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 <title>A Baixa do Porto - 2006-12-24</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61/all</link>
 <description></description>
 <language>pt</language>
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 <title>De: Pedro Aroso - &quot;Sugestão para o Eng. José Sócrates&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1392</link>
 <description>&lt;p&gt;Pelos vistos, o actual Executivo camarário até tinha um vereador do pelouro de Cultura. Só lamento que tenha sido necessário &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1390&quot;&gt;demitir-se&lt;/a&gt; para ficarmos todos a saber que, afinal, existia!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como não gosto de ver reformados ocuparem cadeiras que podiam e deviam ser entregues a gente que precisa de emprego, devo dizer que fiquei contente. E deixo aqui uma sugestão ao Eng. José Sócrates: dê uma oportunidade aos mais novos e acabe com este escândalo que é o do Estado continuar a contratar reformados para lugares de destaque na Administração Pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Aroso&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Sat, 30 Dec 2006 18:05:29 -0500</pubDate>
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 <title>De: Luís de Sousa - &quot;Postiços na Baixa&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1391</link>
 <description>&lt;p&gt;Para aqueles que agora ficaram espantados com a colocação &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1382&quot;&gt;daqueles bancos&lt;/a&gt; na Avenida dos Aliados, eu devo dizer que aquela era sem margem de dúvida a solução natural que se esperava depois do &lt;em &gt;restyle&lt;/em&gt; sofrido pela sala de visitas da nossa cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Digamos que depois daqueles quiosques, de desenho manhoso que deve ter sido importado de uma qualquer cidade oitocentista do sul da Europa e da colocação das réplicas dos antigos candeeiros que proliferavam pelo Porto quando a electricidade ainda não era o combustível que os alimentava, o passo que se seguiria era naturalmente a colocação do típico banco de jardim de ripados verdes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro da normalidade do processo de colocação dos bancos tenho três perguntas a fazer. Primeiro, para quê bancos de jardim se não há jardim? Segundo porquê verdes? Não ficariam melhor em vermelho para condizer com as cabinas telefónicas londrinas que equipam a avenida? E, por último, para que virar os bancos para a Câmara? Será por ela ter também um desenho postiço para a sua época, altura em que Gropius projectava a &lt;a href=&quot;http://www.bauhaus.de/english/index.htm&quot;&gt;Bauhaus&lt;/a&gt; de Dessau, Le Corbusier a Villa Savoye e Mies van der Rohe o Pavilhão de Barcelona?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso do edifício da Câmara há que dar um desconto pois no primeiro quarto do século XX o Porto era com certeza uma cidade mais isolada do que é hoje e não tinha ainda a &lt;em &gt;Dream Team&lt;/em&gt; Siza Vieira / Souto Moura para comandar o seu projecto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Avenida dos Aliados do século XXI a situação é diferente. O Porto perde um postiço, que era a calçada e que eram os jardins, para ganhar outro onde o desenho revivalista do seu mobiliário tenta museografar mais uma zona da cidade que, devido à sua localização estratégica e pela sua enorme carga simbólica, deveria ter uma linguagem mais do seu tempo que servisse de âncora ao normal desenvolvimento arquitectónico de uma cidade que congelou a sua imagem e a sua tipologia arquitectónica durante os já distantes séculos XVIII e XIX.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cumprimentos&lt;br /&gt;
Luís de Sousa&lt;br /&gt;
&lt;em &gt;&lt;a href=&quot;http://designuviar.blogspot.com/&quot;&gt;Designuviar&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Sat, 30 Dec 2006 17:53:35 -0500</pubDate>
</item>
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 <title>De: Cristina Santos - &quot;Demissão&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1390</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;&quot;&lt;a href=&quot;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&amp;amp;id_news=256166&quot;&gt;Fernando Almeida&lt;/a&gt; abandona a 31 de Dezembro o executivo municipal do Porto, onde detinha o pelouro da Cultura, anunciou esta sexta-feira o gabinete de comunicação da autarquia.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;&lt;strong &gt;Nota de TAF:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&amp;amp;ID=2012&quot;&gt;2007: Vladimiro Feliz vai ser o novo Vereador da CMP&lt;/a&gt; - &quot;O pelouro da Cultura e Turismo ficará a cargo do Vereador Gonçalo Gonçalves, que continuará, igualmente, a gerir o Desporto e a Animação da Cidade, através da presidência da PortoLazer.&quot;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/document/449218/484787.pdf&quot;&gt;O comunicado da CMP&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 16:45:31 -0500</pubDate>
</item>
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 <title>De: TAF - &quot;IVA a 5%&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1389</link>
 <description>&lt;p&gt;Por indicação de um leitor atento - Hoje o &lt;a href=&quot;http://dre.pt/pdf1sdip/2006/12/24901/00020379.PDF&quot;&gt;Orçamento de Estado para 2007&lt;/a&gt; traz boas novidades para a Reabilitação Urbana: IVA a 5% nas empreitadas de reabilitação urbana!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;&lt;strong &gt;Diário da República&lt;/strong&gt;, 1.ª série — N.º 249 — 29 de Dezembro de 2006 8626-(21)&lt;br /&gt;
Artigo 61.º - Alteração à lista I anexa ao Código do IVA&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;A verba 2.21 da lista I anexa ao Código do IVA, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 394-B/84, de 26 de Dezembro, passa a ter a seguinte redacção:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;«2.21 — As empreitadas de construção, beneficiação ou conservação de imóveis realizadas no âmbito do Regime Especial de Comparticipação na Recuperação de Imóveis Arrendados (RECRIA), do Regime de Apoio à Recuperação Habitacional em Áreas Urbanas Antigas (REHABITA), do Regime Especial de Comparticipação e Financiamento na Recuperação de Prédios Urbanos em Regime de Propriedade Horizontal (RECRIPH) e do Programa SOLRH, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 7/99, de 8 de Janeiro, &lt;strong &gt;bem como as empreitadas de reabilitação urbana, tal como definida no artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 104/2004, de 7 de Maio, nas unidades de intervenção das sociedades de reabilitação urbana e dentro das áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística&lt;/strong&gt;, e as realizadas ao abrigo de programas apoiados financeiramente pelo &lt;a href=&quot;http://www.inh.pt/&quot;&gt;Instituto Nacional de Habitação&lt;/a&gt;.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;PS:&lt;/strong&gt; A Cristina Santos lembrou, e bem, que o IVA reduzido para reabilitação já existe há algum tempo e que já &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/119&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; foi &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/147&quot;&gt;referido&lt;/a&gt; no blog. Julgo que a novidade agora será o alargamento do benefício a todas as obras na zona de intervenção da SRU, independentemente de estarem ou não integradas em programas do tipo &lt;a href=&quot;http://www.inh.pt/WebInh/menus_tpl.jsp?idmen=18&amp;amp;idpmen=3&amp;amp;idcon=18&quot;&gt;Recria&lt;/a&gt; ou similares.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 10:15:10 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Pedro Aroso - &quot;Ainda os bancos na Av. Aliados&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1388</link>
 <description>&lt;p&gt;Ainda a propósito dos bancos na Av. Aliados…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando em Junho vi as cadeiras presas ao chão por um cadeado, não resisti e lancei aqui na &lt;em &gt;&quot;Baixa&quot;&lt;/em&gt; &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/382&quot;&gt;um apelo ao Arq. Álvaro Siza&lt;/a&gt;, no sentido de repensar aquilo que na altura me pareceu um perfeito disparate. Com o tempo fui-me habituando e percebendo que, afinal, aquela solução tinha a sua lógica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao ver as &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1382&quot;&gt;fotografias&lt;/a&gt; dos bancos que recentemente foram lá colocados, tiradas pelo Carlos Romão, fiquei em estado de choque e não consigo encontrar as palavras adequadas para classificar aquela barbaridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Aroso&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 10:10:56 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Pedro Aroso - &quot;A devida homenagem&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1387</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20061229-lixo.jpg&quot; alt=&quot;Lixo no Porto&quot; title=&quot;Lixo no Porto&quot; /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não, isto não é Centro Histórico do Porto. Este é o cenário dos contentores da Praça D. Afonso V (entre o liceu Garcia da Horta e Av. Marechal Gomes da Costa). A fotografia foi tirada hoje, sexta-feira, dia 29 de Dezembro, por volta das 13:00.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Recordo, com saudade, o tempo em que o Porto era uma cidade limpa. Não posso, por isso, deixar de evocar o nome dos meus amigos Eng. Oliveira Dias e Eng. Orlando Gaspar, que durante anos foram os responsáveis pelo Pelouro da Limpeza da CMP e, publicamente, lhes prestar a devida homenagem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pedro Aroso&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 10:06:15 -0500</pubDate>
</item>
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 <title>De: Cristina Santos - &quot;Nuno Cardoso reactivo, Rui Rio passivo?!&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1386</link>
 <description>&lt;p&gt;Diz o Senhor &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1381&quot;&gt;Lopes&lt;/a&gt; que os participantes n&#039;&lt;em &gt;A Baixa do Porto&lt;/em&gt; não leram o &lt;a href=&quot;http://jornal.publico.clix.pt/&quot;&gt;Público&lt;/a&gt; e nisso deve ter razão, porque se algum dos cidadãos que aqui participam tivesse tido a oportunidade que o Sr. Lopes teve de ler a referida &lt;a href=&quot;http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1280905&amp;amp;idCanal=12&quot;&gt;notícia&lt;/a&gt;, com certeza que a mesma seria colocada &lt;em &gt;online&lt;/em&gt;, para todos os que não lêem jornais pudessem tomar conhecimento através do Blog.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A notícia é de facto importante e revela uma série de situações esquisitas. Em primeiro lugar ficamos a saber que o Engº Nuno Cardoso agora se dedica à imobiliária, mas dedica-se a esta actividade quanto a mim de forma ilegal.&lt;br /&gt;
Veja-se que:&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;«Nuno Cardoso disse ainda ao PÚBLICO que o facto de a empresa ter uma sede &quot;fantasma&quot; também não é irregular. &quot;As empresas são as pessoas. Não precisam de qualquer espaço&quot;»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a &lt;a href=&quot;http://www.imoppi.pt/stable/med_imo/declei2112004.html&quot;&gt;lei&lt;/a&gt; diz que o exercício da actividade de mediação imobiliária:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;«1 - As empresas de mediação imobiliária só podem efectuar atendimento do público em instalações autónomas, designadas por estabelecimentos, separadas de quaisquer outros estabelecimentos comerciais ou industriais e de residências.&lt;br /&gt;
2 - A abertura ou a alteração da localização dos estabelecimentos referidos no número anterior só pode ser efectuada após comunicação ao IMOPPI e cumpridas as obrigações estabelecidas no artigo 20.º»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo lugar os terrenos que Eng. Nuno Cardoso e sócios pretendem negociar foram doados pela CMP ao Salgueiros para construção de núcleo funcional de actividades desportivas. Ora, se tal não aconteceu, o povo do Porto tem direito a ser ressarcido, a doação tinha um objectivo, uma condição, se não foi cumprida o terreno tem que voltar para posse da CMP ou ser pago. Que faz a CMP que assiste à venda dos ditos e não reclama direitos sobre a doação? Acaso o contrato de doação não pressupunha uma contrapartida para a Cidade, não existia uma cláusula que garantisse o fim a que se destinava o Terreno? Rui Rio, que tanto aprecia as histórias de faca e alguidar, deixa que a cidade fique sem um terreno, sem obter qualquer contrapartida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;«Contactada pelo &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/12/29/porto/terreno_cedido_arca_dagua_tera_estad.html&quot;&gt;JN&lt;/a&gt;, a Câmara esclarece que, caso o proprietário dos terrenos não quiser construir o estádio, de acordo com o que está no PIP aprovado, &lt;strong &gt;pode entregar um novo projecto, respeitando o Plano Director Municipal que define a instalação obrigatória de um equipamento e estabelece um índice de construção de 0.8, bastante inferior à capacidade actual.&lt;/strong&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;Será verdade? E será que Manuel Pinto Teixeira, o Chefe de Gabinete de Rui Rio, já avalizou a alteração do projecto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;--&lt;br /&gt;
&lt;strong &gt;Nota de TAF:&lt;/strong&gt; independentemente das outras questões, julgo que a actividade em causa não será &quot;mediação imobiliária&quot; mas sim &quot;promoção imobiliária&quot;, o que tem condicionantes diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 09:47:44 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Encarnação - &quot;Tristes Comparações&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1385</link>
 <description>&lt;p&gt;Tenho lido com atenção e interesse a “&lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1384&quot;&gt;saga&lt;/a&gt;” &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1377&quot;&gt;comparativa&lt;/a&gt; de David Afonso. E é com pena que tenho de confessar não encontrar nenhum motivo de júbilo, alegria ou orgulho nos resultados das comparações. Só quem não nasceu, viveu e cresceu nesta cidade é que poderá estranhar que, decorridos tantos anos do 25 de Abril, a comparação entre as duas maiores cidades do país se cifre num resultado tão negativo para o Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem querer alimentar questões partidárias ou de “esquerdas e direitas”, pois não me revejo em nenhuma delas e, muito menos, em qualquer organização partidária, penso que não erro se afirmar que até à década de 90 o Porto era uma cidade em que pouco ou nada acontecia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembro-me de ser comum e geral o sentimento de que nos noticiários televisivos os acontecimentos do Porto tinham 3 minutos de exposição – quando eram muito, muito relevantes – ao passo que as incidências da vida da capital eram estendidas e dissecadas durante grande parte dos mesmos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembro-me de ser comum e geral a ideia de que qualquer artista ou profissional das artes tinha de “ir para Lisboa” se quisesse singrar e, principalmente, viver da profissão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembro-me de que, na minha faixa etária (tenho agora 37 anos) havia uma ideia presente de que pouco ou nada de interessante havia para fazer, ver ou ouvir. As vontades e expectativas de quem quisesse ser músico, pintor, escritor, actor, encenador, cineasta, ou qualquer outra profissão com estas relacionada, era sempre, e de raiz, censurada por pais, família e amigos, sempre com o argumento da necessidade de deslocalização para Lisboa ou para o estrangeiro e com a promessa (quase certeza) da fome e miséria para quem permanecesse nesta Invicta urbe.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 08:24:12 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: David Afonso - &quot;Porto-Lisboa&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1384</link>
 <description>&lt;p&gt;Vou insistir na comparação entre Lisboa e Porto. Estou para aí virado. Depois das &lt;a href=&quot;http://odoloeventual.blogspot.com/2006/12/bibliotecas.html&quot;&gt;bibliotecas&lt;/a&gt;, mais uns detalhes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;1.&lt;/strong&gt; Podia falar das quatro salas de espectáculo municipais de Lisboa (&lt;a href=&quot;http://www.egeac.pt/cinemasaojorge/&quot;&gt;Cinema São Jorge&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.teatromariamatos.egeac.pt/&quot;&gt; Teatro Maria Matos&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.teatrosaoluiz.egeac.pt/&quot;&gt;Teatro S. Luiz&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.egeac.pt/taborda/&quot;&gt; Teatro Taborda&lt;/a&gt;), mas depois da entrega em mãos do &lt;a href=&quot;http://www.rivoli.culturporto.pt/&quot;&gt;Teatro Municipal Rivoli&lt;/a&gt; a um empresário do entretimento lisboeta acho que não há mais a dizer. Não há termo de comparação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;2.&lt;/strong&gt; O &lt;a href=&quot;http://www.cm-lisboa.pt/&quot;&gt;site oficial da Câmara Municipal de Lisboa &lt;/a&gt;é legível, útil, informativo e plural (o PCP e o PS, na oposição, têm direito a link na primeira página do site). Qualquer cidadão – munícipe ou não – tem ali à mão uma série de ferramentas úteis. O &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/&quot;&gt;site oficial da Câmara Municipal do Porto&lt;/a&gt; é o que se sabe. Já agora, também se pode verificar como a Assembleia Municipal é diferentemente tratada no &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=449479&quot;&gt; Porto&lt;/a&gt; e em &lt;a href=&quot;http://www.am-lisboa.pt/&quot;&gt;Lisboa&lt;/a&gt;. Já era tempo de as actas, bem como outras informações, serem publicadas on-line. Não custa dinheiro, apenas vontade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;3.&lt;/strong&gt; É claro que estas diferenças só existem porque em Lisboa existe uma oposição a sério e no Porto, com excepção de Rui Sá (embora diminuído pela sua condição de ex-colaboracionista), a oposição é mais um part-time do que qualquer outra coisa. Como o PS não está a fazer o seu papel, Rui Rio vai ganhando por falta de comparência do principal adversário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;4.&lt;/strong&gt; Enquanto que por cá se substituem 67 árvores na granítica Avenida dos Aliados (e isto depois de uma longa &lt;a href=&quot;http://odoloeventual.blogspot.com/2005/09/o-adeus-s-rvores.html&quot;&gt;purga arboricida&lt;/a&gt;), em Lisboa a autarquia presenteia a cidade com &lt;a href=&quot;http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1280176&quot;&gt;29 mil flores e arbustos&lt;/a&gt;! Disto tenho inveja, muita inveja...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong &gt;5.&lt;/strong&gt; O Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, anunciou que o próprio estado central irá assumir &lt;a href=&quot;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=254562&quot;&gt; a reabilitação da Praça do Comércio e da frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e Stª Apolónia&lt;/a&gt;. O facto de ainda não se saber sequer quanto é que custará este favor à &lt;a href=&quot;http://www.baixapombalinasru.pt/&quot;&gt;SRU Baixa-Chiado&lt;/a&gt; não parece ter pesado na decisão do governo. Entretanto, a &lt;a href=&quot;http://www.portovivosru.pt/&quot;&gt;PortoVivo SRU&lt;/a&gt; continua a tentar pescar o apoio de privados para a reabilitação de uma cidade que, apesar de ser Património da Humanidade, não merece o apoio do estado central. É claro que disto a Câmara Municipal do Porto não tem culpa, mas também não devia deixar passar isto em branco. A desigualdade no envolvimento dos dinheiros públicos na reabilitação das duas baixas é demasiada injusta para que não se tome uma posição pública quanto a isso. Por cá também daria muito jeito que o Ministro Nunes Correia assumisse a reabilitação da escarpa ribeira ou a requalificação do eixo Mouzinho-Flores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;David Afonso&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;mailto:attalaia@gmail.com&quot;&gt;attalaia@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 19:46:36 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Valente - &quot;A imagem da cidade do futuro?&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1383</link>
 <description>&lt;p&gt;Meus amigos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenham paciência, mas é preciso muita, mesmo muita boa vontade, arrancada a ferros, para ser optimista nesta droga de país. As &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1382&quot;&gt;fotos de Carlos Romão&lt;/a&gt; testemunham como nenhum outro argumento o mau gosto aberrante, a parolice instalada na que outrora foi a mais bonita avenida do Porto. Já não basta a incompetência, agora também temos de engolir a pirosice em forma de bancos de jardim. Mas até onde é que isto vai chegar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há uma coisa que vos garanto, não será com o meu voto que Rui Rio subirá na carreira política. Para mim, nem para contínuo servia. Mas nesta terra de lambe botas bem pode chegar a 1º Ministro!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 18:53:16 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Carlos Romão - &quot;São provisórios ou definitivos…&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1382</link>
 <description>&lt;p&gt;… os bancos agora colocados na Avenida dos Aliados? &quot;Português suave&quot; não são. Devem ser definitivos, pois já o Jardim das Virtudes, há anos, e a Praça da Batalha, mais tarde, foram presenteados com anacronismos destes. Aqui contraria-se o fluxo de circulação e o movimento do olhar, semeando obstáculos, promovendo o desequilíbrio. De uma coisa tenho a certeza, não há projectista que valide tão triste ideia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20061228-aliados1.jpg&quot; alt=&quot;Avenida dos Aliados&quot; title=&quot;Avenida dos Aliados&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20061228-aliados2.jpg&quot; alt=&quot;Avenida dos Aliados&quot; title=&quot;Avenida dos Aliados&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 14:48:23 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Lopes - &quot;Sintomático&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1381</link>
 <description>&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://tonibler.blogspot.com/2006/12/post-para-consumo-local.html&quot;&gt;Post para consumo local&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
--&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://tonibler.blogspot.com/&quot;&gt;Lopes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
lopesnet@netcabo.pt&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;--&lt;br /&gt;
&lt;strong &gt;Nota de TAF:&lt;/strong&gt; parece realmente impossível como Nuno Cardoso &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?hl=en&amp;amp;lr=&amp;amp;c2coff=1&amp;amp;rls=GGGL%2CGGGL%3A2006-10%2CGGGL%3Aen&amp;amp;q=site%3Awww.porto.taf.net+%22Nuno+Cardoso%22&amp;amp;btnG=Search&quot;&gt;nunca foi referido&lt;/a&gt; aqui n&#039;A Baixa do Porto... ;-)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 13:11:10 -0500</pubDate>
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<item>
 <title>De: Rui Valente - &quot;O verdadeiro orgulho dos verdadeiros tripeiros&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1380</link>
 <description>&lt;p&gt;É &lt;a href=&quot;http://sports.lefigaro.fr/article_football_la_suprematie_de_porto_12912.html&quot;&gt;este&lt;/a&gt;, a par do vinho do Porto, o nosso único orgulho hodierno. O resto, câmaras com presidentes postiços que rezarão na história da cidade apenas pelos piores motivos, é para ir suportando até ao esquecimento final... Que a hora de partida seja breve e que os resíduos da mesquinhez rumem para bem longe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 13:07:33 -0500</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Francisco Oliveira - &quot;Salário dos Lixeiros da CMP II&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1379</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro Sr. &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1378&quot;&gt;António Alves&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiquei a saber que há ainda pessoas que são apologistas de que se pratiquem ilegalidades. E parece-me que o senhor não leu, como eu li e outros leram, que CMP pagou todo o subsídio logo que para tal teve autorização legal. E continua a pagar, só que os lixeiros não vão ter o aumento de salário que os outros funcionários públicos vão ter porque a Lei feita pelo PS assim determina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto a direitas e esquerdas, não me ofende considerando-me de um lado ou de outro, porque com a idade que tenho já aprendi que todos estão onde mais lhes convém.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saudações,&lt;br /&gt;
Francisco Oliveira&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;--&lt;br /&gt;
Nota de TAF: A minha &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/arquivo/2005_11_27_blogporto.htm#113348765470308489&quot;&gt;opinião&lt;/a&gt; sobre a questão da &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/arquivo/2005_12_18_blogporto.htm#113526258165401793&quot;&gt;legalidade&lt;/a&gt; é bastante diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 12:58:51 -0500</pubDate>
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 <title>De: António Alves - &quot;Salário dos Lixeiros da CMP&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/1378</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro concidadão, &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/1368&quot;&gt;Senhor Francisco Oliveira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O facto do governo e o Partido Socialista se comportarem de forma ainda mais lamentável que a Câmara do Porto em nada diminui a culpa desta na questão dos salários dos cantoneiros da &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/&quot;&gt;CMP&lt;/a&gt;. Foi a actual direcção da &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/&quot;&gt;CMP&lt;/a&gt; que, dum modo inqualificável, subtraiu, durante largos meses, cerca de 125 euros mensais ao orçamento familiar de trabalhadores com uma vida difícil e salários baixíssimos (400 a 600 euros). Só alguém que, para poder diariamente alimentar-se, nunca na vida teve que trabalhar (no sentido latino do termo) poderia ter tomado uma medida tão imoral. Foi uma medida típica duma certa direita anacrónica e provinciana que infelizmente ainda abunda cá pelo burgo. Estas mesquinhas e pequeninas visões do mundo são uma das principais causas do actual estado quase comatoso da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recomendo-lhe a leitura do &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=9bf31c7ff062936a96d3c8bd1f8f2ff3&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=0cb85848003c93a6a5d12cbb9edbebbb&quot;&gt;artigo&lt;/a&gt; que o ex-vereador Rui Sá então publicou, traçando um eloquente historial de toda esta questão. Já discordei e me irritei com várias medidas desta e doutras vereações. No entanto, aquando destes acontecimentos, pela primeira vez me envergonhei do tipo de pessoas que dirigem a minha cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que se defenda conscientemente aqueles em quem votamos ou apoiamos é até de louvar; solidariedades cegas de endogrupo parecem-me pouco construtivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os meus melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;
António Alves&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/61">2006-12-24</category>
 <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 09:18:07 -0500</pubDate>
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