De: José Ferraz Alves - "PPP - Pequenos Projectos Possíveis, o Apoio ao Empreendedorismo, Caso 7"
Os spin-offs de empreendedorismo devem nascer nas Empresas e Instituições Sociais com provas dadas, que têm de ser consciencializadas para esse papel.
“A Responsabilidade Empresarial Social na incubação empresarial nas Grandes Empresas do Norte lideradas pela Fundação AEP”
- Área de intervenção: Apoio ao Empreendedorismo
- Factor despoletador da motivação: Empreendedorismo como a melhor resposta à falta de criação de emprego
- Meio: Actuação conjunta Estado, Universidades e Grandes Empresas, dinamizando MBO’s, MBI’s e “spin-offs” a partir de empresas com curva de experiência
- Objectivo: Criação efectiva de novas empresas
A Fundação da Associação Empresarial de Portugal pretende dinamizar o empreendedorismo.
Desafio-a, dada a quantidade e a qualidade dos seus associados empresariais da Região Norte do país, que se deixem de estudos e de acções de reflexão em Vidago e outros belíssimos locais, e que passem à realização efectiva do empreendedorismo, pela criação de áreas internas específicas ao desenvolvimento de novos negócios que se consubstanciem em futuras empresas autónomas no mercado.
Desafio as Empresas fundadoras a assumir, sob a liderança da Fundação AEP, o desígnio de promoção de novas empresas, incubando dentro das suas próprias estruturas, permitindo que a sua curva de experiência resolva alguns dos principais problemas com que se debatem os empreendedores, que é o choque com toda a burocracia, complexidade fiscal e contabilística que, mais do que a própria focagem no seu objecto de actividade, são os principais causadores da profundidade e largura do vale da morte destes start-ups, gerando equipas capazes de gerirem autonomamente futuras novas empresas nos mercados.
Desafio as Empresas Fundadoras a assumirem na sua política de responsabilidade empresarial social a incubação de novas empresas, em alternativa-complemento às estruturas em moda, das incubadoras tecnológicas dos Parques de Ciência e Tecnologia associados às Universidades.
Até para o sector financeiro e Estado é mais seguro colocar os seus meios financeiros de apoio ao empreendedorismo no Balanço de Empresas com experiência e solidez, sobretudo ao nível da gestão. Já alguém fez contas às despesas que têm sido feitas a este nível da incubação em centros tecnológicos e universidades e qual o seu real impacto? Porque não se faz a incubação de empresas onde esta deve ser feita, que é nas melhores empresas, em que o melhor exemplo que conheço em Portugal é o do Eng.º Belmiro de Azevedo e da sua capital de risco Pargeste, com provas dadas na multiplicidade de empresas e empresários resultantes, BA Vidro, Orbitur, Selfrio, Ibsersol, WeDo, etc., e que agora pode desenvolver o mesmo desígnio a partir da SONAE Capital? Depois, já em fase madura, com colaboradores disponíveis a assumir o risco, teríamos operações de Management-Buy-Out e de Management-Buy-In, destacando-se as empresas da sua casa-mãe, com ganhos para incubadores, motivação e perspectivas para colaboradores e maiores garantias para os financiadores Banca - Sociedades de Capital de Risco e Estado.
Preferia ver a Fundação AEP a assumir este tipo de empreendedorismo e a deixar as jornadas de reflexão e os estudos para as Universidades. E de ver estas últimas com este papel, e a deixar o negócio empresarial para as Empresas.
