De: António Alves - "Terminal Minho e Douro"
O novo Terminal Minho e Douro da Estação de Campanhã, apesar da construção recente, é um local soturno, frio e nada acolhedor. Além destas ‘deficiências’ de concepção, apresenta já alguns problemas de infiltração de águas através da cobertura nas zonas de passagem e espera dos passageiros, o que lhe dá ainda um ar mais desconfortável e deprimente. É mais um equipamento feito sem pensar nas pessoas. À partida todo o projecto de renovação de Campanhã era prometedor mas, apesar de ainda incompleto, começa a desiludir. Parece que tudo é feito com um incompreensível desleixo.


Tendo sido anunciado como um projecto estruturante e revitalizador de toda a zona oriental, é pouco compreensível que se tenha perdido a oportunidade de aproveitar toda a nova praça, que foi construída na frente do Terminal Minho e Douro, para fazer desta um espaço que dignificasse a cidade e funcionasse como um verdadeiro cartão de boas vindas a todos os forasteiros que chegassem através desta importantíssima porta. Tudo era minimamente aceitável, menos esta eira em cimento cujo pavimento começa já, fruto da sua má qualidade (mais areia que cimento) e da acção das chuvas, a mostrar alguns buracos.

Em frente do vetusto edifício da antiga estação foram também construídos novos canteiros. Para já só servem para irem criando mato. Não sei de quem é a responsabilidade por esta área – se é da Câmara ou da REFER, mas que o estado em que se encontram dá uma péssima imagem da cidade a quem cá chega é um facto. Até parece Nápoles: lixo e lugares onde se supõe que já existiram jardins.

