2007-11-04
Já passou algum tempo, mas só agora tive oportunidade de passar para o computador...
Um resumo alargado do que lá foi dito.
Uma análise crítica.
Obrigado.
Pedro Menezes Simões
Palácio com jardins e fábrica, qualquer uso, ao Rio Douro, urgente, bom negócio.
Foi noticiado pelo (insuspeito) site da CMP que a exposição de Dali no Palácio do Freixo foi visitada por mais de 120.000 pessoas em cerca de três meses. Fechou a exposição, perdeu-se o Palácio.
O próprio executivo municipal conseguiu encontrar usos mais adequados ao interesse público que a construção da pousada que se anuncia. Numa cidade onde há colecções públicas de arte (Serralves, Soares dos Reis, ...) não seria a Câmara capaz de encontrar um fim mais adequado para o Freixo que não passe por vender por 6 o que nos custou mais de 20?
Revolta-me que se vá construir uma pousada para destruir o Freixo, com a agravante de ainda me pedirem para a financiar (porque a diferença entre os mais de 20 que custou recuperar o Palácio para os cerca de 6 que vai render a venda, saem do bolso de cada um de nós). Só espero que no protocolo não apareça outra vez uma cláusula que dispense o Grupo Pestana de pagar, caso queira deixar o equipamento no Palácio daqui a 40 anos.
Manuel Moreira da Silva
Afinal, para alguns, são mesmo gratuitos.

... eléctrico, claro. O moço à guna é um rapaz cá do burgo que se tornou famoso devido à sua obsessão por câmaras de TV.
Ontem via na RTP2 o programa de José Hermano Saraiva e apreciava a forma empolgada como ele se referia ao Porto e à dinâmica de toda a sua região. Aludiu particularmente ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro (nesta sua última versão) como uma obra notável, lembrando ainda que já em 2007 esta estrutura aeroportuária atingirá os 4 milhões de passageiros/ano e até 2010 chegará aos 10 milhões/ano (o que para mim redundou numa agradável surpresa e constituirá, a ser assim, um verdadeiro recorde de crescimento digno de inscrição no Guinness).
Parece-me, por isso, que por vezes menosprezamos as nossas capacidades e as nossas qualidades... e, no que ao Norte diz respeito, acredito que estamos a passar por um período "conjunturalmente" menos bom... só isso! O Norte faz-me lembrar aquele gigante adormecido (apenas adormecido, não morto) que a qualquer momento se levanta e como que desperta e se regenera com redobrada força. Por isso... acreditar é preciso!
Ah! Já agora, na sequência dos pedidos aqui deixados pelo Tiago Branco e pelo João Medina, aproveito para informar que está praticamente garantida uma Base da Ryanair, no Porto, já a partir de Dezembro próximo.
Correia de Araújo
«Por sua vez, Albino Carneiro, presidente da Câmara de Vieira do Minho, é peremptório em afirmar que o PIDDAC é um "desastre" e um "atentado" para o concelho, já que não viu projectos da autarquia contemplados no Orçamento de Estado para 2008. "No mínimo, esperava a aprovação do projecto da Variante a Cerdeirinhas (EN 103)", disse.» (JN)
Os municípios do Norte passam o tempo a olhar uns para os outros, em vez de olharem todos no mesmo sentido. Enquanto assim se for, não é possível diminuir as assimetrias e criar um Região dinâmica e sustentável. É necessário estabelecer parcerias que permitam uma Regionalização forte, o Minho Nortenho tem-se deixado embalar num coro decrépito de hinos ao «orgulhosamente só», conseguindo com êxito a injustiça regional e o prejuízo para o desenvolvimento desta região do país. O Porto enquanto catalisador do maior investimento sai profundamente lesado com a apatia e falta de desenvoltura Minhota, com uma Região assim mais vale estabelecer parcerias com o Alentejo.
- Abertura das propostas para a Frente Ribeirinha é hoje
- Rui Rio na primeira entrevista a meio do segundo mandato
- Cláusula polémica de novo em protocolo da Câmara do Porto
- FENACHE critica o atraso das cooperativas na Baixa
- PS critica suspensão do "Porto Feliz"
- Água dos bares analisada em laboratório
- Funeral de Alexandre Babo realiza-se hoje de manhã
- Conversas com o João
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Nota de TAF:
- O Porto está um pouco mais argentino
- Ciclo de cinema e fotografia Olhares sobre a Cidade arranca hoje no Porto
- Rendas aumentadas no novo regime são menos de 200
- Azáfama para acabar shopping novo complica trânsito na Baixa
- Exposição de Dalí vista por mais de 120 mil pessoas
"Região Norte ainda mais longe do rendimento médio nacional" - Público 4-11-2007 [Local Porto]
A notícia de onde é extraído este título refere-se a um estudo que abarca o período de 1999 e 2003 [Governo PS], que concluí que "a Região Norte apresentava um Rendimento Disponível das Famílias per capita 17 por cento inferior ao da média do país", em 2003.
Não errarei se inferir que a extrapolação para o período seguinte não alterou a tendência, bem pelo contrário. O desmantelamento da estrutura industrial a que temos assistido e a alteração do modelo industrial, com consequências ao nível do desemprego, seguramente agravou este cenário.
Do ponto de vista político este período corresponde à "provinciação" do panorama político. Depois de Fernando Gomes, com uma perspectiva cosmopolita e assertiva relativamente ao papel da região, os autarcas preocupam-se mais com as fronteiras da "paróquia" e a realização do seu imaginário infantil, do que verdadeiramente com a defesa dos interesses regionais.
Haverá alguma vantagem para o país em ter uma região crescentemente mais pobre?
Vítor Vieira Alves
Fotos tiradas em 2005.07.23 durante o passeio que deu origem ao GARRA - Grupo de Acção para a Reabilitação do Ramal da Alfândega.


Ainda a propósito do eléctrico: que tal consultar o horário antes de se pôr à espera que o "monstro" apareça?
Abraços,
Emídio Gardé
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Nota de TAF: se isso é preciso, não estou a ver como é que a linha vai servir bem a Baixa...
PS: Concordo com o comentário... Mas a minha ideia não era essa... :-( Tentava responder ao comentário de Pedro Aroso que afirma que não é fácil ver "o monstro", mesmo esticando demoradamente o pescoço (do candidato a avistador, é claro)...
Uma coisa é estar à espera para o ver (o que eu fiz quando o quis filmar: cerca de 15 minutos foi a espera junto ao "jornaleiro" do JN na Praça); outra é querer andar nele. Aí, "200 %" de acordo consigo, como, aliás e de resto, já o manifestei anteriormente no blogue.
Abraço,
Emídio Gardé
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Gostava de perceber o que é isto do SIM, mas as notícias não explicam, é tudo muito abstracto...
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