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 <title>A Baixa do Porto - 2006-05-07</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28/all</link>
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 <language>pt</language>
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 <title>De: Rui Valente - &quot;Linha gratuita para os eléctricos da Baixa&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/255</link>
 <description>&lt;p&gt;Dependendo embora de comprovada viabilidade económica e da incontornável aceitação pelas partes envolvidas,  pessoalmente a &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/253&quot;&gt;proposta apresentada por F. Rocha Antunes para os eléctricos da Baixa&lt;/a&gt; agrada-me bastante. Estou convencido que também agradará a muitas mais pessoas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este nosso colega de blog lá  foi indicando (alertando) algumas das entidades que poderiam suportar o necessário investimento (como: CMP, STCP, METRO), deixando para os comerciantes interessados a iniciativa motriz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora aqui está mais uma óptima oportunidade para testarmos o feedback que tal &quot;dica&quot; irá ter próximo dos vários agentes com interesses e responsabilidades directas e indirectas no assunto. Aguardemos pois, para ver o efeito de mais uma ideia emanante da boa vontade de um cidadão e qual será a atenção e o aproveitamento eventual que os referidos agentes económicos e autoridades lhe vão dedicar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oxalá saibam aproveitar este ensejo para finalmente darem sinais aos portuenses de que começam  a retirar o algodão dos ouvidos e a aceitar opiniões dos cidadãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só quero ressalvar um aspecto: ao ritmo ultra-lento e desarticulado a que assistimos à restauração (aos &lt;strong &gt;remendos&lt;/strong&gt;, mais adequadamente) da Baixa do Porto  - nomeadamente na área habitacional e no reordenamento da circulação rodoviária - vai continuar a ser pouco visível o efeito de atracção a potenciais consumidores, mesmo com uma linha de eléctricos cómoda e funcional. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A menos que os elementos de lazer e comércio sejam verdadeiramente extraordinários (o que se afigura improvável)  as pessoas tenderão a fugir dos &quot;palácios&quot; rodeados de edifícios obscuros, mal cheirosos e em acelerado estado de degradação. Os oásis não costumam fixar populações. Haveria que ser ousado e não cair na estafada desculpa que andamos a ouvir desde sempre: &lt;em &gt;&quot;que não se fez mais e melhor por falta de dinheiro&quot;&lt;/em&gt;. Só faria sentido aceitar este argumento se paralelamente à falta de capital do Estado correspondesse o empobrecimento dos grandes capitalistas, e não é isso que tem acontecido. Logo, tem de se ir buscar o dinheiro onde ele está, e é aí (vá lá saber-se por quê!!!), que os sucessivos governos esbarram invariavelmente. Todos! Será falta de imaginação ou de coragem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Sat, 13 May 2006 14:24:07 -0400</pubDate>
</item>
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 <title>De: David Afonso - &quot;Ainda é natal no Porto&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/254</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20060513-poveiros.jpg&quot; style=&quot;float: left; margin-bottom: 5px; margin-right: 15px;&quot; alt=&quot;Poveiros&quot; title=&quot;Poveiros&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. É certo que «Natal é quando o homem quiser», mas a Câmara do Porto abusa. Este «mono» de natal sobrevive até Maio na Praça dos Poveiros. Sintoma de indigência e abandono? Claro que sim!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Mesmo ali ao lado, o jardim de S. Lázaro, que merecia melhor destino. O cenário é indigno: prostituição, chulos manhosos, jogo, tráfico, alcoólicos inveterados que partilham entre si o vinho de pacote comprado no Pingo Doce mesmo ali ao lado. Não é, em definitivo, um bom local para levar as crianças a brincar ou para namorar. Em contrapartida, é, à sua maneira, o jardim mais animado da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS: parece que o &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cciporto.com/pt/publicacoes/2003_indice.asp?txtID_tripeiro2003=99&quot;&gt;Tripeiro de Maio&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; será, nem de propósito, sobre os jardins do Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;David Afonso&lt;br /&gt;
attalaia@gmail.com&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br clear=&quot;left&quot;/&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Sat, 13 May 2006 14:11:49 -0400</pubDate>
</item>
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 <title>De: F. Rocha Antunes - &quot;Eléctricos na Baixa - revisto&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/253</link>
 <description>&lt;p&gt;Meus Caros,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que estão a ser implantados os carris que faltavam para completar o circuito entre as duas colinas vale a pena pensar em fazer mais do que se fez até agora, que é muito simpaticamente pôr eléctricos existentes a rolar e pronto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ligação entre a zona do Carmo e a Batalha pode ter uma importância considerável na utilização comercial e turística da Baixa. O percurso actual começa no Carmo, desce a Rua dos Clérigos, passa pela Praça da Liberdade em frente às Cardosas, sobe a Rua 31 de Janeiro /Santo António, vira para a Batalha e pára em frente ao funicular dos Guindais. Daí regressa à Batalha, continua por Santa Catarina até Passos Manuel, desce até à Praça D. João I, atravessa os Aliados em direcção à Praça Filipa de Lencastre e segue pela Rua de Ceuta até à Rua de José Falcão, virando para a Praça Guilherme Gomes Fernandes, seguindo até aos Leões e regressando ao local de partida no Carmo, em frente ao Piolho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O percurso circular permite criar um serviço de transporte público muito eficiente e fiável e que pode ser de enorme utilidade para o comércio. A facilidade de movimentação que este meio de transporte permite ao ligar a parte baixa e as partes mais elevadas, por um lado, e as estações de Metro dos Aliados e São Bento, por outro, bem como a utilização dos parques de estacionamento da zona dos Leões numa área de influência alargada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por esse razão, talvez valha a pena pensar em fazer com que esta linha circular seja gratuita, e o custo de exploração ser pago pelos comerciantes e empresas da zona beneficiada. O aumento das vendas e da mobilidade que esta linha de eléctricos poderá induzir facilmente justificam a existência de transporte gratuito em circuito fechado. Estamos a falar de uma área de influência que a pé, sem subidas nem descidas, permite ligar as duas ruas comerciais mais fortes do centro, a Rua de Santa Catarina e a Rua de Cedofeita, e potenciar as localizações comerciais intermédias, como a Rua de Sá da Bandeira, os Aliados e a Rua do Almada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que os eléctricos actuais, sendo charmosos, não cumprem as condições de acessibilidade, conforto e imagem que me parecem a mais adequada a uma intensa e franca entrada e saída de passageiros. Pode-se fazer um concurso de design para as carruagens, e revelar talentos como quando foi do concurso da Peugeot em que um jovem designer português ganhou o primeiro prémio, até à simples compra das carruagens existentes no mercado que apresentem a melhor relação de imagem, funcionalidade e preço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como estamos a falar de uma linha circular de pequena extensão, poder-se-ia, com um número reduzido de eléctricos, dotar a oferta de transporte de uma enorme frequência, para que os utilizadores confiassem e dependessem deste meio de transporte. E como parte da linha utiliza canal que não é acessível ao automóvel, poderá ser facilmente o meio de transporte mais rápido nesta área de influência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Associação de Comerciantes, a Câmara, a Porto Vivo SRU, os STCP e o Metro podem enquadrar este investimento. Os comerciantes interessados podem tomar a iniciativa de falar nisto. E nós podemos dar força aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Rocha Antunes&lt;br /&gt;
Promotor imobiliário&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Fri, 12 May 2006 19:55:58 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Jorge Ricardo Pinto - &quot;Memória&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/252</link>
 <description>&lt;p&gt;Recordo-me de &lt;a href=&quot;http://avenida-dos-aliados-porto.blogspot.com/2005/07/reunio-pblica-nos-jornais.html&quot;&gt;uma sala cheia&lt;/a&gt; na &lt;a href=&quot;http://www.feaa.pt/&quot;&gt;Fundação Engº António de Almeida&lt;/a&gt; em completa desobediência civil, sugerindo o levantamento das pedras cinzentas nas noites seguintes aos dias em que os pedreiros as colocavam, como resposta à abusiva &lt;em &gt;granitização sizentista&lt;/em&gt; dos nossos Aliados e da nossa “Praça” (como referiam simplesmente os dísticos dos desaparecidos carros eléctricos). Vamos lá a acordar toda essa massa adormecida (excepções à parte) e combinemos mais um dia e hora para novas manifestações de intenção, desta feita com consequências no terreno, correctas ou incorrectas politicamente. Não estaremos lá para criticar os autores do projecto, apenas o seu projecto que não é prioritário (porventura completamente desnecessário…), desrespeitador da memória da cidade, pouco democrático (ou nada…) no processo e contraproducente para a valorização da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num momento em que o mundo começa a acordar contra esta normalização que torna os espaços todos cinzentos, monótonos e, acima de qualquer outro defeito, todos iguais (veja-se o protesto madrileno, ou os projectos para Leça ou Vila do Conde), é apropriado evocar novamente esta memória, colectiva ou individual, de rebelião (como ocorreu na Invicta ao longo de todo o século de Oitocentos) ou de respeito por quem nos precedeu, pelos espaços que criam a identidade da cidade que se diz “Nação”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relativamente ao Rio “que ninguém pode parar”, de há muito que acho as águas deste rio se parecem a um charco turvo, gélido e pantanoso, arrefecendo uma cidade que definha de ano para ano e onde habitam um conjunto de sapos que temos de engolir periodicamente, como as constantes quezílias, que a um ritmo quase diário povoam as primeiras páginas dos jornais; como com o desaproveitamento e amesquinhamento de obras anteriores (algumas ainda abandonadas, como o “transparente”, outras entregues a custo quase simbólico a empresas privadas, como o Palácio do Freixo); como com as iniciativas “emblemáticas e corajosas” (porquê? para quê?), como a “erradicação” de arrumadores, a demolição de ilhas e expulsões de bairros sociais (sem debate de alternativas, nem avaliação ponderada das consequências); como com as guerras intermináveis e incompreensíveis em que todos perdem, seja a linha da Boavista (talvez para pagar o rali e as construções não autorizadas do Parque da Cidade?), seja o túnel de Ceuta (que em época eleitoral veio mesmo a calhar ao discurso provinciano e de mártir da malvada oposição e dos lisboetas!), seja com o campeão FC Porto, com o Público, com o Jornal de Notícias, com os trabalhadores a propósito das horas extraordinárias e com quem mais vier que não veja nele o iluminado e ouse algum dia criticá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sinceramente, estou farto destas operações de marketing, seja a propósito do retorno à Baixa, que nos pede para ver como ela já está bonita (onde?!); seja a propósito da Cidade da Ciência em que não se diz o que a Câmara fez nos últimos 5 anos pela dita, ou pelos patrocínios fantasma aos estágios universitários; seja pelo site do tipo norte-coreano e de tiques estalinistas ou hitlerianos de “domesticação forçada” (porque quem recebe subsídio da CMP não pode criticar a CMP!), curiosamente associados ao 25 de Abril e à celebração da liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É por isso que é fundamental que a &lt;strong &gt;cidade tenha memória&lt;/strong&gt; e quaisquer que sejam as alternativas, que entre elas se encontre quem se acredita poder fazer melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontremo-nos pois pela memória. Memória por um espaço público que não se deseja estático, mas respeitado; por uma identidade que não se deseja antiquada, mas perene; por uma cidade que não se deseja museu azedo (como escreveu José Gomes Ferreira), mas completa, na sua dimensão histórica, funcional e identitária.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Fri, 12 May 2006 19:50:35 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Cristina Santos - &quot;Finalmente a oposição socialista&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/251</link>
 <description>&lt;p&gt;Ao que parece o PS local está em debate interno devido a um recente desafio proposto pela lista que perdeu a Concelhia. Isto é uma excelente notícia, afinal nem tudo o que desaparece morre. Vamos então esperar pelos resultados, nomeadamente &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/11/porto/oposicao_interna_ps_quer_avaliar_aut.html&quot;&gt;deste repto&lt;/a&gt; de Avelino Oliveira:&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;«Avelino Oliveira diz recusar &quot;regedores locais&quot; e defende um &quot;novo ciclo&quot; que permita, por exemplo, ao PS/Porto tomar posição contra a &quot;holding empresarial&quot; em forja na autarquia.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É que, se pensarmos bem, o PS também foi eleito, também tem responsabilidades e sem oposição não há democracia.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Fri, 12 May 2006 19:45:29 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Cristina Santos - &quot;Desigualdades chocantes&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/250</link>
 <description>&lt;p&gt;Deixo aqui o &lt;a href=&quot;http://outra-face.blogspot.com/2006/05/excluso.html&quot;&gt;link de uma imagem&lt;/a&gt; da desigualdade na nossa cidade tirada por Carlos Romão do blog &lt;a href=&quot;http://outra-face.blogspot.com/&quot;&gt;Outra face da Cidade Supreendente&lt;/a&gt;. Para além de tremendamente chocante e realista, esta imagem traz de novo à ideia o problema da tuberculose na Cidade do Porto, a falta de acolhimento e tratamento para estes doentes, o facto de andarem nas ruas sós, sem força, sem possibilidade de trabalhar, sem máscara, na rua, com fome...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há estudos que alertam para o problema na Cidade, há estudos que revelam que não está controlado e que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos arriscando tornar-se um grave problema de saúde pública. Já aqui falei numa reportagem extensa que foi feita no verão do ano passado, em que as equipas de rua transportavam os doentes aos hospitais, lá eram medicados, enquanto aguardavam por atendimento esperavam nos corredores, quase sempre era uma luta para serem atendidos, no máximo permaneciam no hospital dois dias e regressavam aos seus abrigos num autocarro normal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os barracos que deixavam livres por morte «natural» eram imediatamente ocupados por outros doentes, que em breve cediam o posto em iguais condições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quase há um ano: os barracos e as tendas eram nas imediações do São João de Deus, mas nos próprios destroços do bairro, nessa data, já tinham sido criados condomínios a céu aberto, o resto das lajes dos blocos tinham paredes de chapa e divisões com cortinas, luz de velas e ocupantes, incluindo um casal que dos destroços da sua antiga casa refez um quarto onde dormiam com a filha....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que vai continuar muito mais tempo assim?&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Fri, 12 May 2006 12:17:39 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Paula Morais - &quot;Revoluções Urbanas&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/249</link>
 <description>&lt;p&gt;Caros participantes,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda sobre o tema que tem animado o debate neste blogue nos últimos dias, e para quem quiser saber mais sobre &lt;em &gt;“o que se sabe dos movimentos de descontentamento dos habitantes e, quando os houve, que reivindicavam eles”&lt;/em&gt;, das cidades em geral e ao longo de diferentes períodos da História, deixo aqui uma sugestão de leitura: o livro &lt;strong &gt;&lt;em &gt;“Por amor das cidades: conversas com Jean Lebrun”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, escrito em 1997 pelo historiador francês Jacques Le Goff (editado em português pela Editorial Teorema), principalmente as páginas 91-113 sobre &lt;em &gt;“O poder na cidade, o ideal da boa governação”&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paula Morais&lt;br /&gt;
Arquitecta&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Fri, 12 May 2006 06:40:08 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: TAF - &quot;Notícias&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/248</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20060512-aeroporto2.jpg&quot; alt=&quot;Aeroporto&quot; title=&quot;Aeroporto&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=9369737627c30a3e98da86ce26a61c2d&quot;&gt;Ryanair lança nova rota a partir do Porto em Novembro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=f6fa975361cfccc02b55c49305ff2bed&quot;&gt;(Re)entrada do Batalha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&amp;amp;ID=1786&quot;&gt;Porto com rede sem fios de alta capacidade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=c20ad4d76fe97759aa27a0c99bff6710&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=b9b1f4894deb3b91c6bee4639c83d171&quot;&gt;Centro Nacional de Cultura vai promover a «Festa na Baixa»&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/11/porto/festa_baixa_apresenta_eventos_tercei.html&quot;&gt;&quot;Festa na Baixa&quot; apresenta 150 eventos na terceira edição&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://dn.sapo.pt/2006/05/11/cidades/centro_nacional_cultura_animar_a_bai.html&quot;&gt;Centro Nacional de Cultura vai animar a Baixa do Porto&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/11/porto/metade_agua_comprada_e_perdida.html&quot;&gt;Metade da água comprada é perdida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/11/porto/leilao_arvore_rendeu_mais_300_euros.html&quot;&gt;Leilão da Árvore rendeu mais de 300 mil euros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=233394fbc0ece073720543d730923d2b&quot;&gt;Regulamento de Publicidade, Propaganda Política e Eleitoral: PCP compara Rio com Jardim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;amp;sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&amp;amp;subsec=&amp;amp;id=c3848425acf781496bc4f8feef1cdaea&quot;&gt;El Corte Inglés e Adeturn aliaram-se para promover o turismo na Região&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/12/norte/afinal_cria_empregos.html&quot;&gt;Afinal IBM cria 40 empregos&lt;/a&gt; - Os &lt;a href=&quot;http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=164650&quot;&gt;cenários fantasiosos&lt;/a&gt; já são um hábito na nossa terra...&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/12/porto/rivoli_precisa_estrutura_gestora.html&quot;&gt;&#039;Rivoli precisa de estrutura gestora&#039;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/12/porto/porto_lazer_comecar_a_funcionar_aind.html&quot;&gt;Porto Lazer vai começar a funcionar ainda este ano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/12/porto/obras_aliados_tribunal.html&quot;&gt;Obras nos Aliados em tribunal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2006/05/12/porto/uma_casa_banho_ar_livre_s_lazaro.html&quot;&gt;Uma casa de banho ao ar livre em S. Lázaro&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; À atenção das autoridades - &lt;a href=&quot;http://www.afinworld.com/pt/negocio.htm&quot;&gt;onde é que eu já ouvi falar de negócios deste estilo?&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;PS 2:&lt;/strong&gt; Parece que a minha pontaria estava afinada - &lt;a href=&quot;http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=681498&amp;amp;div_id=291&quot;&gt;MP de Cascais investiga outra empresa&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20060512-aeroporto.jpg&quot; alt=&quot;Aeroporto&quot; title=&quot;Aeroporto&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Thu, 11 May 2006 20:05:46 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Valente - &quot;Obras e responsabilidades&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/247</link>
 <description>&lt;p&gt;Senhor &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/244&quot;&gt;Luís Bonifácio&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode crer que também aprecio a correcção, mas prefiro o rigor. Parecem sinónimos mas não são. Se fizer questão, posso noutra altura indicar-lhe onde encontro as diferenças. Contudo, não vou debater consigo o pormenor da hora e do dia de determinados factos. Se foi fulano ou beltrano, que disse esta ou aquela frase ou se esta última foi interrompida e distorcida por um espirro de cicrano ou por uma rajada de vento. Isso, e os motivos que levaram à realização de obras medíocres e perigosas, no contexto da história de um país não passam de &lt;em &gt;faits divers&lt;/em&gt; onde se investe de acordo com as conveniências das partes interessadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que lhe posso dizer é que, ao longo de 32 anos, estou saturado de ler e ouvir todo o tipo de argumentos para desculpar o fracasso dos nossos governantes em todas as linhas. Estou farto, é o termo. Desculpe, mas a minha correcção não chega ao extremo de procurar outro adjectivo mais dócil, porque farto é a que melhor encaixa neste cenário.  Repare bem, não estou a dizer-lhe que sou pessimista, que estou enervado, que só consigo ver filmes a preto e branco ou que sou derrotista. Estou-lhe a dizer simplesmente que estou farto de políticos incompetentes e aldrabões e que lamento não dispor de poderes para os meter na ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sabe porquê? Porque durante todo este tempo não tenho na memória &lt;strong &gt;um único ministério&lt;/strong&gt;, nos sucessivos governos até aos dias de hoje, de cuja eficácia ainda estejamos a retirar benefícios relevantes. Passaram a vida a fazer e desfazer, a começar sem nunca acabar uma política de reformas e o resultado é o que se vê.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje mesmo podemos ler no jornal &quot;Público&quot; uma notícia reveladora do marasmo do Estado (se calhar muito conveniente) no que respeita a reformas. &lt;strong &gt;Só agora&lt;/strong&gt; entrou em discussão pública a proposta de redacção do novo Código dos Contratos Públicos, para condicionar a sobrevalorização das adjudicações e das obras a mais. Isto dirá tudo, ou ainda não?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para terminar, espero que o meu amigo não integre o clube daqueles que atribuem a culpa da morte nas nossas estradas apenas à irresponsabilidade dos condutores ou ao álcool e se esqueça das ratoeiras fatais resultantes da péssima construção das estradas, da falta de sinalização ou da total ausência de cantoneiros para as limpar. Esse é outro disco de cuja melodia ainda não me deixei (apesar dos constantes branqueamentos) seduzir. Pode estar seguro que, se pudesse, não eram só os condutores inconscientes que puniria, mas também certos dirigentes das estradas nacionais que a coberto de múltiplas entidades como a  JAE, DGE, DRE, etc, etc, se refugiam para camuflar as suas responsabilidades, incluindo as da morte de muito bom condutor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, para não me alongar mais, é isto que se me oferece responder às incorrecções que apontou ao meu comentário sobre a IP5 e a A4. Não altero uma vírgula a  tudo o que escrevi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Thu, 11 May 2006 18:02:52 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Valente - &quot;Crítica e carácter&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/246</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/243&quot;&gt;Rocha Antunes&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apraz-me registar que se sente preparado para aceitar democraticamente opiniões diferentes das suas, ainda que condicionadas por tons e estilos que lhe sejam mais ou menos simpáticos, mas isso, meu amigo, é afinal aquilo que torna os debates vivos e envolventes. Chama-se: diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Daí resulta que, concordando em parte com a ideia que tem acerca dos &lt;em &gt;&quot;julgamentos que fazemos dos actos públicos e da extrapolação para coisas mais complicadas, como o carácter das pessoas, etc.&quot;&lt;/em&gt;, deve saber muito bem que, a partir do momento que alguém se candidata a um cargo público, passa a ficar mais exposto e a recolher tudo o quanto isso tem de negativo mas também de positivo. E concordará certamente que dessa realidade não é apenas a competência que as pessoas avaliam com toda a legitimidade, é também e implicitamente o carácter de quem a personifica.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O exemplo que dá do TAF por ter &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/237&quot;&gt;referido&lt;/a&gt; &lt;em &gt;&quot;que a Câmara não tinha um Presidente à altura&quot;&lt;/em&gt;, pode como diz, não acrescentar ou melhorar nada, mas também não essa a sua função, nem a sua, ou a minha, caso contrário estaríamos ingloriamente a exercer as tarefas do próprio Presidente. Não será assim? Além disso Rui Rio, como sabe, não é exactamente o tipo de pessoa que goste que lhe indiquem caminhos e é por essa razão que considero um desperdício as dicas e sugestões que aqui são apontadas por muitos cidadãos para resolver os problemas do Porto quando se sabe que ninguém de direito lhes dá ouvidos. Rui Rio é um homem feito, tem responsabilidades acrescidas e a obrigação de se saber orientar. Se não sabe, que tenha a dignidade de se demitir.  Não pode, é ser tratado como se fosse um  toxicodependente a quem a sociedade deve conceder todas as oportunidades para se regenerar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não espero que concorde comigo, mas há-de convir que a margem de tolerância que temos dado aos políticos em geral tendo sido excessiva, e é talvez essa a razão principal que nos tem mantido no buraco em que estamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Thu, 11 May 2006 16:48:13 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Cristina Santos - &quot;Cada portuense é potencial revolucionário&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/245</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20060511-mar.jpg&quot; alt=&quot;Mar&quot; title=&quot;Mar&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cá por mim acho que em cada 10 portuenses, 6 apresentam um enorme potencial revolucionário – a própria cidade se configura numa predisposição guerrilheira, a cada esquina um grafiti, em cada quarteirão 3 sentidos proibidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cidade ferve logo de manhã, tenta-se chegar ao emprego contornando os congestionamentos de trânsito, e não se consegue contornar o quarteirão - não há sentidos alternativos. Num acto de desespero desrespeitam-se prioridades e regras de trânsito, não tarda muito o condutor de trás apita e ameaça sair do carro com um bastão para nos ensinar a conduzir – uma troca de acenos – e já soltamos a camisa das calças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegados ao destino temos o tradicional encontro com a gárgula de serviço, também ela revoltada com as desigualdades sociais e pouco disposta a aceitar que só temos 50 cêntimos para o parquímetro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece que se passaram 2 horas e afinal ainda são nove da manhã, já há alguns sacos de lixo na rua e o próximo cliente é um revoltado típico, que fala alto e esgrime possibilidades sem argumento, ao bom estilo portuense.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tomamos o café pela manhã na pastelaria da esquina onde os empregados gritam uns aos outros e não agradecem o pagamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Almoçamos na churrasqueira cheia de fumo em 15 minutos, não dá para fazer sala - apesar de parecer um canastro, o aluguer do estabelecimento é caro, e o patrão não se pode dar ao luxo de perder os clientes que aguardam de pé.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos para o jardim ler o jornal, não há uma só notícia que reconforte o nosso estado de espírito, as pessoas são indelicadas, pouco familiares e usam e abusam de um vocabulário agressivo que ostentam como marca registada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Porto é uma cidade enervante, as desigualdades criam atritos entre uns e outros, não há conforto nem desfrute, a luta é constante. Pegamos no carro para ir para casa e a gárgula garante – até amanha Sô Doutor – chegamos à garagem o vizinho quezilento pôs outra vez o carro no limite do estacionamento, é melhor não dizer nada que o homem parece uma central nuclear.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegamos a casa subimos ao 3º andar e já ouvimos os irritantes sons do andar vizinho, o condomínio não trata do prédio e já não é agradável viver ali, das traseiras temos um cenário de telhados ultra brilhantes cobertos de telas e logradouros em ruína, e continuamos a pagar uma valente prestação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste campo de minas ainda só são 9 horas não há tabaco, pegamos no carro outra vez para procurar o café mais próximo, vamos todos despenteados, com olheiras e o dono encara-nos com receio de algum problema, afinal nenhum comércio se mantém aberto nas redondezas - um comércio fixo e pequeno é o alvo fácil da revolta que emana do agravar das desigualdades sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cada dia que passa pensamos que isto não pode continuar assim, quando não nos acontece esta situação a nós, acontece a alguém que com nós se relaciona e apanhámos por tabela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isto 6 em cada 10 pensam todos os dias em revoltar-se, se não é contra a Câmara é contra o vizinho, contra o condutor abusado, contra o homem das cargas e descargas...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa potencialidade esté em vias de aumentar e ser mantida nas gerações futuras, os jovens dos bairros e zonas degradadas não conseguem integrar-se em postos de trabalho, sem nada para fazer tendem a tornar-se revolucionários em causa própria – há sempre desses revolucionários para ajudar à manifestações mesmo que não sejam convidados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto fazer uma revolução no Porto é facílimo, basta tocar nos pontos certos e depois seria até difícil conter os tentáculos dessa revolução, não acho é que seja necessariamente por aí, pelo menos para já. Mas que potencial existe - isso é inegável.&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Thu, 11 May 2006 10:10:06 -0400</pubDate>
</item>
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 <title>De: Luís Bonifácio - &quot;A propósito das IP&#039;s&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/244</link>
 <description>&lt;p&gt;O &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/242&quot;&gt;comentário de Rui Valente&lt;/a&gt; sobre a construção da IP4 e IP5 não é correcto.&lt;br /&gt;
Ambas as estradas foram projectadas no final dos anos 70 e a sua construção iniciou-se em 1982, quando Ferreira do Amaral nem pensava em ser ministro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É fácil hoje em dia criticar a construção destas e outras obras públicas, mas na primeira parte dos anos 80, Portugal vivia uma situação de ruptura financeira permanente, não havia dinheiro para quase nada, a dívida externa era enorme para a capacidade económica de então.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ter conseguido construir estas duas estradas nesse tempo, só por si foi um feito! Não havia dinheiro para mais e ninguém pensava que algum dia o tráfego cresceria mais de 7 vezes para justificar uma Auto-Estrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era fundamental ter construído estas duas estradas nessa altura, pois as estruturas anteriores impediam o desenvolvimento económico do país e estrangulavam completamente a capacidade exportadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As estradas não eram perfeitas. Não eram, mas aquelas que foram substituídas foram construídas por Fontes Pereira de Melo quando o automóvel não existia, e já tinham perdido o nome de estradas havia muito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;NOTA 1: Os camiões TIR só derretiam os travões porque os camionistas não estavam para ter o trabalho de ligar o redutor (Obrigatório para descidas de elevada inclinação). A mesma situação acontecia em Espanha na Estrada de Verin-Puebla de Sanabria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;NOTA 2: Guterres nunca falou em &quot;Oásis&quot;. O termo &quot;Portugal é um Oásis&quot; é do Ministro de Finanças de Cavaco Silva - Braga de Macedo, carinhosamente conhecido por &quot;Adiantado Mental&quot;.&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Wed, 10 May 2006 20:47:51 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: F. Rocha Antunes - &quot;Praça da Liberdade&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/243</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/242&quot;&gt;Rui Valente&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Tiago concebeu este blogue de forma inovadora e única. E este espaço é bem mais importante do que nós, os que já nos habituámos a vir aqui, pensamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A importância que tem vem precisamente da sua forma de funcionamento: o blogue aberto mas com um moderador, a maior parte das vezes participante, mas sobretudo moderador invisível, que não publica automaticamente tudo o que lhe aparece no &lt;a href=&quot;mailto:pdm@etc.pt&quot;&gt;pdm@etc.pt&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As cidades estão numa profunda mutação, reflectindo as alterações dramáticas que a sociedade está a ter. O espaço público, a praça, deixou há muito de ser o espaço de exercício de cidadania e é nos media que a cidadania existe e se pratica. E espaços livres e abertos à participação são ainda escassos. Por isso este blogue é, para mim e para muitos, a nova Praça da Liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, caro Rui Valente, não se acanhe que a mim, pelo menos, não melindra nada. E a quem se melindrar recomende que lhe passe depressa. Claro que cada um de nós é responsável pelo tom e maneira que usa a comunicar, e quando se é mais agreste corre-se o risco de se perder leitores. Mas nada mais do que isso. Não deixe que se faça confusão entre a opinião e a pessoa. Eu posso ter razão poucas vezes e uma vez dizer alguma coisa muito acertada. E essa coisa acertada é a que fica, o resto felizmente é esquecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que devemos sempre julgar os actos públicos das pessoas que governam a cidade em nosso nome mas resistir a extrapolações definitivas sobre coisas mais complicadas como o carácter, a saúde mental ou a inteligência, para não falar dos juízos de intenção. E podemos ser implacáveis no juízo de actos preservando as pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu acredito na força regeneradora da crítica ou, se preferir, naquilo que se costuma vulgarmente designar por crítica construtiva. Mas acredito que há limites que nunca se devem ultrapassar, sob pena de se perder eficácia crítica. E como acho muito importante a crítica eu tento nunca os ultrapassar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo, o Tiago referiu, na nota que fez ao meu &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/237&quot;&gt;último post&lt;/a&gt;, que a Câmara &lt;em &gt;“não tem Presidente à altura, nem nada que se pareça”&lt;/em&gt;. É o tipo de opinião que sendo totalmente legítima, e não duvido que sentida, é completamente inútil. Porque o mesmo de pode dizer de quase tudo o não funciona no Porto, sejam promotores imobiliários, taxistas, arquitectos, cidadãos, educadores de infância, fãs de futebol, jornalistas. E não acrescenta nada que ajude a melhorar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cabe a cada um de nós trazer para aqui o que sente sobre o Porto, a Baixa e tudo o que os afecta, com  o seu optimismo, o seu cepticismo, a sua angústia, a sua perplexidade ou, o que é infelizmente mais escasso, o seu trabalho e as suas ideias para melhorar um pouco o Porto. Mas somos todos cidadãos desta Praça da Liberdade. Iguais e livres. E para defender isso, até eu alinharia em bem mais do que uma manifestação. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Rocha Antunes&lt;br /&gt;
Promotor imobiliário&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS. &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/241&quot;&gt;Zé&lt;/a&gt;, eu &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/235&quot;&gt;escrevi&lt;/a&gt; que não alinho em manifestações. Mas fui tomar o meu café ao &lt;a href=&quot;http://www.cafeguarany.com/&quot;&gt;Guarany&lt;/a&gt; como faço muitas vezes.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Wed, 10 May 2006 17:41:41 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Valente - &quot;O Porto, pode esperar???&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/242</link>
 <description>&lt;p&gt;Confesso que hesitei um bocadinho antes de redigir este post. É que começa a tornar-se para mim desconfortável oferecer o  meu contributo neste espaço de opinião sem evitar confrontações e sobretudo sem melindrar ninguém. Não é isso que quero, de todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A livre opinião é quanto a mim a única grande herança do 25 de Abril de que todos nos podemos regozijar. O resto, os escassos vestígios de modernidade que temos, no pós Estado Novo, devem-se mais depressa a uma utilização inevitável mas deficiente dos fundos europeus do que à dinâmica da sociedade civil. Não quero ser maçador, por isso me coibirei de dar demasiados exemplos (que os há), mas citarei apenas o exemplo das estradas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fizeram-se muitas é verdade, mas de péssima qualidade. Pior do que isso, dada a nossa mentalidade pequenina, elogiaram-se essas obras! Só para refrescar a memória de alguns, recordarei a IP 5 e a comparação feita nessa época (entre 89 e 90 e tal) a Ferreira do Amaral como sendo &lt;strong &gt;o novo Marquês de Pombal&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto foi dito e escrito, à medida que ali começavam a morrer como tordos muitos condutores e os camiões TIR  derretiam os travões como se fossem manteiga. Mesmo com os protestos de algumas associações e entidades, a obra prosseguiu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pior ainda, passados poucos anos construiu-se a A4 para Vila Real com resultados mais desastrosos. Triplamente pior, ao fim de pouco mais de uma dezena de anos retomaram-se as obras na IP5 (ainda em curso) na tentativa de corrigir as asneiras do até então &quot;iluminado&quot; ministro gastando um balúrdio, muitas vezes mais do que seria necessário caso a referida empreitada tivesse sido logo encarada com o discernimento e a ambição adequadas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora bem. Fui buscar este exemplo das estradas, não propriamente para o evocar, mas apenas para alertar para experiências anteriores de que foram protagonistas &lt;strong &gt;alguns políticos&lt;/strong&gt; com a conivência de um opinião &quot;publicada&quot; tão condescendente quanto suspeita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pessoalmente cheguei a questionar-me se os meus neurónios estariam de perfeita saúde ou se andaria a precisar de óculos para ver nas referidas estradas a qualidade que tantos lhe apontavam (principalmente o governo) e eu não era capaz de ver.  Fiquei igualmente espantado no tempo de Guterres com o famigerado &quot;Oásis&quot;. Lembram-se? Eu não conseguia descobri-lo, mas que se fartaram de falar dele, lá isso fartaram. Perante tamanho desajustamento entre o que lia e ouvia e o que a minha capacidade crítica deixava ver, decidi definitivamente orientar-me, apenas e só, por mim próprio. Era mais seguro!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumindo: desculpem-me os que possam sentir-se afectados, mas tenho uma tremenda dificuldade em compreender quem, depois de tanta inoperância, ainda espera acções de relevo da administração Rui Rio. Desculpem-me, mas não consigo compreendê-los numa perspectiva do que deve ser a actividade de um autarca. Observar à lupa algumas boas iniciativas, mas avulsas, é como fazer um exame psicológico às qualidades escondidas de um criminoso. Lá no fundo, no fundo, sempre acabará por se encontrar algo de positivo na sua personalidade! A comparação pode ser um tanto dura, mas não será um pouco similar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A concepção deste blog, o esforço do TAF, só pode merecer a gratidão de todos os que gostam e se interessam pelo Porto e pelos seus problemas, mesmo daqueles que não sendo de cá (como é o caso da Arqª. Paula Morais), se empenham em dar o seu melhor. Mas, como o TAF bem sabe, não acredito que seja apenas através do nosso manifesto aqui reproduzido que poderemos mudar alguma coisa. O problema é demasiado grave para nos darmos ao luxo de esperar que as coisas se resolvam apenas pela iniciativa isolada de cada um ou através da sua ocupação profissional. É preciso despertar e mobilizar a sociedade local.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde os meus primeiros momentos de participação neste Blog, continuo a pensar que só um grande movimento cívico, uma manifestação maciça (agora sou eu quem vai provocar anticorpos), é que nos pode fazer recuperar tanto tempo de indolência na nossa cidade. Eu também não aprecio multidões, mas não me importo de abdicar pontualmente desse meu capricho pequeno burguês se servir para acordar a população. Não se esqueçam dela, porque é a parte mais importante dos nossos problemas. E a população não somos só nós, os da Internet. Se assim fosse, provavelmente estaríamos aqui a discutir outros problemas, mais condizentes com um país próspero e civilizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Valente&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Wed, 10 May 2006 13:13:42 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Pulido Valente - &quot;Olá Francisco&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/241</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/235&quot;&gt;Francisco&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dizes que o R.R. está a trabalhar melhor. Admito que sim no que ao arrumar da casa diz respeito se viermos a verificar que as medidas que estão para ser tomadas servem a cidade e os cidadãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto não servirá de muito, no que à gestão do território diz respeito, que essas remodelações sejam feitas se a CMP continuar a ir contra o seu programa eleitoral aprovando aquilo que o anterior presidente pretendeu aprovar. De certo reparaste que ultimamente têm sido licenciados empreendimentos que contrariam o PDM actual (e o anterior nos casos em que este ainda se aplica).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &quot;estratégia&quot; é, exactamente a de um bom gestor de negócios, empresário, etc.: escolhe-se a solução que envolva menos perdas de dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora na gestão do património não se pode agir dessa forma. Há que considerar outros valores - para além do obrigatório cumprimento da lei - e é necessário saber que não há dinheiro que pague uma escolha que destrua o património ou que reduza o seu usufruto digno e correcto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, parece, as medidas de reorganização interna devem ser acompanhadas de opções que garantam uma gestão correcta e legal do património que está entregue nas mãos destes nossos gestores. Os autarcas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Em Novembro não te vi. Saíste mais cedo? Eu cheguei mais tarde porque admiti que &quot;à portuguesa&quot; as coisas iam começar com meias horas de atraso. Manifestações que não aguentam um par de horas não são nada.)&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/28">2006-05-07</category>
 <pubDate>Wed, 10 May 2006 12:52:51 -0400</pubDate>
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