- Impermeabilização do Parque da Cidade aumenta 1,6 por cento
- Cultura/Gaia: Passaporte disponível a partir de 4ª feira `abre` as portas a iniciativas e equipamentos
- Comboios: Urbanos do Porto já deram 480 voltas à Terra em cinco anos, mas não satisfazem utentes da Linha do Douro
- Presidente da CNIS garante manutenção dos 450 ATL
- Taiwan: Lâmpadas LED vão substituir incandescente para economizar
Caro Sérgio Aguiar
Os meus parabéns pela sugestão sobre a Baixa Comercial, afinal não sou o único a chamar a atenção a quem possa levar este projecto avante. Há anos que defendo esta solução para algumas ruas comerciais da Baixa do Porto, inclusive em Cedofeita, penso que seria uma melhor solução que a apresentada recentemente à imprensa. Esta estrutura além de económica será ainda a que reunirá mais consenso entre os vizinhos e terá certamente a aprovação dos bombeiros, pela mobilidade que a rua permite em caso de incendio.
Continuo a insistir que não chega cobrir as ruas enquanto não houver maior empenho e organização da parte dos comerciantes. As unidades de gestão são indispensáveis nesta área, as ruas terão de funcionar com as regras dos shoppings, seja nos horários acordados e cumpridos, seja na publicidade e marketing conjuntos, seja ainda nas campanhas temáticas e organização das montras. Há ainda a questão do aparcamento que, embora seja satisfatória a oferta, ainda é caro e desajustado a quem nos visita.
As Associações Comerciais, a Câmara, o Turismo e a Hotelaria têm aqui um ponto comum a resolver urgente se querem verdadeiramente revitalizar a cidade. Faltam esplanadas delimitadas com floreiras, faltam ruas asseadas, faltam frontarias arranjadas... e tanta coisa que se pode fazer para tornar esta cidade um destino turístico de excelência.



Com os melhores cumprimentos,
Artur Ribeiro,
cdgo.com - Porto
Notícia JN: Apoio social recompensado
Comentário: Na passada segunda-feira, não foi apenas o Primeiro de Janeiro que publicou uma reportagem sobre o Aleixo. No mesmo dia, também o JN publicou um artigo, mas este dando uma ideia positiva do bairro. Como infelizmente V. Exas. não incluíram o apontador deste artigo, publicado no JN, tomamos a iniciativa de o sugerir… para que não sejam apenas as más noticias as mais divulgadas!
--
Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo

No passado Sábado, o "cidadão" proprietário do veículo 51-49-OV reteve impunemente o eléctrico durante cerca de 15 minutos em 31 de Janeiro. Mas é assim tão complicado destacar um agente da Polícia Municipal e acabar com este espectáculo ridículo e diário?
- Aleixo: Um bairro à margem da lei (com rectificação)
- Casas devolutas: CDU quer estudo divulgado
- CDU quer saber quantas casas tem a Câmara...
- Terço agradeceu ajuda de Rui Rio
- Campanhã: "Eles querem é construir aqui casarões para meia dúzia de ricalhaços"
- Oposição desconfia dos argumentos de Rui Rio
- S. João natalício encheu a Baixa
- APDL quer abdicar das marginais
- Fim do cinema no Bom Sucesso ficará dependente dos tribunais
- Planetário do Porto abre portas à Semana da Ciência
- Há um Porto paralelo que injecta nova vida a velhos bairros
- "A CasaViva é um meio de provocação"
- Associação Mutantes
- Argentina instalou-se em Álvares Cabral
- Casa do Douro: Instituição deve 125 milhões - Estes eternos problemas são bem a imagem do país. Nem sim nem sopas...
O SIM – Porto pretende ser um regime compensatório para privados, promotores ou construtores que reabilitem ou restaurem na ACRRU (da Constituição ao Rio; da Praça Velásquez à Boavista) e um processo de facilitação de projectos nesta área. O objectivo principal é que os investidores e proprietários sejam incentivados a melhorar as condições de habitabilidade do edificado, e com isso obtenham direitos de construção na periferia, e cumulativamente possam levar a cabo os seus projectos de reconstrução sem se sujeitarem ao cumprimento de regulamentos tipificados para obra nova, nomeadamente exigências de estacionamento e impermeabilização do solo.
São compensados aqueles que restaurem ou reabilitem protegendo os direitos dos agregados familiares residentes, mantendo instalações e ofícios tradicionais; Que usem técnicas tradicionais de conservação ou restauro; Que eliminem elementos dissonantes e conservem as características patrimoniais; Que criem acessos verticais para transporte de pessoas; Que reduzam a área impermeável do solo ou que criem lugares de estacionamento.
O processo de obtenção ou definição das compensações a obter é simples. Para obras de reconstrução com exigência de alvará, basta que o técnico responsável junte aos documentos legalmente exigíveis:
- - Vistoria Integrada (trata-se de um documento onde é feita a caracterização do prédio, ocupação e estado de conservação);
- - Quantificação da avaliação da proposta (Anexo 1)
- - Correcção da avaliação da proposta (anexo II)
O preenchimento deste documento estabelece uma série de pontos que servirão de cálculo para a atribuição do direito compensatório.
Quando preenchemos o Anexo I obtemos o valor da preexistência (Vv) e o valor da proposta (Vp), ao preencher o Anexo II obtemos a pontuação máxima que podemos atingir independente dos diversos CAP (Vmp). Depois de encontrados estes valores há que encontrar o valor corrigido da proposta:
Vcp = (Vp / Vmp) x 25 e o valor corrigido da vistoria, Vcv = (Vv/Vmp) x 25.
O interesse público e grau de melhoria (factor A) é calculado: A = Vcp + (Vcp-Vcv). Para efeitos de cálculo dos direitos compensatórios, acresce à determinação destes resultados um sistema de pontuação, conforme tipo de obra (TO), localização (LO) e eficiência energética. Assim, o cálculo dos m2 a atribuir é feito da seguinte forma:
( A x LO x TO x Metros quadrados abrangidos pela proposta x coeficiente de valorização energética ) / 800 = Dcc m2
O SIM – Porto é cumulável com o programa RECRIA. A secção de esclarecimento decorreu na AICCOPN, este resumo apresenta os aspectos gerais, espero poder voltar ao assunto.

Estou de volta online, quer literalmente porque estive a instalar um novo acesso à Internet (com o indispensável apoio técnico destas duas especialistas), quer porque a constipação parece estar em vias de passar. Obrigado pelos votos de recuperação. :-)
Hoje de manhã, aliás, fui ao Gabinete do Munícipe para deixar um requerimento. Fui atendido com rapidez, talvez 10 minutos de espera (claro que depois os outros serviços que vão tratar do assunto demoram meses a fazer qualquer coisa, mas isso é outra história). Ao sair fiquei com vontade de voltar lá e fazer novo requerimento para que melhorem o aspecto da Avenida. A faixa central, com os gradeamentos protectores da árvore e as máquinas de apoio, faz parecer que voltamos às obras do metro. Nem me apeteceu fotografar...
Aqui ficam dois apontadores que entretanto me chegaram.
- Fracos argumentos da RAVE (PDF) - por sugestão de Rui Rodrigues : "A RAVE, em vez de criticar na Imprensa as opiniões construtivas, deveria publicar na Internet projectos de engenharia que demonstrem que as suas ideias são as melhores, pois, desde o ano 2000, nunca apresentou nenhum projecto de execução."
- Concurso "Natal feito à mão", do Plano B
Caro Tiago:
Espero que esteja melhor da constipação. Dei um passeio pela Baixa domingo ao fim da tarde (18 horas) e fiquei surpreendido pela quantidade de pessoas na Rua de Santa Catarina (com algumas lojas de rua abertas!), Praça D. João I (onde havia espectáculo e pista de gelo) e Aliados (onde a Árvore provoca engarrafamentos de pessoas e carros). Sinais positivos, penso eu.
Eis algumas fotografias:
- A Árvore de Natal
- A Igreja de Santo Ildefonso
- O Coliseu e a garagem na Rua Passos Manuel
- Praça D. João I
- Outono na Praça D. João I
Melhoras e um abraço
José Paulo Andrade
Meu Caro Tiago;
Antes de mais os meus votos de um rápido e duradoiro restabelecimento. Embora a qualidade deixe muito a desejar... envio-lhe estas fotos para que as utilize como melhor entender.



Apenas duas notas:
1. Lê-se na edição de hoje do JN que a "animação de Natal arrasta multidões para a Baixa"... o que é bom, digo eu! Mas é preciso que o Porto, e mais concretamente a sua Baixa, deixe de ser apenas palco ou vitrina para espectáculos e acontecimentos diversos. É desejável que a Baixa seja visitada mas, mais importante do que isso, que seja também habitada... e essa é que tem sido a parte mais difícil.
2. Ainda a propósito de "Baixas", e sem querer contrariar a Cristina Santos em relação ao seu post "Coimbra e a humildade", apenas refiro que por vezes não há bela sem senão.
Um abraço para o Tiago Azevedo Fernandes, e reitero o desejo de rápidas melhoras.
Correia de Araújo

A black-box [caixa-negra, em português] é uma nova rúbrica de arquitectura do opozine. Pretendemos, sobretudo, divulgar muitos dos excelentes trabalhos que tem sido feitos a propósito da Prova Final do curso da FAUP. E que maquinalmente ficam esquecidos nas estantes da biblioteca, nunca chegando a ser publicados ou apresentados à cidade. São trabalhos de âmbito académico, mas orientados por professores da faculdade, sujeitos a uma apresentação e uma arguência [crítica pública], resultado de um trabalho intenso de investigação. Serão, por isso, contribuições muito mais importantes do que muito do que se escreve por aí.
Já que a FAUP não o faz, publicamos nós pequenos excertos ou textos síntese de alguns desses trabalhos. Procuramos, assim, tornar mais visível o papel da arquitectura e da própria escola junto da comunidade, contribuíndo para uma discussão mais intensa, já que os problemas da arquitectura são os problemas da cidade. Todos os textos serão acompanhados de uma bibliografia essencial de três livros, para quem quiser saber um pouco mais sobre o tema em questão!
Aqui fica a primeira black-box [Centralidades Periféricas: o caso da Arrábida], por Pedro Oliveira [para ler em OPOZINE].
*Pedro Bismarck [opozine]
imagem [Dr. Strangelove, Kubrick]
Em relação ao post de Hugo Faustino, em particular o Centro Histórico de Coimbra, gostava de referir a simplicidade com que realizam as obras de conservação e restauro.



Enquanto no Porto se tem a ideia do aparato, gruas, andaimes, pórticos de grande envergadura, 2 ou 3 engenheiros a olhar para a rede de protecção, para reabilitar edifícios de 2/3 pisos, em Coimbra o processo é simples, roldanas, guinchos, andaimes quanto mais pequenos melhor, aparatos de madeira feitos à medida da serventia a que se destinam, e nas lonas em vez de slogans do Millennium publicitam o preço das obras.
É um trabalho digno, sem anúncios espalhafatosos de investimentos milionários, de milagres, de equipas maravilha. E, assim, conseguem superiorizar-nos sem alarido, como se depois do trabalho sentissem que é pouco, muito pouco e por isso o feito não merece ser apregoado excessivamente. Estas condutas caem bem a quem visita, primeiro porque ninguém suscitou a ideia de que o Centro Histórico de Coimbra é prioridade, e depois porque se constata que, não sendo prioridade, tem mais obras em curso do que o Centro Histórico do Porto, apesar de estar melhor conservado.

fotografia de Ana Carvalho
Este fim-de-semana havia muito que ver e que fazer, a começar pelas inaugurações em Miguel Bombarda e passando por fotografar as pessoas numa Baixa cheia. Mas os restos de uma constipação e o cansaço acumulado ditaram outras opções mais caseiras. :-)
