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 <title>A Baixa do Porto - 2008-04-27</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131/all</link>
 <description></description>
 <language>pt</language>
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 <title>De: António Alves - &quot;O Centro de Comando Operacional (Ferroviário) do Porto&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3918</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20080503-contumil.jpg&quot; alt=&quot;Centro de Comando Operacional&quot; title=&quot;Centro de Comando Operacional&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Local: Contumil&lt;br /&gt;
Arquitecto: Paulo Calapez&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Índices Construtivos CCO do Porto:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Área de lote 10 388 m2&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Área bruta de construção 2816 m2&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Número de pisos 3&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Volume de construção 21 600 m3&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Área bruta de implantação 1507 m2&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Área de impermeabilização 2595 m2&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Sat, 03 May 2008 14:31:04 -0400</pubDate>
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 <title>De: TAF - &quot;Do Alto da Fontinha&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3917</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20080503-fontinha.jpg&quot; alt=&quot;Vista do Alto da Fontinha&quot; title=&quot;Vista do Alto da Fontinha&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 20:50:22 -0400</pubDate>
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 <title>De: António Alves - &quot;Do Porto&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3916</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3913&quot;&gt;Miguel Alves&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem razão em muito do que diz mas faz uma confusão: confunde o município de Lisboa com a ‘Lisboa’ a que normalmente nos referimos. Lisboa não se limita ao seu município central, tal como também o Porto, e todos nós o sabemos muito bem. Todos sabemos que os anacrónicos limites municipais já não reflectem a realidade socioeconómica há décadas. Lisboa, tal como o Porto, são hoje cidades região com mais de 2 milhões de habitantes. E é disso que falamos. E é também indesmentível que a cidade região Lisboa tem sido, também há décadas, claramente beneficiada no que concerne a investimento por parte do Estado Central. Só por ignorância ou má fé se poderá sustentar o contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há quem em Lisboa sonhe com uma &lt;a href=&quot;http://bravosdopelotao.blogspot.com/2008/04/prof-paulino-pereira-inst-sup-tcnico.html&quot;&gt;mega região&lt;/a&gt;, com 5 milhões de habitantes, para poder ‘competir’ com as outras grandes cidades europeias. Todos sabemos que com uma população em decréscimo como a portuguesa esse objectivo só poderá ser concretizado desertificando e arruinando o resto do país. Obviamente, também não é líquido que os lisboetas ganhem alguma coisa com isso. É que o PIB não mede tudo, e às vezes nem sequer a riqueza económica real.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem toda a razão também quando afirma que a Norte só se ouve o Rui Moreira a manifestar-se contra as megalomanias da ‘megalisboa’. Infelizmente, no que respeita a políticos e representantes eleitos pelo Norte isso é verdade. Compete-nos a nós correr com eles e se calhar eleger Rui Moreira e outros como ele. Quanto ao Estado Central acrescento-lhe pelo menos mais duas funções: Segurança Social única (sem limitar a capacidade dos cidadãos construírem sistemas complementares independentes), na esteira das já clássicas recomendações do Relatório &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Henry_Beveridge&quot;&gt;Beveridge&lt;/a&gt;, tal como o Serviço Nacional de Saúde. Mas apelar à municipalização não me parece a solução. Seria de todo inviável. Já não estamos na Idade Média. A solução só pode ser uma rede supra municipal que inclua cidades que se complementam e os seus &lt;em &gt;hinterlands&lt;/em&gt;. A minha é a autonomia regional já experimentada tanto na Madeira como nos Açores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece-me que há uma confusão quanto à minha referência ao “&lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3898&quot;&gt;1 milhão de habitantes&lt;/a&gt;”. É apenas um comentário irónico ao facto de &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3897&quot;&gt;Hélder Sousa&lt;/a&gt; afirmar que em Lisboa havia pelo menos mais do dobro dos dois milhões do Porto e como tal dar “para aí dois &lt;em &gt;Movimentos Autonomistas&lt;/em&gt;”. Foi ele que viu um milhão a mais em Lisboa e não eu. :-)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só mais uma coisa: a cidade de Lisboa – e aqui refiro-me ao município central - pode até dispensar a Câmara. Só para não recuar mais no tempo lembro-lhe a &lt;a href=&quot;http://dn.sapo.pt/2008/04/17/cidades/camara_evita_votar_nomeacao_judice.html&quot;&gt;empresa pública&lt;/a&gt; recentemente criada pelo Governo para gerir a &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=90632&quot;&gt;requalificação da margem ribeirinha&lt;/a&gt; que vai ser dirigida por um &lt;a href=&quot;http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=257877&quot;&gt;advogado&lt;/a&gt; que em tempos afirmou que o Estado devia recorrer sempre a um conjunto de escritórios de advogados previamente seleccionados, entre os quais, obviamente, se incluiria o dele. São as velhas oligarquias centralistas em todo o seu esplendor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os meus melhores cumprimentos e seja sempre bem-vindo à discussão.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 11:42:02 -0400</pubDate>
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 <title>De: F. Rocha Antunes - &quot;Continuando com o exemplo de Barcelona&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3915</link>
 <description>&lt;p&gt;Concordo que Barcelona é um exemplo que deveríamos seguir aqui no Porto. Não é pior sabermos quais são os preços que se praticam no actualmente deprimido mercado de habitação. Vale a pena espreitar a lista de oferta &lt;a href=&quot;http://www.pisobarcelona.com/default2.asp?Opcion=QuieroComprar&amp;amp;Idioma=&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. A amplitude de valores praticados é elucidativa da diversidade. Mas os valores mostram a distância que a nossa economia está daquela.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 11:10:55 -0400</pubDate>
</item>
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 <title>De: Hélder Sousa - &quot;O Sexo e os Anjos&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3914</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3900&quot;&gt;Francisco&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não faz parte dos meus princípios concordar com um temível especulador imobiliário, mas às vezes, a discutir o sexo e os anjos (prefiro assim, em separado) conseguimos entender-nos melhor. O sexo e a cidade também é um bom tema e bem mais relevante para o âmbito deste blogue. A economia que tem culpa nenhuma, mas quanto aos economistas que a usam para fazer contabilidade, isso aí já é outra questão. Mas como não vale a pena entrar tão cedo nessa noite escura (eu sei, soa familiar!), continuaremos esta discussão devidamente acompanhados por uma colheita alentejana. Pode ser?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cara &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3899&quot;&gt;Cristina&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não quis retirar as culpas ao Governo/Estado, mas também não me parece honesto aligeirar as responsabilidades – que, sinceramente me parecem maiores neste caso – de quem governa localmente. E já agora vou ignorar a referência aos sindicalistas: para além de ser, no mínimo, completamente desnecessária, nenhum sindicalista gostaria de se parecer comigo. Um senhor de idade da minha aldeia costumava dizer que para se ser um bom paroquiano, bastava pensar como tal: tudo o resto surge naturalmente!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hélder Sousa&lt;br /&gt;
assumido em muitas coisas, noutras nem por isso!&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 11:03:47 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Miguel Alves - &quot;De Lisboa&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3913</link>
 <description>&lt;p&gt;Não deixa de ser curiosa a alusão às dívidas da &lt;a href=&quot;http://www.cm-lisboa.pt/&quot;&gt;CM de Lisboa&lt;/a&gt;, às obras e ao milhão de habitantes que de repente por cá apareceram. E eu que pensava que a cidade de Lisboa é a cidade portuguesa que mais habitantes perdeu desde 1980 (quase 300 mil, ou seja, cerca de um município do Porto). A cidade de Lisboa tem hoje pouco mais de 500 mil habitantes e eu sugiro ao &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3906&quot;&gt;Rui Encarnação&lt;/a&gt;, mas também ao &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3898&quot;&gt;António Alves&lt;/a&gt;, as seguintes razões:&lt;/p&gt;
&lt;ul &gt;
&lt;li &gt;a) Mercado habitacional arruinado depois de décadas de congelamento de rendas&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;b) Câmara Municipal arruinada que usa as receitas para pagar salários a funcionários e sem qualquer capacidade de intervenção na cidade&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;c) Expulsão dos habitantes, sobretudo classe média, para os subúrbios relacionada com os anteriores.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Sobre as grandes obras (ver aeroporto, nova travessia do Tejo, etc), as únicas objecções que vejo surgirem a essas megalomanias têm origem em Lisboa (excepto Rui Moreira). A esmagadora maioria dos habitantes, pode crer, só prevê mais trânsito, poluição e perda de qualidade de vida. Curioso, na realidade a equação tem sido obra pública = perda de habitantes para os subúrbios. Se fosse pelos lisboetas, o aeroporto ficava onde está e não havia mais pontes para ninguém. Mas infelizmente o Estado Central acha o contrário e nós comemos e calamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E agora uma provocação: Já no referendo da regionalização o País preferiu seguir o Norte, que votou pela rejeição, e ignorar Lisboa, que votou favoravelmente. Está na hora de o País deixar de seguir o Norte e ouvir o que os lisboetas dizem: Estado Central na Defesa e Negócios Estrangeiros, pela municipalização já!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;
Miguel Alves&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 06:49:06 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: TAF - &quot;A Brasileira II&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3912</link>
 <description>&lt;p&gt;Na sequência &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3903&quot;&gt;deste meu comentário&lt;/a&gt;, Artur Santos Silva teve a gentileza de me telefonar informando que o &lt;a href=&quot;http://www.bancobpi.pt/&quot;&gt;BPI&lt;/a&gt; está activamente a procurar uma solução que permita à Brasileira voltar a abrir, preservando adequadamente a memória histórica do local. Óptimas notícias. :-)&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Fri, 02 May 2008 06:40:37 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: TAF - &quot;Alguns apontadores&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3909</link>
 <description>&lt;p&gt;Excelente iniciativa do &lt;a href=&quot;http://www.planobporto.com/&quot;&gt;Plano B&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/cinema_trindade_reabre_oito_anos_dep.html&quot;&gt;Cinema Trindade reabre oito anos depois com Festival Indie&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/programacao_para_oito_dias_filmes.html&quot;&gt;Programação para oito dias de filmes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=342984&amp;amp;visual=26&amp;amp;rss=0&quot;&gt;Média Digital: Festival Future Place em Outubro, no Porto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=342985&amp;amp;visual=26&amp;amp;rss=0&quot;&gt;Produção portuguesa é boa, mas distante do cidadão&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/divida_comerciantese_quase_meio_milh.html&quot;&gt;Dívida dos comerciantes é de quase meio milhão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/2008/05/02/porto/esta_pronta_mais_extensao_metro_aven.html&quot;&gt;Gaia: Está pronta mais uma extensão do metro na avenida&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Tenho nos últimos dias tentado defender os meus interesses, que neste caso acredito coincidirem com os interesses da cidade e do país, inspirado por muito do que aqui n&#039;&lt;em &gt;A Baixa&lt;/em&gt; se vai debatendo, também &lt;a href=&quot;http://ofuturoeagora.blogs.sapo.pt/11483.html&quot;&gt;noutros locais da rede&lt;/a&gt;...)&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 23:53:26 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Pedro Bragança - &quot;O mote do Mercado - Porto Redux&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3911</link>
 <description>&lt;p&gt;Muitas iniciativas se têm vindo a juntar por causas, temas, preocupações ou razões que um grupo de pessoas considera interessante ou motivadora; este &lt;a href=&quot;http://portoredux.blogspot.com/&quot;&gt;Porto Redux&lt;/a&gt; é uma mais, provavelmente; no entanto, como me sinto particularmente envolvido nele parece-me oportuno avançar no debate.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Mercado do Bolhão tem vindo a ser profundamente discutido e com boas ideias, ou não, é positivo constatar que a cidade se envolve com pretextos e vontades expressas – aquele elemento morto, desligado, oculto, fechado que nos fazem crer ser o Porto é, então, cada vez mais um mito e prova está feita, também, no exemplar funcionamento deste sítio, que felicito. Inútil será – parece-me – neste momento, estar a assumir uma postura crítica perante a &lt;a href=&quot;http://www.cm-porto.pt/&quot;&gt;CMP&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.portovivosru.pt/&quot;&gt;SRU&lt;/a&gt; ou &lt;a href=&quot;http://www.tcnpp.com/pt/pt.html&quot;&gt;TCN&lt;/a&gt;, ou ficar por aí, apenas. A cidade avança e propõe acreditando que a insatisfação ou contestação por si só de muito pouco valem para serem acreditadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos argumentos existiriam ao debater o conteúdo da ideia da empresa holandesa – como a in/oportunidade do novo programa, o parque de estacionamento, o in/significado da operação de cosmética – no entanto, no fim dos três seminários organizados pela Porto Redux, foram desmistificados alguns preconceitos próprios das falsas pretensões de modernidade. O Arq.º Manuel Correia Fernandes afirmou, a certo momento, que o melhor modelo de parceria publico-privada para o Mercado estava fundado desde o século XIX, quando aquele espaço começou a formar-se como um de comércio regulado por uma entidade pública. É fundamental pensarmos nisto, antes de mais – os nossos desejos de evoluirmos e de nos tornarmos parecidos com as cidades que estão em estádios bem mais confortáveis que o nosso não nos podem confundir ou perturbar do que é óbvio – uma parceria publico-privada para o mercado do Bolhão é, e só deve ser, uma intima correlação entre cidade pública, comerciante regional privado que, por si, estabelece a entrada da produção rural no mercado de venda. Não quero dizer que não me parece viável a entrada de outras funções, de novas lógicas e dinâmicas, não sou sequer capaz de me afirmar contra (ou a favor) da demolição integral do edifício - como propunha hoje Anni Gunther; digo antes que, de alguma forma, temos que saber ser coerentes e questionarmo-nos. Parece-me absolutamente lógico que aquele quarteirão &lt;em &gt;&#039;não seja apenas do Porto, mas o próprio Porto&#039;&lt;/em&gt;, parafraseando Manuel António Pina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que transcender isto, pode ser interessante (quem saberá?), mas não lhe chamem mercado, muito menos Bolhão…&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 23:31:00 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: F. Rocha Antunes - &quot;Clarificar algumas ideias a considerar para o futuro da cidade&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3910</link>
 <description>&lt;p&gt;Cara &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3908&quot;&gt;Ligia Paz&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desculpe a informalidade do tratamento, mas é assim que aqui nos costumamos dirigir uns aos outros. Gostava de comentar um pequeno excerto da reflexão que aqui nos trouxe e com o qual não concordo. É este:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;azulitalico&quot;&gt;&quot;A aceleração da especulação imobiliária é já notória em diversas zonas da Baixa, e a substituição de uma população maioritariamente pobre e envelhecida irá rapidamente dar lugar a uma exclusiva classe social de elevado poder de compra.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de explicar a minha discordância, deixe-me dizer que numa coisa estou de acordo: a questão que coloca é essencial. Um dos pressupostos da revitalização da Baixa tem de ser a da promoção da habitação. Sem habitantes é impossível aguentar a reconversão que o turismo começou. Seja para os mercados, seja para qualquer outra actividade que não dependa exclusivamente do turismo. Vamos à sua afirmação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em &gt;&quot;A aceleração da especulação imobiliária é já notória&quot;&lt;/em&gt;. Como é que conclui isso? Por especulação está a falar de letreiros de prédios à venda? Ou cartazes a anunciar obras? A única especulação que conheço é a que os donos dos prédios fazem ao pedirem valores exorbitantes na venda, &quot;esquecendo-se&quot; que os imóveis ainda não estão reabilitados. Por isso é importante que a &lt;a href=&quot;http://www.portovivosru.pt/&quot;&gt;SRU&lt;/a&gt; tenha a capacidade de expropriar, para que os valores sejam &quot;apenas&quot; os que a lei considera adequados. Não percebo do que fala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto à suposta velocidade rápida em que será feita a substituição de uma população maioritariamente pobre e envelhecida pelos indesejáveis ricos não vejo como seja possível, nem pela parte da velocidade, nem pelo número de ricos. A ideia de que a exclusiva classe social de elevado poder de compra que aí vem a galope expulsar os pobrezinhos parece presumir uma discriminação a quem tem dinheiro para pagar o elevado custo da reabilitação dos prédios, em cumprimento com todas as obrigações legais. Será?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora só faltou falar-se do termo da moda, que não usou, mas que sai sempre que se fala da Baixa: a &lt;em &gt;gentrificação&lt;/em&gt;. O Bolhão, e o resto do comércio da Baixa, ressentiu-se da falta de poder de compra resultante da debandada dos escritórios, que por sua vez tinham expulso a maioria dos habitantes da Baixa décadas atrás. Os melhores consumidores residentes eram, e nalguns casos ainda são, os que moram nos primeiros quarteirões destinados à &lt;em &gt;&quot;exclusiva classe social de elevado poder de compra&quot;&lt;/em&gt; de então: o &lt;a href=&quot;http://cidadesurpreendente.blogspot.com/search/label/Pal%C3%A1cio%20do%20Com%C3%A9rcio&quot;&gt;Palácio do Comércio&lt;/a&gt; e o quarteirão acima. Esses exemplos horríveis de especulação imobiliária, em que seguramente provocaram a &lt;em &gt;&quot;substituição de uma população maioritariamente pobre e envelhecida&quot;&lt;/em&gt;, fizeram com que a Rua Sá da Bandeira fosse uma das mais prestigiadas ruas residenciais da época. Gentrificação &quot;avant la lettre&quot;, seguramente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sou promotor imobiliário (aquilo que para a maioria das pessoas significa um especulador imobiliário, imagine-se) e estou a desenvolver projectos de habitação que vão ser vendidos pelo valor elevado que achamos que vamos criar mesmo no coração da Baixa. Vamos transformar antigos edifícios de escritórios e de comércio em habitação. Espero trazer umas centenas de famílias e se correr bem são de elevado poder de compra, o que significa que iremos promover a fixação de um valor de consumo local que poderá atingir a exorbitância de um milhão de euros anual, de que todo o comércio local irá seguramente beneficiar, para não falar dos serviços e empregos que isso gera. Isto apenas numa parte de um quarteirão. Imagine-se se a moda pega! Mas não quero que fique assustada, não se fabricam ricos em quantidade suficiente para encher mais do que meia dúzia de quarteirões, e para isso basta ocupar os que eram ocupados pelos escritórios, não vai haver nenhum movimento visível de habitantes expulsos. Agora o impacto que esses malvados podem ter na economia local é que me parece não negligenciável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que isto é apenas a opinião de um profissional de promoção imobiliária que, como todos sabem, está interessado em ganhar dinheiro. Os outros não. Espero ter ajudado à discussão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Rocha Antunes&lt;br /&gt;
gestor de promoção imobiliária&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 23:13:43 -0400</pubDate>
</item>
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 <title>De: Lígia Paz - &quot;Mercado do Bolhão: Ideias a considerar para o futuro da cidade&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3908</link>
 <description>&lt;p&gt;Recentemente e pelas piores razões, a discussão sobre o futuro do Mercado do Bolhão ganhou um novo impulso. De um lado, o projecto de reconversão promovido por um grupo holandês e apoiado pelo actual executivo municipal; do outro, um activo grupo de cidadãos que desejam preservar o património arquitectónico e cultural que o Bolhão representa. Esta dualidade tem-se concentrado no edificado e nos usos inerentes ao espaço comercial que o mercado representa, deixando frequentemente de lado algumas das principais questões que integram o futuro deste espaço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos problemas que o Mercado do Bolhão tem vindo a enfrentar ao longo dos últimos anos está intimamente relacionado com o consumo local e, por conseguinte, com a progressiva desertificação da Baixa do Porto. Não só tem havido uma descida acentuada das pessoas que aí habitam, como também uma profunda e notória degradação da habitação disponível nesta zona da cidade. Actualmente, os planos do executivo camarário parecem indicar uma preferência por uma reconversão de luxo, incentivando a transformação do actual parque habitacional degradado por um caro, exclusivo, e acessível a poucos - como é, aliás, o caso do próprio projecto recentemente apresentado para o interior do Mercado do Bolhão. A aceleração da especulação imobiliária é já notória em diversas zonas da Baixa, e a substituição de uma população maioritariamente pobre e envelhecida irá rapidamente dar lugar a uma exclusiva classe social de elevado poder de compra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta questão é essencial em toda a problemática do Mercado do Bolhão. É importante promover a variedade de pessoas, usos, comércios; que se promova a diversidade de estratos etários e sociais. Apenas esta multiplicidade poderá garantir que o centro da cidade se desenvolva de uma forma saudável e acessível a todos. Com isto, o comércio local, no qual se insere o Bolhão, só terá a ganhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aumento do número de pessoas a viver na Baixa será benéfico em diversos aspectos, nos quais se incluem: a diminuição do fluxo de tráfego (e suas consequências ambientais); o aumento de qualidade de vida para os seus habitantes; a preservação do património local. Porque o património não são apenas as fachadas dos edifícios: a sua maior riqueza reside nas pessoas, nos seus usos, costumes, tradições e hábitos culturais. Manter a aparência de um ícone cultural vivo não é preservação, é destruição do seu carácter essencial. Literalmente, uma obra &quot;de fachada&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Retomando o referido inicialmente, sublinho que um mercado sobrevive na medida em que as pessoas nele compram. Dada a especificidade da oferta tradicional de um mercado - venda de produtos frescos -, este terá a maior fatia de consumidores em pessoas que vivam nas suas proximidades; que se possam deslocar a pé ou de transporte de curta duração, seja ele público ou privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É este o caso, por exemplo, do &lt;a href=&quot;http://www.boqueria.info/&quot;&gt;Mercado da Boquería&lt;/a&gt;, em Barcelona, o qual tem sido apontado como um dos possíveis exemplos a seguir. À semelhança do Bolhão, a Boquería localiza-se no centro da cidade; mas ao contrário do Porto, o centro de Barcelona é densamente povoado, dispõe de excelentes condições de acessibilidade por transporte público, e prima por um completo leque de ofertas culturais e comerciais de todo o tipo (cadeias internacionais e comércio familiar) e para todos os gostos. Para além disso, o governo da cidade chamou a si a responsabilidade pela revitalização e desenvolvimento articulados da rede de mercados municipais. É importante referir que em Barcelona não há apenas o Mercado da Boquería; há quarenta mercados espalhados pelos diversos bairros, com garantia de qualidade e diversidade de produtos – elementos que garantem que mais de 60% dos habitantes da cidade efectuam as suas compras nos mercados locais. A proximidade de um comércio de qualidade alargado tem benefícios directos na vida dos seus consumidores (redução do tempo de deslocação, produtos sempre frescos, etc), bem como para todos os habitantes da cidade (redução do fluxo de tráfego, menor congestionamento, melhor qualidade ambiental).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrando potencial para repensar o modelo dos mercados do século XXI, a &lt;a href=&quot;http://w3.bcn.es/XMLServeis/XMLHomeLinkPl/0,4022,200713899_200720824_1,00.html&quot;&gt;Câmara de Barcelona&lt;/a&gt; impulsionou uma estratégia abrangente para preservar e desenvolver estes espaços de comunicação e comércio. É então graças à inteligência do executivo municipal que os mercados se aliam às variadas festas tradicionais, usam painéis solares, são palcos de espectáculos diversos. Veículos para a integração multicultural, aliam-se a restaurantes, lançam livros de receitas, promovem a cooperação com organizações de fomento da coesão social, comercializam os produtos autóctones, e mais um sem-número de actividades. A actividade comercial dos mercados de Barcelona vê a sua sobrevivência e desenvolvimento não apenas na qualidade e variedade dos seus produtos, mas também na integração de actividades culturais e de lazer. Os mercados são aqui encarados como verdadeiros transmissores dos valores culturais da sociedade, contribuindo também com a qualidade dos seus produtos para o bem-estar e saúde de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os mercados de Barcelona comprovam apenas que é possível concretizar um modelo que satisfaça as necessidades das diferentes pessoas que vivenciam o espaço urbano: novos e velhos, estudantes, reformados e empregados, turistas e residentes, ricos e pobres. E é exactamente no reconhecimento e adaptação a esta fantástica diversidade que o modelo se torna economicamente viável. É também neste tipo de investimento nos espaços cívicos que se avalia a qualidade da gestão municipal de uma cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em &gt;Nota: Para mais informação, aconselho uma visita à &lt;a href=&quot;http://www.bcn.es/mercatsmunicipals/&quot;&gt;secção do site da Câmara Municipal de Barcelona dedicada aos Mercados Municipais&lt;/a&gt;. Não é preciso saber catalão para compreender a dinâmica, qualidade e interesse do investimento local.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lígia Paz&lt;br /&gt;
&lt;em &gt;Doutoranda na Universidade de Barcelona e docente convidada no Mestrado em Arte e Design no Espaço Público - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 18:41:28 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Fernando Moreira de Sá - &quot;Debate Portagens&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3907</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;b &gt;As Portagens na A41 e A28&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oradores:&lt;br /&gt;
António Bragança Fernandes (Presidente da Câmara da Maia)&lt;br /&gt;
João Marrana (Administrador dos STCP)&lt;br /&gt;
Narciso Miranda (ex-autarca)&lt;br /&gt;
José Paulo Carvalho (Deputado na AR)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Organização: Movimento cívico &quot;Sociedade Aberta&quot;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://cultura.maiadigital.pt/em-linha-com/forum/sobre-o-forum/apresentacao&quot;&gt;Fórum da Maia&lt;/a&gt;, 21h, 5 de Maio, ENTRADA LIVRE&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 18:37:29 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: Rui Encarnação - &quot;Provações sobre o sexo dos anjos...&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3906</link>
 <description>&lt;p&gt;Lisboa ganhou mais um milhão de habitantes e mais uns milhões – largos – em obras e investimentos!&lt;br /&gt;
Justificação: Lisboa tem mais um milhão de habitantes... e muitas mais que lá vão todos os dias! Parece óbvio e justificado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temas de reflexão:&lt;/p&gt;
&lt;ul &gt;
&lt;li &gt;a) quanto mais dívidas a CM de Lisboa tem, mais habitantes ganhou, e melhor qualidade de vida eles têm, o que também atrai mais gente...;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;b) quanto menos dívidas a CM do Porto tem, menos habitantes tem e menor é a qualidade de vida para os que cá restam;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Conclusão: Benditas dívidas! Ou, maldita falta de visão e de investimento...&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 18:27:51 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: TAF - &quot;Hoje&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3905</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;files/20080501-foz.jpg&quot; alt=&quot;Na Foz&quot; title=&quot;Na Foz&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;
Bem dizia o Alexandre da &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/162&quot;&gt;embaixada do Hamas&lt;/a&gt;...</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 13:51:35 -0400</pubDate>
</item>
<item>
 <title>De: José Silva - &quot;Razões para optimismo moderado&quot;</title>
 <link>http://www.porto.taf.net/dp/node/3904</link>
 <description>&lt;p&gt;Caro Rocha Antunes,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não conhecia &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3900&quot;&gt;o seu texto&lt;/a&gt;, que é muito bom. Efectivamente, não é apenas o diabólico modelo de desenvolvimento de Lisboa, por &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/01/drenagem-revoltante.html&quot;&gt;Drenagem de actividade económica, recursos, pessoas, empresas do resto de Portugal&lt;/a&gt;, o responsável pelos nossos males. Nem apenas o &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/04/banha-da-cobra-neo-liberal.html&quot;&gt;Neo-liberalismo&lt;/a&gt; (não confundir com liberalismo clássico), que é uma expressão manipulatória para resumir a imposição pelos sectores económicos de mercado interno sedeados em Lisboa (obras públicas, comunicações energia, &lt;em &gt;project finance&lt;/em&gt;, gestão central de águas e saneamento, estradas e auto-estradas, serviços de advocacia e consultoria ao Estado, etc.), de margens e impostos elevados aos restantes contribuintes, consumidores e PMEs dos restantes sectores do resto do país, tudo isto com a ajuda do Estado Central. Também nós, residentes no Porto ou Norte, temos culpa no cartório:&lt;/p&gt;
&lt;ul &gt;
&lt;li &gt;- A &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/03/ao-cuidado-de-lfmenezes-ganhar-2009-via.html&quot;&gt;fusão da gestão das autarquias&lt;/a&gt; poderia ser já implementada tal como funciona a Servibanca (unidade de &lt;em &gt;outsourcing&lt;/em&gt; interno instalada em D.João I) dentro do grupo BCP;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- A &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/03/assim-falou-oliveira-marques-zaratustra.html?showComment=1204496760000&quot;&gt;rede de Metro podia ter sido melhor desenhada&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- O &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/01/porto-minho-vigo-com-muita-cidadania.html&quot;&gt;ramal de Leixões poderia ser aproveitado para passageiros&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- A &lt;a href=&quot;http://www.cciporto.com/pt/index.htm&quot;&gt;ACP&lt;/a&gt; poderia apostar no &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2007/06/reabrir-ao-trfego-ferrovirio-o-douro_2624.html&quot;&gt;&lt;em &gt;upgrade&lt;/em&gt; da «sua» linha do Douro com os seus efeitos logístico-turísticos&lt;/a&gt; em vez de ignorá-la misteriosamente;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- Os partidos políticos de poder poderiam produzir mais reflexão do que os blogues;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- A sociedade civil poderia dar mais atenção a todos estes temas do que ao futebol;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- Rio poderia ter construído a sua carreira política sem sacrificar a defesa dos legítimos interesses dos portuenses, como acabou por fazer;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- O &lt;a href=&quot;http://taf.net/opiniao/2006/04/o-empreendedorismo-social.htm&quot;&gt;empreendedorismo social&lt;/a&gt; que o Tiago tantas vezes &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3604&quot;&gt;refere&lt;/a&gt; e que está à distância de um clique num &lt;a href=&quot;https://www.paypal.com/&quot;&gt;Paypal&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li &gt;- Etc.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Portanto, o mal é mesmo difuso e fragmentado. Mas uma verdade é notória: os problemas a Norte precedem o mau-estar. Como alguém já disse, esta psicanálise colectiva que a sociedade a Norte faz em blogues, debates e conferências de «&lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/3898&quot;&gt;Sexo de Anjos&lt;/a&gt;», mesmo com más interpretações ou julgamentos, tem mesmo um efeito positivo. Tudo se torna mais óbvio. Daqui nasce luz, esclarecimento, responsabilidade, exigência, aumento de expectativas, participação, interesse, democracia, liderança. O Porto e o Norte reencontram-se com o seu papel histórico em Portugal.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este alargamento da compreensão dos problemas é essencial e precede qualquer transformação.  Como já escrevi aqui, só &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/2008/02/s-precisamos-de-esperar-mais-uns-3-ou-4.html&quot;&gt;precisamos de esperar uns 3 ou 4 anos&lt;/a&gt; para que a Internet fragmente o modelo de Comunicação Social actual. Nessa altura a força colectiva que a Blogosfera representa, da qual &lt;em &gt;A Baixa do Porto&lt;/em&gt; tem já uma réplica não meramente imitadora, mas por emergência dos mesmos problemas, chamada &lt;a href=&quot;http://avenidacentral.blogspot.com/&quot;&gt;Avenida Central&lt;/a&gt;, passará para a televisão da nossa sala de estar e chegará às massas. Os residentes que não emigrarem para Lisboa nem para Europa encontrarão finalmente palco para conduzirem o nosso próprio desenvolvimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caros leitores da &lt;em &gt;Baixa do Porto&lt;/em&gt; e &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/&quot;&gt;Norteamos&lt;/a&gt;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recordo-me de &lt;a href=&quot;http://www.porto.taf.net/dp/node/379&quot;&gt;um post&lt;/a&gt; na &lt;em &gt;Baixa do Porto&lt;/em&gt; da Cristina Santos sobre o facto do JN não representar as necessidades de informação da região. Como o JN mudou entretanto e como a NTV renasceu! Sou do tempo em que expor a dupla ética Lisboa/Norte ou Lisboa resto do país, me fariam parecer um marciano com aspecto tenebroso. Como também isto mudou. Portanto, face ao caminho que se percorreu, ao ponto em que estamos e às perspectivas existentes, só há razões para optimismo moderado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;José Silva - &lt;a href=&quot;http://norteamos.blogspot.com/&quot;&gt;Norteamos&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="http://www.porto.taf.net/dp/taxonomy/term/131">2008-04-27</category>
 <pubDate>Thu, 01 May 2008 13:05:20 -0400</pubDate>
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