De: Cristina Santos - "Se um era mau..."

Submetido por taf em Segunda, 2008-06-02 18:16

O PSD saiu em socorro do PS elegendo a Dr.ª Manuela F. Leite para solidificar a estratégia que partilham, que visa sobretudo manter o panorama inalterável. Em vez de um vamos ter dois a dizer que os impostos são os mesmos que os da Europa. Vão unir-se para nos mentalizar de que na França os impostos aumentaram depois do TGV, ligações marítimas e de outros factores de desenvolvimento, que nós ainda não temos, mas devemos pagar já, para não sermos apanhados de surpresa, porque os portugueses estão sempre a ser apanhados de surpresa, e isso é mau, o Governo quer-nos poupar.

Vão dizer-nos que a Espanha não aumentou impostos antes de apanhar o desenvolvimento da Europa, mas não foi por uma questão de estratégia, foi uma questão de atraso já que mal tenha o TGV em pleno funcionamento, as empresas com a tecnologia necessárias, os acessos marítimos, também aumentará os impostos, e aí nós seremos obrigados a dar razão ao nosso Governo que se antecipou 7 anos, porque é um grande iluminado. E daqui a uns anos custará tanto produzir uma camisa na Espanha como em Portugal, agora custa menos 40% lá, mas os espanhóis nunca tiveram indicadores fiáveis.

E, nós todos juntos, militando pelas causas destes dois partidos unidos, vamos finalmente conseguir entender que o nosso Estado consegue custar tanto como um Estado europeu, para fazer metade das coisas, e que por isso é compreensível que não hajam partidos que se oponham uns ao outros, que é preferível para eles fazerem tratados e pactos de silêncio.

Também será completamente claro e aceitável para nós que nesses pactos não entrem políticos do Norte, que é para não alargar os ciclos e as despesas. Vamos de certeza aceitar que os que por lapso lá entrem, lhes afixem nas portas os dizeres: «À terra onde fores ter, melhor faças o que vês fazer», porque é tudo uma questão de economia, é claro e transparente que é melhor assim do que eventualmente regionalizar.

São dois partidos a dizer o mesmo, dois, não há nada para duvidar, encontramos finalmente o rumo de ficar sem os últimos cêntimos que nos restam no bolso. Regionalizar para quê? Estamos tão bem assim, com este Governo unido, que agora parece tão concordante em relação aos resultados das suas próprias políticas dos últimos anos. E que políticas, meus amigos, que excelentes politicas, «tão vastas e magníficas que toda a força se esgota em as observar»

Cristina Santos
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