2005/05/21
De: TAF - "Notícias ao Sábado"
- SRU: Bolhão a concurso
- Linha ZH transportou 16 mil
- Obras em Agosto no Transparente
- Obras do metro no "S. João" avançam apesar das promessas do Governo
- Suspensão do parecer negativo do IPPAR não resolveria túnel de Ceuta
- Joaquim Branco: "Ainda há espaço para novo equipamento cultural na Baixa"
- Conferência "Cidade Pedonal"
- Os textos de Cristina Santos e Carlos Gilbert no Comércio
- Porto Vivo, SRU promove reunião sobre Masterplan, com todos os interessados
- Linha ZH transportou 16 mil
- Obras em Agosto no Transparente
- Obras do metro no "S. João" avançam apesar das promessas do Governo
- Suspensão do parecer negativo do IPPAR não resolveria túnel de Ceuta
- Joaquim Branco: "Ainda há espaço para novo equipamento cultural na Baixa"
- Conferência "Cidade Pedonal"
- Os textos de Cristina Santos e Carlos Gilbert no Comércio
- Porto Vivo, SRU promove reunião sobre Masterplan, com todos os interessados
De: Mário G. Fernandes - "rua Sá da Bandeira"
A especulação não acabou. Tal como o Rocha Antunes já aqui explicou (creio que foi ele), a especulação faz parte do jogo e não me parece que o jogo esteja a terminar. Além disso, os "técnicos e investidores" ou os "empreendedores, empreiteiros, imobiliários, arquitectos, e demais profissionais" não estão desesperados por demolir nada, provavelmente nem sequer estarão desesperados, e têm noção do valor da história. No entanto, a valoração não é feita por todos em iguais condições, desde logo porque têm formações, visões e objectivos distintos, para não falar da diferenciação existente entre profissionais da mesma área. O promotor poderá achar que "manter esses valores dá prestigio às intervenções e é alias um excelente aliado do marketing", como a Cristina Santos disse, mas para isso poderão bastar-lhe as fachadas ou, ainda, poderá procurar o "prestígio" do edificado e o alimento do "marketing" por outras vias. É que existem negócios e negócios, bem como promotores e promotores, como em tudo. Então, deve haver alguém que trace essas opções, considerando o interesse comum e o privado e esse alguém é, neste momento e nestas áreas, a SRU.
Por outro lado, gostava de relembrar que ao abordar esta questão perguntei se no caso concreto da rua de Sá da Bandeira "a preservação (a discutir de que forma, mas nunca como puro fachadismo) é encarada como uma condicionante do projecto". Mas acrescentei que se deveriam clarificar opções "neste caso como noutros", ou seja, não pretendi que se definissem regras gerais, antes propunha a casuística, o que implica admitir o "puro fachadismo", dependendo dos casos, o que não me parece que aconteça no caso presente.
Não sou arquitecto e como tal não me introduzirei nos edifícios, contudo, tentando fazer o mais difícil, como lhe chamou Rocha Antunes, diria que uma ideia para a rua de Sá da Bandeira poderia passar pela preservação dos elementos mínimos definidores da essência da morfologia do conjunto edificado que importa para "o aspecto da envolvente", como lhe chama a Cristina Santos, ou seja, as fachadas, as profundidades e as empenas de cada edifício, provavelmente o tipo de telhados. Assim, consegue-se maior flexibilidade, do que a existente, para a recomposição de tipologias internas e a afectação de funções e, podendo não ser a solução mais lucrativa, poderá continuar a ser economicamente viável e suficientemente apelativa.
Mário G. Fernandes
Por outro lado, gostava de relembrar que ao abordar esta questão perguntei se no caso concreto da rua de Sá da Bandeira "a preservação (a discutir de que forma, mas nunca como puro fachadismo) é encarada como uma condicionante do projecto". Mas acrescentei que se deveriam clarificar opções "neste caso como noutros", ou seja, não pretendi que se definissem regras gerais, antes propunha a casuística, o que implica admitir o "puro fachadismo", dependendo dos casos, o que não me parece que aconteça no caso presente.
Não sou arquitecto e como tal não me introduzirei nos edifícios, contudo, tentando fazer o mais difícil, como lhe chamou Rocha Antunes, diria que uma ideia para a rua de Sá da Bandeira poderia passar pela preservação dos elementos mínimos definidores da essência da morfologia do conjunto edificado que importa para "o aspecto da envolvente", como lhe chama a Cristina Santos, ou seja, as fachadas, as profundidades e as empenas de cada edifício, provavelmente o tipo de telhados. Assim, consegue-se maior flexibilidade, do que a existente, para a recomposição de tipologias internas e a afectação de funções e, podendo não ser a solução mais lucrativa, poderá continuar a ser economicamente viável e suficientemente apelativa.
Mário G. Fernandes
2005/05/20
De: Cristina Santos - "Porto Vivo e Fachadismo"
O projecto da Porto Vivo dá-nos como exemplo na primeira intervenção a recuperação do Edifício do Café Luso através do apelidado «método fachadista», (este edifício será demolido no interior e unido a outro seu geminado, dado que essa solução garante um maior aproveitamento sem perda de imagem pública exterior, a cércea será unificada com os prédios envolventes, com vista a criar águas-furtadas habitáveis e assim garantir um melhor retorno do investimento).
O projecto já tem parecer favorável do IPPAR e das entidades competentes, está disponível na SRU para quem quiser consultar.
No entanto isto traz-nos de regresso à discussão do fachadismo, sucede que os platónicos do costume se levantam contra o método e dizem não compreender a falta de zelo em preservar os interiores.
Primeiro o método fachadista foi criticado, não por ser errado, mas sim por ser um método geral na recuperação de edifícios.
Existiam edifícios passíveis de recuperação com métodos mais económicos, uma vez que o rendimento destes estava condicionado por ocupação, mas não mereciam a atenção dos técnicos ou proprietários porque o único caminho do restauro era apenas o fachadismo.
Não confundamos uma coisa com outra, há lugar para todo o tipo de recuperação.
Estando os edifícios desocupados e tendo-se em vista a sua recuperação e reocupação, (no caso em que os acessos tem que ser reposicionados, tem que se criar casas de banho dentro dos fogos, condições de ventilação e salubridade, espaços comuns), obrigatoriamente há que demolir o interior.
Nestes casos a reconstrução ao estilo fachadista é a mais adequada.
Faz sentido reconstruir tudo em madeira novamente?! Seria o triplo do valor do investimento, para nada. Há turistas a visitarem os interiores das habitações das casas da Sé????
A demolição interior não põe em causa o aspecto da envolvente, mesmo que a cércea cresça um andar. Se está desocupado deve ser reconvertido com critérios que salvaguardem a envolvente, mas que permitam a reabilitação completa, deixemos-nos de falsos amores.
Ainda quanto à Porto Vivo e o masterplan, nos casos em que possa existir interesse patrimonial no interior (painéis, mármores, tectos, estuques), esse interesse será salvaguardado e visará a instalação de empresas interessadas em manter esses componentes, como forma de promoverem e prestigiarem os seus negócios.
Quanto a demolições gerais só são autorizadas nos casos em que os edifícios já não apresentam qualquer viabilidade de recuperação, ou o custo da sua recuperação ultrapassa os 60%.
A sua reconstrução envolve os mesmos critérios de integração na envolvente.
Obstar o Masterplan é ir contra tudo aquilo que se defendeu como viável para recuperação do edificado.
Vamos ser práticos, o fachadismo não será a regra, será só utilizado em edifícios devolutos, desabitados e que visem usos múltiplos - habitação, comércio e escritórios.
Os nossos técnicos e investidores não são assassinos do património, a época da especulação acabou, todos temos capacidade para avaliar erros anteriores e evitá-los, não vamos partir para um projecto a considerar que somos todos uns incompetentes, desesperados por demolir a história.
Todos os empreendedores, empreiteiros, imobiliários, arquitectos, e demais profissionais, têm a perfeita noção do valor da história, que mais não seja porque manter esses valores dá prestígio às intervenções e é aliás um excelente aliado do marketing.
Cristina Santos
O projecto já tem parecer favorável do IPPAR e das entidades competentes, está disponível na SRU para quem quiser consultar.
No entanto isto traz-nos de regresso à discussão do fachadismo, sucede que os platónicos do costume se levantam contra o método e dizem não compreender a falta de zelo em preservar os interiores.
Primeiro o método fachadista foi criticado, não por ser errado, mas sim por ser um método geral na recuperação de edifícios.
Existiam edifícios passíveis de recuperação com métodos mais económicos, uma vez que o rendimento destes estava condicionado por ocupação, mas não mereciam a atenção dos técnicos ou proprietários porque o único caminho do restauro era apenas o fachadismo.
Não confundamos uma coisa com outra, há lugar para todo o tipo de recuperação.
Estando os edifícios desocupados e tendo-se em vista a sua recuperação e reocupação, (no caso em que os acessos tem que ser reposicionados, tem que se criar casas de banho dentro dos fogos, condições de ventilação e salubridade, espaços comuns), obrigatoriamente há que demolir o interior.
Nestes casos a reconstrução ao estilo fachadista é a mais adequada.
Faz sentido reconstruir tudo em madeira novamente?! Seria o triplo do valor do investimento, para nada. Há turistas a visitarem os interiores das habitações das casas da Sé????
A demolição interior não põe em causa o aspecto da envolvente, mesmo que a cércea cresça um andar. Se está desocupado deve ser reconvertido com critérios que salvaguardem a envolvente, mas que permitam a reabilitação completa, deixemos-nos de falsos amores.
Ainda quanto à Porto Vivo e o masterplan, nos casos em que possa existir interesse patrimonial no interior (painéis, mármores, tectos, estuques), esse interesse será salvaguardado e visará a instalação de empresas interessadas em manter esses componentes, como forma de promoverem e prestigiarem os seus negócios.
Quanto a demolições gerais só são autorizadas nos casos em que os edifícios já não apresentam qualquer viabilidade de recuperação, ou o custo da sua recuperação ultrapassa os 60%.
A sua reconstrução envolve os mesmos critérios de integração na envolvente.
Obstar o Masterplan é ir contra tudo aquilo que se defendeu como viável para recuperação do edificado.
Vamos ser práticos, o fachadismo não será a regra, será só utilizado em edifícios devolutos, desabitados e que visem usos múltiplos - habitação, comércio e escritórios.
Os nossos técnicos e investidores não são assassinos do património, a época da especulação acabou, todos temos capacidade para avaliar erros anteriores e evitá-los, não vamos partir para um projecto a considerar que somos todos uns incompetentes, desesperados por demolir a história.
Todos os empreendedores, empreiteiros, imobiliários, arquitectos, e demais profissionais, têm a perfeita noção do valor da história, que mais não seja porque manter esses valores dá prestígio às intervenções e é aliás um excelente aliado do marketing.
Cristina Santos
De: F. Rocha Antunes - "Círculo quadrado II"
Caro Mário G. Fernandes,
É mais fácil criticar o que os outros dizem do que explicar as nossas opiniões consistentemente?
Então essa explicação sobre como se pode fazer o que disse, quando referiu: “Mas é possível conciliar interesses legítimos dos privados, com soluções urbanísticas preservadoras da memória e, simultaneamente, flexíveis e económicas, sem ter que recorrer à demolição.”.
Eu, como promotor imobiliário, estou muito interessado em perceber a sua versão. Também insisto.
Francisco Rocha Antunes
É mais fácil criticar o que os outros dizem do que explicar as nossas opiniões consistentemente?
Então essa explicação sobre como se pode fazer o que disse, quando referiu: “Mas é possível conciliar interesses legítimos dos privados, com soluções urbanísticas preservadoras da memória e, simultaneamente, flexíveis e económicas, sem ter que recorrer à demolição.”.
Eu, como promotor imobiliário, estou muito interessado em perceber a sua versão. Também insisto.
Francisco Rocha Antunes
De: Cristina Santos - "Deslocações pedonais"
Dr. Rui Rio: para um fundamentado conhecimento sobre as ruas «interiores» da nossa Cidade, atrevo-me a sugerir que os nossos Edis passem a andar a pé.
A partida poderá parecer uma brincadeira de mau gosto, mas não é.
Veja-se que as deslocações a pé no interior da Cidade permitem o contacto directo com a população, com o estado de passeios, boeiros e acima de tudo permite a observação da insalubridade que se vive nas Ruas menos transitadas.
Certamente a maioria dos Edis desloca-se em Ruas onde existem negócios, comércio, instituições e nas imediações das suas casas, que em geral se situam em Ruas ditas normais.
Pelo que bastaria umas caminhadas a pé, evitando os trajectos mais conhecidos, para que todo o executivo sentisse as verdadeiras necessidades da Cidade que ultrapassam e muito as questões de gabinete.
Penso que nos inícios da democracia a politica saía dessas Ruas, resultava do contacto directo, do conhecimento social. A deslocação em viatura não permite esse contacto, no máximo permite a observação dos pavimentos e buracos das faixas de rodagem.
Pois bem, asseguro-lhe que num percurso de uns escassos 20 minutos por essas partes da Cidade garante uma maior eficiência executiva a toda a sua equipa, para além das questões de economia, ambiente, etc.
Ontem tive oportunidade de percorrer uma área destas, que se encontra fechada dentro dos quarteirões movimentados e espante-se Sua Excelência – encontrei 2 ilhas e mais dois ou três pólos de insalubridade.
É ainda possível observar as questões sociais inerentes, entretenimento das crianças, desemprego, etc, etc…
Peço-lhe que considere esta sugestão seriamente, que se possível coordene esses trajectos pedonais, com imediações de bairros, com as ruas que já indiquei, ou pelo menos delegue em alguém esta função de observação do quotidiano, como forma de sentir a Cidade, isto impulsiona a revolta e gera a solução.
Como garantia desse impulso cito-lhe o caso da Ilha em Damião de Góis, ora se esta não estivesse implantada nas traseiras da antiga residência de um edil do V. executivo, se não tivesse esse Senhor sentido os efeitos da pobreza e da salubridade de forma directa, provavelmente a Ilha da Caçoula não teria sido a primeira prioridade resolvida de forma excelente.
A observação do quotidiano desta Ilha permitiu pensar diariamente na resolução da insalubridade, não houve necessidade de luta de revolta, de exigência por parte dos moradores.
A política deve nascer daí – do contacto directo com a nossa Cidade e isso não se consegue a passear de Mercedes.
Em alternativa podemos ser nós a comunidade Civil a reportar os problemas e apontar soluções, numa politica que por aqui temos abordado.
Da minha parte remeto as fotos.



Cristina Santos
Ps. esta carta representa também um pedido de alguns dos nossos leitores assíduos, para eles o obrigado pelas dicas.
A partida poderá parecer uma brincadeira de mau gosto, mas não é.
Veja-se que as deslocações a pé no interior da Cidade permitem o contacto directo com a população, com o estado de passeios, boeiros e acima de tudo permite a observação da insalubridade que se vive nas Ruas menos transitadas.
Certamente a maioria dos Edis desloca-se em Ruas onde existem negócios, comércio, instituições e nas imediações das suas casas, que em geral se situam em Ruas ditas normais.
Pelo que bastaria umas caminhadas a pé, evitando os trajectos mais conhecidos, para que todo o executivo sentisse as verdadeiras necessidades da Cidade que ultrapassam e muito as questões de gabinete.
Penso que nos inícios da democracia a politica saía dessas Ruas, resultava do contacto directo, do conhecimento social. A deslocação em viatura não permite esse contacto, no máximo permite a observação dos pavimentos e buracos das faixas de rodagem.
Pois bem, asseguro-lhe que num percurso de uns escassos 20 minutos por essas partes da Cidade garante uma maior eficiência executiva a toda a sua equipa, para além das questões de economia, ambiente, etc.
Ontem tive oportunidade de percorrer uma área destas, que se encontra fechada dentro dos quarteirões movimentados e espante-se Sua Excelência – encontrei 2 ilhas e mais dois ou três pólos de insalubridade.
É ainda possível observar as questões sociais inerentes, entretenimento das crianças, desemprego, etc, etc…
Peço-lhe que considere esta sugestão seriamente, que se possível coordene esses trajectos pedonais, com imediações de bairros, com as ruas que já indiquei, ou pelo menos delegue em alguém esta função de observação do quotidiano, como forma de sentir a Cidade, isto impulsiona a revolta e gera a solução.
Como garantia desse impulso cito-lhe o caso da Ilha em Damião de Góis, ora se esta não estivesse implantada nas traseiras da antiga residência de um edil do V. executivo, se não tivesse esse Senhor sentido os efeitos da pobreza e da salubridade de forma directa, provavelmente a Ilha da Caçoula não teria sido a primeira prioridade resolvida de forma excelente.
A observação do quotidiano desta Ilha permitiu pensar diariamente na resolução da insalubridade, não houve necessidade de luta de revolta, de exigência por parte dos moradores.
A política deve nascer daí – do contacto directo com a nossa Cidade e isso não se consegue a passear de Mercedes.
Em alternativa podemos ser nós a comunidade Civil a reportar os problemas e apontar soluções, numa politica que por aqui temos abordado.
Da minha parte remeto as fotos.



Cristina Santos
Ps. esta carta representa também um pedido de alguns dos nossos leitores assíduos, para eles o obrigado pelas dicas.
De: Carlos Gilbert - "Molhes..."
"... e passeio na orla marítima"
Longe de mim querer aborrecer os membros deste blogue com este súbito arremesso de comentários sobre os molhes, mas quando são lançados temas de interesse vamos ficar calados? Entendo que não, desde que o interesse do tema seja evidente.
Posto este intróito, passo a comentar o "aviso" do Alexandre Burmester de que o passeio anunciado no "site" da CMP deva ser feito com alguma brevidade antes de as praias ficarem cobertas de areia (devido à construção dos referidos molhes)...
Este foi um dos aspectos que eu colocara em artigo no "Público" há uns anos já, se haveria algum estudo de impacte ambiental que incidisse sobre o previsível movimento de areias devido à construção dos novos molhes. Não sei se houve ou não esse estudo. Pessoalmente creio que não irá haver grande alteração na massa de areias no local (concretamente na Praia do Ourigo), uma vez que as areias em suspensão nas águas marinhas são desviadas para fora na zona de Leça, devido ao molhe norte da bacia de Leixões (e as que não são desviadas depositam-se na praia de Leça) e vão depositar-se lentamente nas praias de Gaia, sobretudo a sul da Madalena. Li inclusivé um estudo relativamente recente segundo o qual grande parte das areias em suspensão nas águas costeiras portuguesas se depositam no enorme fosso existente entre Peniche e as Berlengas.
Voltando às nossas praias do Porto, basta ir ao "molhe de Felgueiras" e ver que grande parte do mesmo está livre de areias, no seu lado norte, o que será motivado pelo que acima digo. Outra coisa será a parte do Cabedelo em si, a sul da foz do rio, mas isso já diz respeito a Gaia, fora do âmbito deste blogue portanto.
Já que estamos a debater assuntos relacionados com águas aqui na zona do Porto, sugiro aos membros deste blogue a leitura no JN de hoje de um extenso artigo sobre a dramática falta de qualidade das águas do rio Douro na zona situada entre o Freixo e a foz do mesmo. Como alguém há tempos já lhe chamou com azeda ironia, "o Douro é a cloaca do Porto" e o referido artigo vem infelizmente provar que tudo o que foi feito até agora (a nível de ETAR) não se reflecte em melhoria alguma das águas do nosso emblemático rio! Porque será?
Carlos Gilbert
Longe de mim querer aborrecer os membros deste blogue com este súbito arremesso de comentários sobre os molhes, mas quando são lançados temas de interesse vamos ficar calados? Entendo que não, desde que o interesse do tema seja evidente.
Posto este intróito, passo a comentar o "aviso" do Alexandre Burmester de que o passeio anunciado no "site" da CMP deva ser feito com alguma brevidade antes de as praias ficarem cobertas de areia (devido à construção dos referidos molhes)...
Este foi um dos aspectos que eu colocara em artigo no "Público" há uns anos já, se haveria algum estudo de impacte ambiental que incidisse sobre o previsível movimento de areias devido à construção dos novos molhes. Não sei se houve ou não esse estudo. Pessoalmente creio que não irá haver grande alteração na massa de areias no local (concretamente na Praia do Ourigo), uma vez que as areias em suspensão nas águas marinhas são desviadas para fora na zona de Leça, devido ao molhe norte da bacia de Leixões (e as que não são desviadas depositam-se na praia de Leça) e vão depositar-se lentamente nas praias de Gaia, sobretudo a sul da Madalena. Li inclusivé um estudo relativamente recente segundo o qual grande parte das areias em suspensão nas águas costeiras portuguesas se depositam no enorme fosso existente entre Peniche e as Berlengas.
Voltando às nossas praias do Porto, basta ir ao "molhe de Felgueiras" e ver que grande parte do mesmo está livre de areias, no seu lado norte, o que será motivado pelo que acima digo. Outra coisa será a parte do Cabedelo em si, a sul da foz do rio, mas isso já diz respeito a Gaia, fora do âmbito deste blogue portanto.
Já que estamos a debater assuntos relacionados com águas aqui na zona do Porto, sugiro aos membros deste blogue a leitura no JN de hoje de um extenso artigo sobre a dramática falta de qualidade das águas do rio Douro na zona situada entre o Freixo e a foz do mesmo. Como alguém há tempos já lhe chamou com azeda ironia, "o Douro é a cloaca do Porto" e o referido artigo vem infelizmente provar que tudo o que foi feito até agora (a nível de ETAR) não se reflecte em melhoria alguma das águas do nosso emblemático rio! Porque será?
Carlos Gilbert
De: TAF - "Apontadores de sexta-feira"
- Ippar aprova Centro Camélias
- A STCP vai a ter nova sede junto ao Museu do Carro Eléctrico
- Requalificação chega a mais cinco escolas
- Câmara do Porto gasta 1,3 milhões a recuperar mais cinco escolas
- História da cidade à vista na Casa do Infante
- "Doces vidas"
- Simulacro de acidente no Douro desvenda ausência de plano especial
- Rui Sá propõe observatório regional para melhorar a qualidade ambiental das praias
- Autoridade dos Transportes já gastou quase dois milhões de euros - "o novo Governo já veio dizer que quer alterar o modelo das autoridades dos transportes de Lisboa e Porto. Assim, depois de um ano a preparar terreno e quase dois milhões de euros gastos, o trabalho da comissão instaladora deverá começar de novo do zero."
- Mau funcionamento da ETAR de Sobreiras obriga a descarregar esgoto no Douro
"A partir do Freixo até à barra, a água do Douro ultrapassa o limite máximo admissível para contacto directo (duas mil unidades de coliformes fecais por 100 mililitros de água). Segundo as amostras recolhidas na viagem que o JN acompanhou, a contaminação na Ribeira é 456 vezes superior ao máximo recomendável. Na zona da Cantareira, é 552 vezes superior. Junto à marina do Freixo, o cenário é mais dramático a concentração de coliformes fecais ultrapassava em 5360 vezes o máximo recomendável."
- Sá rejeita culpas do chumbo da moção dos Aliados - "Sá recusa voltar a apresentar a mesma proposta, mas desafia o PS a fazê-lo." - Será que agora é a vez do PS e do PCP fazerem birra? Em breve veremos se actuam com seriedade e a proposta é mesmo apresentada na primeira oportunidade ou não. A paragem da obra teria pelo menos a vantagem de obrigar o IPPAR a dizer se "sim ou sopas". ;-)
- A STCP vai a ter nova sede junto ao Museu do Carro Eléctrico
- Requalificação chega a mais cinco escolas
- Câmara do Porto gasta 1,3 milhões a recuperar mais cinco escolas
- História da cidade à vista na Casa do Infante
- "Doces vidas"
- Simulacro de acidente no Douro desvenda ausência de plano especial
- Rui Sá propõe observatório regional para melhorar a qualidade ambiental das praias
- Autoridade dos Transportes já gastou quase dois milhões de euros - "o novo Governo já veio dizer que quer alterar o modelo das autoridades dos transportes de Lisboa e Porto. Assim, depois de um ano a preparar terreno e quase dois milhões de euros gastos, o trabalho da comissão instaladora deverá começar de novo do zero."
- Mau funcionamento da ETAR de Sobreiras obriga a descarregar esgoto no Douro
"A partir do Freixo até à barra, a água do Douro ultrapassa o limite máximo admissível para contacto directo (duas mil unidades de coliformes fecais por 100 mililitros de água). Segundo as amostras recolhidas na viagem que o JN acompanhou, a contaminação na Ribeira é 456 vezes superior ao máximo recomendável. Na zona da Cantareira, é 552 vezes superior. Junto à marina do Freixo, o cenário é mais dramático a concentração de coliformes fecais ultrapassava em 5360 vezes o máximo recomendável."
- Sá rejeita culpas do chumbo da moção dos Aliados - "Sá recusa voltar a apresentar a mesma proposta, mas desafia o PS a fazê-lo." - Será que agora é a vez do PS e do PCP fazerem birra? Em breve veremos se actuam com seriedade e a proposta é mesmo apresentada na primeira oportunidade ou não. A paragem da obra teria pelo menos a vantagem de obrigar o IPPAR a dizer se "sim ou sopas". ;-)
2005/05/19
De: TAF - "O Túnel e o Futebol"
(Apontadores actualizados em 2005/05/20, 8:09)
No site da Câmara:
Túnel de Ceuta: Rui Rio recorre para o Primeiro-Ministro
Rui Rio tem parte da razão, mas não tem toda. Como já várias vezes aqui escrevi, este é um caso que envergonha qualquer dos intervenientes. Mas agora Rui Rio parece ter perdido completamente a cabeça. Deu mais um passo em direcção ao "estilo futebolístico" (que inicialmente tanto criticava), inquestionavelmente agressivo e quezilento, queixando-se de tudo e de todos, descobrindo "cabalas" em tudo quanto é lado. Rui Rio "converteu-se ao Futebol" e passou a ser ele próprio o problema que impede a finalização da obra do Túnel.
Já é evidente que, se o Túnel terminar no Carregal, o Ippar AGORA não se opõe e acaba-se rapidamente este pesadelo. Por que é que não se vai para esta solução, mesmo que por hipótese não seja a óptima? Se não for por respeito pela cidade, ao menos que seja por vergonha!
- Na Rádio Renascença - com áudio
- No Janeiro: Acção cível a caminho
- No JN: Rio chama Sócrates ao túnel
- No Comércio: Rui Rio pede ajuda a José Sócrates para desbloquear túnel de Ceuta
No site da Câmara:
Túnel de Ceuta: Rui Rio recorre para o Primeiro-Ministro
Rui Rio tem parte da razão, mas não tem toda. Como já várias vezes aqui escrevi, este é um caso que envergonha qualquer dos intervenientes. Mas agora Rui Rio parece ter perdido completamente a cabeça. Deu mais um passo em direcção ao "estilo futebolístico" (que inicialmente tanto criticava), inquestionavelmente agressivo e quezilento, queixando-se de tudo e de todos, descobrindo "cabalas" em tudo quanto é lado. Rui Rio "converteu-se ao Futebol" e passou a ser ele próprio o problema que impede a finalização da obra do Túnel.
Já é evidente que, se o Túnel terminar no Carregal, o Ippar AGORA não se opõe e acaba-se rapidamente este pesadelo. Por que é que não se vai para esta solução, mesmo que por hipótese não seja a óptima? Se não for por respeito pela cidade, ao menos que seja por vergonha!
- Na Rádio Renascença - com áudio
- No Janeiro: Acção cível a caminho
- No JN: Rio chama Sócrates ao túnel
- No Comércio: Rui Rio pede ajuda a José Sócrates para desbloquear túnel de Ceuta
De: Alexandre Burmester - "Molhes"
Aconselho a visita ao passeio que a Câmara aconselha no seu site uma vez que dentro de uns meses, com a construção dos molhes, essa visita passará à História.
Deverão ficar estas praias cheias de areia...
Alexandre Burmester, Arqto.
Deverão ficar estas praias cheias de areia...
Alexandre Burmester, Arqto.
De: TAF - "Novidades sobre o Túnel?"
Li isto agora no site da Câmara:
"URGENTE
Conferência de Imprensa sobre o Túnel de Ceuta
Hoje, quinta-feira, dia 19 de Maio, pelas 18 horas, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, dá uma conferência de imprensa sobre o Túnel de Ceuta.
A conferência decorrerá na Sala de Imprensa da autarquia portuense."
PS: Pelo que percebi do que ouvi agora na Antena 1, o tribunal terá negado a suspensão do embargo e por isso a obra terá mesmo que parar. Rui Rio agora apela a Sócrates, ameaça colocar a Ministra da Cultura em tribunal por má-fé e abuso de poder, e diz que vai revelar novos documentos supostamente comprometedores para o IPPAR. Comentários para quê?... :-(
"URGENTE
Conferência de Imprensa sobre o Túnel de Ceuta
Hoje, quinta-feira, dia 19 de Maio, pelas 18 horas, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, dá uma conferência de imprensa sobre o Túnel de Ceuta.
A conferência decorrerá na Sala de Imprensa da autarquia portuense."
PS: Pelo que percebi do que ouvi agora na Antena 1, o tribunal terá negado a suspensão do embargo e por isso a obra terá mesmo que parar. Rui Rio agora apela a Sócrates, ameaça colocar a Ministra da Cultura em tribunal por má-fé e abuso de poder, e diz que vai revelar novos documentos supostamente comprometedores para o IPPAR. Comentários para quê?... :-(
De: Carlos Gilbert - "Marinas no Douro (parte final)"
Eu não gosto de deixar assuntos a meio, e já que por via das circunstâncias trouxe aqui à baila este assunto da marina, e existindo há uns anos já um projecto do Sport Clube do Porto para um equipamento destes junto à Alfândega, gostaria de explicar porque motivo entendo que se deveria optar por outra solução, agora que vamos ter a barra protegida pelos famosos molhes.
1. A zona da Alfândega tem uma majestosidade que mereceria que lá se (re)criassem condições de atracagem de navios da sua época, ou seja, os "tall ships". Para quem não está familiarizado com este termo, direi que são barcos à vela de médio a grande porte, grande parte deles restaurados de forma exemplar e que estiveram ao serviço entre o fim do séc. XIX e meados do séc. XX (como nós temos o navio-escola "Sagres" e o lugre "Creoula" mais a nau "D. Fernando e Glória", esta atracada na marina do "Parque Expo"). Fazer-se ali um pontão para navios destes poderem regularmente visitar a nossa cidade seria o ideal e enquadrar-se-ia de forma perfeita na zona. Infelizmente as famosas "Cutty Sark Tall Ship Races" já terminaram - e foi integradas numa destas que há uns anos umas dezenas de embarcações demandaram o Porto, dando à zona ribeirinha um colorido único! Mas, todos os anos há por essa Europa fora eventos englobando embarcações à vela do tipo clássico, portanto porque não chamá-los com regularidade à nossa cidade? Se por um lado se vai recriar o ambiente no "Circuito da Boavista" dos anos 50 e 60 (o que em si acho óptima ideia, a forma de o "vender à cidade" é que já será outra coisa...), porque não recriar na zona ribeirinha o buliço das embarcações clássicas? Por motivos de orgulho citadino, por motivos desportivos e também pela devida componente turística, quer dizer, económica.
2. Para embarcações do tipo iate moderno é que entendo o local menos apropriado do ponto de vista do enquadramento estético, daí ter nascido a minha sugestão de transpor essa marina para os locais que foco noutro local. Se soubermos criar condições economicamente vantajosas para atracagem de longa duração, tenho a certeza que muitos proprietários estrangeiros de iates escolheriam a nossa cidade como ancoradouro permanente ou pelo menos semi-permanente, pois no sul de Espanha os preços são proibitivos e no norte deste país os ancoradouros estão esgotados em todas as marinas (Baiona, Vigo, S. Xenxo, etc.). O que daria boas hipóteses a uma marina no Porto. Leixões, como vimos com o incêndio das condutas da Petrogal, não oferece condições de segurança, além do mais o espaço lá é exíguo, e os molhes do Douro agora vêm dar à (outrora) tão temível barra uma segurança que nunca teve.
Há-que aproveitar é as oportunidades e estas não se esgotam nos passeios rio acima e abaixo...
Carlos Gilbert
1. A zona da Alfândega tem uma majestosidade que mereceria que lá se (re)criassem condições de atracagem de navios da sua época, ou seja, os "tall ships". Para quem não está familiarizado com este termo, direi que são barcos à vela de médio a grande porte, grande parte deles restaurados de forma exemplar e que estiveram ao serviço entre o fim do séc. XIX e meados do séc. XX (como nós temos o navio-escola "Sagres" e o lugre "Creoula" mais a nau "D. Fernando e Glória", esta atracada na marina do "Parque Expo"). Fazer-se ali um pontão para navios destes poderem regularmente visitar a nossa cidade seria o ideal e enquadrar-se-ia de forma perfeita na zona. Infelizmente as famosas "Cutty Sark Tall Ship Races" já terminaram - e foi integradas numa destas que há uns anos umas dezenas de embarcações demandaram o Porto, dando à zona ribeirinha um colorido único! Mas, todos os anos há por essa Europa fora eventos englobando embarcações à vela do tipo clássico, portanto porque não chamá-los com regularidade à nossa cidade? Se por um lado se vai recriar o ambiente no "Circuito da Boavista" dos anos 50 e 60 (o que em si acho óptima ideia, a forma de o "vender à cidade" é que já será outra coisa...), porque não recriar na zona ribeirinha o buliço das embarcações clássicas? Por motivos de orgulho citadino, por motivos desportivos e também pela devida componente turística, quer dizer, económica.
2. Para embarcações do tipo iate moderno é que entendo o local menos apropriado do ponto de vista do enquadramento estético, daí ter nascido a minha sugestão de transpor essa marina para os locais que foco noutro local. Se soubermos criar condições economicamente vantajosas para atracagem de longa duração, tenho a certeza que muitos proprietários estrangeiros de iates escolheriam a nossa cidade como ancoradouro permanente ou pelo menos semi-permanente, pois no sul de Espanha os preços são proibitivos e no norte deste país os ancoradouros estão esgotados em todas as marinas (Baiona, Vigo, S. Xenxo, etc.). O que daria boas hipóteses a uma marina no Porto. Leixões, como vimos com o incêndio das condutas da Petrogal, não oferece condições de segurança, além do mais o espaço lá é exíguo, e os molhes do Douro agora vêm dar à (outrora) tão temível barra uma segurança que nunca teve.
Há-que aproveitar é as oportunidades e estas não se esgotam nos passeios rio acima e abaixo...
Carlos Gilbert
De: Carlos Gilbert - "A envolvente dos molhes..."
"... e a marina no rio"
Caro Luiz,
Grande honra me dás em ter sido por um assunto por mim apresentado que te inicias nestas lides bloguistas... Humor à parte, assalta-me uma ideia: lembro-me de ter visto na Comunicação Social uma espécie de planta sobre os molhes que agora estão em construção e uma descrição dos mesmos, mas não me recordo que tenham referido com pormenor a tal "envolvente paisagística". Haverá alguma forma de colocar aqui um esboço da mesma? Devo referir que - embora convidado - não pude ir na altura do primeiro projecto a uma reunião do qual saiu o famoso "documento dos notáveis". Emiti a minha opinião sobre o assunto por mais de uma vez noutro sítio (no "Público - Local Porto", a última a 15/08/1999) e ao reler esta última vejo que se mantém mais que actual (infelizmente é demasiado longa para ser facilmente transcrita aqui).
Espero que desta vez os molhes se enquadrem mais na zona (ainda espero que não ultrapassem a cota do pequeno molhe que existe há muito mesmo ao lado do "molhe de Felgueiras" que - para quem o não sabe - é o que tem o farol na sua ponta) mas se - como escrevi no artigo acima referido - as autoridades nacionais não autorizaram o prolongamento do "molhe de Felgueiras" por este ser património protegido (o que em meu entendimento teria sido a opção esteticamente mais vantajosa e tecnicamente ideal por evitar a construção de um outro molhe, paralelo) a ver vamos se este molhe "protegido pelo seu valor patrimonial" não vai ser seriamente afectado na sua inserção local pela construção do esporão com 300 metros mesmo ao lado...
Mas, Luiz, quando num outro texto meu referi o teu nome foi mais para saber a tua opinião sobre a minha sugestão de um marina na zona da Cantareira (ou no Ouro), como temos vindo a debater hoje aqui, não só como arquitecto, mas também como velejador de longa data. O rio teria imenso a ganhar com o buliço das embarcações (à vela e a motor também) e de minha parte não me canso de chamar este assunto à ribalta!
Grande abraço,
Carlos
Caro Luiz,
Grande honra me dás em ter sido por um assunto por mim apresentado que te inicias nestas lides bloguistas... Humor à parte, assalta-me uma ideia: lembro-me de ter visto na Comunicação Social uma espécie de planta sobre os molhes que agora estão em construção e uma descrição dos mesmos, mas não me recordo que tenham referido com pormenor a tal "envolvente paisagística". Haverá alguma forma de colocar aqui um esboço da mesma? Devo referir que - embora convidado - não pude ir na altura do primeiro projecto a uma reunião do qual saiu o famoso "documento dos notáveis". Emiti a minha opinião sobre o assunto por mais de uma vez noutro sítio (no "Público - Local Porto", a última a 15/08/1999) e ao reler esta última vejo que se mantém mais que actual (infelizmente é demasiado longa para ser facilmente transcrita aqui).
Espero que desta vez os molhes se enquadrem mais na zona (ainda espero que não ultrapassem a cota do pequeno molhe que existe há muito mesmo ao lado do "molhe de Felgueiras" que - para quem o não sabe - é o que tem o farol na sua ponta) mas se - como escrevi no artigo acima referido - as autoridades nacionais não autorizaram o prolongamento do "molhe de Felgueiras" por este ser património protegido (o que em meu entendimento teria sido a opção esteticamente mais vantajosa e tecnicamente ideal por evitar a construção de um outro molhe, paralelo) a ver vamos se este molhe "protegido pelo seu valor patrimonial" não vai ser seriamente afectado na sua inserção local pela construção do esporão com 300 metros mesmo ao lado...
Mas, Luiz, quando num outro texto meu referi o teu nome foi mais para saber a tua opinião sobre a minha sugestão de um marina na zona da Cantareira (ou no Ouro), como temos vindo a debater hoje aqui, não só como arquitecto, mas também como velejador de longa data. O rio teria imenso a ganhar com o buliço das embarcações (à vela e a motor também) e de minha parte não me canso de chamar este assunto à ribalta!
Grande abraço,
Carlos
De: Miguel Barbot - "Marinas (cont)"
Carlos,
A comparação que fiz foi apenas entre as condições de Leixões e de outra qualquer marina no Douro. Creio que qualquer localização no Rio traria exactamente os mesmos problemas do ponto de vista náutico. A diferença poderia residir apenas na vocação turística de cada lugar.
Na minha experiência (muito anterior à marina de Leixões), as condições náuticas oferecidas em Leça são bastante boas, principalmente para as fases de aprendizagem, pois toda a Bacia do Porto de Leixões oferece uma excelente alternativa nos dias de maior vento e ondulação que impedem as pequenas embarcações de "sair" para o mar, já para não falar na quase ausência de correntes.
Creio que, Leixões continuará a ser a referência ao nível da vela ligeira e decompetição, dado que existem outros clubes instalados para além do Sport.
Relativamente ao Douro, a construção da Marina é fundamental e a sua localização deve ser reflexo mais da análise do potencial turístico e económico do equipamento em detrimento do seu potencial desportivo. Ou seja, querendo atrair a vela de cruzeiro (turismo) para o equipamento náutico e frequentadores para a zona de restauração (turismo e locais), qual das hipóteses é a mais adequada?
E por fim, qual das hipóteses de localização no Douro iria valorizar mais a Cidade? Qual o impacto do equipamento no esforço de revitalização do Centro Histórico?
Nota: Relativamente à Baía de S. Paio, creio que já são feitas algumas regatas. Pelo menos, há dois anos andaram por lá alguns "tornados" ou outra categoria de catamaran.
A comparação que fiz foi apenas entre as condições de Leixões e de outra qualquer marina no Douro. Creio que qualquer localização no Rio traria exactamente os mesmos problemas do ponto de vista náutico. A diferença poderia residir apenas na vocação turística de cada lugar.
Na minha experiência (muito anterior à marina de Leixões), as condições náuticas oferecidas em Leça são bastante boas, principalmente para as fases de aprendizagem, pois toda a Bacia do Porto de Leixões oferece uma excelente alternativa nos dias de maior vento e ondulação que impedem as pequenas embarcações de "sair" para o mar, já para não falar na quase ausência de correntes.
Creio que, Leixões continuará a ser a referência ao nível da vela ligeira e decompetição, dado que existem outros clubes instalados para além do Sport.
Relativamente ao Douro, a construção da Marina é fundamental e a sua localização deve ser reflexo mais da análise do potencial turístico e económico do equipamento em detrimento do seu potencial desportivo. Ou seja, querendo atrair a vela de cruzeiro (turismo) para o equipamento náutico e frequentadores para a zona de restauração (turismo e locais), qual das hipóteses é a mais adequada?
E por fim, qual das hipóteses de localização no Douro iria valorizar mais a Cidade? Qual o impacto do equipamento no esforço de revitalização do Centro Histórico?
Nota: Relativamente à Baía de S. Paio, creio que já são feitas algumas regatas. Pelo menos, há dois anos andaram por lá alguns "tornados" ou outra categoria de catamaran.
De: Cristina Santos - "O encontro"
O Pedro Aroso vem levantar a questão da escolha face às circunstâncias.
Não me agradam votos de protesto, dado que eles resultam da falta de opções viáveis.
Contudo esta oportunidade de encontro e debate é primordial para quem se interessa pela Cidade. Quem ama a Cidade não tem partido, tem nacionalidade; quem gosta do Porto não vota por descargo de consciência, vota pelo futuro.
Espero deste encontro que as solicitações expostas não resultem em novidade para Francisco Assis, espero que se vislumbre a sua tendência e as perspectivas quanto ao seu programa eleitoral.
Mais do que falar pretendo ouvir, não me serve um discurso facilitista ou consentido, mau seria que Francisco Assis esperasse estes dois meses para se preparar para governar o Porto.
Deve juntar a sua experiência resolutiva e orientação politica para traçar uma estratégia, numa situação ideal devia ter pensado e lutado por ela durante anos, no mínimo devia fazer parte da Assembleia, mas em último reduto o PS Porto pode ter feito um bom trabalho de casa e elegido Assis com representante desse esforço...
Lá estarei na esperança de ouvir novas medidas, novos caminhos, que se adequem à realidade da Cidade.
De outra forma, Francisco Assis terá aqui uma corrente de críticas, que não deixarão passar em branco o convencimento demagogo de alguém considerar que consegue sem esforço ou conhecimento gerir a nossa Cidade.
Cristina Santos
Não me agradam votos de protesto, dado que eles resultam da falta de opções viáveis.
Contudo esta oportunidade de encontro e debate é primordial para quem se interessa pela Cidade. Quem ama a Cidade não tem partido, tem nacionalidade; quem gosta do Porto não vota por descargo de consciência, vota pelo futuro.
Espero deste encontro que as solicitações expostas não resultem em novidade para Francisco Assis, espero que se vislumbre a sua tendência e as perspectivas quanto ao seu programa eleitoral.
Mais do que falar pretendo ouvir, não me serve um discurso facilitista ou consentido, mau seria que Francisco Assis esperasse estes dois meses para se preparar para governar o Porto.
Deve juntar a sua experiência resolutiva e orientação politica para traçar uma estratégia, numa situação ideal devia ter pensado e lutado por ela durante anos, no mínimo devia fazer parte da Assembleia, mas em último reduto o PS Porto pode ter feito um bom trabalho de casa e elegido Assis com representante desse esforço...
Lá estarei na esperança de ouvir novas medidas, novos caminhos, que se adequem à realidade da Cidade.
De outra forma, Francisco Assis terá aqui uma corrente de críticas, que não deixarão passar em branco o convencimento demagogo de alguém considerar que consegue sem esforço ou conhecimento gerir a nossa Cidade.
Cristina Santos
De: L. Botelho Dias - "Marinas do Douro"
Caro Carlos Gilbert
Embora siga atentamente as notícias publicadas neste blog, é a primeira vez que participo.
Em resposta à tua questão eu, que também estive na famosa reunião com o Pedro e o Rui, fiquei com a ideia de que o trabalho do Carlos Prata explora de forma bastante abrangente todas as potencialidades decorrentes da construção do novo molhe. Por outro lado estou em crer que o impacte visual, em vez de perturbar a paisagem, vai contribuir para a sua valorização.
Um abraço do
Luiz Botelho Dias
Embora siga atentamente as notícias publicadas neste blog, é a primeira vez que participo.
Em resposta à tua questão eu, que também estive na famosa reunião com o Pedro e o Rui, fiquei com a ideia de que o trabalho do Carlos Prata explora de forma bastante abrangente todas as potencialidades decorrentes da construção do novo molhe. Por outro lado estou em crer que o impacte visual, em vez de perturbar a paisagem, vai contribuir para a sua valorização.
Um abraço do
Luiz Botelho Dias
De: TAF - "Camélias"
Segundo o Público de hoje o IPPAR deu finalmente o ok ao Centro das Camélias (ver notícia no Comércio de 31 de Março)
De: Pedro Aroso - "Debate com Francisco Assis"
Caro Tiago
Este debate com o candidato Francisco Assis parece-me prematuro...
Durante os primeiros dias da campanha eleitoral para as autárquicas de 1989, ficou claro que o Dr. Fernando Gomes conhecia muito mal o concelho do Porto. Tratando-se de um político hábil e inteligente, rapidamente apreendeu as questões, acabando mesmo por incluir no seu discurso propostas de outros candidatos, como foi o caso do Metro de Superfície. Esta estratégia, aliada à sua simpatia e capacidade comunicativa, permitiram-lhe inverter o sentido do voto, que inicialmente dava a vitória ao PSD. Ainda bem que isso aconteceu. Considero que o Fernando e a sua equipa criaram um brain storming na cidade, galvanizando todos os sectores da sociedade civil. Seguiu-se um período de grande dinamismo económico e cultural. Guardo dessa época e do tempo em que integrei a vereação as melhores recordações e uma amizade que ainda hoje perdura. Infelizmente, o último mandato ficou marcado por uma grande desmotivação, que culminou com a sua ida para o Governo. O "sucessor", de quem também sou amigo e com quem mantive sempre um bom relacionamento, não foi capaz de recarregar as baterias, envolvendo-se em questiúnculas com toda a gente, inclusive dentro do próprio partido, com inegáveis prejuízos para a cidade. A eleição de Rui Rio, que eu apoiei apenas por convicção, acabou por ser um cartão vermelho ao Fernando Gomes. Receio que a história volte a repetir-se... Não sinto que o Dr. Francisco Assis tenha qualquer afinidade com o Porto, ou um projecto de futuro de vida nesta cidade, mas muita gente irá puxar do cartão vermelho, votando nele.
Em resumo e voltando à minha questão inicial, penso que lhe devíamos dar mais tempo para conhecer a realidade. Não me apetece nada participar num debate em que as respostas irão, inevitavelmente, apoiar-se em questões de princípio.
Pedro Aroso
PS: Independentemente daquilo que escrevi, tenho o Dr. Francisco Assis na conta de um homem sério, sendo mesmo um dos poucos políticos do Partido Socialista que eu admiro.
--
Nota de TAF: Caro Pedro, o encontro (mais do que "debate") foi proposto pelo PS. Vejo-o como um meio de o candidato ouvir o que a cidade tem para dizer, precisamente para lhe permitir construir o seu programa da forma mais adequada. É mais importante um encontro nesta fase preliminar do que mais tarde, em que Francisco Assis iria ter que defender um programa eventualmente menos válido por não ter auscultado os munícipes em devido tempo.
Este debate com o candidato Francisco Assis parece-me prematuro...
Durante os primeiros dias da campanha eleitoral para as autárquicas de 1989, ficou claro que o Dr. Fernando Gomes conhecia muito mal o concelho do Porto. Tratando-se de um político hábil e inteligente, rapidamente apreendeu as questões, acabando mesmo por incluir no seu discurso propostas de outros candidatos, como foi o caso do Metro de Superfície. Esta estratégia, aliada à sua simpatia e capacidade comunicativa, permitiram-lhe inverter o sentido do voto, que inicialmente dava a vitória ao PSD. Ainda bem que isso aconteceu. Considero que o Fernando e a sua equipa criaram um brain storming na cidade, galvanizando todos os sectores da sociedade civil. Seguiu-se um período de grande dinamismo económico e cultural. Guardo dessa época e do tempo em que integrei a vereação as melhores recordações e uma amizade que ainda hoje perdura. Infelizmente, o último mandato ficou marcado por uma grande desmotivação, que culminou com a sua ida para o Governo. O "sucessor", de quem também sou amigo e com quem mantive sempre um bom relacionamento, não foi capaz de recarregar as baterias, envolvendo-se em questiúnculas com toda a gente, inclusive dentro do próprio partido, com inegáveis prejuízos para a cidade. A eleição de Rui Rio, que eu apoiei apenas por convicção, acabou por ser um cartão vermelho ao Fernando Gomes. Receio que a história volte a repetir-se... Não sinto que o Dr. Francisco Assis tenha qualquer afinidade com o Porto, ou um projecto de futuro de vida nesta cidade, mas muita gente irá puxar do cartão vermelho, votando nele.
Em resumo e voltando à minha questão inicial, penso que lhe devíamos dar mais tempo para conhecer a realidade. Não me apetece nada participar num debate em que as respostas irão, inevitavelmente, apoiar-se em questões de princípio.
Pedro Aroso
PS: Independentemente daquilo que escrevi, tenho o Dr. Francisco Assis na conta de um homem sério, sendo mesmo um dos poucos políticos do Partido Socialista que eu admiro.
--
Nota de TAF: Caro Pedro, o encontro (mais do que "debate") foi proposto pelo PS. Vejo-o como um meio de o candidato ouvir o que a cidade tem para dizer, precisamente para lhe permitir construir o seu programa da forma mais adequada. É mais importante um encontro nesta fase preliminar do que mais tarde, em que Francisco Assis iria ter que defender um programa eventualmente menos válido por não ter auscultado os munícipes em devido tempo.
De: Rui Cunha - "O telemóvel do vereador"
Concordo inteiramente com o comentário de Carlos Gilbert.
Porém gostaria de perguntar:
1)Porque chega o pessoal do PS 25 min. atrasado a uma reunião marcada para as 10h.? Não será um desrespeito para os seus colegas e votantes?
2)Em assunto tão importante, porque não foi chamado de imediato pelos seus colegas de partido?
Só gostava de entender...
Cumprimentos
Rui Cunha
Porém gostaria de perguntar:
1)Porque chega o pessoal do PS 25 min. atrasado a uma reunião marcada para as 10h.? Não será um desrespeito para os seus colegas e votantes?
2)Em assunto tão importante, porque não foi chamado de imediato pelos seus colegas de partido?
Só gostava de entender...
Cumprimentos
Rui Cunha
De: Carlos Gilbert - "Marinas no Douro (cont.)"
Miguel,
Também fiz vela e windsurf que chegue em Leixões e em frente a Matosinhos para saber das condições que os praticantes destes desportos náuticos lá têm. Quando me referi à ausência de condições no meu primeiro texto, foi no aspecto da logística e não no seu sentido náutico propriamente dito.
Agora que vamos ter os referidos molhes na foz do Douro iremos ter condições que eu compararia talvez à Figueira da Foz, mais ou menos. Também já lá participei numa regata e sei que o único problema (para velejadores) é a vazante, devido à corrente. É pena a "baía de S. Paio" (que é a parte a montante do Cabedelo) não ser desassoreada, dava uma boa enseada para a prática de desportos náuticos, mas com os molhes construídos - e sobretudo com a protecção do enorme molhe norte - julgo que os iates pelo menos irão poder sair para o mar com bastante facilidade. Se irão poder entrar no Douro em plena vazante, isso já é um aspecto técnico que me escapa...
Mas, já que estamos no assunto: a corrente da vazante não se coloca igualmente para os praticantes da vela se um dia se fizer a dita marina junto à Alfândega?
Um abraço,
Carlos Gilbert
PS: Quanto ao efeito colateral na restauração (e na hotelaria, eventualmente) da marina junto à Alfândega, consigo imaginar facilmente o que de atractivo teria para os iatistas estrangeiros ancorarem numa futura marina junto à Cantareira e irem para a zona da Ribeira (e de volta à Cantareira) de eléctrico antigo!...
Também fiz vela e windsurf que chegue em Leixões e em frente a Matosinhos para saber das condições que os praticantes destes desportos náuticos lá têm. Quando me referi à ausência de condições no meu primeiro texto, foi no aspecto da logística e não no seu sentido náutico propriamente dito.
Agora que vamos ter os referidos molhes na foz do Douro iremos ter condições que eu compararia talvez à Figueira da Foz, mais ou menos. Também já lá participei numa regata e sei que o único problema (para velejadores) é a vazante, devido à corrente. É pena a "baía de S. Paio" (que é a parte a montante do Cabedelo) não ser desassoreada, dava uma boa enseada para a prática de desportos náuticos, mas com os molhes construídos - e sobretudo com a protecção do enorme molhe norte - julgo que os iates pelo menos irão poder sair para o mar com bastante facilidade. Se irão poder entrar no Douro em plena vazante, isso já é um aspecto técnico que me escapa...
Mas, já que estamos no assunto: a corrente da vazante não se coloca igualmente para os praticantes da vela se um dia se fizer a dita marina junto à Alfândega?
Um abraço,
Carlos Gilbert
PS: Quanto ao efeito colateral na restauração (e na hotelaria, eventualmente) da marina junto à Alfândega, consigo imaginar facilmente o que de atractivo teria para os iatistas estrangeiros ancorarem numa futura marina junto à Cantareira e irem para a zona da Ribeira (e de volta à Cantareira) de eléctrico antigo!...
De: Carlos Gilbert - "O telemóvel do vereador..."
Eu confesso que ainda estou de cabelos em pé... é assim que funciona a política entre nós??...
O que vem hoje em entrevista com J.L. Catarino no «Público» é o seguinte:
Cumprimentos,
Carlos Gilbert
O que vem hoje em entrevista com J.L. Catarino no «Público» é o seguinte:
- O PS tinha concordado com a CDU que esta apresentasse uma moção no período de "antes da ordem do dia" com vista a promover a paragem das obras de "requalificação" na Avenida dos Aliados até que o IPPAR se pronunciasse. Juntos, teriam a maioria dos votos (sete contra seis do conjunto PSD/CDS-PP) se todos os vereadores estivessem presentes.
- Como o pessoal do PS chegou vinte e cinco minutos atrasado à sessão daquele dia (que se iniciou às 10.00h), não se aperceberam que o dito "período de antes da ordem do dia" fora passado para "depois" da reunião (presumo que a pedido da CDU).
- Quando a reunião normal terminou, alega José Luis Catarino na entrevista, ouviu um ou dois veradores a falarem, mas foi quando recebeu o dito toque do seu telemóvel e, tendo a reunião já terminado, saiu da sala para atender o mesmo e foi à sua vida. Porquê? Porque alegadamente ninguém o informou de que ia haver ainda a tal sessão de "antes da ordem do dia" e muito menos o PS fora informado pela CDU de que ia ser nessa altura apresentada a referida moção contra as obras.
Cumprimentos,
Carlos Gilbert
De: Miguel Barbot - "Marinas II"
Carlos,
Concordo com a sua opinião. De facto, o Ouro/Cantareira, uma vez garantida a segurança, seriam locais de excepção para a instalação de um equipamento deste género. Na minha opinião, a Cantareira seria mesmo a localização ideal, visto o espaço disponível ser maior e estar mais próximo dos potenciais utilizadores (locais), praticantes do desporto.
A Alfândega tem maior potencial turístico e a vantagem de ser uma boa âncora de animação de toda aquela zona, tanto pelos utilizadores esporádicos (viajantes e turistas) como pelas valências de restauração.
Como ex-praticante de vela no Sport, creio que a nova marina servirá principalmente o turismo pois não me acredito que, mesmo após a construção dos molhes, a barra do Douro venha a ter as mesmas condições para a vela ligeira como tem Leixões.
Embora seja o defensor da construção de uma Marina, com respectivo impacto ambiental acautelado, esteticamente a solução da Alfândega não me atrai muito, mais pelo aglomerado de bares e restaurantes do que pela Marina propriamente dita, mas também compreendo que seja fundamental para garantir a viabilidade económica do projecto.

Desenho representativo do Projecto para a Marina da Alfândega, retirado do artigo na Porto Sempre de Abril (página 41)
Miguel Barbot
Concordo com a sua opinião. De facto, o Ouro/Cantareira, uma vez garantida a segurança, seriam locais de excepção para a instalação de um equipamento deste género. Na minha opinião, a Cantareira seria mesmo a localização ideal, visto o espaço disponível ser maior e estar mais próximo dos potenciais utilizadores (locais), praticantes do desporto.
A Alfândega tem maior potencial turístico e a vantagem de ser uma boa âncora de animação de toda aquela zona, tanto pelos utilizadores esporádicos (viajantes e turistas) como pelas valências de restauração.
Como ex-praticante de vela no Sport, creio que a nova marina servirá principalmente o turismo pois não me acredito que, mesmo após a construção dos molhes, a barra do Douro venha a ter as mesmas condições para a vela ligeira como tem Leixões.
Embora seja o defensor da construção de uma Marina, com respectivo impacto ambiental acautelado, esteticamente a solução da Alfândega não me atrai muito, mais pelo aglomerado de bares e restaurantes do que pela Marina propriamente dita, mas também compreendo que seja fundamental para garantir a viabilidade económica do projecto.

Desenho representativo do Projecto para a Marina da Alfândega, retirado do artigo na Porto Sempre de Abril (página 41)
Miguel Barbot
De: TAF - O telemóvel do vereador
Recebi agora um telefonema de José Luis Catarino, a propósito do episódio do telemóvel, que não tinha ainda lido os textos aqui n'A Baixa do Porto, mas apenas aquilo que aparece hoje impresso no Comércio.
Eu, pelo meu lado, ainda não tive oportunidade de comprar o jornal e por isso só daqui a pouco vou ver o tratamento gráfico que o Comércio fez e que terá desagradado a José Luís Catarino.
Naturalmente, convidei o visado a escrever um texto aqui no blog. :-)
O convite foi aceite, mas apenas na segunda-feira José Luís Catarino me poderá entregá-lo para publicação. Por isso, aqui fica um pequeno resumo da versão dele que me foi contada por telefone (espero ser fiel no relato).
Eu, pelo meu lado, ainda não tive oportunidade de comprar o jornal e por isso só daqui a pouco vou ver o tratamento gráfico que o Comércio fez e que terá desagradado a José Luís Catarino.
Naturalmente, convidei o visado a escrever um texto aqui no blog. :-)
O convite foi aceite, mas apenas na segunda-feira José Luís Catarino me poderá entregá-lo para publicação. Por isso, aqui fica um pequeno resumo da versão dele que me foi contada por telefone (espero ser fiel no relato).
- A moção em causa foi debatida numa altura pouco habitual da sessão.
- Não se sabia sequer que ela ia ser discutida.
- Rui Sá, ao contrário do que seria habitual, não avisou com antecedência do agendamento desse tema.
- José Luís Catarino não se ausentou temporariamente da sessão, mas sim definitivamente, quando recebeu uma chamada pessoal que terá exigido uma acção imediata da sua parte.
- Verificando-se que ia decorrer uma votação, nenhum dos seus colegas o contactou por telemóvel a pedir para voltar à sala nem, tanto quanto ele saiba, se adiou uns minutos a votação para entretanto tentar conseguir a sua presença.
De: Cristina Santos - "Porto Vivo..."
"... em em linguagem para empreiteiro"
A apresentação do projecto da Porto Vivo para empresários e empreiteiros, teve lugar na Aiccopn no passado dia 17.
Esta apresentação visou esclarecer as intenções desta entidade e o papel que cabe a cada um de nós da recuperação da Cidade.
As metas:
A Porto Vivo terá o papel de:
Cristina Santos
A apresentação do projecto da Porto Vivo para empresários e empreiteiros, teve lugar na Aiccopn no passado dia 17.
Esta apresentação visou esclarecer as intenções desta entidade e o papel que cabe a cada um de nós da recuperação da Cidade.
As metas:
- Atingir um comércio de qualidade, aproveitando os recursos históricos do Porto que ajudarão na aposta do mercado que privilegia a diferença, (quanto a mim em linha aproximada a Milão, já tinha falado disto neste post) ;
- Formar recursos humanos e comunidade civil, para a recepção de qualidade, prestigio, boas normas e tradicionalismo;
- Promover o Bairrismo, aproveitar a cultura e transformar isso em Turismo de qualidade - Exportar eventos como o São João;
- Incentivar privados e demais entidades a disporem de informação sobre a Cidade, a História os eventos, de forma a incentivar o conhecimento e amor pela nossa história.
- A Porto Vivo recorrerá a Fundos Europeus, programas de financiamento que serão legislados, para seu uso próprio e também para incentivo a empresários e empreendedoras;
- Está ser criada uma legislação que incentive o restauro do património, crie contrapartidas fiscais etc (como alias já tinha falado aqui e que é uma medida em uso no Brasil, Itália e outros países).
- A Porto Vivo está a culminar um regulamento para a aprovação de projectos especificos.
- Esta entidade faz o levantamento dos quarteirões ZIP, ao estilo da vulgo Vistoria, traça o desenho de orientação e aguarda os projectos dos proprietários /investidores.
- Como são apenas compreendidos projectos à escala do quarteirão e como a definição de um projecto de tal envergadura envolve muita discussão, quando todos estiverem de acordo o projecto terá uma aprovação em 20 dias.
- Os proprietários dos quarteirões ZIP, devem juntar-se e apresentar as suas ideias, como a SRU fez para Carlos Alberto.
- A Porto Vivo permitirá nos edifícios devolutos, que as cérceas sejam levantadas, os interiores completamente refeitos, permite ainda a união de edifícios e abertura de logradouros.
- Nos casos das casas ainda ocupadas, fará a vistoria que já existe, e imporá aos proprietários o restabelecimento da salubridade. Os proprietários poderão continuar a candidatar-se ao Recria e ou outros programas.
- O programa Recria continuará a ser um auxiliador, na medida em que o fundo perdido ajuda os proprietários com renda condicionada.
- As rendas actualizadas, em edifícios reconvertidos onde se manterão os ocupantes, continuarão a obedecer aos critérios de 15% sobre o rendimento do agregado.
A Porto Vivo terá o papel de:
- Desenhar , aprovar e obrigar.
- Conciliar todos os interesses;
- Facilitar os processos de aprovação;
- Contactar empresas que visem estabelecer-se na nossa Baixa;
- Avaliação patrimonial, apoio técnico, contactos com IPPAR e outros.
- Criar normativos para a Reabilitação.
- Se um proprietário se recusar a cumprir o estabelecido para o quarteirão em projecto, a Porto Vivo tentará a compra e se tal não for viável, o proprietário será expropriado.
- O edifício do Luso, será unido ao seu geminado, criando um espaço comercial aberto no Res-do-Chão, escritórios e habitação no resto do edifício.
- Neste quarteirão as cérceas serão unificadas;
- Os inquilinos serão alojados temporariamente pela Câmara e as condições das suas habitações serão restabelecidas.
- Todas as aprovações necessárias como as do IPPAR, já estão ao momento resolvidas.
Cristina Santos
De: Carlos Gilbert - "Debate com Francisco Assis"
Parabéns pelo reconhecimento (do nosso blogue) que tal convite implica! Sugiro é a todos que lá queiram ir e intervir de forma activa que pensem bem no que vão dizer e como o fazer da forma mais sucinta possível. É que algumas das intervenções que ouvimos na já famosa "Tertulia do Guarany" não primaram pela fluidez (eu próprio me vi em palpos de aranha ao interpelar os responsáveis presentes de forma fluida e interessante para todos...). E, outra coisa, para evitar interpelações múltiplas sobre o(s) mesmo(s) tema(s), vai haver uma espécie de inscrição prévia para apresentar ideias, Tiago, ou é no mais puro "estilo de café"? Já agora: como se vai saber quem é daqui deste espaço e quem não? Não é que me queira arvorar em "elitista", mas se o convite foi feito especificamente para os membros deste blogue, será de aceitar a eventual imiscuição de elementos externos que porventura queiram "vir à boleia"? Espero não ser mal interpretado neste assunto...
Carlos Gilbert
PS: Estou para ver se o Dr. Rui Rio vai fazer o mesmo...
--
Nota de TAF: Não discuti ainda os detalhes do evento com Francisco Assis, mas eu proporia um modelo semelhante ao daqui do blog, em que a participação é livre mas sujeita a um moderador ditatorial ;-)
Carlos Gilbert
PS: Estou para ver se o Dr. Rui Rio vai fazer o mesmo...
--
Nota de TAF: Não discuti ainda os detalhes do evento com Francisco Assis, mas eu proporia um modelo semelhante ao daqui do blog, em que a participação é livre mas sujeita a um moderador ditatorial ;-)
De: Carlos Gilbert - "Marinas no Douro"
Caro Miguel,
Eu sugeri a(s) marina(s) na parte baixa do Douro no meu texto anterior como alternativa à projectada para a zona da Alfândega (se bem que o não tenha afirmado de forma explícita). Não importa aqui tanto se eu gosto ou não da ideia proposta para aquele local, entendo é que do ponto-de-vista técnico (e estético) uma marina se enquadraria melhor numa das zonas que referi: Cantareira, Ouro e/ou Afurada. Junto à Ribeira, atrevo-me a dizer que o único local onde ficava razoavelmente bem uma pequena marina é junto à Ribeira de Gaia, onde um estrutura dessas já esteve montada aquando da vinda dos "tall ships" ao Porto. Junto à Alfândega acho que uma estrutura dessas iria não ficar esteticamente enquadrada com a majestosidade do local e - até prova em contrário - julgo que haverá locais onde ficaria melhor enquadrada.
Como se trata também de assunto envolvendo a Baixa do Porto, vamos dar eventualmente continuidade a este debate?
Abraço,
Carlos Gilbert
Eu sugeri a(s) marina(s) na parte baixa do Douro no meu texto anterior como alternativa à projectada para a zona da Alfândega (se bem que o não tenha afirmado de forma explícita). Não importa aqui tanto se eu gosto ou não da ideia proposta para aquele local, entendo é que do ponto-de-vista técnico (e estético) uma marina se enquadraria melhor numa das zonas que referi: Cantareira, Ouro e/ou Afurada. Junto à Ribeira, atrevo-me a dizer que o único local onde ficava razoavelmente bem uma pequena marina é junto à Ribeira de Gaia, onde um estrutura dessas já esteve montada aquando da vinda dos "tall ships" ao Porto. Junto à Alfândega acho que uma estrutura dessas iria não ficar esteticamente enquadrada com a majestosidade do local e - até prova em contrário - julgo que haverá locais onde ficaria melhor enquadrada.
Como se trata também de assunto envolvendo a Baixa do Porto, vamos dar eventualmente continuidade a este debate?
Abraço,
Carlos Gilbert
De: TAF - "Apontadores do dia"
- Obras em cinco escolas
- Nova rede da STCP - Verba proveniente do Estado continua a ser insuficiente
- Estrutura nacional para a reabilitação urbana
- Maior navio turístico do Douro já está em Gaia e é inaugurado amanhã
- Governo quer novo modelo para a Autoridade dos Transportes
- CMIN - rectificação
- Museu de Zoologia da Faculdade de Ciências do Porto reabre ao público
- Casa do Infante abre aos visitantes um novo e singular núcleo museológico
- Corta! Festival Curtas Metragens do Porto arranca hoje na Almeida Garrett
- "Dia em cheio" no Museu Soares dos Reis - "Faço um balanço bastante positivo pois não fizemos uma divulgação do que se ia passar, porque até temos vergonha que as pessoas cá venham tendo em conta o aspecto exterior ao museu." - Também não é preciso exagerar!
- Debate sobre desertificação da Invicta aponta ‘criatividade’ como solução - "Sem grandes concretizações, a criatividade foi o recurso mais apontado como forma de reinventar a cidade." - Ai é? Aqui vão então mais algumas sugestões do mesmo estilo: "A solução para a Baixa é revitalizá-la.", "O segredo é colocar a economia a funcionar bem.", "Deve-se apostar em boas ideias.", "Fundamental é aumentar a produtividade.", "O importante é conquistar investidores.", "O caminho passa por resolver os problemas sociais.", "Motivem-se as pessoas e a cidade renasce."
- Estratégias para um Porto mais criativo e cultural em debate - Acabo de ler este outro texto, depois de ter escrito o comentário acima. Não há dúvidas: "O Porto deve definir estratégias de inovação e criatividade a nível metropolitano, trazer jovens para o centro da cidade e apostar na formação cultural" - Debate muito útil, muito útil...
- "Andar às vozes" - Ouça-se.
- "A Baixa do Porto" no Comércio
- Nova rede da STCP - Verba proveniente do Estado continua a ser insuficiente
- Estrutura nacional para a reabilitação urbana
- Maior navio turístico do Douro já está em Gaia e é inaugurado amanhã
- Governo quer novo modelo para a Autoridade dos Transportes
- CMIN - rectificação
- Museu de Zoologia da Faculdade de Ciências do Porto reabre ao público
- Casa do Infante abre aos visitantes um novo e singular núcleo museológico
- Corta! Festival Curtas Metragens do Porto arranca hoje na Almeida Garrett
- "Dia em cheio" no Museu Soares dos Reis - "Faço um balanço bastante positivo pois não fizemos uma divulgação do que se ia passar, porque até temos vergonha que as pessoas cá venham tendo em conta o aspecto exterior ao museu." - Também não é preciso exagerar!
- Debate sobre desertificação da Invicta aponta ‘criatividade’ como solução - "Sem grandes concretizações, a criatividade foi o recurso mais apontado como forma de reinventar a cidade." - Ai é? Aqui vão então mais algumas sugestões do mesmo estilo: "A solução para a Baixa é revitalizá-la.", "O segredo é colocar a economia a funcionar bem.", "Deve-se apostar em boas ideias.", "Fundamental é aumentar a produtividade.", "O importante é conquistar investidores.", "O caminho passa por resolver os problemas sociais.", "Motivem-se as pessoas e a cidade renasce."
- Estratégias para um Porto mais criativo e cultural em debate - Acabo de ler este outro texto, depois de ter escrito o comentário acima. Não há dúvidas: "O Porto deve definir estratégias de inovação e criatividade a nível metropolitano, trazer jovens para o centro da cidade e apostar na formação cultural" - Debate muito útil, muito útil...
- "Andar às vozes" - Ouça-se.
- "A Baixa do Porto" no Comércio
De: Mário G. Fernandes - "Casa Forte com palmeiras"
Como referiu David Afonso, as soluções urbanísticas preservadoras da memória "são uma imposição em nome do interesse comum, hierarquicamente superior". Além disso, como refere Rocha Antunes, o mercado vai depurando, certamente, mas o seu funcionamento, por si só, não garante o bem comum.
Passando aos casos concretos: as palmeiras e o quarteirão da Casa Forte.
Quanto às primeiras, pelo resultado se percebe que foram cometidos erros e é verdade que as plantas por vezes morrem, mesmo quando os homens não querem.
Em relação ao edificado da rua Sá da Bandeira, em concreto, e repetindo-me, gostava de saber se a SRU e os promotores imobiliários consideram que a sua preservação (a discutir de que forma, mas nunca como puro fachadismo) é encarada como uma condicionante do projecto. Este é um dos aspectos que interessa clarificar, neste caso como noutros. Tenho um palpite sobre as considerações dos promotores imobiliários deste caso concreto e imagino os considerandos e a indecisão (?) da SRU. Aqui não se trata de uma questão de regras, é mais de opções, é que os edifícios só morrem quando os homens assim entendem.
Mário G. Fernandes
Passando aos casos concretos: as palmeiras e o quarteirão da Casa Forte.
Quanto às primeiras, pelo resultado se percebe que foram cometidos erros e é verdade que as plantas por vezes morrem, mesmo quando os homens não querem.
Em relação ao edificado da rua Sá da Bandeira, em concreto, e repetindo-me, gostava de saber se a SRU e os promotores imobiliários consideram que a sua preservação (a discutir de que forma, mas nunca como puro fachadismo) é encarada como uma condicionante do projecto. Este é um dos aspectos que interessa clarificar, neste caso como noutros. Tenho um palpite sobre as considerações dos promotores imobiliários deste caso concreto e imagino os considerandos e a indecisão (?) da SRU. Aqui não se trata de uma questão de regras, é mais de opções, é que os edifícios só morrem quando os homens assim entendem.
Mário G. Fernandes
2005/05/18
De: António Moreira - "Pode ser no Vau?"
"Este encontro com Francisco Assis está previsto para Domingo, dia 29, pelas 18:30, em local a combinar."
Sugiro a Praia do Vau, talvez em casa de alguém conhecido do PS, já que é onde estarei entre o dia 27 deste mês e o dia 9 de Junho.
Não podendo ser, peço ao Tiago e aos outros presentes que deixem a recomendação de que se continuem a ouvir os portuenses (não só os bloguistas e outros ilustres :) ) depois de Outubro, no caso de (eu também espero*) vir a ser eleito Presidente da Câmara.
É pena faltar, mas vou estar na companhia das três mulheres da minha vida :-)
Fica para outra vez.
Cumprimentos
António Moreira
* Mas nada de confusões com o senhor do BE :)
Sugiro a Praia do Vau, talvez em casa de alguém conhecido do PS, já que é onde estarei entre o dia 27 deste mês e o dia 9 de Junho.
Não podendo ser, peço ao Tiago e aos outros presentes que deixem a recomendação de que se continuem a ouvir os portuenses (não só os bloguistas e outros ilustres :) ) depois de Outubro, no caso de (eu também espero*) vir a ser eleito Presidente da Câmara.
É pena faltar, mas vou estar na companhia das três mulheres da minha vida :-)
Fica para outra vez.
Cumprimentos
António Moreira
* Mas nada de confusões com o senhor do BE :)
De: TAF - "Francisco Assis conversa com o blog"
Fui recentemente contactado pelo Partido Socialista propondo-me um encontro entre os participantes d'A Baixa do Porto e Francisco Assis, no âmbito da auscultação à cidade que o candidato a Presidente da Câmara está a realizar.
Sendo este um espaço de abertura e debate, parece-me do maior interesse discutir a cidade com os políticos que nela intervêm. Assim, do mesmo modo que vários de nós se reuniram anteriormente com o vereador do Urbanismo a convite deste, certamente não errei ao aceitar em nome dos "bloguistas" a sugestão do PS. Do mesmo modo aceitarei eventuais propostas semelhantes com origem noutros candidatos.
Este encontro com Francisco Assis está previsto para Domingo, dia 29, pelas 18:30, em local a combinar.
Nunca é demais sublinhar que A Baixa do Porto é apenas uma "praça pública virtual" que dá voz a quem nela quiser pronunciar-se sobre o Porto. É frequentada por pessoas com pensamentos distintos, posições divergentes, atitudes diversas. Por isso é que é um bom local de reflexão. :-)
Sendo este um espaço de abertura e debate, parece-me do maior interesse discutir a cidade com os políticos que nela intervêm. Assim, do mesmo modo que vários de nós se reuniram anteriormente com o vereador do Urbanismo a convite deste, certamente não errei ao aceitar em nome dos "bloguistas" a sugestão do PS. Do mesmo modo aceitarei eventuais propostas semelhantes com origem noutros candidatos.
Este encontro com Francisco Assis está previsto para Domingo, dia 29, pelas 18:30, em local a combinar.
Nunca é demais sublinhar que A Baixa do Porto é apenas uma "praça pública virtual" que dá voz a quem nela quiser pronunciar-se sobre o Porto. É frequentada por pessoas com pensamentos distintos, posições divergentes, atitudes diversas. Por isso é que é um bom local de reflexão. :-)
De: Miguel Barbot - "Marinas"
Carlos,
Relativamente ao seu post, onde se lê:
"uma vez que vai haver molhes, não era de se fazer a tal marina de embarcações de recreio ou na Cantareira, ali encostada aos pilotos, ou mais acima, no Ouro? Ou até duas: uma do lado do Porto, para embarcações de porte mais ligeiro, e outra na Afurada, para embarcações de maior porte?"
Relembro o projecto do Sport Clube do Porto / REFER para a Alfândega, que supostamente já deveria ter começado.
Alguns apontadores:
http://jn.sapo.pt/2004/10/08/grande_porto/marina_alfandega_luz_verde_oito_anos.html
http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=25593&pIdSeccion=7
http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=25395&pIdSeccion=7
http://www.invesfer.pt/seccoes/ver_artigo.asp?id_artigo=185&seccao=Projectos&subseccao=Projectos
Miguel Barbot
Relativamente ao seu post, onde se lê:
"uma vez que vai haver molhes, não era de se fazer a tal marina de embarcações de recreio ou na Cantareira, ali encostada aos pilotos, ou mais acima, no Ouro? Ou até duas: uma do lado do Porto, para embarcações de porte mais ligeiro, e outra na Afurada, para embarcações de maior porte?"
Relembro o projecto do Sport Clube do Porto / REFER para a Alfândega, que supostamente já deveria ter começado.
Alguns apontadores:
http://jn.sapo.pt/2004/10/08/grande_porto/marina_alfandega_luz_verde_oito_anos.html
http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=25593&pIdSeccion=7
http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=25395&pIdSeccion=7
http://www.invesfer.pt/seccoes/ver_artigo.asp?id_artigo=185&seccao=Projectos&subseccao=Projectos
Miguel Barbot
De: F. Rocha Antunes - "As regras do jogo"
Meus Caros,
O post de David Afonso coloca uma questão importante: a necessidade de todos, e naturalmente os promotores privados, cumprirem as regras do jogo, neste caso a preservação da memória. Não podia estar mais de acordo.
O problema já não é, quanto a mim, na necessidade dos promotores imobiliários perceberem isso. Os que não perceberem não conseguem fazer nada, isso o mercado já está a resolver.
O problema é que os que querem preservar também não conseguem. E parece-me importante perceber que nenhuma cidade pode prescindir de um tipo de agentes, neste caso os promotores imobiliários, sem perder com isso. É preciso que todos cumpram as regras do jogo, mas não pode deixar de preocupar que haja regras que ninguém consegue cumprir.
Não se conseguem cumprir porque foram definidas com uma lógica errada: em vez de se garantir o resultado, impede-se que se mexa seja no que for. Vou exemplificar com um caso concreto, as palmeiras dos Leões.
No caso das palmeiras da Praça dos Leões (eu sei que se chama Praça Gomes Teixeira) o promotor privado que ganhou a concessão do parque de estacionamento foi obrigado a preservar as duas palmeiras originais, embora tenha apresentado uma proposta em que se obrigava a replantar, no fim da obra, duas palmeiras com a dimensão semelhante às existentes.
Quem decidia sobre estas matérias (adivinhem…) recusou essa proposta e pôs como condição prévia à aprovação do projecto que essas palmeiras se mantivessem intactas durante a obra. E assim foi feito, Foi construído o parque mantendo-se as palmeiras, o que representou um custo adicional de 20.000 contos por palmeira, porque foi preciso fazer uma estrutura em paredes moldadas à volta de cada palmeira e manter essa estrutura durante toda a construção. Mas as palmeiras sempre estiveram lá.
Quando o parque foi concluído descobriu-se que, mesmo sem tocar nas palmeiras, elas não tinham aguentado. E então, presumo, a CMP decidiu remover as palmeiras mortas e replantar duas palmeiras que hoje estão em condições. O que podia ter sido feito desde o início foi o que acabou por ser feito. E o importante, que era que hoje estivessem lá duas palmeiras, aconteceu. Não sei de botânica o suficiente, mas eventualmente poderiam até terem sido retiradas as que lá estavam. Só que tudo foi feito com um custo muito superior ao necessário. Porque algum organismo não teve a capacidade de garantir o resultado mas apenas de impor uma norma clara, a de que não se podia tocar nas palmeiras, mesmo que sem sentido.
O problema da preservação da memória é que a abordagem é a mesma. Não há a capacidade de quem a regula de perceber que importa mais garantir o resultado do que congelar tudo, fazendo com que a maior parte das vezes se perca a oportunidade de investir qualificadamente e recuperar e revalorizar a cidade. E isso já volta a importar a todos, presumo. Deixa de ser um assunto que só interessa aos promotores privados e passa a ser outra vez um problema da cidade. Daí a minha insistência de que as regras de alguns desses organismos públicos que têm responsabilidades nestas matérias sejam clarificadas.
Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário
O post de David Afonso coloca uma questão importante: a necessidade de todos, e naturalmente os promotores privados, cumprirem as regras do jogo, neste caso a preservação da memória. Não podia estar mais de acordo.
O problema já não é, quanto a mim, na necessidade dos promotores imobiliários perceberem isso. Os que não perceberem não conseguem fazer nada, isso o mercado já está a resolver.
O problema é que os que querem preservar também não conseguem. E parece-me importante perceber que nenhuma cidade pode prescindir de um tipo de agentes, neste caso os promotores imobiliários, sem perder com isso. É preciso que todos cumpram as regras do jogo, mas não pode deixar de preocupar que haja regras que ninguém consegue cumprir.
Não se conseguem cumprir porque foram definidas com uma lógica errada: em vez de se garantir o resultado, impede-se que se mexa seja no que for. Vou exemplificar com um caso concreto, as palmeiras dos Leões.
No caso das palmeiras da Praça dos Leões (eu sei que se chama Praça Gomes Teixeira) o promotor privado que ganhou a concessão do parque de estacionamento foi obrigado a preservar as duas palmeiras originais, embora tenha apresentado uma proposta em que se obrigava a replantar, no fim da obra, duas palmeiras com a dimensão semelhante às existentes.
Quem decidia sobre estas matérias (adivinhem…) recusou essa proposta e pôs como condição prévia à aprovação do projecto que essas palmeiras se mantivessem intactas durante a obra. E assim foi feito, Foi construído o parque mantendo-se as palmeiras, o que representou um custo adicional de 20.000 contos por palmeira, porque foi preciso fazer uma estrutura em paredes moldadas à volta de cada palmeira e manter essa estrutura durante toda a construção. Mas as palmeiras sempre estiveram lá.
Quando o parque foi concluído descobriu-se que, mesmo sem tocar nas palmeiras, elas não tinham aguentado. E então, presumo, a CMP decidiu remover as palmeiras mortas e replantar duas palmeiras que hoje estão em condições. O que podia ter sido feito desde o início foi o que acabou por ser feito. E o importante, que era que hoje estivessem lá duas palmeiras, aconteceu. Não sei de botânica o suficiente, mas eventualmente poderiam até terem sido retiradas as que lá estavam. Só que tudo foi feito com um custo muito superior ao necessário. Porque algum organismo não teve a capacidade de garantir o resultado mas apenas de impor uma norma clara, a de que não se podia tocar nas palmeiras, mesmo que sem sentido.
O problema da preservação da memória é que a abordagem é a mesma. Não há a capacidade de quem a regula de perceber que importa mais garantir o resultado do que congelar tudo, fazendo com que a maior parte das vezes se perca a oportunidade de investir qualificadamente e recuperar e revalorizar a cidade. E isso já volta a importar a todos, presumo. Deixa de ser um assunto que só interessa aos promotores privados e passa a ser outra vez um problema da cidade. Daí a minha insistência de que as regras de alguns desses organismos públicos que têm responsabilidades nestas matérias sejam clarificadas.
Francisco Rocha Antunes
Promotor imobiliário
De: Carlos Gilbert - "Os molhes do Douro (parte II)"
Pedro,
Talvez tenha sido erro de avaliação da minha parte, ao ler o texto do Rui Moreira fiquei com a impressão de o assunto (da envolvente paisagística) estar ainda mais ou menos em aberto. Afinal deve ter estado no momento da tal reunião de que Vocês falaram, mas já não agora. Mas, repara, eu fui mais longe nas minhas sugestões, falo em algo bem mais ousado, algo que dê àquela obra um significado mais profundo, e com aspectos colaterais mais vantajosos para toda a zona.
Já que falas no Luiz Botelho Dias - a quem retribuo amistosamente os cumprimentos - pergunta-lhe qual a opinião que tem da ideia que lancei da(s) marina(s) naquela zona e da tentativa de captar "iatistas" estrangeiros de passagem pela nossa costa. Para já não falar em "obrigarmos" as entidades competentes (?) em incluir forçosamente a nossa cidade nos roteiros anuais dos "tall ships". Afinal os molhes vão servir para quê? É só para salvaguarda dos pescadores da Afurada? Ou vamos aproveitá-los de uma forma mais abrangente?
Um abraço,
Carlos Gilbert
PS: Já que estamos a falar de assuntos de índole náutica, não era de "martelarmos" mais uma vez nas ligações fluviais Foz-Massarelos-Ribeira? Não me entra na cabeça porque motivo esta ideia emperrou por parte das autoridades. Sei que é uma briga entre a CMP e a APDL, mas no fundo é mais um assunto em "banho-maria" que imensa vida iria trazer ao rio mas também à parte ribeirinha das baixas quer do Porto, quer de Gaia. Façam-nas, porra! (Com a devida vénia ao autor da célebre pichagem no muro da barragem do Alqueva...)
Talvez tenha sido erro de avaliação da minha parte, ao ler o texto do Rui Moreira fiquei com a impressão de o assunto (da envolvente paisagística) estar ainda mais ou menos em aberto. Afinal deve ter estado no momento da tal reunião de que Vocês falaram, mas já não agora. Mas, repara, eu fui mais longe nas minhas sugestões, falo em algo bem mais ousado, algo que dê àquela obra um significado mais profundo, e com aspectos colaterais mais vantajosos para toda a zona.
Já que falas no Luiz Botelho Dias - a quem retribuo amistosamente os cumprimentos - pergunta-lhe qual a opinião que tem da ideia que lancei da(s) marina(s) naquela zona e da tentativa de captar "iatistas" estrangeiros de passagem pela nossa costa. Para já não falar em "obrigarmos" as entidades competentes (?) em incluir forçosamente a nossa cidade nos roteiros anuais dos "tall ships". Afinal os molhes vão servir para quê? É só para salvaguarda dos pescadores da Afurada? Ou vamos aproveitá-los de uma forma mais abrangente?
Um abraço,
Carlos Gilbert
PS: Já que estamos a falar de assuntos de índole náutica, não era de "martelarmos" mais uma vez nas ligações fluviais Foz-Massarelos-Ribeira? Não me entra na cabeça porque motivo esta ideia emperrou por parte das autoridades. Sei que é uma briga entre a CMP e a APDL, mas no fundo é mais um assunto em "banho-maria" que imensa vida iria trazer ao rio mas também à parte ribeirinha das baixas quer do Porto, quer de Gaia. Façam-nas, porra! (Com a devida vénia ao autor da célebre pichagem no muro da barragem do Alqueva...)
De: David Afonso - "Algumas notas"
1. A propósito do post de F. R. Antunes "O Círculo Quadrado?": não me atrevo a contrariar uma opinião tão informada, mas é preciso ver que quando se fala na "conciliação de todos os interesses", esses interesses não têm todos o mesmo estatuto. Não me parece aceitável que se coloquem par a par os interesses privados com os interesses comuns. "As soluções urbanísticas preservadoras da memória" são uma imposição em nome do interesse comum, hierarquicamente superior, e não o resultado de uma mera negociação. O promotor privado quando respeita a memória da cidade não está a oferecer nada, apenas cumpre as regras do jogo.
2. A Baixa do Porto: o estado a que isto chegou tem muitos responsáveis: o estado central, a própria autarquia, os promotores imobiliários, a banca (que desalojou cafés históricos e que usufrui de uma espécie de eterno retorno financeiro com uma cidade que se constrói e desconstrói sustentada no crédito), os empresários, os shoppings e nós próprios, figurantes de êxodo de quase 30 mil almas. Apesar de tudo eu queria viver na baixa. Acerca de um ano resolvi comprar casa na baixa, de preferência uma daquelas casas oitocentistas características cá do burgo. Pois bem! Contactei uma série de mediadores imobiliários que tudo fizeram para me demover da minha originalidade. Ao telefone: «Na baixa?! [pausa para digerir a surpresa] Não, não temos nada. Acho eu.... De certeza que querem na Baixa? Olhe que tenho aqui umas coisas interessantes em... [Matosinhos, Gaia, Maia, etc..., etc...é só escolher].» Não obrigado! Alguns mais empenhados não nos largaram assim com tanta facilidade e lá tive de marcar deslocações para ver algumas casas. Invariavelmente o mediador imobiliário chega sempre atrasado, dentro do seu fardamento Maconde, amaldiçoando a cidade por não ter estacionamento. Como o mediador não conhece a cidade, torna-se obrigatória a deambulação pelas ruas da baixa até encontrarmos a ruína que pomposamente nos mostra e informa: «São apenas 50 mil contos! Olhe que é de aproveitar...». A ruína, sem telhado, entulhada de lixo e fezes, lá está. E quem diz 50 mil, diz 70 mil e até 90 mil! E depois vem o momento, o mais constrangedor, que é o momento em que o mediador procura justificar o valor, coisa que lhe é complicada de fazer porque ele próprio desconhece e despreza a baixa e tudo o que é velho: «Sabe que não são os primeiros a ver este prédio! Há pessoas que gostam muito deste tipo de casas... [sim, há excêntricos para tudo...]. Enfim, talvez possa botar parte da fachada a baixo para fazer uma garagem... talvez possa até pôr tudo a baixo e construir de raiz por detrás da fachada... Olhe, de certeza que não quer ver outras coisas?» E fui, mas primeiro despedi todos os mediadores imobiliários. A cidade está como está porque também não há quem a saiba vender.
3. A recomendação pedindo a paragem imediata das obras na Avenida dos Aliados foi chumbada porque o vereador socialista José Luís Catarino teve de atender o telemóvel. De facto, as coisas são cada vez mais claras: esta gente precisa mais de nós, do que nós deles. Senhor vereador: se for para mim diga que não estou.
David Afonso
attalaia@gmail.com
2. A Baixa do Porto: o estado a que isto chegou tem muitos responsáveis: o estado central, a própria autarquia, os promotores imobiliários, a banca (que desalojou cafés históricos e que usufrui de uma espécie de eterno retorno financeiro com uma cidade que se constrói e desconstrói sustentada no crédito), os empresários, os shoppings e nós próprios, figurantes de êxodo de quase 30 mil almas. Apesar de tudo eu queria viver na baixa. Acerca de um ano resolvi comprar casa na baixa, de preferência uma daquelas casas oitocentistas características cá do burgo. Pois bem! Contactei uma série de mediadores imobiliários que tudo fizeram para me demover da minha originalidade. Ao telefone: «Na baixa?! [pausa para digerir a surpresa] Não, não temos nada. Acho eu.... De certeza que querem na Baixa? Olhe que tenho aqui umas coisas interessantes em... [Matosinhos, Gaia, Maia, etc..., etc...é só escolher].» Não obrigado! Alguns mais empenhados não nos largaram assim com tanta facilidade e lá tive de marcar deslocações para ver algumas casas. Invariavelmente o mediador imobiliário chega sempre atrasado, dentro do seu fardamento Maconde, amaldiçoando a cidade por não ter estacionamento. Como o mediador não conhece a cidade, torna-se obrigatória a deambulação pelas ruas da baixa até encontrarmos a ruína que pomposamente nos mostra e informa: «São apenas 50 mil contos! Olhe que é de aproveitar...». A ruína, sem telhado, entulhada de lixo e fezes, lá está. E quem diz 50 mil, diz 70 mil e até 90 mil! E depois vem o momento, o mais constrangedor, que é o momento em que o mediador procura justificar o valor, coisa que lhe é complicada de fazer porque ele próprio desconhece e despreza a baixa e tudo o que é velho: «Sabe que não são os primeiros a ver este prédio! Há pessoas que gostam muito deste tipo de casas... [sim, há excêntricos para tudo...]. Enfim, talvez possa botar parte da fachada a baixo para fazer uma garagem... talvez possa até pôr tudo a baixo e construir de raiz por detrás da fachada... Olhe, de certeza que não quer ver outras coisas?» E fui, mas primeiro despedi todos os mediadores imobiliários. A cidade está como está porque também não há quem a saiba vender.
3. A recomendação pedindo a paragem imediata das obras na Avenida dos Aliados foi chumbada porque o vereador socialista José Luís Catarino teve de atender o telemóvel. De facto, as coisas são cada vez mais claras: esta gente precisa mais de nós, do que nós deles. Senhor vereador: se for para mim diga que não estou.
David Afonso
attalaia@gmail.com
De: Pedro Aroso - "Os Molhes do Douro"
Caro Carlos Gilbert
Ao ler os últimos posts publicados na "Baixa", fico com a sensação de que vivemos num país sui generis... Com efeito, sempre que é lançado um concurso, como foi o caso dos "Molhes do Douro", a entidade promotora elabora um "Caderno de Encargos". Por norma, os concorrentes ficam sujeitos, sob pena de desclassificação, a respeitar esse "menu". A única excepção diz respeito aos "Concursos de Ideias", onde a flexibilidade é naturalmente maior. Depois de adjudicada a obra, a margem para introduzir modificações é mínima*.
Todas as sugestões por ti apresentadas para alterar a proposta elaborada pelo Carlos Prata, parecem-me extemporâneas. No entanto, uma boa parte delas foi contemplada no projecto que está a ser executado, como é o caso da "área que contenha um ajardinamento, uma área de restauração tipo snack-bar e uma área de lazer para quem queira pura e simplesmente apanhar sol. Essa área de restauração deveria ser do género café/snack-bar para ser acessível a todas as bolsas (é que restaurantes já há o da Praia do Ourigo e os dois na Cantareira) mas a um nível que permita o seu concessionário ter fundo-de-maneio suficiente para zelar pela limpeza adequada da zona".
Se tiver oportunidade de falar com o Carlos Prata, vou pedir-lhe para disponibilizar algumas das imagens virtuais que tive oportunidade de ver e que me deixaram francamente bem impressionado.
Um abraço
Pedro Aroso
PS: O Luiz Botelho Dias também te manda um abraço
* Eu sei, mas a Casa da Música foi uma excepção
Ao ler os últimos posts publicados na "Baixa", fico com a sensação de que vivemos num país sui generis... Com efeito, sempre que é lançado um concurso, como foi o caso dos "Molhes do Douro", a entidade promotora elabora um "Caderno de Encargos". Por norma, os concorrentes ficam sujeitos, sob pena de desclassificação, a respeitar esse "menu". A única excepção diz respeito aos "Concursos de Ideias", onde a flexibilidade é naturalmente maior. Depois de adjudicada a obra, a margem para introduzir modificações é mínima*.
Todas as sugestões por ti apresentadas para alterar a proposta elaborada pelo Carlos Prata, parecem-me extemporâneas. No entanto, uma boa parte delas foi contemplada no projecto que está a ser executado, como é o caso da "área que contenha um ajardinamento, uma área de restauração tipo snack-bar e uma área de lazer para quem queira pura e simplesmente apanhar sol. Essa área de restauração deveria ser do género café/snack-bar para ser acessível a todas as bolsas (é que restaurantes já há o da Praia do Ourigo e os dois na Cantareira) mas a um nível que permita o seu concessionário ter fundo-de-maneio suficiente para zelar pela limpeza adequada da zona".
Se tiver oportunidade de falar com o Carlos Prata, vou pedir-lhe para disponibilizar algumas das imagens virtuais que tive oportunidade de ver e que me deixaram francamente bem impressionado.
Um abraço
Pedro Aroso
PS: O Luiz Botelho Dias também te manda um abraço
* Eu sei, mas a Casa da Música foi uma excepção
De: António Moreira - "A Ética..."
"... e o «Respeito pela Cidade»"
De acordo com o que vem referido na imprensa de hoje, foi ontem chumbada em reunião do executivo uma recomendação da CDU que "censurava o "desrespeito" do edil em relação às deliberações da Câmara e da AM que solicitavam reuniões para debater o projecto e responsabilizavam-no "por aquilo que possa vir a acontecer na Avenida na sequência de um eventual parecer negativo do IPPAR". Recomendava, ainda, que a Empresa do Metro parasse com as obras, permitindo a apreciação do projecto pelos órgãos municipais e pelo IPPAR."
Este "chumbo", pela sua peculiaridade, suscita várias considerações:
1 – A recomendação teria sido aprovada (subentende-se), caso o socialista José Luis Catarino não tivesse sido obrigado a abandonar a reunião por força de "motivos pessoais" que lhe terão sido dados a conhecer, por uma chamada para o telemóvel, no decurso da reunião.
2 – O facto de, então, se ter verificado um empate, permitiu que o Sr. Rui Rio, usando o seu voto "de qualidade", tenha "chumbado" uma recomendação que, não fosse esse facto fortuito, teria (subentende-se), sido aprovada.
Não vou aqui analisar o facto de um responsável socialista manter o seu telemóvel ligado, durante as reuniões do executivo, e acredito que os tais "motivos pessoais" fossem de tal forma urgentes que o impedissem de cumprir com as obrigações livremente assumidas perante os cidadãos que o elegeram.
Nem vou salientar o facto, evidente, de não fazer qualquer sentido estar a discutir, politicamente, a bondade deste ou daquele projecto, sem, previamente, se ter assegurado que o mesmo tinha condições para ser implementado, por via da obtenção de todas as licenças e pareceres a que a legislação obrigue e, pelo menos de acordo com o que é afirmado pelo responsável do IPPAR Porto, a lei neste caso é clara e obriga a parecer PRÉVIO e VINCULATIVO do IPPAR.
Mas interessa-me aqui, fundamentalmente, analisar os princípios éticos que norteiam a actuação dos "nossos" eleitos e, nesta caso particular, do Sr. Presidente da Câmara, assim como o exemplo claríssimo que isto representa quanto à "qualidade" da nossa "democracia".
Ao verificar-se esta situação, num executivo constituído por "pessoas de bem", seria de esperar que fossem tomadas em consideração as circunstâncias que motivaram a ausência de um dos eleitos e que, não sendo possível adiar a votação, fosse possível que o ausente delegasse os seus poderes, indicando o sentido do seu voto.
Caso, por força de regimento interno, essa delegação de poderes não fosse possível, seria então de esperar que o Sr. Presidente da Câmara, como "pessoa de bem", mas também dando um sinal de inteligência, demonstrasse ser real a tal imagem de rectidão de carácter que, durante tantos anos andou a construir, bem como os princípios éticos e o respeito pela cidade de que se quer constantemente arrogar em paladino.
O simples acto de usar o seu voto "de qualidade" para fazer aprovar a decisão que sabia (subentende-se) ser maioritária, demonstraria estarmos perante uma pessoa que, acima dos mesquinhos interesses partidários e, longe da imagem prepotente que tem vindo a granjear, colocava a decência, os princípios éticos, o respeito pelos reais valores da democracia.
Ter-lhe-ia permitido ganhar o meu respeito e (talvez) o respeito de muitos outros cidadãos atentos e decentes.
Muito acima disso, ter-lhe-ia permitido sentir, de direito, RESPEITO PRÓPRIO.
(E isso Sr. Dr. Rui Rio é algo que só quem o tem sabe o que vale)
Em vez disto, o que verificamos?
Aproveitando um constrangimento (que se supõe de forca maior) de um adversário eleito, usou o seu voto "de qualidade" para impor a sua vontade e os seus interesses, ao arrepio de todos os valores que definem a decência.
Resulta também triste, da análise destes factos, o não ter ainda o edil compreendido sequer o que tinha a ganhar ou a perder com esta actuação, no que respeita (ao menos) à sua imagem.
E não ter ainda percebido, também, a inutilidade prática destes actos dado que, se efectivamente a obra foi iniciada sem obter o tal parecer PRÉVIO e VINCULATIVO do IPPAR, então (a exemplo do prolongamento do "Túnel de Ceuta"), estamos perante uma obra ILEGAL e, nem que houvesse uma deliberação por unanimidade do executivo ou da Assembleia Municipal, a mesma passaria a ser legal.
Pois a LEI e o poder judicial servem também para isso, para proteger a sociedade das decisões ilegítimas dos seus eleitos.
Assim os cidadãos se saibam fazer respeitar, já que os eleitos demonstraram há muito não o fazer.
Nota. Estou aqui a partir do princípio que os tais "motivos pessoais" que forçaram a ausência de José Luis Catarino, eram de ordem de grandeza tal que justificassem efectivamente essa ausência.
A não ser assim, continuariam válidas as considerações acima, mas muitas mais haveria a acrescentar.
Cumprimentos
António Moreira
De acordo com o que vem referido na imprensa de hoje, foi ontem chumbada em reunião do executivo uma recomendação da CDU que "censurava o "desrespeito" do edil em relação às deliberações da Câmara e da AM que solicitavam reuniões para debater o projecto e responsabilizavam-no "por aquilo que possa vir a acontecer na Avenida na sequência de um eventual parecer negativo do IPPAR". Recomendava, ainda, que a Empresa do Metro parasse com as obras, permitindo a apreciação do projecto pelos órgãos municipais e pelo IPPAR."
Este "chumbo", pela sua peculiaridade, suscita várias considerações:
1 – A recomendação teria sido aprovada (subentende-se), caso o socialista José Luis Catarino não tivesse sido obrigado a abandonar a reunião por força de "motivos pessoais" que lhe terão sido dados a conhecer, por uma chamada para o telemóvel, no decurso da reunião.
2 – O facto de, então, se ter verificado um empate, permitiu que o Sr. Rui Rio, usando o seu voto "de qualidade", tenha "chumbado" uma recomendação que, não fosse esse facto fortuito, teria (subentende-se), sido aprovada.
Não vou aqui analisar o facto de um responsável socialista manter o seu telemóvel ligado, durante as reuniões do executivo, e acredito que os tais "motivos pessoais" fossem de tal forma urgentes que o impedissem de cumprir com as obrigações livremente assumidas perante os cidadãos que o elegeram.
Nem vou salientar o facto, evidente, de não fazer qualquer sentido estar a discutir, politicamente, a bondade deste ou daquele projecto, sem, previamente, se ter assegurado que o mesmo tinha condições para ser implementado, por via da obtenção de todas as licenças e pareceres a que a legislação obrigue e, pelo menos de acordo com o que é afirmado pelo responsável do IPPAR Porto, a lei neste caso é clara e obriga a parecer PRÉVIO e VINCULATIVO do IPPAR.
Mas interessa-me aqui, fundamentalmente, analisar os princípios éticos que norteiam a actuação dos "nossos" eleitos e, nesta caso particular, do Sr. Presidente da Câmara, assim como o exemplo claríssimo que isto representa quanto à "qualidade" da nossa "democracia".
Ao verificar-se esta situação, num executivo constituído por "pessoas de bem", seria de esperar que fossem tomadas em consideração as circunstâncias que motivaram a ausência de um dos eleitos e que, não sendo possível adiar a votação, fosse possível que o ausente delegasse os seus poderes, indicando o sentido do seu voto.
Caso, por força de regimento interno, essa delegação de poderes não fosse possível, seria então de esperar que o Sr. Presidente da Câmara, como "pessoa de bem", mas também dando um sinal de inteligência, demonstrasse ser real a tal imagem de rectidão de carácter que, durante tantos anos andou a construir, bem como os princípios éticos e o respeito pela cidade de que se quer constantemente arrogar em paladino.
O simples acto de usar o seu voto "de qualidade" para fazer aprovar a decisão que sabia (subentende-se) ser maioritária, demonstraria estarmos perante uma pessoa que, acima dos mesquinhos interesses partidários e, longe da imagem prepotente que tem vindo a granjear, colocava a decência, os princípios éticos, o respeito pelos reais valores da democracia.
Ter-lhe-ia permitido ganhar o meu respeito e (talvez) o respeito de muitos outros cidadãos atentos e decentes.
Muito acima disso, ter-lhe-ia permitido sentir, de direito, RESPEITO PRÓPRIO.
(E isso Sr. Dr. Rui Rio é algo que só quem o tem sabe o que vale)
Em vez disto, o que verificamos?
Aproveitando um constrangimento (que se supõe de forca maior) de um adversário eleito, usou o seu voto "de qualidade" para impor a sua vontade e os seus interesses, ao arrepio de todos os valores que definem a decência.
Resulta também triste, da análise destes factos, o não ter ainda o edil compreendido sequer o que tinha a ganhar ou a perder com esta actuação, no que respeita (ao menos) à sua imagem.
E não ter ainda percebido, também, a inutilidade prática destes actos dado que, se efectivamente a obra foi iniciada sem obter o tal parecer PRÉVIO e VINCULATIVO do IPPAR, então (a exemplo do prolongamento do "Túnel de Ceuta"), estamos perante uma obra ILEGAL e, nem que houvesse uma deliberação por unanimidade do executivo ou da Assembleia Municipal, a mesma passaria a ser legal.
Pois a LEI e o poder judicial servem também para isso, para proteger a sociedade das decisões ilegítimas dos seus eleitos.
Assim os cidadãos se saibam fazer respeitar, já que os eleitos demonstraram há muito não o fazer.
Nota. Estou aqui a partir do princípio que os tais "motivos pessoais" que forçaram a ausência de José Luis Catarino, eram de ordem de grandeza tal que justificassem efectivamente essa ausência.
A não ser assim, continuariam válidas as considerações acima, mas muitas mais haveria a acrescentar.
Cumprimentos
António Moreira
De: Carlos Gilbert - "Os molhes do Douro"
Ai ainda não há planos para as envolventes do lado Norte? Então vamos lá puxar pela nossa massa cinzenta e ver o que se pode arranjar como sugestão.
Presumo que toda a parte a sul do molhe existente do lado do Porto irá ficar num plano inferior (como foi o caso até agora) e dou por boa a informação que me foi dada há tempos pelo Dr. Ricardo Fonseca (APDL) de que os molhes a construir irão ficar a uma cota pouco acima do nível médio das águas do mar. Isto significa que iremos ter uma boa parte (no início dos dois molhes norte, o existente e o novo) que se poderá aterrar e que irá ficar razoavelmente bem protegida das nortadas. O que eu sugiro é criar-se ali uma área que contenha um ajardinamento, uma área de restauração tipo snack-bar e uma área de lazer para quem queira pura- e simplesmente apanhar sol. Essa área de restauração deveria ser do género café/snack-bar para ser acessível a todas as bolsas (é que restaurantes já há o da Praia do Ourigo e os dois na Cantareira) mas a um nível que permita o seu concessionário ter fundo-de-maneio suficiente para zelar pela limpeza adequada da zona.
Que outro fim poderia ter essa zona? Piscina de marés? Acho que em toda a zona protegida pelas rochas entre o Castelo do Queijo e o Ourigo haverá locais mais adequados para tal equipamento, bem aninhado nas rochas, tal como em Leça da Palmeira. A zona da foz do rio é terreno privilegiado para os pescadores amadores, porquê dar-lhes cabo do seu hobby? Além do mais, os molhes não têm como justificação primeira a "defesa da pesca artesanal"? Então!... Voltando ao sério, faça-se ali um espaço em que a simples contemplação do rio e do jogo das marés se possa continuar a fazer como sempre foi feita na zona da Avenida D. Carlos, um pouco mais adiante, incluindo um espaço para o parquemento de automóveis, como já existe (existia, antes de montarem o estaleiro). Não se perca de vista que sempre houve centenas de cidadãos que passam horas naquele local a contemplar a Natureza, muitas vezes com a família, e dentro das suas viaturas para se abrigarem das intempéries (vento sobretudo). O automóvel neste caso deve ser visto não tanto como meio de transporte (hediondo, para alguns...) mas antes como "resguardado sofá de sala-de-estar móvel"... A ser aceite esta ideia, o que se pode fazer é compor esse tal espaço de parqueamento com arbustos, tal como na referida Av. D. Carlos o estacionamento é feito entre as palmeiras. Não sou arquitecto, mas entendo que deve ser dos exercícios mais fáceis, esse de fazer um esboço para esta área.
Dois aspectos, estes ligados à náutica.
Primeiro: uma vez que vai haver molhes, não era de se fazer a tal marina de embarcações de recreio ou na Cantareira, ali encostada aos pilotos, ou mais acima, no Ouro? Ou até duas: uma do lado do Porto, para embarcações de porte mais ligeiro, e outra na Afurada, para embarcações de maior porte? É que não nos esqueçamos dos milhares de embarcações de recreio que passam pela nossa costa todos os anos, num vai-vem constante entre o Mediterrâneo e a zona da Mancha (norte de França, sul da Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha e mesmo Escandinávia), embarcações essas que para reabastecimento e descanso das respectivas tripulações nada têm de jeito entre Viana e Cascais! Vamos desperdiçar esta oportunidade, autêntica "galinha-de-ovos-de-ouro"? Isto, para não pôr até no ar a hipótese de uns estaleiros de apoio para pequenas reparações de iates ao lado do porto de pesca da Afurada! Isso seria criar postos-de-trabalho, tornar aquela zona mais nobre e dar um impulso de monta ao comércio local! Quem sabe se alguma das empresas europeias de construção de barcos de recreio não se lembrava de aproveitar o saber dos artesãos portuenses no que diz respeito a embarcações de madeira e vinha cá montar uma delegação? Tal como os espanhóis da "Rodman" já o estão a fazer na zona de Vila Nova de Cerveira com a "Náutica Rio Minho"? Desta forma Leixões até podia ficar livre de embarcações de recreio (ambição longa de há muitos anos...) e é sabido de todos que condições para embarcações de recreio é coisa que lá não há, como ficou provado há bem pouco tempo...
Segundo: há tempos, a zona da foz do rio era terreno ideal para os surfistas. Desapareceram pouco depois, ignoro os porquês. Será que com a construção do molhe sul a praia do cabedelo irá voltar a ser boa para estes desportistas? O que está previsto fazer-se nesta zona? É que com a construção dos molhes o impacto no cabedelo das ondas vindas de noroeste (rumo dominante) vai ser atenuado de forma significativa, daí a minha ideia de voltar a atrair os surfistas para os tirar da zona conspurcada da praia da Circunvalação.
Comentem.
C. Gilbert
Presumo que toda a parte a sul do molhe existente do lado do Porto irá ficar num plano inferior (como foi o caso até agora) e dou por boa a informação que me foi dada há tempos pelo Dr. Ricardo Fonseca (APDL) de que os molhes a construir irão ficar a uma cota pouco acima do nível médio das águas do mar. Isto significa que iremos ter uma boa parte (no início dos dois molhes norte, o existente e o novo) que se poderá aterrar e que irá ficar razoavelmente bem protegida das nortadas. O que eu sugiro é criar-se ali uma área que contenha um ajardinamento, uma área de restauração tipo snack-bar e uma área de lazer para quem queira pura- e simplesmente apanhar sol. Essa área de restauração deveria ser do género café/snack-bar para ser acessível a todas as bolsas (é que restaurantes já há o da Praia do Ourigo e os dois na Cantareira) mas a um nível que permita o seu concessionário ter fundo-de-maneio suficiente para zelar pela limpeza adequada da zona.
Que outro fim poderia ter essa zona? Piscina de marés? Acho que em toda a zona protegida pelas rochas entre o Castelo do Queijo e o Ourigo haverá locais mais adequados para tal equipamento, bem aninhado nas rochas, tal como em Leça da Palmeira. A zona da foz do rio é terreno privilegiado para os pescadores amadores, porquê dar-lhes cabo do seu hobby? Além do mais, os molhes não têm como justificação primeira a "defesa da pesca artesanal"? Então!... Voltando ao sério, faça-se ali um espaço em que a simples contemplação do rio e do jogo das marés se possa continuar a fazer como sempre foi feita na zona da Avenida D. Carlos, um pouco mais adiante, incluindo um espaço para o parquemento de automóveis, como já existe (existia, antes de montarem o estaleiro). Não se perca de vista que sempre houve centenas de cidadãos que passam horas naquele local a contemplar a Natureza, muitas vezes com a família, e dentro das suas viaturas para se abrigarem das intempéries (vento sobretudo). O automóvel neste caso deve ser visto não tanto como meio de transporte (hediondo, para alguns...) mas antes como "resguardado sofá de sala-de-estar móvel"... A ser aceite esta ideia, o que se pode fazer é compor esse tal espaço de parqueamento com arbustos, tal como na referida Av. D. Carlos o estacionamento é feito entre as palmeiras. Não sou arquitecto, mas entendo que deve ser dos exercícios mais fáceis, esse de fazer um esboço para esta área.
Dois aspectos, estes ligados à náutica.
Primeiro: uma vez que vai haver molhes, não era de se fazer a tal marina de embarcações de recreio ou na Cantareira, ali encostada aos pilotos, ou mais acima, no Ouro? Ou até duas: uma do lado do Porto, para embarcações de porte mais ligeiro, e outra na Afurada, para embarcações de maior porte? É que não nos esqueçamos dos milhares de embarcações de recreio que passam pela nossa costa todos os anos, num vai-vem constante entre o Mediterrâneo e a zona da Mancha (norte de França, sul da Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha e mesmo Escandinávia), embarcações essas que para reabastecimento e descanso das respectivas tripulações nada têm de jeito entre Viana e Cascais! Vamos desperdiçar esta oportunidade, autêntica "galinha-de-ovos-de-ouro"? Isto, para não pôr até no ar a hipótese de uns estaleiros de apoio para pequenas reparações de iates ao lado do porto de pesca da Afurada! Isso seria criar postos-de-trabalho, tornar aquela zona mais nobre e dar um impulso de monta ao comércio local! Quem sabe se alguma das empresas europeias de construção de barcos de recreio não se lembrava de aproveitar o saber dos artesãos portuenses no que diz respeito a embarcações de madeira e vinha cá montar uma delegação? Tal como os espanhóis da "Rodman" já o estão a fazer na zona de Vila Nova de Cerveira com a "Náutica Rio Minho"? Desta forma Leixões até podia ficar livre de embarcações de recreio (ambição longa de há muitos anos...) e é sabido de todos que condições para embarcações de recreio é coisa que lá não há, como ficou provado há bem pouco tempo...
Segundo: há tempos, a zona da foz do rio era terreno ideal para os surfistas. Desapareceram pouco depois, ignoro os porquês. Será que com a construção do molhe sul a praia do cabedelo irá voltar a ser boa para estes desportistas? O que está previsto fazer-se nesta zona? É que com a construção dos molhes o impacto no cabedelo das ondas vindas de noroeste (rumo dominante) vai ser atenuado de forma significativa, daí a minha ideia de voltar a atrair os surfistas para os tirar da zona conspurcada da praia da Circunvalação.
Comentem.
C. Gilbert
De: João Medina - "sugestão para limpeza da cidade"
Este texto foi encontrado no Blog Briteiros e penso que pode ser perfeitamente enquadrável neste blog, sobretudo desde que a CMP lançou o seu programa "Porto mais limpo - cidade acolhedora".
"Para quem vive nas grandes cidades, um simples passeio à porta de casa transforma-se por vezes numa verdadeira prova de perícia para evitar pisar a sujidade causada pelos cães.
Está previsto pela legislação portuguesa que os munícipes que acompanham os animais são responsáveis pela limpeza e remoção dos dejectos nos espaços públicos. Mas, apesar de incorrerem em multa de 36 a 548 euros, muitos esquecem de usar o saquinho de plástico para recolher os resíduos caninos, logo que o cãozinho acaba de fazer as suas necessidades.
O município de Dresden, na Alemanha, encontrou a solução para apanhar os prevaricadores, através de testes de ADN. Os proprietários dos cães são obrigados a registá-los e pagar uma taxa anual. Com o novo projecto, deverão ainda fornecer uma amostra da saliva do animal, que permitirá constituir um ficheiro genético de todos os cães registados.
A operação será rentável, já que o preço da multa, que na Alemanha varia entre 180 e 600 euros, é nitidamente superior ao custo da análise de cada "presente"- cerca de 75 euros."
Este não seria um projecto de fácil execução, sobretudo numa Cidade que se auto-denomina "Cidade da Ciência"?
Até era uma forma de colocar a câmara e algumas instituições do sistema científico a trabalhar em conjunto.
É preciso é ter coragem.
Ganhavamos todos.
______________________________
João Medina
"Para quem vive nas grandes cidades, um simples passeio à porta de casa transforma-se por vezes numa verdadeira prova de perícia para evitar pisar a sujidade causada pelos cães.
Está previsto pela legislação portuguesa que os munícipes que acompanham os animais são responsáveis pela limpeza e remoção dos dejectos nos espaços públicos. Mas, apesar de incorrerem em multa de 36 a 548 euros, muitos esquecem de usar o saquinho de plástico para recolher os resíduos caninos, logo que o cãozinho acaba de fazer as suas necessidades.
O município de Dresden, na Alemanha, encontrou a solução para apanhar os prevaricadores, através de testes de ADN. Os proprietários dos cães são obrigados a registá-los e pagar uma taxa anual. Com o novo projecto, deverão ainda fornecer uma amostra da saliva do animal, que permitirá constituir um ficheiro genético de todos os cães registados.
A operação será rentável, já que o preço da multa, que na Alemanha varia entre 180 e 600 euros, é nitidamente superior ao custo da análise de cada "presente"- cerca de 75 euros."
Este não seria um projecto de fácil execução, sobretudo numa Cidade que se auto-denomina "Cidade da Ciência"?
Até era uma forma de colocar a câmara e algumas instituições do sistema científico a trabalhar em conjunto.
É preciso é ter coragem.
Ganhavamos todos.
______________________________
João Medina
De: TAF - "Os apontadores do costume"
- Escrevi um texto sobre a recuperação do Bairro do Aleixo no respectivo blog.
- Os museus de todo o País abrem hoje gratuitamente
- «Serralves em Festa» abre as portas ao público dias 4 e 5 de Junho
- Casa Museu Abel Salazar - Grande reabertura em Matosinhos
- Demolição no S. João de Deus
- 15 blocos demolidos, 236 realojamentos e 71 despejos no Bairro S. João de Deus
- Contas da Habitação chumbadas
- Oposição chumbou contas de 2004 da Empresa Municipal de Habitação
- Obras prosseguem nos Aliados
- Rio convoca Assembleia Municipal para debater Avenida dos Aliados
- Toque de telemóvel chumba paragem da obra nos Aliados
- Assembleia Municipal chumba legalização dos guardas-nocturnos
- Oposição chumba regulamento de arrumadores e guardas-nocturnos
- Guardas-nocturnos e outros assuntos
- Moradores de Parceria e Antunes chamados
- Projectos urbanísticos discutidos em sessão pública
- Processos chumbados por Paulo Morais devem ser discutidos em reunião
- Indemnização de 2,5 milhões é culpa do anterior executivo
- Centro Materno Infantil: Rui Rio na Assembleia da República
- Rio insiste no pagamento da dívida no processo do Materno-Infantil
- Recolha de assinaturas contra comércio dominical
- Rio Douro navegável é tema de colóquio internacional
- O presidente da AICCOPN critica a falta de força jurídica da SRU
- Nova lei do arrendamento é fundamental para captar investidores para a Baixa
- Os museus de todo o País abrem hoje gratuitamente
- «Serralves em Festa» abre as portas ao público dias 4 e 5 de Junho
- Casa Museu Abel Salazar - Grande reabertura em Matosinhos
- Demolição no S. João de Deus
- 15 blocos demolidos, 236 realojamentos e 71 despejos no Bairro S. João de Deus
- Contas da Habitação chumbadas
- Oposição chumbou contas de 2004 da Empresa Municipal de Habitação
- Obras prosseguem nos Aliados
- Rio convoca Assembleia Municipal para debater Avenida dos Aliados
- Toque de telemóvel chumba paragem da obra nos Aliados
- Assembleia Municipal chumba legalização dos guardas-nocturnos
- Oposição chumba regulamento de arrumadores e guardas-nocturnos
- Guardas-nocturnos e outros assuntos
- Moradores de Parceria e Antunes chamados
- Projectos urbanísticos discutidos em sessão pública
- Processos chumbados por Paulo Morais devem ser discutidos em reunião
- Indemnização de 2,5 milhões é culpa do anterior executivo
- Centro Materno Infantil: Rui Rio na Assembleia da República
- Rio insiste no pagamento da dívida no processo do Materno-Infantil
- Recolha de assinaturas contra comércio dominical
- Rio Douro navegável é tema de colóquio internacional
- O presidente da AICCOPN critica a falta de força jurídica da SRU
- Nova lei do arrendamento é fundamental para captar investidores para a Baixa
2005/05/17
De: Rui Moreira - "Apagar a Memória"
Caro Pedro Aroso,
Se tivesse mudado de opinião, justificava-se que ficasses estupefacto. Não mudei. Fui signatário do primeiro Manifesto dos Notáveis. No intuito de conhecer o novo projecto, agora em realização, organizámos no Palácio da Bolsa em 2004-01-07 e em período de discussão pública, uma reunião para apreciação da proposta, com a presença do Presidente do IPTM, do Secretário de Estado das Obras Públicas, de vereadores das Câmaras Municipais de Porto e Gaia, dos projectistas, do Arquitecto Prata, dos sábios que avaliaram o projecto, de associações ambientalistas, de muitos dos notáveis. Fiquei então convencido que o projecto, sendo um mal menor, era nefasto. Por isso, tenho escrito sobre o assunto desde então.
Jornal “Público” / 4 de Abril de 2004
O Último Adeus
Vá até à Foz do Douro, suba o Rio, atravesse devagar pela Ponte da Arrábida e percorra a marginal de Gaia até ao Cabedelo. Despeça-se das vistas, prepare a saudade. Está já adjudicada a obra dos molhes do Douro. Desta vez, não surgiu o movimento cívico que em 1997/98 conseguiu travar a construção de dois enormes molhes que canalizariam o Rio Douro, e que teriam um impacte intolerável a nível paisagístico. Defendia então o Governo, a APDL, o IND e os projectistas que essa empreitada era indispensável para proteger as margens do rio e assegurar a navegabilidade na Barra a navios de calado médio, que a Secil pretendia descarregar no seu terminal no Ouro.
Desde então, o Cabedelo recuperou a sua dimensão. Para isso, contribuíram razões naturais, com anos pluviosos e cheias como já não havia memoria, mas também é verdade que se abandonou a extracção comercial de areias que fragilizava a península de areia.
Essa protecção natural tem evitado novos estragos na Av. D. Carlos I, que ladeia o jardim do Passeio Alegre e fora danificada pelos temporais de 1990. A APDL fez obras de protecção na Cantareira, com a construção de um muro de suporte, posteriormente aterrado, o que permitiu alargar o passeio e a construção de dois restaurantes e uma zona de estacionamento em trincheira.
A Secil abandonou o Ouro, onde vai desenvolver um projecto imobiliário. Hoje, descarrega os navios de cimento num terminal dedicado no Molhe Sul de Leixões.
Em condições climatéricas normais, a barra é cruzada por navios comerciais de pequeno porte, com dimensão adequada às eclusas do Douro, e pelos pescadores da Afurada, que recorrem ao abrigo de Leixões sempre que o mau tempo os impede de regressar com segurança ao porto de pesca. A navegabilidade faz-se, sobretudo, com navios fluviais turísticos, aproveitando as potencialidades do Douro.
Tudo levaria a crer, pois, que o projecto fosse abandonado, mas os fundos comunitários têm o efeito nefasto de incentivar obras desnecessárias, por distorcerem o equilíbrio custo-benefício. Assim, o Estado lançou em 1999 um novo concurso, na modalidade “concepção/projecto e construção”, tendo uma Comissão Independente escolhido a solução vencedora, da autoria do Arquitecto Carlos Prata, baseada na construção de 2 molhes:
Reconheço a importância e admito que os molhes ajudem a consolidar as margens do Douro na zona do Passeio Alegre. É um aterro com mais de 100 anos, e a natureza tem destas coisas, reage contra a intromissão humana. Havia, todavia, soluções menos impactantes. Todos os outros efeitos são, potencialmente, negativos, porque não garantem o enraizamento do Cabedelo, implicam a remoção de areias e o rebentamento de rocha por explosivos com as consequências no equilíbrio ecológico da baía de São Paio, obrigam a um estaleiro numa cidade que já não aguenta obras, contribuem para a salinização do rio e ameaçam as praias de VN de Gaia, pelo varrimento de areias que idênticas obras provocaram noutras zonas da costa portuguesa.
5.Valeu a pena o movimento cívico de 97/98, a bravura dos que foram apelidados de “notáveis”. Todos os técnicos que então afirmaram que essa obra era a mínima necessária para garantir os objectivos enunciados foram desmentidos pelos factos. Fica-me, apesar de tudo, a certeza de que apenas se evitou um mal maior e que foi pena não se continuar a luta, porque mesmo com um projecto melhor, a paisagem única do estuário do Douro vai sofrer um dano irreparável. Podem achar que é irritação, mas não compreendo que a CMP não tenha, sobre tão importante matéria, uma qualquer opinião.
A reunião que referes, onde compareci a pedido do Presidente da Junta de freguesia de Nevogilde, não tratava dos molhes mas sim da envolvente. Especificamente, o Arquitecto Carlos Prata pretendia saber a opinião desses autarcas sobre o uso a dar a área envolvente pois o projecto poderia comportar alterações. Anunciou-nos já então que a ponte que ligaria os dois molhes norte (assinalada a vermelho na foto, que tirei hoje da planta que está exposta no local) não iria ser feita. Falou-se nessa reunião da eventualidade de entre os dois molhes construir uma piscina de marés.

A Junta da Foz defendia então um terreiro para festas das suas colectividades culturais... Reafirmei que sou contra os molhes, mas que independentemente disso, discordava desse aterro. Aliás, deves-te recordar da minha discussão acesa com o Presidente da Junta da Afurada, que se irritou por eu ser contra os molhes, que ele entende são favoráveis à pesca artesanal. Falei há dias com o IPTM e ainda não sabem que solução dar à praia que vai ficar encravada entre os molhes, a juntar lixo do rio. A protecção da margem do Rio Douro não necessitaria dessas avantesmas, e não me basta dizer que o projecto do Carlos Prata é menos mau.
Quanto ao resto, reafirmo que os molhes são nefastos sob o ponto de vista ambiental e paisagístico, e não encontro benefícios do ponto de vista da navegabilidade. Recentemente, dedicamos uma das Tertúlias do Comercial (co-organização ACP/”Comércio do Porto”) a esse tema, com uma intervenção do Professor Bordalo e Sá, com muita gente ligada ao assunto, nomeadamente com a presença do Eng. Francisco Lopes do IPTM.
Quanto às areias, meu caro Pedro, o IPTM dizia que as areias que fossem removidas serviriam para reforçar o Cabedelo. Está escrito no Estudo de Impacto Ambiental. Não me consta que o Cabedelo seja em Valbom, e é lá que as areias estão a ser depositadas para venda.

Se tivesse mudado de opinião, justificava-se que ficasses estupefacto. Não mudei. Fui signatário do primeiro Manifesto dos Notáveis. No intuito de conhecer o novo projecto, agora em realização, organizámos no Palácio da Bolsa em 2004-01-07 e em período de discussão pública, uma reunião para apreciação da proposta, com a presença do Presidente do IPTM, do Secretário de Estado das Obras Públicas, de vereadores das Câmaras Municipais de Porto e Gaia, dos projectistas, do Arquitecto Prata, dos sábios que avaliaram o projecto, de associações ambientalistas, de muitos dos notáveis. Fiquei então convencido que o projecto, sendo um mal menor, era nefasto. Por isso, tenho escrito sobre o assunto desde então.
Jornal “Público” / 4 de Abril de 2004
O Último Adeus
Vá até à Foz do Douro, suba o Rio, atravesse devagar pela Ponte da Arrábida e percorra a marginal de Gaia até ao Cabedelo. Despeça-se das vistas, prepare a saudade. Está já adjudicada a obra dos molhes do Douro. Desta vez, não surgiu o movimento cívico que em 1997/98 conseguiu travar a construção de dois enormes molhes que canalizariam o Rio Douro, e que teriam um impacte intolerável a nível paisagístico. Defendia então o Governo, a APDL, o IND e os projectistas que essa empreitada era indispensável para proteger as margens do rio e assegurar a navegabilidade na Barra a navios de calado médio, que a Secil pretendia descarregar no seu terminal no Ouro.
Desde então, o Cabedelo recuperou a sua dimensão. Para isso, contribuíram razões naturais, com anos pluviosos e cheias como já não havia memoria, mas também é verdade que se abandonou a extracção comercial de areias que fragilizava a península de areia.
Essa protecção natural tem evitado novos estragos na Av. D. Carlos I, que ladeia o jardim do Passeio Alegre e fora danificada pelos temporais de 1990. A APDL fez obras de protecção na Cantareira, com a construção de um muro de suporte, posteriormente aterrado, o que permitiu alargar o passeio e a construção de dois restaurantes e uma zona de estacionamento em trincheira.
A Secil abandonou o Ouro, onde vai desenvolver um projecto imobiliário. Hoje, descarrega os navios de cimento num terminal dedicado no Molhe Sul de Leixões.
Em condições climatéricas normais, a barra é cruzada por navios comerciais de pequeno porte, com dimensão adequada às eclusas do Douro, e pelos pescadores da Afurada, que recorrem ao abrigo de Leixões sempre que o mau tempo os impede de regressar com segurança ao porto de pesca. A navegabilidade faz-se, sobretudo, com navios fluviais turísticos, aproveitando as potencialidades do Douro.
Tudo levaria a crer, pois, que o projecto fosse abandonado, mas os fundos comunitários têm o efeito nefasto de incentivar obras desnecessárias, por distorcerem o equilíbrio custo-benefício. Assim, o Estado lançou em 1999 um novo concurso, na modalidade “concepção/projecto e construção”, tendo uma Comissão Independente escolhido a solução vencedora, da autoria do Arquitecto Carlos Prata, baseada na construção de 2 molhes:
- a norte, fazendo crescer em mais de 300 m o molhe existente.
- a sul, criando uma estrutura curva galgável, com 400 m de extensão, sendo a face superior a cota idêntica à do piso da marginal.
Reconheço a importância e admito que os molhes ajudem a consolidar as margens do Douro na zona do Passeio Alegre. É um aterro com mais de 100 anos, e a natureza tem destas coisas, reage contra a intromissão humana. Havia, todavia, soluções menos impactantes. Todos os outros efeitos são, potencialmente, negativos, porque não garantem o enraizamento do Cabedelo, implicam a remoção de areias e o rebentamento de rocha por explosivos com as consequências no equilíbrio ecológico da baía de São Paio, obrigam a um estaleiro numa cidade que já não aguenta obras, contribuem para a salinização do rio e ameaçam as praias de VN de Gaia, pelo varrimento de areias que idênticas obras provocaram noutras zonas da costa portuguesa.
5.Valeu a pena o movimento cívico de 97/98, a bravura dos que foram apelidados de “notáveis”. Todos os técnicos que então afirmaram que essa obra era a mínima necessária para garantir os objectivos enunciados foram desmentidos pelos factos. Fica-me, apesar de tudo, a certeza de que apenas se evitou um mal maior e que foi pena não se continuar a luta, porque mesmo com um projecto melhor, a paisagem única do estuário do Douro vai sofrer um dano irreparável. Podem achar que é irritação, mas não compreendo que a CMP não tenha, sobre tão importante matéria, uma qualquer opinião.
A reunião que referes, onde compareci a pedido do Presidente da Junta de freguesia de Nevogilde, não tratava dos molhes mas sim da envolvente. Especificamente, o Arquitecto Carlos Prata pretendia saber a opinião desses autarcas sobre o uso a dar a área envolvente pois o projecto poderia comportar alterações. Anunciou-nos já então que a ponte que ligaria os dois molhes norte (assinalada a vermelho na foto, que tirei hoje da planta que está exposta no local) não iria ser feita. Falou-se nessa reunião da eventualidade de entre os dois molhes construir uma piscina de marés.

A Junta da Foz defendia então um terreiro para festas das suas colectividades culturais... Reafirmei que sou contra os molhes, mas que independentemente disso, discordava desse aterro. Aliás, deves-te recordar da minha discussão acesa com o Presidente da Junta da Afurada, que se irritou por eu ser contra os molhes, que ele entende são favoráveis à pesca artesanal. Falei há dias com o IPTM e ainda não sabem que solução dar à praia que vai ficar encravada entre os molhes, a juntar lixo do rio. A protecção da margem do Rio Douro não necessitaria dessas avantesmas, e não me basta dizer que o projecto do Carlos Prata é menos mau.
Quanto ao resto, reafirmo que os molhes são nefastos sob o ponto de vista ambiental e paisagístico, e não encontro benefícios do ponto de vista da navegabilidade. Recentemente, dedicamos uma das Tertúlias do Comercial (co-organização ACP/”Comércio do Porto”) a esse tema, com uma intervenção do Professor Bordalo e Sá, com muita gente ligada ao assunto, nomeadamente com a presença do Eng. Francisco Lopes do IPTM.
Quanto às areias, meu caro Pedro, o IPTM dizia que as areias que fossem removidas serviriam para reforçar o Cabedelo. Está escrito no Estudo de Impacto Ambiental. Não me consta que o Cabedelo seja em Valbom, e é lá que as areias estão a ser depositadas para venda.

De: Cristina Santos - "Aqueles que desejavam..."
"... viver num bairro social"
Falam de Bairros de condições degradantes, esquecem os pequenos bairros dispersos pela cidade.
Esquecem os idosos que vivem em condições degradantes, esquecem famílias numerosas em casa de tabique que ameaçam a ruína.
Por não se socorrem estes, que nunca beneficiaram de apoio, aumentam-se as necessidades de habitação social.
Se os Bairros são compostos por apartamentos de má qualidade construtiva, nestes casos continuam a faltar instalações sanitárias, água e outros bens habitacionais básicos.
Se nos Bairros a união faz a força, nestes casos que existem espalhados por toda a Cidade, a exclusão é o principal privilégio.
Se nos Bairros há instituições dedicadas ao apoio aos mais idosos e jovens residentes, nestes casos específicos as famílias pobres travam lutas para serem integradas nos Centros que servem toda a freguesia.
Mas isto parece não ser problema, porque mais tarde ou mais cedo estas famílias serão transplantadas para Bairro Sociais, como tal não são urgentes.
Fala-se consecutivamente da acção deste executivo, mas parece só haver espaço para falar dos projectos herdados de outros mandatos.
Para que se saiba e conste, este executivo foi o único a utilizar e cabimentar verbas para programas de intervenção nestes casos de salubridade, muito embora esse tipo de programas existissem há uma década, caso do RECRIA e do SOLARH.
Este executivo tirou da gaveta autos de vistoria e salubridade que remontam a 1995, aumentou o valor das coimas e os meios de fiscalização.
Estas medidas são um grande auxílio à problemática dos Bairros e do seu aumento, são um apoio à exclusão que tantas vezes é nossa vizinha, às famílias que não tem dinheiro para pistolas, ou sequer oportunidade de praticar actos ilícitos, vivem pobres dentro das casas de Fachadas Históricas.
Não reclamam grandes obras seguram os tectos com barrotes, limitam-se à condição de pagarem apenas 10 euros de renda.
Escondidos desejam apenas morar num bairro social.
Vou aqui abrir uns parênteses de realce: há um caso na enigmática zona da Foz em que um jovem de 25 anos toma conta da mãe que perdeu a autonomia, numa casa de uma só assoalhada, situada numa Rua onde as condições são semelhantes para todos os moradores.
Nesta casa o saibro cai das paredes, os tectos tem manchas e as janelas apodreceram. Este jovem é órfão desde os 12 anos, lava a mãe numa casa de banho no exterior, mas não perdeu a força, trabalha, a custo integrou a mãe num centro de dia e agora o programa Recria vai proporcionar-lhe fazer as obras necessárias.
Como digo este jovem não ficou afectado pela insalubridade que o rodeia, não se pode permitir a isso, este jovem está apenas preocupado em ter uma casa de banho interior onde possa fazer a higiene diária, com humildade e asseio pede ao empreiteiro responsável pela proposta, o favor de instalar nessa futura Casa de banho um polivã com acessórios que lhe facilitem acomodar a mãe, propondo-se caso seja necessário a pagar aos poucos essa instalação.
Se este jovem fosse um traficante teria uma casa revestida de mármore azul, vivia à custa da exploração de jovens pobres e excluidos.
Cristina Santos
Falam de Bairros de condições degradantes, esquecem os pequenos bairros dispersos pela cidade.
Esquecem os idosos que vivem em condições degradantes, esquecem famílias numerosas em casa de tabique que ameaçam a ruína.
Por não se socorrem estes, que nunca beneficiaram de apoio, aumentam-se as necessidades de habitação social.
Se os Bairros são compostos por apartamentos de má qualidade construtiva, nestes casos continuam a faltar instalações sanitárias, água e outros bens habitacionais básicos.
Se nos Bairros a união faz a força, nestes casos que existem espalhados por toda a Cidade, a exclusão é o principal privilégio.
Se nos Bairros há instituições dedicadas ao apoio aos mais idosos e jovens residentes, nestes casos específicos as famílias pobres travam lutas para serem integradas nos Centros que servem toda a freguesia.
Mas isto parece não ser problema, porque mais tarde ou mais cedo estas famílias serão transplantadas para Bairro Sociais, como tal não são urgentes.
Fala-se consecutivamente da acção deste executivo, mas parece só haver espaço para falar dos projectos herdados de outros mandatos.
Para que se saiba e conste, este executivo foi o único a utilizar e cabimentar verbas para programas de intervenção nestes casos de salubridade, muito embora esse tipo de programas existissem há uma década, caso do RECRIA e do SOLARH.
Este executivo tirou da gaveta autos de vistoria e salubridade que remontam a 1995, aumentou o valor das coimas e os meios de fiscalização.
Estas medidas são um grande auxílio à problemática dos Bairros e do seu aumento, são um apoio à exclusão que tantas vezes é nossa vizinha, às famílias que não tem dinheiro para pistolas, ou sequer oportunidade de praticar actos ilícitos, vivem pobres dentro das casas de Fachadas Históricas.
Não reclamam grandes obras seguram os tectos com barrotes, limitam-se à condição de pagarem apenas 10 euros de renda.
Escondidos desejam apenas morar num bairro social.
Vou aqui abrir uns parênteses de realce: há um caso na enigmática zona da Foz em que um jovem de 25 anos toma conta da mãe que perdeu a autonomia, numa casa de uma só assoalhada, situada numa Rua onde as condições são semelhantes para todos os moradores.
Nesta casa o saibro cai das paredes, os tectos tem manchas e as janelas apodreceram. Este jovem é órfão desde os 12 anos, lava a mãe numa casa de banho no exterior, mas não perdeu a força, trabalha, a custo integrou a mãe num centro de dia e agora o programa Recria vai proporcionar-lhe fazer as obras necessárias.
Como digo este jovem não ficou afectado pela insalubridade que o rodeia, não se pode permitir a isso, este jovem está apenas preocupado em ter uma casa de banho interior onde possa fazer a higiene diária, com humildade e asseio pede ao empreiteiro responsável pela proposta, o favor de instalar nessa futura Casa de banho um polivã com acessórios que lhe facilitem acomodar a mãe, propondo-se caso seja necessário a pagar aos poucos essa instalação.
Se este jovem fosse um traficante teria uma casa revestida de mármore azul, vivia à custa da exploração de jovens pobres e excluidos.
Cristina Santos
De: Cristina Santos - "SMAS e outros"
Para além de tudo aquilo que aqui já foi dito sobre o trabalho de Rui Sá enquanto dirigente dos SMAS, acresce a intervenção na área da organização interna dos recursos humanos e materiais, que produz efeitos diários na melhoria dos serviços prestados à Cidade.
Em três anos Rui Sá conseguiu aniquilar hábitos enraizados durante décadas, para tal teve que travar uma verdadeira luta interna, que lhe valeu de início um sem número de insubordinação e motins.
Conseguiu reduzir o número de efectivos, produzir mais e de forma eficiente.
Recorde-se que há uns tempos atrás eram necessários 3 trabalhadores e 2 dias de serviço para abrir/tapar um buraco de 1m2.
Há uns tempos os funcionários eram concorrentes directos das pequenas pichelarias, usando para a prestação de serviço particular, matérias-primas pagas por todos nós, não tinham qualquer receio de denúncia.
Davam–se ao privilégio de atender a uma solicitação após horas desta ter sido efectuada, as ligações aos colectores não tinham acompanhamento, antes pelo contrário precisavam de uma «certa ajuda», para serem aprovadas.
Actualmente o cenário é completamente diferente, os colectores são instalados por equipas de 3 homens, permanentemente vigiados por um fiscal e são implantados em tempo record.
Os buracos de 1m2 ou a instalação de contadores são feitos por um só funcionário, como em qualquer empresa particular.
As religações de água são efectuadas quase de imediato e, quando isso não acontece, os funcionários informam t
Em três anos Rui Sá conseguiu aniquilar hábitos enraizados durante décadas, para tal teve que travar uma verdadeira luta interna, que lhe valeu de início um sem número de insubordinação e motins.
Conseguiu reduzir o número de efectivos, produzir mais e de forma eficiente.
Recorde-se que há uns tempos atrás eram necessários 3 trabalhadores e 2 dias de serviço para abrir/tapar um buraco de 1m2.
Há uns tempos os funcionários eram concorrentes directos das pequenas pichelarias, usando para a prestação de serviço particular, matérias-primas pagas por todos nós, não tinham qualquer receio de denúncia.
Davam–se ao privilégio de atender a uma solicitação após horas desta ter sido efectuada, as ligações aos colectores não tinham acompanhamento, antes pelo contrário precisavam de uma «certa ajuda», para serem aprovadas.
Actualmente o cenário é completamente diferente, os colectores são instalados por equipas de 3 homens, permanentemente vigiados por um fiscal e são implantados em tempo record.
Os buracos de 1m2 ou a instalação de contadores são feitos por um só funcionário, como em qualquer empresa particular.
As religações de água são efectuadas quase de imediato e, quando isso não acontece, os funcionários informam t
