2007-10-14

De: TAF - "Consultores em mobilidade"

Submetido por taf em Quarta, 2007-10-17 14:20

- Prioridade ao transporte público rodoviário

"O Pelouro do Urbanismo e Mobilidade da Câmara Municipal do Porto, através do seu vereador, Lino Ferreira, e a empresa Trenmo assinaram hoje um protocolo de cooperação na área da mobilidade urbana na cidade. (..) Os parceiros principais deste projecto liderado pela autarquia portuense situam-se a dois níveis: primeiro, os seus utilizadores finais e principais - a STCP e os operadores da Antrop - e, em segundo lugar, um consultor com larga experiência na matéria, a Trenmo, que colaborará com a Câmara na recolha e sistematização de dados, análise e formatação final da proposta."

Este protocolo é público, pode ser consultado? É que eu ouço falar em "consultores" ou "especialistas" em transportes (os mesmos que defenderam o metro na Boavista) e fico assustado...

De: Cristina Santos - "Apontadores"

Submetido por taf em Quarta, 2007-10-17 09:21

De: TAF - "Desafio ao Museu Soares dos Reis"

Submetido por taf em Quarta, 2007-10-17 01:08

Museu Soares dos Reis

Depois de o ter feito por via particular, lanço agora publicamente um desafio ao Museu Nacional Soares dos Reis. Conforme escrevi aqui, seria interessante estabelecer algum tipo de parceria entre o Museu e A Baixa do Porto. Por exemplo para a organização de debates e outros eventos, para a divulgação concertada de iniciativas, para a coordenação de esforços com outros intervenientes no Porto. Já tenho, aliás, uma proposta concreta para fazer ao Museu. Se houver interesse nesta potencial colaboração... Gostaria de ter uma resposta, seja ela positiva ou negativa.

De: JA Rio Fernandes - "O Espaço Urbano do Porto"

Submetido por taf em Terça, 2007-10-16 23:22

“O Espaço Urbano do Porto: condições naturais e desenvolvimento”, da autoria de José Manuel Pereira de Oliveira é uma obra marcante na Geografia Portuguesa e no estudo da Cidade do Porto.

Publicado em 1973 e esgotado há muitos anos, o livro será lançado em edição fac-similada no dia 31 de Outubro na FNAC de Santa Catarina, pelas 18h, graças ao esforço das Edições Afrontamento e ao apoio da Administração dos Portos de Douro e Leixões, da Câmara de Comércio do Porto / Associação Comercial do Porto, do Departamento de Geografia do Porto e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Convite para apresentação na FNAC

Agora que Luís Filipe Manezes conseguiu o que queria, é capaz de ser interessante continuarmos a acompanhar o discurso político do novo líder do PSD e começar a compará-lo com o que vinha defendendo até à sua recente eleição para a presidência do partido. O interesse dessa observação, todos sabemos, não resulta de uma súbita e desmesurada fé da população nos méritos da classe política - porque sobre isso nem vale a pena falar - mas antes da curiosidade legítima de querermos ver confirmados (ou não) hábitos antigos de contorcionismo ideológico que assome a generalidade dos políticos assim que se aproximam dos lugares mais destacados do Poder.

Luís Filipe Menezes apenas chegou ao topo do seu partido, mas sabe que vai ter de lidar com oposições dentro e fora do PSD, que vai ter de se preparar para o eventual desafio de chegar a 1º. Ministro, e que para o conseguir não pode entrar "a matar" e colocar as cartas todas em cima da mesa sob pena de hipotecar precocemente o seu futuro político. A tarefa de agradar a "gregos e troianos" não vai ser mesmo nada fácil, mas se essa for a sua principal preocupação, então não só dará evidentes sinais de fraqueza, como estará a prenunciar ao eleitorado comportamentos "déjà vus" pouco recomendáveis que lhe poderão custar a derrota com Sócrates nas eleições de 2009.

Desse jogo ambicioso, a Regionalização é o Ás de trunfo de Menezes. Se não o souber usar - contra ventos e marés - se não o reinvindicar e fizer rapidamente avançar com a coragem e a determinação dos verdadeiros líderes, LFM terá, enquanto político, os dias contados. Mas seria lastimável que tal viesse a acontecer, já que saiu da sua própria coragem de não-alinhado e também (há que admiti-lo) da sua acção meritória na Câmara de Gaia, o exemplo que acabou por derrotar Marques Mendes aparentemente melhor respaldado pelo aparelho partidário e pelo pretensioso baronato. Luís Filipe Menezes deu uma lição. A questão está em saber se terá bem consciência disso. Será que terá percebido a excelente caçada que fez?

De facto, matou dois coelhos de uma cajadada única: Marques Mendes e Rui Rio! O primeiro deixou-se "caçar" porque se prestou ao humilhante papel de bombo da festa, travestido de líder. O outro, por ter querido aproveitar a onda anti-Porto (e suas instituições mais incómodas para as hostes de Lisboa) gerada a partir dos orgãos de comunicação centralistas, na expectativa que a médio prazo isso lhe viesse a render votos para mais altos voos.

Os tempos que se avizinham vão ser esclarecedores.
Rui Valente

De: TAF - "O «Estado-Bandido»"

Submetido por taf em Terça, 2007-10-16 11:36

Eis mais um exemplo de comportamento deplorável por parte do Estado, o que infelizmente é mais que vulgar. Apresento-o aqui porque há entidades do Porto envolvidas também neste programa e porque ilustra bem aquilo que é urgentíssimo mudar.

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"Caros amigos,

o Teatro Fórum de Moura vem por este meio apelar à vossa solidariedade contra o atraso no desbloqueamento das verbas relativas aos Apoios Pontuais às Artes.

Os resultados deste concurso foram divulgados no início de Junho (após uma série de atrasos) e uma das candidaturas seleccionadas para apoio foi a do T.F.M. No entanto, a verba a nós destinada não foi ainda descativada e ninguém da Direcção Geral das Artes se compromete a avançar uma data para resolução do problema. Em situação idêntica à nossa encontram-se inúmeras estruturas de criação e artistas em nome próprio. Junta-te ao protesto reenviando esta mensagem para os seguintes endereços: geral@dgartes.pt, gmc@mc.gov.pt, gsec@mc.gov.pt, gab.mf@mf.gov.pt, gseo@mf.gov.pt, gsetf@mf.gov.pt, seaf@mf.gov.pt, seap@mf.gov.pt

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Srª. Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima
Sr. Director da Direcção Geral das Artes, Orlando Farinha
Sr. Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos

O Teatro Fórum de Moura vem desta forma demonstrar a sua indignação e veemente protesto contra o atraso no desbloqueamento das verbas destinadas aos apoios pontuais às artes e, especificamente, na área em que fomos seleccionados para apoio, a do teatro. Já não bastava os atrasos ocorridos na fase de candidaturas, como agora nos vemos confrontados com esta negligência governamental que coloca em causa o normal funcionamento do processo de criação artística e, também, dos acordos feitos com outros parceiros de projecto.

O recurso a empréstimos à banca é para nós uma solução inadmissível. Os apertados orçamentos que as estruturas de criação gerem não permitem o pagamento dos elevados juros. Além disso, na realidade, os projectos que aguardam o financiamento que lhes foi destinado não foram ainda alvo de contratualização, e nem sequer lhes é avançada qualquer data para regularização do processo/desbloqueamento de verbas. Para a solução "pedido de empréstimo" ser viável, essa contratualização teria de avançar imediatamente e o governo teria de assumir a si o pagamento dos juros à banca, já que a responsabilidade pelo bloqueamento dos dinheiros é sua e não das estruturas apoiadas.

Apelamos por tudo isto à rápida resolução desta situação indigna para nós e para muitos outros agentes culturais em situação idêntica.

Sem mais, pelo Teatro Fórum de Moura
Jorge Feliciano"

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Eu percebo bem esta situação porque participei recentemente num projecto supostamente financiado a 100% pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento onde se passou exactamente a mesma coisa. Pior: ao fim, apesar de o apoio estar contratualizado, parece que acabou o dinheiro e, quase um ano depois do fim do projecto, não nos pagam o que falta. Sem qualquer explicação, não disseram sequer "água-vai"... Não se trata apenas de um problema de tesouraria, pois nem sequer os relatórios de execução dos projectos são analisados a tempo e horas (atrasos de muitos meses). É má gestão mesmo. Neste grau, trata-se de banditismo puro e simples!

O que faz falta é uma estrutura profissional da sociedade civil para meter os responsáveis por isto em tribunal, pessoalmente acusados. Eu tenho proposto isso desde há anos, mas nunca consegui reunir os recursos que para o efeito são indispensáveis. Mas um dia havemos de ter sucesso!

De: Cristina Santos - "Apontadores"

Submetido por taf em Terça, 2007-10-16 10:27

De: Ana Cristina Dixo - "Metro do Porto"

Submetido por taf em Terça, 2007-10-16 09:45

Esta mensagem serve como resposta a M. Gaspar Martins.

Não discuto se os bilhetes do metro são caros ou não. Aquilo que eu sei, como utente frequente, é que cada bilhete para duas zonas custa 0.85€ (se comprar 10 tem mais uma). O que eu contesto é ser obrigada a pagar duas zonas quando o meu percurso diário se circunscreve à zona central (uma única zona) da Boavista à Baixa e ao Dragão.

Mas também nada me impede de seguir mais do que duas zonas; se tenho que validar sempre que mudo de transporte, basta sair do metro, validar novamente e seguir viagem no mesmo ou noutro; afinal, cada bilhete é válido durante uma hora. Já para a STCP os bilhetes só são válidos até 15 minutos após a primeira validação e se falha um...

Ana Cristina

De: Alexandre Burmester - "Ordem dos Arquitectos"

Submetido por taf em Segunda, 2007-10-15 18:45

Decorrerá nesta semana, dia 18, as eleições à Ordem dos Arquitectos. Porque acredito que poderemos alterar a relação desta Ordem Profissional para com a cidade, na contribuição de um papel mais activo na gestão, na elaboração de concursos, mas também numa postura mais crítica perante o espaço urbano, e porque este Blog tem uma participação de muitos Arquitectos, venho aqui apresentar a minha Manifestação de Apoio à Lista C. Faço votos para que ganhe.

Com a proximidade das eleições para a Ordem dos Arquitectos, e na qualidade de mandatário pela Lista C - Norte, quero deixar aqui uma mensagem a todos os Arquitectos.

Estando inscrito na Ordem há mais de 25 anos, confesso que após alguns anos de jovial ingenuidade, deixei de acreditar que a Ordem pudesse desempenhar as funções para as quais deveria estar vocacionada. Por este motivo, julgo que já não voto há muitos anos. Na verdade, nestes 25 anos, a Ordem ganhou casa nova, nome novo, mas os seus Serviços, e o papel que deveria desempenhar na sociedade, na representação dos Arquitectos e na defesa dos seus interesses, foi tanta como a alteração do Decreto-Lei 73/73. Isto é pouco ou quase nada. Neste últimos anos, multiplicaram-se os seus membros, alteraram-se cenários, alterou-se a própria profissão, mas a Ordem continua sempre a mesma. Prova disto resume a identificação dos seus associados, que se restringe à obrigação do cumprimento do pagamento de cotas, para que possamos obter um Cartão, uma agenda, um Jornal, um mail, e uma Certidão paga de 6 em 6 meses.

Ainda crente pela mobilização para a Petição feita para a revisão do Decreto 73/73, tomei parte assinando e esperando que a sua revisão pudesse finalmente trazer algo de novo. Contribuiria para o aumento do mercado de trabalho, para a inserção dos muitos Arquitectos que não têm emprego, e acima de tudo haveria de contribuir para o melhor planeamento e qualidade do espaço construído. Triste ilusão, porque o assunto foi tratado de forma incompetente, e a revisão trará menores valias do que aquelas que o mal afamando Decreto continha.

Ao ler os programas de qualquer que seja a candidatura, não deixarei de estar de acordo com todas. Na ideia e no sentido todas apresentam questões pertinentes, e todas apontam soluções e compromissos. Confesso é que para Campanhas, Programas e promessas estou farto, e já não dou para esse peditório. Juntem-se todos, e todos os Programas que teremos ORDEM.

Independente das boas intenções que todos possam ter, assim como de todos os que por lá passaram, todos emprestaram o seu nome, o seu tempo, e a sua fama às causas, mas nunca deixaram de colocar a sua profissão em primeiro lugar. Precisamos de uma Ordem profissional, com gente dedicada, se calhar com pessoas em cargos que nem têm de ser Arquitectos. Precisamos daquilo que me parece se diferenciar na candidatura da Lista C - gente nova com uma postura diferente, que está motivada e tem vontade e disponibilidade para trabalhar.

Alexandre Burmester

De: Manuel Martins - "O Metro do Porto e as derrapagens"

Submetido por taf em Segunda, 2007-10-15 18:41

Na sexta-feira passada, enviei ao Jornal de Notícias o texto infra. Veio publicado no dia seguinte na página do leitor.

To: leitor@jn.pt
Sent: Sex Out 12 18:11
Subject: Fwd: O Metro do Porto e as derrapagens

Exmº. Senhor Director

Apreciei o seu editorial de hoje sobre a derrapagem das obras do Metro no Terreiro do Paço bem como sobre o dobro do custo por quilómetro do Metro de Lisboa em relação ao do Porto, rendendo metade deste. Foi pena, porém, ter ficado por aqui. Faltou referir o mais importante para as dezenas de milhares de utentes da Área Metropolitana do Porto – o tarifário. Em Lisboa, viaja-se por toda a cidade – muito mais vasta que o Porto – com um bilhete simples de 75 cêntimos. No Porto, só para metade da cidade, custa 85. Quem for da baixa para o Hospital de S. João ou para Ramalde, paga duas zonas = 1,10 euros! Os utentes da antiga Linha da Póvoa, agora travestida de metro, pagam hoje o DOBRO pelos passes que pagavam à CP que lhes proporcionava de dez em dez minutos comboios com casa de banho. Estranhamente ninguém se revolta. Houve uma comissão de utentes que há muito se calou. A bilhética também constitui o paradigma do complicado. O utilizador ocasional tem de tirar um curso para se munir de um título que evite ser apanhado pelos zelosos fiscais. Gostaria de saber se tudo isto ocorreria, com paz, em Lisboa ou na margem sul com o seu metro às moscas e a custar 15 mil euros diários a nós contribuintes.

Cordiais cumprimentos do
a) M.GASPAR MARTINS – Porto

De: Cristina Santos - "Observações : Principezinho no Rivoli"

Submetido por taf em Segunda, 2007-10-15 13:23

O espectáculo esgota todos os fins-de-semana. A procura de ingressos é sistemática, para encontrar um bom lugar é necessário comprar bilhete com uma semana de antecedência. O nome La Feria, o marketing e o tema escolhido originam esta procura, muito benéfica para a Cidade, uma vez que atrai público e instituições de vários pontos do Norte do país.

Há melhorias consideráveis na acústica, de resto, quanto a cenários, caracterização de personagens, guarda-roupa, acessórios, não há diferença física entre as produções de La Feria e as produções das pequenas companhias locais. Em matéria de qualidade de actores, o nível entre os dois tipos de produção mantém-se, pelo menos na minha opinião.

A afluência é sem dúvida maior do que aquela que as nossas companhias locais conseguiam, as expectativas do público são redobradas, mas a diferença entre uns e outros está em que La Feria tem um nome, tem um valor pessoal enquanto produtor, há um bom investimento em marketing, e nota-se que há ali objectivos concretos de conseguir público, de fazer dinheiro. Em contraponto, as nossas companhias locais eram pouco ambiciosas, não tinham «nome», o marketing não chegava ao grande público.

O Principezinho não surpreende pela qualidade ou investimento, não é um espectáculo que se possa dizer fora de série, mas também não desilude porque o toque de La Feria suprime as falhas com o guarda-roupa, os elementos do cenário. Diria que é uma produção mediana. Mas sem dúvida que traz muita gente ao centro da cidade, aliás excluindo o público de La Feria, a Baixa estava como costuma estar ao Domingo, deserta.

De: Cristina Santos - "Apontadores"

Submetido por taf em Segunda, 2007-10-15 10:56

De: TAF - "Inspirações"

Submetido por taf em Domingo, 2007-10-14 22:49

Cruz exterior em Fátima

Na Igreja da Santíssima Trindade


À vinda para o Porto, depois de uns dias no Sardoal (terra aliás muito recomendável), passei por Fátima. Tinha lido muito pouco sobre a nova igreja e quase não vi televisão nos últimos dias. Ia por isso sem saber o que esperar, mas ao mesmo tempo sem grandes expectativas. Eu sou católico, mas Fátima sempre me deixou má impressão: uma mistura desagradável de fé serena de poucos com crendice desequilibrada de muitos, caos urbanístico, "arquitectura" de um mau-gosto atroz, enfim, um local onde me sentia a mais e dificilmente evitava irritar-me com o ambiente que me rodeava.

Pois bem, Fátima sofreu um monumental "upgrade" com esta Igreja da Santíssima Trindade. O edifício é magnífico e parece tecnicamente muito bem conseguido. Assim se prova mais uma vez que para grandes males, grandes remédios: mesmo neste péssimo enquadramento, o impacto de uma obra de arquitectura competente pode mudar muita coisa - não só melhora o ambiente urbano, como constitui também um estímulo para a elevação do nível cultural, para a educação (no sentido mais lato) das pessoas que frequentam o local. Só por si esta igreja vai fazer catequese, "puxando" uma fé tantas vezes infantil para uma compreensão mais elaborada da religião.

Saibamos aqui no Porto aproveitar os bons exemplos. ;-)

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