De: JA Rio Fernandes - "Ferreira Borges"
Nem sempre a relação entre forma e função podem e devem ser conservadas. Se no Bolhão, construído para mercado, é essencial para a cidade e viável economicamente prolongar no futuro a sua forma e função (sem “ashoppinzamentos” pf), assim no Mercado Ferreira Borges, que desde pouco tempo depois da inauguração em 1888 não é mercado, é importante encontrar a melhor função para ajudar a preservar a forma.
Lamento apenas a demissão do Estado (local) em encontrar a viabilidade para o belo espécime da arquitectura de ferro, ao recorrer à figura da concessão. E espero que não só as condições de sonoridade interna sejam boas, com as de insonorização face ao exterior sejam excelentes e haja (algum?) rigor nos horários e cuidado com o ruído na saída das pessoas (a bem do uso residencial do centro histórico). Quanto ao mais, os meus votos para que se crie um bom espaço de misturas (entre espectáculos e outras coisas, entre músicas, exposições e tudo o mais, entre mais jovens e menos jovens, entre naturais e visitantes, …). As potencialidades estão lá e o que se percebe do projecto faz acreditar que os autores saberão interpretar esta necessidade estratégica para a cidade. E que é também oportunidade de negócio.
