De: Cristina Santos - "Soluções em várias freguesias"
Na minha óptica os realojamentos poderiam ser feitos em qualquer ponto da cidade. 100 numa freguesia, 100 noutra e até nesse condomínio de luxo ter um prédio para alguns realojamentos, porque não? Qualquer investidor ou proprietário propunha fracções dentro da Cidade e não exclusivamente na Baixa, isso sim seria reintegração.
Agora se nos focarmos unicamente na Baixa, se realojarmos 100 pessoas no mesmo quarteirão, 50 no seguinte, 50 no quarteirão abaixo e por aí adiante, estamos a criar segregação, não se constrói bairro porque se reabilita para bairro, mas é um bairro igual. Não há ravinas mais propícias para a segregação do que as do Centro Histórico, temos essa experiência, é talvez a pioneira em guetos na nossa cidade.
O Centro Histórico vale milhões, atrai turismo, dinamiza, é um bem da humanidade, o condomínio de luxo no Aleixo com certeza não vai atrair turistas. E depois repare-se, as pessoas que vivem no Centro Histórico estão há anos a ser realojadas em bairros e depois traríamos as do Aleixo?!
Por isso era importante saber de que Baixa estamos nós a falar, quantos moradores do Aleixo ficarão vizinhos. Espero sinceramente que não vão às centenas para o mesmo sítio, e muito menos para o Centro Histórico, porque seria o fim do trabalho de anos. Por exemplo imagine-se 300 realojados no Centro Histórico, terão garagens para carros, ou ocuparão todos os passeios e faixas porque pagariam mais por um parque do que pela renda? E depois voltávamos há 10 anos atrás onde era impossível passar no Centro Histórico por excesso de viaturas?
Demolir sim, agregar todos os moradores numa zona é segregação, é bairro igual.
Cristina Santos



